A Nova Seleção
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Você disse que me amaria até o fim. Sinto em dizer que não passava de uma mentira. — Selecionada Lucianna White
– Me sinto ansioso, mas nervoso também! Vou ver 35 belas garotas, e uma delas será minha esposa. Estou muito ansioso.
– Isso é um bom sinal, achei que Vossa Alteza fosse responder que estivesse a ponto de arrancar os próprios cabelos, mas vejo que mantém tudo sob controle! — Realmente estava a ponto de arrancar meus cabelos, e a única razão de não fazer isso, era por que Greshtor inteira estava me assistindo. — Agora está na hora, de vermos as lindas e belas moças que disputarão o coração do príncipe, Vossa Alteza está preparado? — Bertrand arqueia as sobrancelhas ao fazer-me a pergunta, suspiro devagar e digo:
– Estou.
(...)
Senti minhas mãos suarem; Trinta e cinco garotas apareceriam em instantes na tela, e uma delas seria minha esposa. Era desesperador. Minha reação apareceria em um lado da tela, para que todos vissem.
Bertrand pede para que soltem a Selecionada na tela, com alguns dados específicos.
Me concentro e presto atenção em suas palavras:
– Luna Scarlett Price, 17 anos, casta 5, Província Canadense. — Bertrand anuncia.
A garota que estava agora na tela, possuía cabelos escuros, num tom chocolate que era coberto por uma boina vermelha, que combinava com seus lábios, também num tom vermelho.
– Thalita Walker, 17 anos, casta 5, Província de Nova Iorque. — Percebo Bertrand olhando para mim de soslaio, querendo ver minha reação, mas nem me importei.
– Stacie Johnson, 16 anos, casta Dois, modelo, Província de Maryland. — Stacie era a primeira da Dois. E era até bonita, mas sua aparência provocante demais, deixava transparecer sua verdadeira identidade: Uma garota infantil. Pelo menos parecia.
– Beverly Carter, 18 anos, casta Seis, operária, Província de Kent. — Beverly era bonita, com grandes cachos cor de chocolate, e expressão indecifrável. Era uma Seis, e isso até que me surpreendeu. Meu pai não permitiria que uma Seis entrasse na competição, estava na cara que ele próprio havia escolhido as garotas, mesmo que não tivesse ouvido da sua boca.
Mas mesmo assim, Beverly me impressionou.
Quando percebi, Bertrand anunciava outra Selecionada.
– Audrey Lee Evans, 18 anos, casta 2, modelo, Província de Orlando. — Ergui minhas sobrancelhas. Audrey também era uma Dois, mesmo que não parecesse por ter um estilo diferente.
– Barbara Frost, 16 anos, casta Cinco, Bailarina, Chicago — Barbara tinha um cabelo claro, e usava um chapéu cor creme. Ela deveria ser bem delicada.
– Clarissa Wild, 18 anos, casta Cinco, fazendeira, Província de Kingston. — Clarisse exalava um sorriso fantástico. Aquilo deveria ser sua marca registrada.
Fiz contas mentalmente, e a maioria das garotas eram da Cinco, pelo menos até agora. Não havia problema algum nisso, mas era intrigante.
– Isadora Felix, 16 anos, casta Três, sem ocupação, Província de Arkansas. — Bertrand anunciou. Seu cabelo loiro num liso intenso, era finalizado com suas pontas num tom azul claro. Ela era bem rebelde, para ser da Três.
Olho para o fundo do estúdio, e encontro Scott e Benedct, me observando e cochichando.
– Helena Collins, 16 anos, casta Cinco, Cantora e dançarina, Província de Angeles. — Abri uma expressão surpresa. Helena tinha duas profissões e não duvidava que isso fosse difícil. Além do mais, ela era bonita, como todas as outras garotas, mas tinha seu próprio estilo.
