A Ordem
3 Eclipse total do pânico
Notas iniciais
Espanha, Nuestra Asuncíon, 1873
Jennyfer Salvatore
*
O frio lhe consumia como uma chama. O silencio e o medo eram amigos de velhas eras que Jennyfer odiava com todas as suas forças, mas não adiantava odiar, eles nunca iam embora.
A praça estava vazia, ninguém tinha coragem de sair à uma hora dessas, mas Jennyfer não tinha escolha. Puxou a capa contra si e tentou aquecer o corpo. Em vão. Acelerou o passo até a antiga fonte com um anjo de pedra – que no momento não jorrava água – e parou, tomada pelo pânico. Olhou para todos os lados e até onde seus olhos enxergavam. Nada. Respirou fundo, afinal, ela tinha que manter a calma, era o símbolo da calma.
Olhou para o banco, mas não quis se sentar, ficou se lembrando do momento que chegara e o não vira, ela sabia que uma hora passaria por isso, mas sabia que não importava em que momento ocorresse, sofreria do mesmo jeito. Ele fora a única coisa que restara, seu ultimo alento, sua ultima fraqueza, eles iriam atrás dele, era um fato frio e assombroso.
Uma sombra passou no canto de seus olhos, a menina congelou, tomada pela adrenalina. Agarrou a faca que ficava escondida entre o vestido e sua pele fria e virou. Com um suspirou, jogou a faca no chão e correu até a forma que aparecera de baixo de um poste de luz antigo. Seus passos ecoaram por toda praça até ele a pegar no colo para que suas bocas se encontrassem com facilidade. Era tão comum aquela sensação, aquele cheiro de cachorro molhado e perfume, que Jennyfer o agarrou com mais força até o mesmo não aguentar e a soltar, levemente no chão.
Jennyfer o encarou, a blusa branca estava desabotoada e rasgada, fugia da calça bege, o suspensório caia pelo braço direito e não estava de casaco, ele não precisava, lembrou-se ela. O cabelo preto caia desajeitado pelos olhos azuis, no momento tão escuros e sombrios como a noite, tinha um corte perto do olho e o sorriso não estampava o seu rosto.
– Oh Díos! Eu pensei que... que... – Jennyfer não conseguiu terminar a frase tomada pelas lagrimas de alivio ou de medo, ela não sabia ao certo, Scott estava vivo, o que era maravilhoso, porém isso também significava que ele ainda era um alvo.
– Eu sei, mi hermosa, eu não deveria ter desaparecido desta forma, mas havia uma rebelião em Madrid, precisavam de mim e ainda hão de precisar. – Scott prendeu o fio do cabelo negro de Jennyfer que caia, ela prendeu a mão do amado temendo de soltá-la.
– Podemos fugir, você e eu, juntos em algum lugar que não comprometa as nossas vidas. – Scott afastou a mão como se tivesse levado um soco.
– Me desculpe, mi querida, mas isto é absurdamente impossível. Se está com medo eu entendo, mas eu não vou embora, tudo isso é muito maior do que você e eu, me perdoe.
– Eu não estou com medo, Scott! Por favor! Eu iniciei tudo isso e sou eu quem vou terminar, tenho medo por você, mi querido, você é o alvo deles, não eu. – Jennyfer esqueceu por um minuto toda a educação que recebera e foi para junto de Scott, prendendo o pescoço do menino com suas mãos e o obrigando a olhar para seus olhos – Posso perder tudo, menos você.
– Mi hermosa ,– disse calmamente – Você já me perdeu.
*
Jack
*
– O que? Você só pode estar de brincadeira com a minha cara. – Denny encarou Jack com um olhar felino, seus olhos estavam vividos e agitados, mas Jack não poderia aceitar aquela proposta.
– Claro, Jacky, porque essa é uma ótima hora para brincadeiras. De todos os Caçadores do mundo porque logo eu tive que cuidar de uma criança? – lamentou Denny, Jack queria dizer que eles tinham a mesma idade, mas Denny tinha mais de quinhentos anos, poderia se achar superior o quanto quisesse. – Escute garoto, eu posso ser imortal, mas não tenho todo tempo do mundo. Ou você pega essa espada e luta ou eu apago sua memória e você continua a sua vidinha. Estou te dando a escolha.
