A Ordem de Drugstrein (Versão antiga)
13 Capítulo 13 - O Vampiro Nosferatus
Arco III — O Castelo do Vampiro
Capítulo 13 – O vampiro Nosferatus
A noite começava a cair na pequena e deserta cidade de Guran ao leste de Drugstrein. Três jovens magos procuravam por algo que nem eles mesmos sabiam ao certo o que era.
- Nenhum traço de aura, Kamui?
- Nada muito definido e você?
- Consigo detectar alguma coisa, mas é estranho, não é como se algum mago tivesse feito algum feitiço por aqui.
- Você realmente se tornou melhor nisso do que eu. – Kamui sorria para a garota, que sorria de volta.
- Isso aqui está muito chato. – Matheus se aproximava vindo de uma construção grande. – Faz dois meses que não pegamos nenhuma missão muito interessante. Teve até uma ou duas que eram legais, mas essa aqui, francamente. Nem sei porque colocaram como grau C.
- É porque todos os habitantes da cidade simplesmente sumiram. Ninguém sabe quem ou o que provocou isso, sendo assim, uma missão de investigação de grau C. – Kamui explica.
- Mas isso está realmente difícil para nós. Não achamos nenhuma pista. Tudo o que sabemos é que a capital de Gydan do Norte contratou uma missão para descobrir o que aconteceu nesta cidade. – Sarah comenta enquanto tentava uma nova analise do ambiente.
- E eles estão pensando até que foi algum tipo de invasão de Gydan do Sul. Como se eles fossem seqüestrar uma cidade inteira. – Matheus sentava na borda de uma pequena fonte na praça. – O que vamos fazer, Kamui? Investigamos todos os comércios do centro. Só nos resta investigar as casas das pessoas.
- E os subsolos.
- O que? – Sarah pergunta.
- Olhem ali. – Kamui aponta uma serie de grades de metal presos ao solo no canto da praça. – Eles têm um sistema de esgoto subterrâneo nessa cidade.
- Esgoto. Que nojo, não quero entrar ali.
- Mas vai ter que entrar, Sarah. – Matheus dizia caçoando a garota.
- Vamos nessa.
Kamui se aproxima da grade de aço que dava entrada ao esgoto subterrâneo e a levanta usando aura para ampliar sua força física.
- Esperem aqui, vou averiguar primeiro.
Ele segue o caminho descendo as escadas, que estavam escorregadias graças ao limbo formado pela umidade. Ele chega a um chão firme de pedra. Três metros, essa era a altura que Kamui julgava ter a passagem. Ele segue pelo caminho mal iluminado e usa uma magia básica para gerar um foco de luz em sua mão.
- Huuuoooaaar.
Ele ouve um som não reconhecível e fica de alerta, havia alguma coisa ali, alguma coisa inumana. Braços acinzentados tentam agarra-lo, de repente, dezenas deles surgem aparentemente do nada. Ele salta para trás e em seguida usa a aura para impulsioná-lo para fora do esgoto.
- O que foi? – Sarah leva um susto.
- Não tenho certeza, mas acho que sei com o que estamos lidando.
- O que é?
- Esperem anoitecer mais um pouco e talvez descobriremos.
Mais quinze minutos se passaram até a noite cair completamente. Do buraco aberto, começou a ser emitido um ruído semelhante ao que Kamui havia ouvido, o ruído foi ficando cada vez mais alto. O primeiro saiu, era um ser humano em fase de decomposição, a pele branca cinzenta comprovava isso. Feridas e falta de cabelos e pelos por todo o corpo, rugas como sinais de desidratação.
- Como eu esperava, zumbis, estamos lidando com mortos vivos aqui.
- Mas que merda é essa?! – Matheus pergunta em meio ao susto.
- Todos os habitantes da cidade se tornaram zumbis? – Sarah perguntava horrorizada.
Não houve resposta, ao perceber carne fresca os zumbis desataram a correr, eram incrivelmente velozes para pessoas mortas.
- Explosion. – Dezenas de zumbis foram jogados para o ar ou arremessados para trás em chamas, graças ao feitiço de Kamui. Porém, isso não sanaria o problema. Muitos outros saiam por aquele buraco. Outras dezenas vinham de outras ruas da cidade, eles saiam de qualquer local onde podiam buscar abrigo da luz do dia. – Matheus utilize feitiços de fogo. Sarah, dessa vez você comanda, feitiços de luz são muito efetivos contra eles.
- Certo. Então eu sei o que fazer. Não ataquem, deixe que se aproximem.
- Ficou louca garota, se eles se aproximarem de mais, nesse número, irão nos pegar.
- Confie nela, Matheus. Sarah sabe o que faz.
- Está bem, espero que saiba mesmo.
