A Nova Seleção
17 Momentos....
Notas iniciais
" Quando as pessoas veem bondade, esperam por ela. E eu não quero ter que viver com as expectativas de ninguém" — Selecionada Luna Scarlett
Sebastian
"Alinhei" a gravata antes de abrir a porta e me deparar com minha prima Christy sorrindo. Dei passagem para ela, e a mesma entrou.
– Queria conversar com você — ela disse se sentando na ponta da cama.
– Pode falar. — Me dirijo ao espelho e continuo com minhas tentativas frustradas;
– Deixe eu te ajudar. — Christy veio até mim, e arrumou delicadamente a gravata, deixando-a perfeita. — Fazia tempos que não vinha aqui, seu quarto mudou bastante! — Christy se afastou e olhou todo o quarto atentamente.
– Continua o mesmo. — Respondi com tédio. Christy precisava ter um roteiro do que falar; era sempre o mesmo diálogo, todos os anos;
– Exceto pelo ocupante dele. — Minha prima suspirou e fitou a janela. — Minhas irmãs estavam dando muito trabalho, então quis vir com elas, saber como você estava.
– Estou muito bem, obrigado pelo interesse. — Disse impaciente. Christy sabia como enrolar alguém; e isso me irritava muito.
– Não precisa ser ríspido, me importo muito com meu primo, já que trinta e cinco barangas estão aqui, prontas para te comer vivo.
– Onde quer chegar? — Perguntei.
– Só quero abrir seus olhos Sebastian.
Christy beijou por longos segundos minha bochecha e saiu do quarto. Eu achava que podia entender alguém. Achava. Christy era uma das garotas mais próximas de mim além de Reina, mas quando ela agia assim, ficava difícil entender o que ela queria, e principalmente de que lado ela estava: o da razão ou o da emoção.
(...)
Câmeras a mais câmeras; Faltava menos de um minuto para que todas as selecionadas descessem e eu estava totalmente nervoso. Quando Benedct e Scott disseram que seria difícil, eu não imaginei que estivessem falando seriamente.
Agradecia meu pai mentalmente por lhes dar bastante trabalho, assim poupando de mostrar meu visível desespero.
Eram trinta e cinco, trinta e cinco! Eu não ia conseguir!
Me sentei na poltrona vermelha e em poucos segundos, uma fileira extensa de garotas desceram pela escada, acompanhadas pela tutora Maeve com sua saia lápis cor-de-rosa e cabelo preto e curto.
Podia ficar boiando só de olhar para elas e esticar as pernas no sofá, mas me recompus, limpei o suor das mãos discretamente nas calças e me levantei, tirando suspiros das várias garotas presentes no salão principal.
– Majestade. — Maeve fez uma reverência desnecessária e dramática á mim.
– Olá Maeve, se importa se eu conhecer as garotas?
– Claro que não, Majestade.
Maeve se afastou e conversou com as meninas, instintivamente ela saiu do salão.
– Senhoritas, — comecei — vou chamar cada uma de vocês para me conhecer individualmente. Não tomarei o tempo de vocês, creio que estão com fome tanto quanto eu. Me perdoem se não gravar o nome de todas, mas é que há muitas de vocês.
Algumas garotas riram. Pelo menos continuava com um bom humor.
Caminhei até a primeira fileira de sófas, á primeira garota. Lhe estendi a mão e levei-a para o sofá em que antes estava sentado sozinho.
Era Stacie e ela era ainda mais atirada pessoalmente do que visualmente.
Estava certo em relação á ela, mas não custava nada tentar conhecê-la.
– O que está achando do palácio? — Perguntei. Stacie jogou o cabelo não muito loiro para trás dos ombros antes de responder.
– Aqui é maravilhoso. — Stacie mordeu os lábios e olhou para mim. — Deve ser o máximo viver aqui, se eu pudesse, não sairia nunca. È ótimo ter pessoas para fazer tudo pra você.
Stacie não era tão diferente do que eu imaginava, uma coisa era ser atirada, outra era ser arrogante.
Podia fazê-la voltar para seu sofá naquele momento, mas tinha que ter bons motivos.
Conversei por pouco tempo com ela. Mesmo que tentasse, Stacie era chata e tinha a voz mais fina que tinha conhecido.
Fiquei feliz quando os dois minutos de diálogo acabaram e ela pôde voltar para seu assento; não antes de eu pedir para que ela ficasse depois.