Jack olhou a espada, brilhando por refletir a luz, o menino sentiu a vibração vinda da arma, sentia como se fosse ele próprio, pedindo para ser pega, pedindo para ser manuseada. Quando o garoto percebeu já tinha alcançado o metal, era frio, mas perfeito, como um alongamento de seu braço. Denny o encarou, esperando alguma hesitação.
– Sua escolha está feita, garoto. – a menina voltou a caminhar até o seu depósito de armas e encontrou um arco, de madeira com uma curvatura perfeita, era grande demais para Denny, mas a menina não parecia se importar. A Caçadora pegou uma capa e se escondeu, colocando uma aljava carregada de flechas de vários tipos.
– Por que a capa?
– Não quero que saibam quem eu sou. – Denny foi até a janela e se encolheu – Quem quer que seja.
*
Denny
*
Era uma Esfinge, Denny suspirou por não ser uma criatura do Contrato, mas o que não significava que não era pior. Denny estava no telhado, com o arco preparado para qualquer chance de matar a criatura, ela não era a melhor atiradora, mas ia ter que servir. Jack se preparou com a espada, ele era tão desajeitado que Denny pensou que estava botando a vida do garoto em risco. Porém ela se lembrou do quanto especial ele era, se fosse para ter tanta estima em alguém que essa pessoa fosse de alguma ajuda. Jack segurou firma a arma, olhando para todos os lados, não tinha nenhum movimento nas árvores, então Denny se lembrou do ambiente preferido das Esfinges.
O céu.
Olhou para o alto no exato momento que um grande leão com extensões de águia cortou o céu acima da menina. Denny rolou para o lado se machucando com sua própria flecha.
– Jack! Olha para cima! – ela viu o menino gritar e cair no chão, se levantou rapidamente e preparou o arco, o monstro havia sumido. – Está tudo bem?
– Não. – Jack havia deixado a espada cair longe dele e estava indo pegar – Meu orgulho foi gravemente ferido.
– Você tinha algum orgulho? – ele fez uma careta para Denny e depois arregalou os olhos.
– Atrás de... – a frase ficou perdida no ar, Denny virou no momento exato que a criatura vinha em sua direção, ela atirou na asa da criatura e a Esfinge urrou voando para longe de Denny, a menina não perdeu tempo, atirou outra flecha na asa do monstro.
Atirando incessantemente, a criatura cedeu e caiu no chão optando por atacar Jack. Denny poderia matar a criatura com uma flecha na cabeça agora que a Esfinge estava no chão, mas a menina achou mais divertido ver Jack lutar. O menino segurava a espada com as duas mãos, errando o alvo repetidamente, sem nenhum equilíbrio a Esfinge jogou Jack para longe, fazendo o garoto bater de costas em uma árvore. Jack se levantou com dificuldade e se jogou na direção da espada, fazendo a criatura bater com força na árvore. Um bom truque, reconheceu Denny.
“Você poderia dar uma ajudinha” – Denny se alarmou, a voz Jack falou dentro de sua cabeça com um certo sarcasmo, a menina só tinha conhecido uma pessoa em toda a sua vida que apresentava aquele poder. “Sua primeira luta, não quero estragar”, a Caçadora falou com calma, por mais que tivesse estupefaça pelo fato de que o menino pudesse falar em sua mente, mas Jack foi o que pareceu mais surpreso. “Como você fez isso?”.
A Esfinge atacou, arranhando o braço de Jack com suas garras, o menino fez seu primeiro bom ataque arrancando uma das asas do monstro. Porém a Esfinge ficou mais irritada, indo com tudo em cima do Caçador que havia tirado sua asa.
