A Ordem

17 Bons Pensamentos


Notas iniciais
Hey guys, how are you? Espero que estejam bem. Quero dizer, com muita alegria, que já estou de férias e tenho tempo de sobra agora. Com isso, vou poder escrever muitoooo e ver minhas séries amadas. Eu demorei porque estava na semana de testes e logo depois veio as provas que tomaram duas semanas, mas agora acabou. Boa Leitura!

Eu acredito,eu acredito....
Bons pensamentos faz com que vooaamos..... — Peter Pan

***

– Sim, Jennyfer. – ele se levantou – Mas se me permite, vou ver minha mãe.

– Com toda a certeza, você merece vê-la. – Denny se levantou e esticou a mão, sorrindo internamente, Luke se levantou e sorriu agradavelmente e apertou a mão da menina.

– Você não é um monstro como meu pai disse.

– Talvez eu seja. – disse ela – Talvez eu sempre fosse um monstro.

– Duvido. Costumo sempre ver o lado bom das pessoas. – ele pôs as mãos no bolso e suspirou – Até meu pai, eu acho que um dia ele irá perceber que nunca será feliz sendo quem ele é, um dia ele vai perceber que tem uma mulher e um filho que talvez o perdoariam por tudo.

– Queria poder concordar com você, Luke, mas depois de tudo o que ele me fez, é impossível imaginar Gerard salvando um cachorrinho.

– Tinha épocas, no verão quando saímos daqui, que ele me colocava em um cavalo e dizia que eu tinha que correr, sempre correr para nunca me acostumar a ir devagar, não aceitar o lento, mas sempre me sentir feliz com o vento passando por mim. Acho que esse homem ainda está lá, porque acho que é assim que a família se sente, esperançosa.

– Gerard pode ter sido bom, Luke, mas não vejo isso nele. Bondade? Creio que ele morre antes de pronunciar tais palavras, eu sei que você quer seu pai de volta, mas e se não tem nada para salvar?

– Eu aceitei entrar em uma guerra contra o meu próprio pai e quero livrar minha mãe dele. Eu o odeio. Odeio por me maltratar, me envenenar, ser um vilão e não meu pai, de tratar minha mãe como trata e por esquecer de que um dia o amamos, porém é difícil odiar alguém que um dia amou. Matar alguém que um dia te pôs em um cavalo e disse para ser livre. – havia lagrimas contidas nos olhos do menino, ele socou a mesa e inspirou, Denny se compadeceu dele, imaginando ter Gerard como pai, não poder sentir amor por quem o gerou.

– Eu vou entender se for demais para você lutar contra ele. – Denny cruzou os braços em frente ao corpo – Não imagino sua dor, nem a de sua mãe. Gerard tirou tanta coisa de mim, Luke; meu filho, meu noivo, meu Governo, 141 anos da minha vida e, além de tudo, ele não para de tentar me fazer sofrer por algo que eu nem sei ao certo por que. – agora era Denny que segurava as lágrimas – Às vezes eu penso que ele não é assim porque eu tirei seu Governo e estraguei sua vida, era só ele procurar outra Sede, parece que é algo muito mais antigo e que eu só sofri o reflexo disso.

– Minha mãe disse que meu pai perdeu muita coisa no passado, não que isso desculpe tudo o que ele fez com você e com os outros, mas talvez você tenha razão, somos todos atingidos pelo reflexo do passado de meu pai.

– Eu... – Denny piscou para afastar as lágrimas – Só quero que isso acabe.

– Eu lutarei com você contra meu pai, farei o que for preciso para que ele caia junto com Theodore, mas se vir acontecer, não o matarei.

– Eu entendo e concordo com sua posição, mas como meu soldado, fará tudo o que lhe for designado, sem reclamar ou hesitar.

– Sim, Governadora.

– Ótimo.

***

Adam e Rebecca olhavam impacientemente para Denny, o que tornava as coisas muito mais difíceis do que realmente eram. A garota tinha que arrumar um plano de Guerra, por mais que fosse muito mais fácil apenas fugir como fez há cem anos, porém essa era a sua família e ela era a líder. Denny pensou em como gostaria de Scott perto, ele era ótimo com planos e emboscadas, porém, teria que confiar em Adam e Rebecca para vencer Theodore e Gerard.

– Governadora? – chamou Adam.

– Sim? – Denny piscou e olhou para os dois, que estavam sentados do outro lado da mesa da sala de reuniões onde se reunia o Conselho de Guerra.

– Você tem que dar as ordens. – disse Rebecca friamente.

– Eu não sei, eu tinha um plano envolvendo Luke, mas agora eu não quero que ele seja obrigado a isso.

– O que a fez mudar de ideia? – disse o Caçador.

– Pude ver o que ele sente, Luke acredita que vai nos ajudar, mas eu na...

– Escute, Governadora... – começou Rebecca – Eu sei que quer proteger o menino e sua mãe, porém, é uma arma muito preciosa para ignorar.

– Então, o que sugere?

– Você acredita que Gerard irá atrás de Marrie para vingar sua vergonha e humilhação – Denny assentiu – O que faremos é deixar Gerard ir atrás de Marrie, mas não será ela e mandarei meus melhores cavaleiros levarem Luke e ela para um lugar seguro. Assim, protegermos os dois e prenderemos Gerard por tentativa se assassinato.