Fui perguntando a cada uma das garotas, o que elas gostavam de fazer ou algo relacionado a vida delas, e porque gostariam de ficar;
Barbara:– Bem, eu... Quer dizer... — suspira — Não sou boa com as palavras. Nunca fui. É frustrante, sabe? É só... Ninguém nunca me enxergou. Quando danço, eles enxergam a bailarina. Em casa, sou a neta e a filha ideal, alegre, sempre disposta. Eu mostro a eles o que eles precisam ver. Mas eu, de verdade? Ninguém enxerga. Eu... Quando a carta chegou, eles tentaram disfarçar, mas eu vi a esperança no rosto dos meus avós. Eu os vi sorrir, como não via faz tempo. Então eu vim. Por eles. Mas quando eu cheguei... Não sei, acho que foi a minha vez de ter esperança. De que eu encontre meu lugar. Esperança que, talvez, você possa me enxergar."
Ela parecia amar muito os avós. Conseguia entender o lado dela, o de querer fazer o bem e ajudar, acima de tudo á família.
Angela: Porque eu gostaria de uma prova que o amor existe e perdura. Quando eu era criança pensei que meus pais se amavam, mas as coisas começaram a mudar com o passar dos anos. Tem sido muito difícil para mim. -- sorri tristemente. -- Além disso, queria simplesmente fugir. Me afastar de tudo aquilo por um tempo. Provar o gosto da liberdade, e talvez... me apaixonar.
Angela havia pedido que eu á chamasse de Angie; percebi de um modo discreto uma cicatriz acima do olho. Ela deveria ter problemas em casa.
Ella: Por que gostaria de ficar na Seleção? Porque a seleção é importante para mim e para meus pais, a seleção é o único assunto em que eles concordam, e porque eu gosto do seu estilo de ser.
Ella parecia ter sido sincera; e era interessante A Seleção ser o único assunto em que os pais e ela concordavam;
Audrey: Eu gostaria de continuar na seleção para conhecer vossa alteza melhor e assim talvez realizar o meu sonho. Eu não estou aqui pelo dinheiro e nem pela coroa, e sim para lutar por seu amor, e se não der certo quero sair daqui pelo menos com a sua amizade.
Audrey falou com um incrível sorriso nos lábios, um pouco envergonhada, mas sorrindo. Ela, queria ser minha amiga, independentemente de sair ou não da competição.
Samantha: Por que gostaria de ficar na Seleção? Porque é uma chance de conquistar algo que sempre sonhei, casar com alguém que eu realmente ame e sinto que com o príncipe isso pode acontecer.
Samantha parecia ter um estilo mais despojado, não muito "garota". Pelo que tinha me contado, era fã de esportes e apoiava o alistamento feminino.
Thaissa: Sinceramente? Não queria estar aqui. Vim obrigada pelo meu pai, ele tenta controlar minha vida e minhas escolhas desde que nasci para que eu seja sua sucessora nos negócios. Ele acha que a seleção é a única forma de conseguir me arranjar um bom casamento e me controlar. Mas meu maior sonho é ser livre e senhora do seu destino, poder ter muito mais oportunidades na vida do que apenas mais uma mulher vazia a fútil da elite. Quero ser muito mais! Ter a chance de fazer a diferença e me engajar em algo realmente importante. E quero aproveitar essa chance! Como conselheira eu posso ajudar nas causas que acredito, mas principalmente caso fique até o fim e seja princesa posso fazer a diferença por muitos no país e, assim como a seleção está me mudando, quem sabe também eu possa fazer a diferença para você.
Thaissa tinha um sorriso e expressão confiante no rosto. Ela falava com muito intusiasmo; Ela era decidida e confiava muito em si mesma. Era o tipo de pessoa que não se abalava fácil, e eu admirava isso.
Meryl: Você é lindo, amo você de todo o meu coração, acho que não vivo sem você; Você é extremamente maravilhoso, sua vida é demais. Amo você.
99% das palavras de Meryl, foram "você". Ela deveria ter um vocabulário bem pequeno;
Amanda: Por que minha amiga Sarah, está aqui, nós sempre fomos grudadas, achamos os outros Dois mesquinhos e não damos certo com eles; Sarah é minha única amiga e eu sou a única amiga dela. — Sorri enquanto ela falava. — Mas acima de tudo, porque gostaria fazer parte da vida de pessoas que não sorriem para mim por ser uma Dois, e sim porque gostam de mim, vou ser bem franca pois detesto mentira, eu não gosto das castas, não entenda mal e por favor não pense que eu quero ter mais dinheiro do que eu tenho, pois isso não é minha intenção. Eu só....É que e dá calafrios pensar que enquanto eu como caviar e croissant, pessoas tem que roubar comida, não consigo aceitar essa questão!
Amanda era contra as castas; eu também tinha lá meus argumentos também não concordava totalmente na divisão. Amanda era boa e defendia aqueles que não tinham muitas condições.