“Abaixa!” – Jack abaixou no último momento, atacou novamente a asa da Esfinge “Agora para matar, Jack”. A raiva do monstro recaiu sobre Jack, o monstro foi com as garras arranhando o ar até ele, o menino correu até bater na parede do chalé logo abaixo de Denny. A menina tinha que intervir, infelizmente, se jogou em cima da Esfinge e prendeu o pescoço da criatura com o arco. “Agora, Jack!” o menino não perdeu tempo, pegou a espada e enterrou no peito da criatura, com mais força do que realmente necessitava. A Esfinge deu uma última guinada jogando Denny em direção a parede do chalé e caiu inerte em cima de Jack.
***
Jack estava limpando o corte no rosto, ficaria com uma fina cicatriz perto da bochecha, nada que tirasse a beleza do menino. Denny desviou o olhar, estava enfaixando o próprio braço, Jack não levou a luta como Denny esperava, ele se saíra péssimo, ela não deveria ter deixado-o lutar. Jack não era tão forte e rápido quanto ela tinha presumido, o que dificultava seu trabalho, ia carecer de mais tempo para treiná-lo, o tempo que ela não dispunha.
– Mudei de ideia.
– Sobre o que? – Jack estava perdido nos pensamentos que olhou desatento para Denny, seus olhos azuis estavam cansados e o arranhado já começava a cicatrizar.
– Vamos pegar a estrada e ir para Espanha assim que amanhecer. – antes que Jack pudesse contestar a menina continuou – Você foi péssimo na luta hoje, não sei quanto tempo vou precisar para treinar você e eu não tenho tanto tempo. Mais monstros virão e eu não posso acabar com todos eles para você, no caminho para a Espanha eu vou te treinando, acho que vai ser o suficiente. Vamos cruzar o país e pegar um avião para Portugal e depois ir de carro.
–Minha família... – Jack olhou suplicante para Denny, ele parecia um menino de oito anos sendo levado a força, os olhos claros estavam inquietos, pedindo lagrimas.
– Eu tenho que arrumar um carro... Você pode ir vê-los. – Denny levantou da poltrona e sentou na cama junto a Jack – Você já fez a sua escolha Jack, eu vou buzinar uma vez, se você não aparecer eu vou entrar na sua casa e apagar a memória da sua família e a sua , vou te arrastar para a Espanha com a consciência de que nunca se despediu de sua família. – Jack abaixou a cabeça – Estou te dando a despedida que eu nunca tive, não faça eu me arrepender disso, garoto.
– Não vai Denny, eu juro... – Jack levantou o olhar e encarou os olhos inexpressivos de Denny, que se surpreendeu por alguém encará-la mesmo com seus olhos – Como você falou na minha mente?
– Não fui eu, Jack, foi você.
*
Jack
*
A casa dos Campbell estava escura, Jack olhou pela última vez para a casa onde crescera e onde fez tudo que podia em sua curta vida. Olhou para o quarto e decidiu entrar, subiu a videira com um certo esforço pelos hematomas da luta com a Esfinge. Quando chegou, sentiu o cheiro de limpeza no velho recinto, olhou em volta e se lembrou da noite em que Lawrence morreu, agora ele sabia o que havia causado a morte da melhor amiga. Sabia quem o havia salvado, como hoje. Jack estava se sentindo péssimo, não por ter que ir embora e deixar a família, mas por ter decepcionado Denny. Ela havia deixado bem claro que Jack não lutou nada bem contra a Esfinge, o menino sabia que não seria a última vez que a decepcionaria, mas a sensação era terrível.
Afastando os pensamentos, foi para o armário e pegou algumas roupas, colocou o casaco de couro e foi atrás de uma mochila, encaixou o que achava necessário e saiu do quarto, encontrando o corredor vazio. Correu até a cozinha tentando não fazer barulho e escreveu um bilhete para os pais, voltou ao quarto do casal e deu uma última olhada para as pessoas que lhe deram a vida. Quando saiu viu duas formas pequenas no corredor escuro, Jack não se sentiu alarmado nem por um minuto, sabia que eram suas gêmeas preferidas.
– Meninas... O que fazem acordadas há essa hora? – Jack foi até as irmãs e lhes deu um último abraço.
– Estávamos esperando você. – disse Helen – Queríamos nos despedir.
– Como...?