– Ótima ideia.

– Eles virão – disse Adam – Preciso de ordens para o exército.

– Assim que ele me levar para França...

– O quê? – disse Rebecca, ela se levantou e bateu na mesa – Minha responsabilidade é proteger a Governadora, você não será pega.

– Sim, eu serei. Quando Theodore vir atrás de mim, irei com ele e prepararei uma entrada segura para Jack, ele precisa tocar em Theodore. – Denny também se levantou – Assim, quando ele achar que está ganho, deixará Gerard como Governador e é aí que vocês entram. Existirá um grupo leal a ele, vocês e os Caçadores irão colocar fogo na biblioteca como distração e irão fugir para onde Austin os guiar. Esse lugar fica na França, bem perto do palácio, quando Jack conseguir tocar em Theodore, eu vou matá-lo e Jack voltará para você e então, o exército invadirá o castelo.

– Gerard vai estar bem longe. – concordou Adam – Vamos precisar escoltar Jack até o local onde foi escrita a primeira Constituição.

– Sim e com mais seis sacrifícios, Jack precisa matá-los ou eles têm que morrer dentro do círculo. – disse Denny com as mãos tremendo.

– E quem será? Os seis? – perguntou Rebecca.

– Eu não sei, mas se for preciso, eu serei um dos.

– Jack não concordará com isso... – Adam começou.

– Eu sou sua Governadora e minhas ordens são claras, vocês precisam, assim como eu, proteger seu futuro Soberano.

– Denny – chamou o noivo de Charlotte – Não digo isso como general de seu exército, digo como amigo... Não faça isso.

– O que você sugere? Cada um de nós ficar a espreita e quando alguém for atingido mortalmente nós o levarmos para o círculo e ele morrer lá?

– Não cada um de nós. – Adam começou a abrir um sorriso.

– Não, não. Essa ideia é horrível. – Denny começou.

– Até que não. – Rebecca também estava sorrindo – Seria muito pior matar alguém sadio e com uma vida inteira pela frente. Porém, tenho uma maneira de completar a ideia de Adam. Magos. Vamos posicionar cada um deles e assim que alguém for atingido eles levarão para o círculo por teletransporte.

– Mas como eles saberão que já devem ir? – Denny cruzou os braços – Essa ideia tem muitos furos. Além do mais, algum mago pode morrer na travessia, sei como deve ser difícil fazer essa mágica, ainda mais com alguém morrendo.

– Vamos convocar somente magos treinados.

– Adam, você percebe que Charlotte é uma desses magos?

– Eu... – hesitou – Ela quer fazer parte dessa guerra, se é o que ela quer...

– Então é isso? – perguntou a menina – Ok, mas vou deixar como responsabilidade de vocês.

– Pode confiar em nós, Governadora. – falou Rebecca convicção – Vamos escolher seis magos e os treinaremos.

– Mas eu vou manter um plano B. – foi a vez de Denny sorrir – Eles podem transformar a França em uma zoa neutra, sem magia.

– E qual seria esse seu plano B? – perguntou o Caçador.

– Vampiros. Tenho um clã ao meu dispor.

– Você vai confiar nesses chupa-sangues? – repudiou a Caçadora.

– Eu conheço e confio na líder do clã, tenho certeza que ela não vai nos trair.

– Não é aquele amigo seu, Eli, não é? – desconfiou o moreno.

– Não. – Denny engoliu a seco o nome de Eli – Não é ele.

– Mas uma coisa, Governadora... – Rebecca ainda parecia hesitante em relação a pedir ajuda a monstros, mas Denny estava confiante de que era única coisa a se fazer – Como vamos fazer para tirar todos os Caçadores daqui quando botarmos fogo na biblioteca?

– Vamos tornar possível a entrada dos vampiros e eles vão nos ajudar. – disse ela simplesmente, Denny queria mostrar que trabalhar com monstros não era nada demais.

– Por que a biblioteca? – perguntou Adam.

– Pega fogo mais rápido. – Denny arqueou a sobrancelha – Vamos convocar um Conselho de Guerra para amanhã à tarde.

– Sim, senhora. – disse Adam.

***

Denny apertou mais o casaco contra o corpo, o lado de fora da Sede estava um gelo com o inverno se aproximando. Ela tinha colocado uma calça jeans, uma blusa rosa mangas longas e sua fiel jaqueta de couro, além de um cachecol e uma boina. Se alguém a olhasse, diria que ela tinha apenas dezesseis anos e estava indo sair com os amigos, ela parecia uma adolescente normal (se ignorar seus olhos). A Caçadora apertou o passo para a antiga ponte, ela tinha que encontrar um velho e bom amigo.

Austin estava sentado como ela estava na noite do baile, com uma garrafa de vinho na mão, a blusa social branca desabotoada e a cabeça jogada para trás, parecia sentir o vento gelado da noite. Sua face estava vermelha, os fios vermelhos estavam bagunçados e suas mãos apertavam a garrafa.

