A Odisseia do Pequeno Dragão
18 Capítulo 18: A besante e as borboletas
Notas iniciais
A garota não entendia.
Ela estava morta e aquele era o paraíso?
Nos dias que passaram, ela não sabia quantos eram exatamente, tivera um sonho estranho.
Nele estava em um enorme rio.
Em um barco.
Com um besante em sua mão.
A moeda brilhava, refletindo pequenos focos de luz.
À sua frente uma silhueta negra.
Que guiava o barco.
O rio seguia infinito, nas águas várias velas estavam acesas.
Estas luzes refletiam a besante.
Era a face da morte?
Ela tentava falar, mas era em vão.
Queria tocar a silhueta, mas o barco parecia infinito.
Suas mãos não alcançavam.
Então ela se sentou, nada poderia fazer.
Estava morta.
Mas em um supetão.
Uma senhora apareceu ao seu lado.
Estaria morta também?
A senhora olhou em seus olhos e sorriu.
"Ainda não é hora"
Estas palavras ecoaram.
E de repente estava rodeada por borboletas.
Em meio ao cenário mais lindo que já vira.
Incontáveis flores, no que parecia um campo aberto.
Cercado parte por rochas de onde uma linda cachoeira corria.
E parte por uma densa floresta.
Cada árvore parecia cheia de borboletas.
Nunca tinha visto um local tão belo.
Foi quando ela olhou para frente.
E viu o pequeno Dragão.
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