Helena: Sinceramente? — Ela disse, com o olhar baixo e um sorriso no rosto. — Sinto que aqui é meu lugar. Eu sou a princesa que o País pede. Mas muito mais do que isto... — Helena desviou o olhar do meu por alguns segundos, com os olhos marejados. Tentei por um instante entender o motivo dela estar assim. Ela suspirou. — Eu sou a Mulher que quer viver ao seu lado, para o resto de sua vida, na alegria e na tristeza. Eu quero ser sua cara metade, ser o que falta em você, e ser completa por você. Quero ser o seu centro, algo em que você possa segurar quando tiver medo, e ser seu porto seguro. Não o vejo como um prêmio. Não me importo com a coroa. Se eu ganhar a Seleção, o maior prêmio será ter seu amor.
Quando terminou, vi em seus olhos um brilho diferente (não eram as lágrimas). Percebi a sinceridade dela ao falar que não me queria como um prêmio; aliás, a sinceridade estava em cada palavra que ela falava. Ela me amava sem nem ao menos me conhecer.
A selecionada Molly babava enquanto falava — ou tentava — comigo.
Isadora além de ser muito quieta, tinha cabelo azul; fiquei sabendo que já tinham pedido para que ela pintasse-o mas ela de nenhuma forma quis.
Alyna: Por que quero salvar meu pai e também estou curiosa a saber como é a vida no palácio e conhecer o príncipe , acho que seremos bons amigos.
Alyna tinha me contado sobre a ultra e mega grande família que tinha; além de trabalharem numa fazenda. Ela sorri ao contar o quanto se animava com cavalos — um maravilhoso motivo para ela ficar. Eu amava cavalos.
Já sabia muito bem, quem eu queria que ficasse e tivesse um futuro;
Dentre trinta e cinco garotas, Stacie, Cahi, Meryl, Molly e Isadora estavam eliminadas.
(...)
Katie
Alinhei um último vestido no cabide antes que a senhorita Ângela entrasse no quarto e se sentasse na quina cama, após o almoço.
– Estou muito cansada... — Ela esticou as pernas.
– Imagino senhorita. — Digo correndo e indo ajuda-la a tirar os saltos.
– È sério, pare de me chamar de senhorita se não vou pirar. — Ela disse rindo.
Assenti e coloquei os sapatos numa caixa.
Peguei os últimos vestidos feitos, a maioria da cor violeta, e coloquei-os dentro do armário. Sentia o olhar de Ângela acompanhar meus passos e movimentos, mas não disse nada e continuei meu trabalho.
– Qual o seu nome? — Ela perguntou pegando um vestido e me ajudando a guardá-los.
– Katie, senho... — Ela sorriu e continuou a guardar os vestidos. — Você não precisa fazer isso. È o meu trabalho.
– Não estou fazendo nada proibido, né?
– Não, mas é o meu trabalho e..
– E nada, agora deixe eu te ajudar.
Ficamos mais alguns segundos guardando os vestidos; sentia orgulho ao olhá-los e ver que eu os tinha feito, a maioria sozinha. Na minha opnião estavam lindos, mas eu era muito suspeita pra falar.
Logo Ângela se sentou numa das cadeiras da varanda e ficou observando a altitude do sol.
– Katie, poderia fazer um favor pra mim? — Ângela perguntou gentilmente.
– Claro. — Termino de colocar o último vestido dentro do guarda-roupas e corro ao encontro de Ângela.
– Poderia pegar alguns lápis e papel, por favor? Os que eu trouxe acabaram. — Ela sorriu amarelo.
Penso por uns instantes. Não sabia exatamente onde encontrar o que ela precisava, mas iria procurar.
– Vou buscar. — Sorrio e ando calmamente á saída quarto, fechando a porta ao sair.
Ângela era legal, pelo menos havia se mostrado assim nas últimas vinte e quatro horas. Ela gostava muito de ficar sentada na varanda, olhando o jardim e rabiscando (sim, não era um desenho, digamos "completo" eram rabiscos, mas rabiscos "bonitos"- ela era pintora, mas queria treinar primeiro no papel antes de passar tudo para a tela) em papeis, enquanto eu costurava os vestidos e conversando com ela.
Ray — a outra criada — e eu estávamos empenhadas em deixa-la confortável. E mesmo que ela quisesse ficar sozinha, eu dava um jeito de ficar lá, cuidando dela, já que a mesma também era minha responsabilidade.
Virei o corredor, passando por outra fileira de guardas. De longe, vi Kauê em frente á uma porta, sério e imóvel; ele era muito bom no que fazia; tinha sorte em ser amiga dele.
Continuei andando até descer pelos corredores mais estreitos e vazios, pouco movimentados.
Bati na porta antes de entrar na sala de costura, cheia de vozes.
– Pode entrar — Uma voz feminina gritou do lado de dentro.
Sem pestanejar entrei, tomando cuidado para não tropeçar nas várias linhas e tecidos no chão.
– Katie, que bom vê-la. — Aurora cumprimentou enquanto costurava. — Eu e as meninas estamos terminando alguns vestidos para as selecionadas, não estão lindos?