– Sabe o que é engraçado? – disse ele ao ouvir os passos de Denny – Eu nunca entendi porque você gostava de vir aqui para beber, agora eu entendo.

– Você não bebe. – Denny colocou as mãos nos bolsos do casado e parou ao lado do ruivo – E nem sabe escolher uma boa bebida.

– Você tem razão. – Austin olhou para o rotulo do vinho e fez uma careta – Peguei da adega particular de Gerard, eu não queria nada muito forte, só queria saber o porquê de tudo estar acontecendo.

– Se eu soubesse, Austin, eu te diria.

– Aqui é bom, sabe? – disse ele olhando para cima – Dá para ver as estrelas e é tão vazio e silencioso que eu consigo ouvir os grilos.

– Você está com raiva de mim?

– Eu te odeio, Denny. – ele olhou para menina e sorriu – Mas eu te amo.

– Você não sabe o que está dizendo. – a menina foi até ele e puxou o ruivo da ponte – Vamos, vou te levar para dentro, para um lugar mais quente.

– Eu estou quente. – ele se livrou de Denny e jogou a bebida no rio – Eu quero pedir desculpas, eu fui um idiota. É que... Victória quer ter um filho e nós tentamos várias vezes, talvez ela esteja grávida e veja! Estamos em uma guerra em que ela poder morrer ou eu posso morrer, eu não quero que meu filho cresça sem pai.

– Austin...

– Quando você falou das crianças imortais, eu comecei a pensar em todas as crianças e no meu filho... Eu não ligaria se ele virasse uma, mas eu queria poder criá-lo e vê-lo crescer, caçar e ser o meu orgulho. Foi o que eu sempre quis, desde Henry... Ele era como meu filho também, naquela época. Eu surtei, surtei pensando no que seria da minha família daqui para frente.

– Eu deveria ter entendido, eu sou sua amiga, mas nunca faço nada de bom para você. – Denny foi até o amigo e colocou a mão em seu braço – Você me recebeu, cuidou de mim, me amou e fez tudo que podia, até quando eu fugi e te deixei aqui, você foi meu amigo. Austin, você é meu melhor amigo sempre e para sempre e eu me esqueço disso, esqueço que tenho que ser sua amiga também. Eu te amo, nunca mais briga comigo.

– Denny... – ele puxou a Caçadora para um abraço – Eu te amo também, baixinha. Eu nunca suportaria ver você morrer, agradeço todos os dias por você estar sã e salva.

– Eu poço mandar Vic para um lugar seguro. – falou Denny soluçando – Tirá-la da frente de batalha.

– Você acha que eu já não tentei? Ela não vai.

– Então vamos protegê-la, eu vou proteger sua família, porque você é a minha família.

– Você é uma das pessoas mais importantes da minha vida.

– Você será Governador, ok? Farei isso acontecer. – Denny se afastou e sorriu – Austin, você será maravilhoso como Governador.

– Você está tão certa assim que vai morrer?

– Sim.

– E quanto a Jack? Ele te ama, não vai deixar você morrer.

– Ele será o novo Souverain, ele tem que ser protegido.

– Ele não se importa com isso, trate de morrer longe das vistas dele. – Austin deu outro abraço em Denny, quando estavam se separando, um guarda apareceu e fez um breve reverencia a Denny.

– Senhorita.

– Pode falar, Kyle.

– Acho que temos um engano, há um vampira na entrada dizendo que a senhorita a convidou. Disse a ela que era impossível, mas ela insistiu fielmente.

– Não há engano algum. Abaixe a barreira por meia hora, preciso falar com essa vampira e... Por favor, não a chame de nada pejorativo, ela se chama Lucia, é irmã de Jack.

– Achei que ela estava morta. – disse Austin surpreso.

– Todos nós. – Denny olhou para Kyle e assentiu, mostrando que ela já poderia executar sua tarefa.

***

– Lucia. – Denny sorriu ao ver a irmã de Jack sentada na Grande Sala, ela parecia desconfortável e meramente preocupada, a Caçadora achou isso completamente normal, já que ela estava sozinha no terreno inimigo. – Que bom que veio. – Denny foi até o divã que a vampira estava sentada e sentou-se ao lado dela, não sabendo se deveria abraçá-la ou agir profissionalmente.

– Eu disse que se precisasse de mim, estaria aqui. – Lucia sorriu e tomou as mãos de Denny com as suas, elas eram geladas, mas a garota apreciou o gesto – Então, o que eu preciso fazer?

– Bem, além de lutar uma guerra por mim?

– Tenho certeza que não lutaremos uma guerra por você. Todos os monstros têm medo do que irá acontecer com Gerard e Theodore no poder, eles sabem que esses dois não são nem um pouco confiáveis, muito menos que irão continuar seguindo o Contrato.

– Que bom que vê isso. – então Denny contou a ela seu plano, o que esperava que eles fizessem e esperava que Lucia, em especial, fizesse.

– Pode contar com a minha ajuda e a dos meus vampiros, eles querem se redimir por matar tantos de vocês naquele outro dia. – Lucia abaixou a cabeça e respirou fundo – Mas a última parte...

– Talvez não seja necessária... Mas quero que fique sabendo dela, para o caso de vir acontecer.

