A Ordem de Drugstrein (Versão antiga)
15 Capítulo 15 - Onde Está o Desafio?
Arco III — O Castelo do Vampiro
Capítulo 15 – Onde está o desafio?
O dia foi extremamente maçante. Não é nada interessante passar um dia inteiro preso em um quarto sem poder fazer nada. Isso era o que se passava com os três Magos de Drugstrein, presos em um quarto do castelo de Nosferatus.
Ao menos eles não usavam mais as gargantilhas limitadora de aura. Agora podiam fazer pequenas magias para se distrair.
Sarah permanecia andando de um lado ao outro, ansiosa e preocupada com o segundo desafio que deveria começar em breve. Eles tinham calculado que já devia estar anoitecendo, apesar de não poderem ver o dia lá fora do castelo.
Matheus estava deitado na cama, o braço sobre a testa e desanimado com o tédio. Kamui também estava deitado em sua cama, ele soltava faíscas com a ponta do dedo para passar o tempo.
O silencio era mantido há algum tempo, porém, Kamui resolve quebrá-lo.
- Estive pensando – os dois olham para ele – quando sairmos daqui...
- Se sairmos... – Matheus fala, completamente desanimado.
- Vamos sair. – Kamui diz, enquanto se senta na cama. – Como ia dizendo, quando voltarmos para o castelo de Drugstrein, irei começar a ensinar para vocês uma nova técnica para lançar feitiços.
- Uma nova técnica?- Sarah começa a se interessar e se senta ao lado de Kamui.
- Sim, Arthur Magnum tem me ensinado há algum tempo. É Um pouco difícil, mas acho que vocês também vão conseguir.
- E o que é? Vocês esta me matando de curiosidade. – Sarah protesta.
- Uma maneira de lançar um feitiço sem a necessidade de falar o nome dele.
- Isso é possível? – Matheus pergunta, intrigado. – Quer dizer, o nome do feitiço produz vibrações que permite que o feitiço se realize, não é assim?
- Mais ou menos – Kamui começa a explicar – na verdade, feitiços nada mais são do que a transformação da aura em algo com mais substância. Para fazermos isso precisamos de concentração. O nome dos feitiços nos dá uma vibração para canalizar a nossa concentração e emitir as ondas certas da aura. Podemos obter o mesmo efeito apenas pensando e mentalizando o feitiço.
- Se pensarmos por esse lado, realmente faz sentido. – Sarah comenta. – Veja os elfos, eles fazem os seus feitiços apenas falando o nome do elemento em elfico.
- Sim, tem algum fundamento. Mas a maneira de conjurar de um elfo é muito diferente de um humano. De qualquer maneira, isso é muito difícil de se fazer e requer muita concentração, eu só consigo realizar os feitiços de nível 2, no máximo, e eles saem muito enfraquecidos.
- Agora acho que a gente ta perdido mesmo. Teremos que treinar novos feitiços, praticar o controle da aura e agora mais essa.
- Não posso fazer nada, vocês deviam ter pensado nisso antes, para não deixar acumular.
- Nem vem Kamui, – Sarah se defende – você sabe que a gente treina pra valer. Único problema e que nem todo mundo é um mago superdotado como você.
Nesse momento a porta se abre novamente, o mesmo barulho estridente e irritante pode ser ouvido, e um vampiro diferente entrou pela porta dessa vez. Era um vampiro baixo e gordo, parecia ter bem uns 30 anos e usava um corte de cabelo estilo moicano.
- Hum, então são vocês três, não é? Não parecem muito grande coisa. Acho que aquilo vai acabar com vocês em menos de trinta segundos.
Eles permaneceram calados e o seguiram, nenhum deles gostava de vampiros, mas aquele eles certamente odiaram mais do que os outros dois que já tinham visto.
- O que seria “aquilo” do qual ele se referia? – Sarah se pergunta em um sussurro.
- Deve ter a ver com o desafio. – Matheus responde para a garota.
O mesmo caminho conhecido foi feito para descer da torre, porém, dessa vez, eles não foram levados para a sala de armas. Antes do corredor que levava para ela, eles foram guiados por um outro corredor um pouco mais amplo, logo ao fim da escada em caracol. O corredor também era relativamente limpo em relação a escada.
Pouco tempo depois eles chegaram a uma enorme porta dupla de aço, a porta foi aberta com esforço pelo vampiro. Logo, um cheiro muito forte de coisa podre invadiu o corredor. O vampiro grossamente ordenou que eles entrassem. Sem opção eles entraram pela porta que se fechou logo atrás deles. Verificaram o espaço ao redor, se parecia com uma enorme arena de combates. Certamente era para isso que eles estavam ali. Aos cantos estavam amontoados muitos corpos, nem todos humanos, identificaram alguns corpos de elfos, anões e até de alguns orcs como goblins e ogros. No centro havia um amontoado de corpos totalmente estraçalhados.
- Então é daqui que vem esse fedor. – Matheus comenta tentando tapar o nariz com a roupa.
- Olá meus queridos magos, como tem passado?
- Nada bem, graças a você. – Kamui responde secamente, sabendo que ele não iria fazer nenhum mal até que não tivessem feito o que ele queria que fizessem.
- É uma pena que não desfrutam da hospitalidade. Enfim, vamos ao que interessa, vou lhes falar um pouco sobre mim.