Os zumbis se aproximavam lentamente da praça onde os três se reuniam. Eles simplesmente aparentavam estar alheios a situação toda. Porém, no momento em que se aproximavam o suficiente para perceber pessoas vivas, começavam a correr em incrível velocidade. Agora centenas deles corriam em direção ao trio que estava confiando inteiramente na ação da garota.
- Oath!
Sarah grita para lançar o feitiço. A esfera luminosa se expande numa área muito grande, cerca de quinhentos metros de raio. Os zumbis atingidos pelo feitiço da garota começam a se queimar. A pele putrefada não suportava os raios ultravioleta da poderosa luz, o poder do feitiço estava seriamente prejudicado pela área de alcance forçado pela garota, mas apenas a luz era suficiente para derrubar todos eles e fazer os que estavam mais afastados fugirem em disparata.
Sarah mantém o feitiço por no máximo dez segundos antes de ficar exausta e perder o equilíbrio. Kamui segura a garota para que ela não caísse no chão.
- Nossa, Sarah, não sabia que você podia fazer algo tão incrível. – Matheus comenta em espanto.
- Olhe e aprenda garotão.
Clap. Clap. Clap.
- Mas o que é isso agora? – Kamui se pergunta ao ver um sujeito muito alto, cabelos brancos, vestindo uma calça preta, camisa branca e uma capa negra com a parte interior vermelha. Ele vinha em sua direção batendo palmas. – Quem é você?
- Permita-me que eu me apresente. Meu nome é Nosferatus. Eu sou um vampiro.
- Então é você que transformou toda a cidade em zumbis?
- Sim, isso foi uma fatalidade, sabe, normalmente quando eu sugo o sangue de alguém com uma aura forte eu posso devolver um pouco do meu próprio e torna-lo um morto-vivo superior: um vampiro. Infelizmente, não encontrei ninguém compatível nessa cidade, tudo o que pude fazer por eles é torná-los meus servos zumbis.
- Então acho que nossa missão vai incluir eliminar você, não é? – Matheus fala com raiva se preparando para atacar.
- Vocês poderiam tentar, mas duvido que consigam, este não é meu objetivo.
Ele falava com um desdém que irritava Matheus, o garoto usa seu feitiço mais forte: Nah Clay Guardian. O gigantesco golem de pedra avança contra o vampiro e desfere um soco, no entanto, esse soco é bloqueado pela simples presença da aura do inimigo.
- Você não deveria ter feito isso, só vai me irritar. – Ele estende o braço em direção ao corpo do golem. – Exuran! – Um feitiço do tipo não elemental é lançado contra o golem, um raio de energia em tom azulado faz com que ele se despedace por completo.
- A coisa vai ficar feia. – Kamui diz. – Protege a Sarah, vou encarar ele.
- Ok. – Matheus decide não discutir.
Kamui avança apesar da forte aura que sentia, ele para de frente para Nosferatus e lança as chamas negras contra ele.
- Dark Fira. Esse é um dos meus favoritos também. Você é um garoto interessante.
Nosferatus estende a mão direita e tenta parar as chamas negras, porém, sua manobra não teve o sucesso esperado e ele é completamente envolvido por elas. Logo após isso, elas se apagam deixando um corpo totalmente mutilado para trás.
- Isso foi... como posso dizer... inesperado.
- Esta se regenerando. Mas que droga!
- Magia negra não tem o mesmo efeito em mortos, meu caro. Você teve que aprender isso da pior maneira. Aquele feitiço de magia branca que sua amiga utilizou acabou me ferindo mais do que isso, mas não chega nem perto da luz do dia, pude sobreviver sem nenhum dano muito grande.
- Explosion!
Nosferatus simplesmente desaparece antes de ser atingido pelo fogo.
- Fogo machuca, você não deveria fazer isso. – Kamui ouvia a voz logo atrás de sua nuca, como forma de um sussurro.
Ele salta para frente e se vira para encarar o vampiro. Iria tentar novamente um Explosion, mas é atingido por algum feitiço que ele nem consegue identificar, no segundo seguinte estava caído no chão inconsciente.
Kamui acorda com uma dor de cabeça muito forte. Leva as mãos até ela e a massageia. Em seguida, se levanta da dura cama de madeira e palha. Olha em volta, estava em um cômodo sem janelas e com apenas uma porta de madeira. Era um quarto pequeno e feito de pedra, certamente muito antigo. Ele vê que Matheus estava deitado em outra cama igual a sua e Sarah estava sentada, ao chão, em um canto. Ele se levanta e vai até ela.
- Você esta bem? – Pergunta ao se sentar ao lado da garota. Ela simplesmente acena que sim com a cabeça. – O que aconteceu?