– Farei tudo o que estiver ao meu alcance para proteger meu irmão. – Denny sorriu diante aquelas palavras, ela só precisava de alguém para proteger Jack e agora ela tinha uma, agradeceu por Lucia estar viva e ter alguém que ama Jack o suficiente para se preocupar e cuidar dele.

– Ele vai querer alguém por perto, ele não pode desistir de nada disso. – Lucia, que parecia não sentir frio em sua blusa branca, calça jeans rasgadas e uma blusa xadrez, estremeceu.

– É difícil prometer que ele vai segurar essa barra.

– Eu entendo, mas você será a única pessoa que ele ouvirá. – foi a vez de a Caçadora suspirar – Fazer ele sair será muito difícil, fazer nós dois sair será mais impossível ainda.

– Só temos esse plano?

– É fácil sair quando se está fugindo do inimigo, em nosso caso, nós queremos ir atrás do inimigo. Diretamente para a armadilha dele.

– Você sabe que não poderei entrar no Palácio do Souverain.

– Eu sei, eu o farei sair e você estará do lado de fora, esperando por ele.

– Para fazê-lo ir embora e não esperar por você. – Lucia assentiu diante do entendimento – Você deve amá-lo bastante para fazer isso.

– Estou fazendo o que é necessário para manter o futuro dos Caçadores intacto. – Denny suspirou e coçou os olhos – Mas eu fico triste por não ter feito mais por ele... E por Henry.

– Denny, não ache que vai morrer, vamos fazer o máximo para que isso não aconteça, ok?

– Agradeço seu otimismo. – Denny segurou a mão de Lucia – E agradeço sua ajuda.

– Já disse para não agradecer, Denny! – Lucia sorriu – E quanto ao meu otimismo, acho que Jack não te contou que eu sou a pessoa mais otimista do mundo.

– Acho que ele chegou a comentar. – as meninas riram, por um momento o plano foi esquecido e tudo parecia normal.

– Sabe... Eu sou boa em ouvir. – disse Lucia suavemente – Se quiser me contar alguma coisa...

– Pergunte logo o que quer saber.

– Você e meu irmão. – a vampira se remexeu e sorriu ansiosa. – Vocês são tão lindo juntos.

Denny tentou não sorrir, mas ela concordava com Lucia.

– Não sei. – declarou a Caçadora – Nós nos beijamos mais cedo e não nos falamos mais...

– Vocês se beijaram depois que falaram comigo. – Denny arregalou os olhos e corou, Lucia arqueou a sobrancelha e revirou os olhos – Eu sei de tudo que acontece em minhas terras.

– Depois eu descobri que ele dormiu com uma pessoa que eu odeio, brigamos, há algumas descobri que ele foi enfeitiçado, nos beijamos e eu tive que sair as pressas. Resumindo... Não temos nada resolvido. Talvez seja melhor assim.

– Não diga isso! Eu posso ter morrido quando meu irmão ainda era uma criança e eu posso não conhecê-lo agora, mas sei que ele ama você de um jeito imensurável. Denny, ele deixou minha família para ir com você.

– Porque ele queria saber quem era... Eu não duvido dos sentimentos de Jack, nem dos meus.

– Ótimo! Podemos criar um nome para esse casal... Janny ou Deck. – Lucia começou a rir com a péssima junção de nomes, mas Denny estava conferindo a presença de Jack em sua cabeça, gostava de tê-la ali, era reconfortante.

– Lucia?

– O que? – disse a garota exasperada.

– Não vamos nos casar, acho que é melhor menos animação.

– Desculpe, ver meu irmãozinho amando é uma coisa fofa. Falando nele...

– Sim, sim. Vamos chamá-lo aqui.

Jack?” Chamou Denny.

Oi, pequena, como você está?”

Bem. Sua irmã está aqui, por que não se junta a nós?”

Tudo bem” Mas a voz de Jack, não transmitia nada que não fosse medo, e Denny se preocupou com isso. O que teria acontecido?

*

Jack

*

Jack estava fechando o zíper da calça quando seu telefone tocou. Ele deu um pulo e correu até a mesa de cabeceira onde estava o aparelho, um número desconhecido possuiu a tela e o garoto se alarmou, ninguém tinha aquele número.

– Quem é? – disse Jack friamente.

– Jack? – disse uma voz infantil – É a Holly, sua irmã de oito anos.

– Holly? – Jack se surpreendeu e sentou na cama, como ela tinha aquele número? – Como você sabe o meu número?

– Meus amigos me disseram, eu já sei há um tempo, mas tive que esperar mamãe se separar do telefone. – sua voz era um sussurro. – Como Lucia está?

– Está bem Holly, há quanto tempo você sabe que ela está viva?

– Ela nunca esteve morta, tentei contar a vocês, mas nunca me ouviram. – ela choramingou – Só Helen sabe.

– E como vocês estão?

– Estamos bem, pelo menos eu e Helen estamos. – Jack passou a mão no cabelo nervoso e puxou alguns fios – Papai e mamãe acreditam que você está em uma gangue e procuram por você desde que sumiu. Já tentei contar a eles que você está bem, mas eles não acreditam.