– Queen Faller, 16 anos, casta Dois, sem ocupação, Província de Bonita. — Ouvi ruídos mais altos. Scott apontava para a tela, e mesmo de longe percebi que estava a ponto de... Babar? Senti um certo aperto, mas ignorei. Queen era realmente muito bonita, mas também já se destacava pelo nome, uma mistura perfeita de mistério e poder.
As outras Selecionadas pareciam ter passado num raio. Eram diferentes entre si na aparência mas eram bonitas.
– Ella Rose Mitchell, 17 anos, casta 3, escritora, Província de Lancaster.
– Thaunna Ralph, 19 anos, casta 7, criada, Província de Alabama. — Uma Sete! Não permiti transparecer nada, mas minha surpresa era grande. Não sabia que uma Sete conseguiria entrar na competição. Seria bem interessante!
– Taissa Duerre, 20 anos, casta 3, compositora, Província de Carolina do Sul. — Taissa era mais velhaque eu, isso era bom.
– Clarissa Lovegood, 18 anos, casta 2, modelo, Província de Santa Mônica. — Não me segurei e deixe á mostra um sorriso de canto. Clarissa tinha um sorriso lindo. E seu cabelo loiro e longo dava mais destaque ao seus olhos pequenos e verdes.
– Marina Fox Austin Green, casta Dois, 16 anos, modelo, Província da Flórida.
– Samantha Salvatore, casta Três, 17 anos, escritora, Província de Minnesota.
Olhei novamente para o fundo do estúdio. Observei Maeve dando tapas no braço de um soldado. Achei divertido e quando a outra Selecionada apareceu, eu já estava com um imenso sorriso idiota no rosto.
– Kristen Van Der Ville, 18 anos, casta Dois, sem ocupação, Província de Guam.
– Melony Luxx, 20 anos, casta Três, secretária, Província de Idaho. — Bertrand falou.
– Blair, casta Três, 18 anos, estudante de arquitetura, Província de Nevada. — Blair tinha cabelo escuro, e usava batom vermelho — bem vermelho. Parecia ser divertida.
– Jasmine Jessamine Herondale, 18 anos, casta Três, advogada, Província de Seattle. — Jasmine possuía cabelos longos e bem mais escuros que o de Beverly. Sua expressão mostrava que ela deveria ser séria, e do mesmo jeito sorri. Ela deveria ser uma garota interessante.
– Daphne Mells, 20 anos, casta Três, sem ocupação, Província de Maine.
– Lucy Montevideu, 16 anos, casta Cinco, Violinista, Província de Connecticut.
– Catherine Afonso Cardoso, 18 anos, casta Três, médica, Província de San Diego.
– Àgata Rajaram, 17 anos, casta Cinco, flautista, Província de Oregon.
– Kamille Dandara Alencar, 17 anos, casta Cinco, Pintora, Província de Atlanta.
– Daisy Bartzen, 19 anos, casta Três, sem ocupação, Província de Montana.
As Selecionadas eram lindas, admitia. A maioria era da Cinco e da Três. Dapne parecia estar provocando alguém enquanto tirava a foto, Lucy tinha uma aparência angelical, Àgata tinha profundos olhos verdes e cabelo colorido. Catherine sorria com o dedo na boca, e usava jaqueta preta. Kamille era linda ao seu modo, com cabelos escuros, mas olhos azuis.
– Molly Sanders, casta Quatro, 17 anos, sem ocupação, Província de Tennessee. — Molly com certeza era da Nova Àsia. Me permiti dar um leve sorriso e voltar a prestar atenção.
– Eliza Cahi Del Belmont, 17 anos, casta Quatro, sem ocupação, Província de Wisconsin.
– Heidi Gerhardt, casta Quatro, 18 anos, Estagiária, Província de Vermont.
– Amanda Joy Michalka, casta Dois, 17 anos, Atriz, Província de Geórgia.
Eliza tinha um cabelo quase branco e olhos azul-escuro. Já Heidi era asiática e seu cabelo era mais claro e encaracolado, diferente de Molly, que era liso e com tonalidade diferente. Amanda era loura e sua boca era bem rosada.