Sarah e Matheus fizeram uma cara de desentendidos, Kamui, no entanto, demonstrou nada mais do que desinteresse. Nosferatus continuou.
- Talvez vocês não saibam, mas além de um vampiro poderoso e charmoso eu sou um cientista, gosto de fazer experimentos. Talvez isso seja graças a origem dos vampiros. Acho que vocês já sabiam que o primeiro vampiro foi criado quando um mago humano tentou usar um feitiço de magia negra para se tornar imortal. Pelo menos essa é a lenda que circula entre os vampiros desde os tempos imemoriais, muito antes do ano zero dos humanos.
- Isso é verdade? – Matheus pergunta.
- Não sei. – Sarah responde. – Nós não temos nenhum registro disso, mas é bem possível.
- Vocês viram como eu faço experiências no desafio anterior. – Nosferatus continua. – Também já devem ter cruzado com uma das minhas criações em conjunto com meu pai, quando ele ainda estava morto. Vocês já devem ter se deparado com lobisomens.
- Você criou os lobisomens?! – De repente Kamui começou a se interessar pelo que o vampiro dizia.
- Sim. Era para eles serem um servo fiel à nós. Fundimos nosso sangue, o de um humano e de um lobo atroz. O resultado foi um humano capaz de se transformar em fera, sua mordida transmitia um vírus parecido com o de um vampiro, a vitima geralmente acabava morrendo, mas não voltava a vida, como em nosso caso. E caso ela sobreviva, surge um novo lobisomem. Vamos deixar os lobisomens de lado. Vamos ao que interessa: o seu desafio. Testem para mim meu mais novo experimento.
Nosferatus começa a pairar no ar e parou logo a cima do monte de corpos estraçalhados. Deixou cair uma pequena jóia negra e brilhante, em seguida, retornou para uma espécie de camarote da arena.
O monte de corpos começou a se mexer. Os três magos se colocaram em guarda, assustados com aquilo. Logo os corpos se juntaram e algo começou a levantar e tomar forma. Uma espécie de homem surgiu diante deles, tinha quase seis metros de altura e era muito magro. O maior detalhe, ele era constituído totalmente por corpos humanos dilacerados e compactados, tinha seis olhos humanos na cabeça, que para o tamanho da criatura, pareciam pequenos olhinhos que reviravam pra lá e pra cá.
- Que diabos é isso? – Matheus dá um passo para trás.
- Contemplem minha mais nova criação. Meu golem de carne.
- Sarah, você sabe o que fazer né? – Kamui pergunta para a garota.
- Sim.
- Não se esforce de mais dessa vez.
A criatura avançou em uma velocidade incrível para um corpo tão grande e deformado. Ia em direção aos três, mas não chegou nem perto do alvo.
- Oath!
Um jato de luz o atingiu em cheio, os corpos começaram a se queimar e um uivo quase humano foi ouvido, um uivo sinistro. Ele salta para trás e cai no chão, apoiado com os braços para não cair. Kamui avança em direção a criatura.
- Explosion!
Um jato de fogo deixa um rastro no chão e atinge a lateral do golem, causando uma explosão de chamas. A criatura cambaleia. O braço esquerdo cai no chão. Ela vai se afastando e cai próximo aos muros da arena. Passado alguns segundos se levanta novamente. Agora ele usava os corpos no chão para reestruturar seu braço que fora perdido.
- Deixa comigo. – Matheus vinha correndo até Kamui, acompanhado de Sarah. – Nah Clay Guardian!
Matheus toca o chão de pedra da arena e logo a sua frente surge um enorme golem de pedra e terra. Os dois golens tinham o mesmo tamanho, no entanto o que Matheus tinha criado era mais robusto. Eles se atracam em uma luta feroz. Não leva muito tempo para o de terra imobilizar o de carne, apesar de que isso não duraria muito tempo. O golem de carne começava a forçar o outro e este já estava começando a ceder. Sarah se aproxima dos dois e utiliza o feitiço Oath. Sem ter para onde correr, o golem de carne queima até começar a se desmontar. Tendo a vitória garantida, Matheus desfaz o golem de terra para poupar aura.
- Onde estava o desafio, Nosferatus? – Kamui provoca.
- Não provoca ele Kamui. – Sarah ralhava com ele em voz baixa.
- Realmente não foi como eu esperava. Vocês passaram muito facilmente por esse, mas o próximo...
Nosferatus deu um sinal para alguém que eles não conseguiam ver. Provavelmente seria para um dos seus servos vampiros. A porta dupla de metal da outra extremidade se abriu. Por ela passou três criaturas que eles nunca tinham visto antes, tinham a mesma altura de um homem adulto, mas eram mais magros e esguios. A pele era de tonalidade marrom e cheia de escamas, tinham uma longa cauda que se estendia para traz caída ao chão. A face tinha as feições de uma serpente, com olhos amarelos e pupilas estritas, as narinas não passavam de dois orifícios logo abaixo destes. Da boca larga não parava de sair e entrar um longa e fina língua de cobra.
- Srath... esse será o próximo desafio? Enfrentar três Sraths? – Sarah pergunta.
- Na realidade, será mais uma disputa. Eles passaram pelas mesmas coisas que vocês, agora o desafio final dos dois grupos será um derrotar o outro.
N.A. - Novamente, lamento pelo tamanho diminuto do capítulo, mas não teve como alongar mais. Prometo postar o próximo o mais breve possivel, quem sabe sexta. ^^
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