– Tudo bem. – tentou Jack – Uma hora eles vão ver que não vou voltar.

– Eu disse que vamos nos ver. – falou a garota irritada, como se Jack fosse um mau aluno – Jack.

– Holly? – perguntou uma voz no outro lado da linha – É o Jack? – o garoto ouviu Holly protestando, mas sua voz era só um sussurro, pois uma respiração entrecortada tomou conta do telefone – Jack? É você, meu menino?

– Mãe? – perguntou ele pasmado.

– Onde você está? Por que foi embora? Eu e seu pai estamos procurando você por todos os lugares.

– Eu estou onde devo estar. – ele tentou não ser frio, suavizou a voz e pensou no que eles estariam sofrendo – Eu estou bem, sã e salvo.

– Então onde está? – sua voz era um clamor contido – Eu preciso saber.

Jack hesitou.

– Na Espanha, na casa dos pais de uma amiga. – mentiu – Estou passando um tempo aqui para fugir um pouco de tudo.

– E por que não avisou? Deixou aquele bilhete que não dizia nada!

– Porque você não me deixaria vir! Mãe, – Jack respirou fundo e tratou de diminuir o tom de voz – você só precisa saber que eu estou bem e volto para casa assim que possível.

– Não ouse desligar esse telefone, Jackson! – gritou ela – Se não me contar onde está, vou para a Espanha e procuro por esse país inteiro.

– Eu sinto muito. – o garoto sentiu seu coração pesar, ela estava preocupara com ele e faria de tudo para tê-lo de volta, mas a Espanha seria um campo de guerra em poucos dias, não tinha como sua família ficar a salvo – Mas você não pode vir.

– Eu vou! Ah eu vou! – ele ouvir um longo suspiro – Você sabe que não é estável, meu filho, deixa eu te ajudar.

O Caçador levantou e começou a ficar vermelho de raiva, ela sempre achou que ele tinha problemas e nunca saberia que, na verdade, era ela que nunca iria entendê-lo.

– Eu estou bem e estou feliz, estou adorando passar esse tempo aqui e te ligo assim que se acalmar. – sua mãe começou a protestar, mas ele não esta ouvindo – Tchau, mãe, se cuidem. – e encerrou a chamada, Jack se adiantou e desligou o telefone para que ela não ligasse mais.

***

Ele encontrou Denny e Lucia conversando na Grande Sala como se fossem velhas amigas, Denny estava sorrindo, mostrando suas tão lindas covinhas. Ela estava vestida casualmente, parecendo descontraída, como uma adolescente normal, Jack parou na porta e ficou encarando-a por um segundo antes que elas percebessem que estava ali. Denny era linda, desde seus olhos até sua tatuagem no busto, ele se lembrar da primeira impressão que teve dela.

Jack a achou a garota mais linda que já viu na vida, seus olhos incomuns, seu porte pequeno e delicado. Agora, tinha uma visão um pouco mais acentuada, porém ainda a achava a garota mais linda que já conhecera. Ela o encarou e sorriu, ele se derreteu por aquele sorriso doce direcionado para ele. O menino se desencostou do alisar da porta e caminhou até as duas, Lucia se apressou e correu para dar um abraço em Jack.

– Ainda não me acostumei com você mais alto do que eu. – disse ela com sua voz abafada em sua camisa preta, ele beijou o topo de sua cabeça e apertou em um abraço afetuoso.

– Lucia? – chamou o menino, a vampira se afastou, seu sorriso sumiu e uma expressão séria invadiu seu rosto.

– O que foi?

– Mamãe a papai estão vindo para cá.

Denny se levantou e se junto a eles, segurando o braço de Lucia, que encarava o chão com os olhos arregalados e a boca aberta.

– Por quê?

– Holly descobriu o número do meu telefone, nossa mãe pegou e perguntou onde eu estava. Disse que estava na Espanha na casa de uma amiga, mas ela disse que se eu não voltasse ela viria para cá e procuraria em cada canto desse país.

– E você disse que não voltaria... – concluiu ela.

– Não duvido de que eles virão... E eles chegarão quando tudo estiver começando.

– Vamos dar um jeito. – disse Denny.

– Sim. – Lucia levantou o olhar – Vou mandar Ryan achá-los assim que chegarem aqui e prendê-los em algum lugar seguro até isso acabar.

– Confia nele? – perguntou Jack desconfiado.

– Ele é meu marido, confio mais nele do que em mim.

– Se você confia, eu confio. – Jack tentou sorrir para passar confiança para sua irmã, mas ele não conseguiu, também estava preocupado.

Eles ficarão bem” Disse Denny.

Assim como todos nós” Ironizou Jack.

Ryan vai protegê-los e eu digo que pode confiar nos monstros.”

– Vou deixar vocês conversarem. – Denny deu um abraço em Lucia – Você tem que sair antes das nove, ok? Não podemos deixar a barreira abaixada por muito tempo.

– Sem problemas, Governadora.

– Foi um prazer revê-la, Lucia, espero nos encontrarmos novamente.

Denny começou a se afastar quando parou subitamente e se virou para os irmãos.

– Jack, gostaria de caçar comigo amanhã?