Respirei fundo e limpei o suor das minhas mãos discretamente na calça. Ainda não havia tido uma ideia concreta de como seria ter trinta e cinco garotas em casa.
– Monyra Stain, 17 anos, casta Três, bibliotecária, Província de Dakota do Sul. — Monyra tinha um corte ruivo na altura do queixo, estava na cara que era meio intelectual. Sorri rapidamente, com a imagem dela lendo curiosamente um livro. Seria interessante.
– Alyna Parker, 17 anos, casta Quatro, fazendeira, Província de Louisiana.
– Angela Christinny Waters, 16 anos, casta Cinco, Pintora, Província do Arizona. Ângela tinha uma pele bastante branca e cabelo escuro, e não sorria. Vi um pequeno corte sobre os olhos dela, e me vi curioso para saber como ela o havia adquirido.
– Lucianna White, 20 anos, casta Três, sem ocupação, Província de Oklahoma.
– Meryl Ambers, 19 anos, casta Quatro, professora, Província de Nova Hampshire.
Quando Bertrand anunciou a última, me senti estranhamente ansioso, não do modo em que estava antes das garotas serem anunciadas, mas sim por que havia acabado e dali á dois dias elas estariam no palácio.
Constatei três coisas sobre as Selecionadas: A maioria era loira, da Cinco ou trabalhava em algo relacionado a educação. E todos eram lindas. Meu pai deveria estar se sentindo orgulhoso.
(...)
Katie
Dobrei a camiseta bem passada do uniforme de um guarda — um conjunto azul-marinho, e branco para quem servia diretamente a família real. Já os outros guardas usavam farda azul-marinho e preto.
Me sentia feliz com o meu trabalho, e ainda mais quando os outros ficavam felizes.
Descupe a demora, Katie. — Karl, meu irmão mais velho, me deu um beijo na bochecha ao chegar.
Sem problemas. — Respondo, sorrindo. — O palácio está uma loucura. Quando irão chegar novos guardas?
Curiosa? — Karl indaga.
Um pouco.
Amanhã. São cerca de cem, mas acho que só sessenta ficarão por aqui. — Ele diz. — As selecionas chegam daqui dois dias, e precisam manter a segurança reforçada.
Mas á tempos o palácio não é invadido, não vejo tanta importância.
Mas é necessário, linda. — Karl dá um beijo em minha testa, e me puxa para um abraço.
Ficamos abraçados por alguns minutos, quando Karl se desvencilha e olha para mim.
Como vai o trabalho?
Está tudo bem, eu aguento. — Respondo sorrindo.
Eu sei. — Ele sorri e sai da lavanderia, e eu volto ao trabalho.
Karl era uma mistura perfeita de generosidade e ironia. Era estranho que ele não tivesse falado nenhuma besteira quando nos encontramos. Mas por dentro, era muito diferente.
Antes de virmos morar no palácio morávamos numa fazenda com nossos pais e irmão. Infelizmente nossa mãe morreu, ela não aguentava mais o trabalho pesado. Foi horrível perdê-la, e ainda mais depois nosso pai. No começo foi como se facas tivessem sido atiradas em mim.
Superar foi uma tarefa dolorosa, e precisávamos sobreviver. Karl logo se alistou e quando fiz dezoito anos, entrei no palácio. Agora estava com vinte e um, e não poderia dizer que estava numa situação ruim.
Katie — a chefe das criadas, uma mulher fresca e arrogante entrou, me chamando -, você tem demonstrado ser uma boa profissional. — Ela pigarreou. — Você vai servir uma das Selecionadas.
Me surpreendi com a notícia. Seria uma honra trabalhar para uma das competidoras.
Muito obrigada, senhora. — Ela deu um sorriso amarelo antes de se retirar.
Amava aquele trabalho, mesmo que tivesse perdido toda a transmissão do Jornal Real, e tivesse que perder muitos outros por estar ocupada trabalhando.
Dobrei mais uma camiseta.
Apesar de muitos acharem que não, ser uma criada, era de algum modo ser especial.
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