– Aquela menina vai cuidar de você, não vai Jack? – Holly estava agarrada com um ursinho de pelúcia, o qual Jack lhe presenteara no aniversario de dois anos quando esquecera e tivera que comprar qualquer coisa que aparecesse, mas Holly amava o presente.
– A Denny? Sim... vai. Holly, como você sabe sobre a menina?
– Ela veio aqui e falou que você estava na casa do Paul... Mas eu não acreditei nela... Jack, você vai mesmo nos deixar? – disse Holly entre gemidos, Jack sentiu um aperto no coração, mas estava protegendo as meninas que tanto amava, elas correriam perigo se ele continuasse com elas.
– É necessário. Eu posso atrair coisas que podem machucá-las.
– Nós sabemos nos defender – defendeu Helen – Nossos amigos nos protegem!
– Que amigos, Helen? – a buzina tocou e Jack se sentiu obrigado a levantar – Adeus meninas, amo vocês.
– Isso não é um adeus. – afirmou Helen.
– Nossos amigos nos disseram que vamos nos ver novamente – concluiu Holly.
***
– Três dias, Denny! – Jack se revirou no carro que Denny roubara na noite que deixaram Ohio – Eu não aguento mais esse carro, sem ofensa.
– Quando você vai parar de reclamar? – Denny estava vestindo uma blusa rosa que deixava uma pequena faixa da sua barriga amostra e um casaco de couro, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo que deixava alguns fios soltos e óculos escuros, tudo parte do plano. – Já disse, precisamos de armas.
Depois de se despedir das irmãs misteriosas, Jack encontrou Denny com um Jeep preto que ela disse que havia “pego emprestado”. Saíram depressa da cidade sem Jack entender o porquê, Denny afirmava que precisava urgentemente encontrar um velho amigo que morava em Virginia. Jack nem imaginava o que ela chamava de “velho amigo”, mas não se encorajou a perguntar, ele também havia perguntado como eles podiam se comunicar telepaticamente com Denny, mas a menina não respondeu.
– Mas já são três dias, eu sei que prometi não reclamar e tal, mas nem...
– Chegamos, Jacky. – Jack simplesmente odiava quando Denny o chamava assim, mas não podia dizer nada, ele não podia reclamar senão a menina o hipnotizaria para fazer-lo se torturar, Jack já tentara.
Denny estacionou em um bar antigo no meio do nada, era como os antigos de historias do velho oeste, o cheiro de bebida havia atingido o carro e menino podia ouvir os gritos de homens bêbados. Denny desligou o motor e saiu do carro, com Jack logo atrás. Eles entraram no bar com seus passos sendo abafados pelos urros, o estabelecimento se chamava Sombra da Noite, tinha madeiras podres por todos os lados, a bebida cheirava a remédio. Jack se virou para Denny sem entender o que a menina que queria naquele lugar imundo.
– Den, o que você está procurando? – Denny o encarou, como sempre fazia quando ele a chamava desse jeito, mas ela nunca o advertira.
– Procurando um velho amigo Caçador.
– E como você vai achá-lo no meio de tanta gente?
– Vou te ensinar uma coisa divertida, pra variar. – Jack sorriu, mas Denny não alterou sua expressão. – Olhe para as pessoas nesse local, procure aquelas que têm uma aura brilhosa, como se alma delas fosse iluminada, queira ver isso. – Jack olhou, nada aconteceu no inicio, mas depois algumas pessoas começaram a brilhar, como se a pele deles pegassem fogo. – Agora olhe para mim. – Denny estava brilhando, seus olhos brilhavam como faróis, era simplesmente linda — É assim que os monstros nos veem, mas para eles é como um farol.
– É incrível.
– Duck! – Denny se animou ao ver uma grande forma se aproximar deles.
O homem era grande e tinha um tapa-olho, era careca e bem gordo, Jack se assustou por ele ser tão alto, usava uma calça rasgada e uma blusa xadrez. Tinha uma tatuagem de dragão no braço esquerdo, estava com um cigarro na boca e tinha um cheiro péssimo. Jack não era de julgar pela primeira impressão, mas achava que não iria gostar desse Duck.