Jack demorou um pouco para processar o pedido, mas se viu assentindo sem nem mesmo cogitar um não.

– É isso que Caçadores chamam de encontro? – perguntou Lucia com uma careta.

***

Jack encontrou Denny do lado de fora da Sede no dia seguinte, ela estava vestida com uma calça jeans rasgada, um all star vermelho já velho, um blusa preta e um cardigã cinza. Ela segurava dois cavalos já preparados, com seu arco e sua aljava em um deles, o outro tinha uma bolsa em sua sela. Jack se perguntou o que seria aquilo, mas decidiu deixar Denny contar.

– Bom dia, flor do dia. – disse ele ao se aproximar. Estava usando calça e blusa preta, tinha embainhado a espada na cintura, junto com uma arma.

– Então... Vamos? – Jack a ajudou a subir no cavalo e montou no seu, Denny atiçou o animal e começou a correr, Jack sorriu e se apressou para segui-la.

A garota só diminuiu o ritmo quando chegou a um grande campo de gardênias, o sol estava forte e o céu, limpo. Denny saltou do cavalo e tirou o arco, colocando-o junto com a aljava nas costas. Jack pulou do animal e deixou que ele se juntasse ao outro, os dois animais não pareciam cogitar a ideia de fugir, então ele não achou importante prendê-los.

– Você acha que terá algum monstro aqui? – Jack perguntou enquanto desembainhava a espada e a girava em pleno ar.

– Tanto acho como sei o que vamos enfrentar. – ela sorriu provocante e foi para o meio do campo, saindo do meio das árvores e começando a olhar para cima.

– O que você está aprontando? – Jack foi para o lado dela e começou a olhar para cima, seus olhos logos doeram, mas Denny parecia não de importar com a claridade.

– Está vindo. – Denny tirou o arco das costas e preparou uma flecha, Jack olhou para cima no exato momento em que uma esfinge cortou o céu na direção deles.

Eles rolaram na grama e Jack começou a rir, se lembrando da primeira vez que tinham lutado juntos. Ele se lembrava de ter a decepcionado e morrer de medo com aquele monstro, agora tudo era diferente. Ele estava diferente. Denny preparou o arco e atirou na asa do monstro, que urrou e caiu a alguns metros. Jack sabia que ela poderia ter dado um tiro mortal, mas ele também sabia o que ela queria ver.

A menina preparou mais uma flecha, mas não atirou, Jack foi para perto do monstro e brandiu a espada, tirando as penas das asas da esfinge. Ele tentou voar com a outra asa, mas Denny fez outro tiro certeiro em sua asa esquerda. O bicho foi para cima de Jack, que desviou facilmente e acertou a lateral do animal. O monstro foi para cima de Denny, mas ela acertou sua pata e ele caiu drasticamente. Jack deu um salto mortal para impressionar Denny e acertou a espada na barriga do animal, e, como vingança, a esfinge deu um pontapé no Caçador, que voou na direção de Denny e caiu em cima dela.

Ela abriu os olhos e começou a rir, Jack podia sentir os músculos dela debaixo de seu corpo, pequena e magra, ele também riu. Entretanto, segundos depois os risos foram substituídos por olhares sérios e suplicantes, Jack se apoiou no cotovelo para não machucá-la e tirou os fios de cabelo do rosto de Denny. Passou a mão em seu rosto e contornou seu lábio superior com o polegar, Denny fechou os olhos e abriu a boca.

Jack colou sua testa na dela, sentindo seu cheiro e o desejo que crescia dentro dele. Momentos depois estavam se beijando no jardim de gardênias. As mãos de Denny suplicantes em seu cabelo, puxando os fios com força. Jack explorando seu rosto com a mão direita, enquanto o braço esquerdo ainda sustentava seu corpo.

Seus beijos foram apressados e insistentes, como se nenhum dos dois pudesse parar. As mãos eram exploradoras nos corpos ainda desconhecidos. Jack girou e puxou Denny consigo, colocou a mão e suas costas e puxou sua blusa para poder sentir a pele quente e convidativa por debaixo dela. As mãos de Denny estavam em seu pescoço, o que fazia Jack se arrepiar. Ele separou seus lábios por um segundo e começou a beijar o pescoço de Denny, ela levantou a cabeça para lhe dar mais acesso. Um gemido escapou de seus lábios e Denny voltou a beijá-lo, agora com menos intensidade, beijos mais carinhosos e demorados

– Acho que deveríamos ter conferido se a esfinge estava morta antes de começarmos isso. – disse ela com os lábios ainda nos de Jack, ele sorriu e rolou Denny grama, ela deu um gritinho pelo ato repentino. O Caçador beijou a ponta de seu nariz e se levantou com um pulo, esticou a mão para levantá-la e os dois viram que agora o monstro ela uma poça de pó dourado.

– Dois a zero para Jack e Denny.

– Você foi muito melhor dessa vez.

– E você não matou porque queria me ver enfrentar a esfinge – Jack arqueou a sobrancelha.

– Você fica uma coisa fofa quando está matando um monstro. – Jack arqueou a sobrancelha novamente e sorriu, Denny pegou em sua mão, entrelaçando seus dedos nos dele e puxando-o de volta para a sombra das árvores.