- Você foi atingido por um Stunny e caiu desacordado. Em seguida, Nosferatus simplesmente apagou a gente de alguma maneira, nem vimos direito o que aconteceu. Quando acordei, já estava aqui.
- Então ele nos capturou. Mas para que? Qual seria seu propósito.
- Kamui... – Sarah olhava para ele agora, os olhos estavam marejados de lagrimas, como se ela estivesse para chorar. – Eu... eu estou morrendo de medo.
- Calma Sarah. – Ele abraça a garota bem forte. – Vai ficar tudo bem.
- Como? Eu também achava que ia ficar tudo bem... achava que se eu entrasse em uma enrascada, você viria e me salvaria... mas e agora? Olha para nós, somos completamente inúteis contra ele... até... até você.
- Ow... ow... não chore Sarah. – A garota estava começando a chorar. – Me desculpe. Eu... não sou forte o bastante... não pude proteger vocês dois.
- Não... não foi culpa sua. Você não podia fazer nada.
- Não se preocupe, se ele nos trouxe para cá vivos, precisa de nós para alguma coisa. Ficaremos bem, encontraremos uma maneira de sairmos daqui.
Neste momento, a porta de madeira faz um barulho estridente e um sujeito pálido entra pela porta.
- Ola garotos. Como passaram o dia? Vocês devem ter percebido que anoiteceu, não?
- Nosferatus! Maldito!
- Calma meu jovem mago. Acho que se enfurecer não lhe ajudará em nada, lembra-se do que aconteceu na cidade de Guran? Seu amigo ainda se lembra. Não acordou ainda.
Ele apontava para Matheus, que continuava a dormir. Com o barulho ele acaba acordando. Se levanta em um sobressalto muito assustado. Iria atacar o vampiro, mas Kamui antecipa isso e o para.
- Calma aí, amigão. Essa não será a melhor maneira de agirmos. – Ele sussurra para Matheus.
- Inteligente, jovem mago. A propósito qual o nome de vocês?
- O que o faz pensar que diríamos?
- Oh! Um desafio. Eu posso descobrir por mim mesmo. Conheço telepatia, sabe. Quatro mil e quinhentos anos de vida... ou melhor... de morte, e a gente aprende um truque ou dois.
- Tudo bem a gente fala. – Sarah se adianta. – Sou Sarah Harppon.
- Matheus Muscort.
- Kamui Atreius.
- Um Atreius, aqui. Mas que honra. – Ele fala com muito sarcasmo. – Deveria mata-lo agora só por ser parente daquele detestável Kamus.
- Você conheceu meu pai?! – Kamui pergunta sem pensar nas conseqüências.
- Seu pai? Hum... deveria ter percebido a semelhança. Ele foi um dos poucos que quase conseguiu me destruir. Mas essa é uma longa história da época da guerra negra. Deixemos para mais tarde. Eu não guardo rancor, então permitirei que você participe de meu desafio.
- Desafio? Qual desafio? – Matheus pergunta, surpreso.
- Antes de mais nada, deixe que eu me apresente. Sou Nosferatus, último vampiro de uma nobre linhagem de puros sangue. Minha família, a família Nosferatus, foi extinta a mais ou menos três mil anos, antes mesmo de vocês, humanos, formarem essas Ordens de magos. Eu mesmo destruí meu pai. Sabe, ele era poderoso e poderia querer fazer o mesmo a mim por medo de meu poder.
“Talvez eu seja um dos últimos vampiros puro sangue que ainda existam por ai. Agora a maioria dos vampiros que conheço são meus servos. Inclusive tenho três deles aqui nesse castelo.”
“Apresentações a parte, voltemos ao assunto principal. O grande desafio. Eu lhes proporei três desafios, se sobreviverem, estarão livres para saírem do castelo. Se morrerem, bem, vocês morrem.”
- Que tipo de desafio? – Kamui pergunta.
- Vocês saberão em breve, um de meus servos vampiros virá busca-los. Vocês serão alimentados antes. Quero que isso seja divertido. – Ele se vira e começa a caminhar até a porta. – A propósito, se pensaram em sair quebrando as paredes do castelo, desistam, elas estão protegidas pela minha magia.
N.A.¹ - Primeiramente, gostaria de dizer que, devido ao tamanho da fic, decidi dividi-la em partes.
Do capítulo 1 ao 7 é a primeira parte: Treinamento.
Do capítulo 8 ao 12 é a segunda parte: Primeiras Missões.
Nesse capítulo iniciamos a terceira parte: O Castelo do Vampiro.
N.A.² — Devido a alguns motivos ( o que inclui uma maior qualidade para a fic) a partir de agora a frequência mudará de 3 para 5 dias. Obrigado pela comprrensão.
N.A.³ — Unam se a minha nova campanha: Divulguem essa fic =P
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