– Estão mesmo. — Olho ao redor. Tinha que concordar que cada vestido era lindo, e diferente um do outro.
Várias criadas costuravam conversando e rindo sobre as selecionadas que estavam servindo;
– Aurora, cale-se, ela deve estar com pressa — uma das criadas mais velhas falou -, e então mocinha, o que veio procurar? — Ela perguntou sorrindo.
– Lápis e papel — respondi.
– No armário, bem atrás de você, segunda gaveta e os lápis na caixa verde em cima da mesa. — A mesma senhora respondeu.
Me virei e procurei pelo que precisava. Quando os achei, coloquei os lápis dentro de uma espécie de cilindro decorado e deixei os papeis em ordem.
– Muito obrigada meninas. — Sorri e sai rapidamente da sala.
Ângela já deveria estar impaciente. Acho que qualquer um deveria estar se estivesse no lugar dela. Em vez de pegar logo o que precisava, ainda tinha conversado, perdendo segundos precisos.
Tentei não me preocupar e acreditar que Ângela não ficaria irritada com minha demora;
Mesmo assim, rumei de volta para o quarto com a sensação de dever cumprido.
(...)
Kauê
Já estava me acostumando com o fato de ficar em pé por muito tempo. Fazia parte do meu trabalho e estava disposto — e meio que obrigado — a ficar ali até que fosse feita a troca de guardas.
A selecionada Monyra já tinha saído á tempos para o jantar. Ao contrário das muitas garotas que saiam dos quartos e ficavam perambulando pelos corredores.
Me segurava para não rir das expressões que elas faziam e dos gritos que davam quando viam, por exemplo um quadro famoso; uma delas havia sido mais ousada e ficava passando um grande brinco na frente do rosto de outro guarda.
Como não podia falar nada nem ficar me mexendo, o máximo que podia fazer para não ficar no tédio, era observar o movimento mais próximo. Mas nenhuma criada andava apressadamente pelo corredor, nem mesmo as selecionadas estavam andando por lá — já que estavam jantando com a família real.
Karl tinha comentado na noite anterior, que as primas mais novas do príncipe haviam chegado ao palácio.
Não era fã de jornais, e não tinha tempo para ficar assistindo á TV, meu único informante eram meus amigos — era necessário ficar informado.
Suspirei discretamente e olho para ambos os lados do corredor. O guarda mais próximo estava a mais de dez metros de distância e eu estava mesmo tentando ser profissional, como se o rei e a rainha estivessem naquele momento na minha frente, dando um passeio pelo palácio e eu estivesse acompanhando-os.
Em alguns minutos, o som de vozes femininas encheram o corredor.
A maioria estava entrando em seus quartos, sorrindo e comentando: " o príncipe Sebastian é maravilhoso" — uma com a voz fina disse. "Você viu como aquela aguada da priminha ficou conversando com a Queen? Agr..." Mordi os lábios para não rir.
Quem quer que fosse a tal de "Queen", deveria estar deixando aquelas garotas furiosas e eu pagaria pra ver o barraco de perto.
O tempo passou, e a senhorita Monyra parecia estar ocupada. Se ela não chegasse em algumas horas, era muito provável que EU quem teria de ir atrás dela e me desanimei já que, estava me acostumando com a ideia de ficar plantado no corredor.
(...)
Encostei minha cabeça na parede e olhei de soslaio para a porta.
Monyra estava demorando; Bati levemente os pés no chão e parei assim que vi uma cabeleira curta e ruiva virando o corredor.
Ela segurava um livro e ria enquanto andava. Em algum momento ela ficou séria, e logo voltou a rir timidamente.
Ela parecia não se importar com o mundo ao seu redor, estava focada demais em seus personagens fictícios. Ela foi se aproximando aos poucos, com um vestido verde-claro e tiara prateada.
Tinha que admitir que ela estava estonteante.
Desvie meu olhar dela e foquei em ficar parado;
Em alguns segundos senti sua aproximação, olhei rapidamente para ela, que nem mesmo tinha percebido a minha presença.
Ela tropeçou no tapete vermelho e delicado e deixou o livro — pesado — cair no chão ao lado dos meus pés.
Me senti na obrigação de pegar o livro e lhe entregar, e o fiz.
Me abaixei e o peguei. Não parei para ler a capa, somente me ergui ficando mais próximo da selecionada.
– Aqui está, senhorita. — Entreguei o livro em suas mãos.
Eram as primeiras palavras que eu trocava com ela; ela demorou para responder, era tímida e parecia estar querendo — ou prestes á morrer de vergonha.
– O-obrigada. — Ela gaguejou, colocou uma mecha ruiva atrás da orelha.
Abri a porta do quarto para que ela entrasse, ela sorriu timidamente e entrou.
Tentei entender o motivo dela e eu estarmos sorrindo.
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