Ela foi até a bolsa misteriosa no cavalo e tirou uma toalha de piquenique, estendeu debaixo de uma sombra, pegou uma garrafa de vinho e duas taças. Ela levantou as peças e sorriu para Jack, perguntando silenciosamente de ele aprovava.

– Pela lei somos menores e não podemos beber. – Denny seguiu para toalha e se sentou, Jack foi logo depois e sentou-se ao lado dela, abrindo o vinho e colocando nas taças.

– Eu sou maior de dezoito.

– Eu sempre me esqueço de seus quinhentos anos.

– Eu queria poder esquecer... – Jack olhou para ela e beijou sua testa – Mas fico feliz por ter passado por tudo aquilo.

– É mesmo? – perguntou Jack convidando-a a falar mais.

– O quer ouvir, Jacky? – a menina inclinou a cabeça – Que fico feliz por ter passado por tudo aquilo porque agora estou com você aqui, como se tudo fosse um sonho distante e o que importa é ter você perto de mim?

– Sim, era exatamente o que eu queria ouvir. – Jack deixou a garrafa e as taças em um canto e puxou Denny para si, abraçando-a, ele a ouviu suspirar e se sentiu feliz com ela se aninhando em seu corpo.

– Eu imaginei como seria ter você assim.

– Eu adoro seu cheiro. – ele sentiu Denny respirando profundamente e enterrou o rosto em seus cabelos negros.

– Talvez não tenhamos outra oportunidade de ficarmos tão perto quando tudo começar. – ele aceitou a triste realidade como aceitaria uma flecha em seu coração – Estou com medo de que algo aconteça com você ou com Lucia... Qualquer um dos que eu amo.

– É uma guerra, Jack, infelizmente em guerras, pessoas matam e são mortas. Não quero ser dura, só quero que tenha em mente que tudo pode acontecer no meio dela e que se algo acontecer comigo...

– Eu não vou deixar nada acontecer! – apressou-se ele – Vou proteger você e prometo não estragar tudo.

– Ah Jack... – a voz de Denny estava barganhada de culpa e medo – Eu também vou proteger você e se isso necessitar de medidas drásticas, eu vou tomá-las. Já fiz parte o suficiente de guerras para saber que sempre se perde mais do que ganha.

– Você não vai morrer antes de eu poder levar você para a minha cama e fazer tudo o que eu quero fazer com você. – disse ele em um tom brincalhão.

– Vou falar isso para o destino. – disse ela rindo.

Os dois ficaram em silencio por um bom tempo, até Denny começar a cantarolar uma música que parecia infantil.

“Voa, passarinho, voa. Voa, passarinho, voa.

Voa para se salvar, passarinho.

Voa, passarinho, voa.

Há monstros de garras afiadas no escuro

E eles vão matá-lo se você não voar, passarinho.

Voa passarinho, voa. Voa passarinho, voa.

Voa para se salvar, passarinho.

Voa passarinho, voa.

Nós somos Caçadores e temos armas afiadas

Vou protegê-lo da morte, meu passarinho.

Voa, passarinho, voa. Voa, passarinho, voa.

Voa para se salvar, passarinho.

Voa, passarinho, voa.

Nós morremos com dignidade e honra

Depois de mil anos assim

Voa, passarinho, voa. Voa, passarinho, voa.

Voa para se salvar, passarinho.

Voa, passarinho, voa.”

– Nossa, Denny, foi lindamente triste.

– Cantávamos essa música na Sede. Muito antes de conhecer Scott ou ser Governadora. – ela suspirou – Era cantada paras as crianças.

– Eu teria medo dessa música.

– Caçadores têm que aprender o significado de coragem desde os primeiros anos. Brandir uma espada antes de andar. Pelos menos os filhos de Caçadores que nós sabemos que serão Caçadores.

– É triste pensar que crianças merecem esse destino, mas é bem pior imaginá-las despreparadas para eles.

– Vamos concertar isso na Nova Constituição, não haverá mais Caçadores escolhidos no mundo... Só serão Caçadores filhos de Caçadores e ganhará a marca com dezesseis anos.

– Além de não serem mais imortais. – disse o menino com nó na garganta.

– Você acha que eles vão aceitar? Digo... Os Caçadores.

– Não no começo, mas tenho certeza que eles verão que é a nossa melhor escolha.

– É a única.

*

Austin

*

Austin estava prestes a pegar um cavalo e procurar Denny por toda a Espanha se ela não aparecesse na Sede nos próximos cinco minutos. Para o bem do cavalo, Denny entrou na Sede de mãos dadas com Jack e sorrindo. Austin teve que esperar alguns momentos para aceitar aquela visão; Denny feliz e com alguém.

– Díos mio, Denny! – o ruivo apressou o passo e chegou ao casal – O Conselho está aqui.

– Não há nenhuma reunião marcada. – disse a garota com certeza.

– Eles alegam que não querem a Governadora na reunião e exigiram outro representante.

– Quem? – perguntou Jack.

– Gerard.

Denny se separou de Jack na mesma hora, seu sorriso foi embora e sua expressão ficou dura.