– Seu nome é Duck?
– Sim, algum problema? – o homem tinha uma voz forte que fez Jack querer se retrair, mas não o fez.
– Não, nenhum.
– Duck precisamos da sua ajuda para duas coisas, se não esqueceu aquele favor que me deve de 1945. – Duck coçou a careca e sorriu para Denny.
– Pode pedir o que quiser, minha querida.
– Primeiro: precisamos de armas, quando eu voltei ao meu chalé estava infestado de monstros, não pude pegar as minhas armas e Segundo: Jack tem o poder de se comunicar telepaticamente, queria que me ajudasse com isso.
– As armas estão no porão e quanto ao menino... Se me permite perguntar... O que faz com ele? Achei que era uma Exilada como eu.
– Exilados são aqueles que decidem viver por conta própria, sem a proteção do Conselho. – explicou Denny ao ver a cara perdida de Jack — Entrei em uma empreitada terrível, mas é uma longa história Duck, não tenho esse tempo.
– Ah claro, enfim, que a minha memória me permite saber, só há duas formas de se comunicar dessa forma: sendo âmes unies ou tendo o dom da mente, mas se fosse o último caso o garoto já estaria morto.
Jack estremeceu.
– Por quê? – perguntou Denny calmamente.
– Tenho certeza que você se lembra do Greg – com um suspiro preocupado, Denny assentiu — Ele tinha esse Enigma, lutou com um demônio Deaver que acabou matando-o e amaldiçoando todos os que tivessem esse dom. – depois de um silencio desconfortante, Duck concluiu – O menino já teria morrido.
– E a outra opção? – Denny o encarou com raiva, Jack não sabia o porquê, ele não fazia a menor ideia do que a outra opção significava. – O que eu fiz?
– Para outra opção nossos sangues teriam que estar ligados e eu não me lembro de ter dado o meu sangue. – Denny massageou as têmporas e encarou Duck – Se for a segunda opção ele só pode falar na minha mente, então... Vamos ver se ele consegue falar na sua mente. – Jack a encarou estupefato, ele não sabia nem como tinha falado com a própria Denny, mas assentiu e fez uma declaração doida.
“O tapa-olho é desnecessário” Denny sorriu, o que não acontecia com muita freqüência, então Jack tentou gravar aquela imagem, já que era uma das coisas mais lindas que já vira.
“Você não sabe nem da metade”, Jack riu, mas depois de Denny ver a expressão Duck ela se alarmou e declarou:
– Você não ouviu.
– Como você sabe?
– Se você tivesse ouvido, Jack não estaria com os pés no chão.
– O que ele disse? – disse Duck zangado.
– Com licença, tenho que fazer uma ligação. – Denny saiu do bar deixando Jack com o assustador Duck o encarando como se fosse matá-lo, e talvez fosse.
– Olha cara, eu só disse que não entendi o porquê do tapa-olho, mas eu gostei, sério mesmo, queria até ter um igual.
– Eu posso providenciar isso para você. – Duck marchou para cima de Jack, o mesmo correu até a porta.
– Acho que ouvi Denny me chamando. – quando saiu viu Denny falando no telefone, ela parecia bem irritada.
– Você não me contou isso! Poderia ter me avisado, Austin, usar o meu sangue para proteger o menino? Sério? Eu juro que vou matá-lo assim que chegar ai. – houve um silencio por um bom tempo – ok! Há mais alguma coisa que eu precise saber? Não quero mais surpresas. – Denny arregalou os olhos e percebeu que Jack estava observando – Seu desgraçado! Austin! Austin! – Denny jogou o celular no chão, o mesmo espatifou em pequenos pedaços. – Preciso de um celular novo.
– Quem é Austin? – Jack estava inquieto, quem quer que fosse sabia sobre o que ele era e tinha feito algo para que Denny se surpreendesse, Jack tinha que estar alarmado.
Um grito.
Denny correu juntamente com Jack para o bar, o recinto havia se transformado em um verdadeiro caos, pessoas gritando e caindo para todos os lados, o que fez Jack sair do torpor foi um corpo que caiu a sua frente.
Duck.
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