– Ele está aqui? – perguntou a garota com voz fria.

– Não, ainda não. Mas a reunião está marcada para amanhã.

– Então vamos explodir. – disse ela mais para si mesma do que para os garotos que estavam a sua volta – Quero uma reunião do Conselho de Guerra em cinco minutos e sem reclamações. Se houver hesitações, eu vou considerar como desistência a essa guerra. – Denny estava severa e imparcial – E a mim.

***

Austin estava com medo da expressão no rosto de Denny, ela estava tão focada que nem Jack conseguia atrair sua atenção. A garota tinha trocado suas roupas casuais por calças e blusas pretas, além de fazer um rabo de cavalo. Ela estava na cabeceira da mesa com as mãos apoiadas na mesa, Austin sabia que ela tentava respirar fundo e se acalmar, mas sabendo que seu pior inimigo estava voltando era perturbador, mesmo para Denny.

Estavam todos na sala, não houve hesitações, mas Henry estava demorando mais do que eles podiam esperar. Naquele instante, a porta se abriu e o garoto entrou apressado, afagou o braço de Denny e sentou-se.

– Bom, vocês já devem saber... Eles estão aqui. – disse ela ainda olhando para a mesa – Precisamos saber o porquê.

– Eu não entendo como marcaram essa reunião sem me comunicar. – disse George – É contra a lei.

– Eles não seguem a lei, George. – explicou o ruivo – Não com Gerard no comando.

– Então perdemos o Conselho. – falou Jack.

– O que eles esperam ter com Gerard? – indagou Adam. – Eles sabem que Gerard é um mentiroso.

– Um mentiroso rico. – falou Thomas rindo da situação – E com um parceiro muito, muito poderoso.

– Theodore com certeza está de acordo. – disse Henry pela primeira vez, Austin achou estranho, ele nunca dava opiniões em reuniões como aquela – Quanto mais pessoas aderindo sua causa, melhor.

– O que vamos fazer? – perguntou Austin.

– Explodir. – Austin achou que Denny estava fazendo uma piada sem graça, mas sua expressão era dura e ela estava confiante no que acabara de falar.

– Você não pode estar pensando mesmo nisso. – falou Jack.

– É claro que estou. – ela olhou para ele como se Jack fosse incapaz de perceber o que ela queria – Eu quero Gerard morto e o Conselho não me fará falta. Serei Caçada de qualquer jeito depois que Theodore tomar o poder.

– Você quer matar meu pai. – afirmou o garoto sentado ao lado de Austin, ele não parecia com Gerard, tento apenas os cabelos prateados em comum.

– Achei que não ia fazer oposição quanto a isso. – a expressão de Denny começou a suavizar.

– Não me oponho, mas isso colocaria todo o seu plano em perigo. Se Gerard morrer, ele não tomará o poder, isso significa que outro tomará, outro que você não conseguirá prever os passos e isso significa falha no seu plano.

– Então eu preciso de Gerard vivo? – Denny sacudiu a cabeça – Nunca achei que falaria tais palavras.

– E quanto a assustar? – propôs Thomas.

– O que quer dizer? – interessou-se Denny.

– Você foi pega de surpresa, o que a impede de fechar a Sede para eles. Porém, se eles forem embora por algum motivo, terão que marcar outra reunião e isso significa passar por você. Que já vai estar esperando tal avanço.

– Até eles conseguirem entrar, Theo já terá sido coroado e Gerard estará no poder. – prosseguiu Denny.

– Então seu plano estará ocorrendo do jeito que você espera. – concluiu Luke.

– E como vocês pretendem assustá-los? – desconfiou Jack – Gerard não irá embora tão cedo.

– Ele está aqui? – perguntou Thomas sorrindo – Vamos assustar aquele bando de idiotas do Conselho.

– Quando Gerard chegar – começou Adam – eles já terão ido embora. Sem eles, Gerard não pode entrar na Sede por causa da expulsão de Denny.

– Isso nos daria tempo o suficiente. – Denny falou mais para si mesma do que para os outros.

– Só temos um problema, Jenny querida – Thomas se levantou e rodou uma adaga na mesa – Não temos a Constituição.

– Já cuidei disso. – falou ela severa.

Austin tinha o conhecimento do que Denny planejava e também tinha conhecimento de que Thomas sabia de seus planos, o que explicava seu tom de voz diante da pergunta falsamente desentendida de Thomas Araceli.

– Ótimo. – disse ele – Estou me retirando.

No momento em que Thomas estava fazendo sua retirada dramática, um guarda apareceu correndo na porta.

– Senhora. – ele estava ofegante e com a espada em punho – Estamos sendo atacado.

– O que? Por quem?

– Lobisomens.

Notas finais
Genteeee, alguém aqui gosta de Arrow? Por que é minha série preferida e estou muitooooo ansiosa para o crossover com The Flash. Só que estou mais ansiosa pelo epis. 9 porque o Oliver vai no apto da Felicity e eles são, com certeza, meu casal mais que perfeito. Nada a ver com a história, mas... Me deu uma vontade então vou deixar aqui meu instagram, sintan-se a vontade para me seguir haha @anynhy