A Nova Querida - Interativa
2 Selecionadas I
Notas iniciais
Ashley Forbes– Casta 2, de Angeles.
Ash estava no sofá, com as pernas em cima da mesa de centro da sua sala. — Enquanto assistia, sua mãe, Elizabeth Forbes, entrou na sala, radiante.
Ela está sorrindo, isso não é bom – pensou Ash, já soando frio.
– Tenho uma notícia maravilhosa para você. — mesmo sorrindo, Ash conseguia notar o nojo em sua voz. — Você vai para a Seleção.
Ashley sentiu como se o café da manhã fosse sair ali mesmo. — Olhou para a mãe incrédula e falou:
– C-como? Repita, por favor.
A mãe olhou para ela irritada.
– Eu estou fazendo isso, para você ser um alguém nesse mundo. — disse a mãe — Sua ingrata, é para o seu bem. É muito melhor que ser uma pintora... Isso é coisa de Cinco!
Ashely sustentou o olhar, pronta para mais uma briga com a mãe:
– Eu não vou a Seleção! — gritou Ash. — Eu não sou nenhum tipo de fantoche, está ouvindo?
– Você faz que eu mando, e você nunca mais irá fazer isso. — disse Elizabeth com uma voz calma. — Já mandei sua ficha e seu pai aprovou, disse que isso vai torna-la famosa, e dará a ele uma boa reputação.
– Mas, mãe...
O olhar que Elizabeth lançou na filha foi tão duro, que fez a menina calar-se ali mesmo.
– Ashley, eu estou lhe falando que você irá. E você vai. — disse a mãe — Não quero saber da sua opinião.
Ao falar, saiu da sala deixando Ashley sozinha. — A menina foi ao seu quarto e lá, chorou baixinho.
No dia em que anunciaram as Selecionadas, Ash estava sozinha no quarto, torcendo para que não tivesse sido aceita, mas com a foto que sua mãe botará, a menina quase estava perdendo as esperanças.
Então, quando anunciaram as Selecionadas, a foto e o nome de Ashley brilharam na tela. — Ash arregalou os olhos e ouviu sua mãe gritar de felicidade.
Carter Petterson– Casta 3, de York.
Carter estava indo a o asilo onde seus avós moravam, para falar-los um assunto seríssimo, que ninguém além deles poderiam saber. Ela iria se inscrever na Seleção.
Ao chegar lá, bateu na porta e ouviu um: "Entre, por favor." vindo de dentro, de uma voz cansada e masculina, seu avô Harry Patterson.
Quando Carter entrou, os avós viraram a cabeça em direção a ela e sorriram, felizes.
– Minha netinha. — murmurou sua avó, Patrícia Patterson. — o que à trás para aqui? Doces? — arriscou a avó.
Carter deu uma risadinha e sentou-se no sofá, segurando firmemente a mão de seus avós.
– Eu queria contar a vocês uma coisa. — disse ela — E vocês tem que prometer que não vão contar a ninguém. — falou Carter séria.
Seu avô riu da seriedade da menina.
– E o que seria? — perguntou a avó, desconfiada.
– Bem... É... E-eu... — a menina gaguejava, pensando se isso seria uma boa ideia, mas se fosse para contar algo a alguém, seria para os avós. Então resolveu falar tudo de uma vez — Eu vou me escrever para a Seleção.
Os avós a olharam com curiosidade, e Patrícia perguntou:
– É mesmo? Posso saber o motivo?
Eu devo contar a eles?– pensou Carter tensa.
– É que eu... Eu apenas quis, pensei que era uma boa ideia. — falou hesitante.
– Contou aos seus pais? — agora era a vez de seu avó perguntar. — Me fale que você perguntou.
– Na verdade, não. Eles nunca deixariam. — disse ela.
Os avós suspiraram. Harry olhou para a neta e disse:
– Vá se inscrever, mas se o príncipe a machucar eu o machuco.
Os olhos da menina enxeram-se de lagrimas e ela abraçou os avós. — Depois de um tempo, Carter saiu do asilo e foi enviar sua ficha. Havia escolhido uma foto que tinha tirado a um mês atrás. Estava bonita, então... Prendeu o folego e enviou a ficha.
Estavam todos no sofá da sala da família Patterson. — Sua mãe Johanna, seu pai Gabriel, seu irmão Ender e sua irmã Gabi. Todos sentados assistindo as Selecionadas. — Mostraram a foto de uma linda menina loira, que tinha o nome de Ashley. E então o ar pareceu pouco naquela sala, pois então a foto de Carter e seu nome estavam estampados na televisão.
Mariah Livesey Dale– Casta 2, de Whites.
A menina pintava enquanto ouvia um pouco de música. — Então, sua irmã gêmea, Natalie, entrou na sala onde Mariah pintava.
– SE-LE-ÇÃO! — foram as únicas palavras que Natalie disse.
Mariah desligou seu rádio e olhou confusa para a irmã.
– Oi?
– Mariah, o rei vai fazer uma Seleção! — a menina pulava de alegria. — Sobe o que isso significa?
Mariah fingiu pensar e falou:
– Na verdade, não.
Natalie olhou feio para a irmã.
– Ha-ha, você sabia que nós podemos ganhar isso? — perguntou Natalie séria — Que nós poderíamos ganhar e mudar tudo? E além do mais, o príncipe é LINDO!
Mariah parou de escutar na parte do: "Mudar tudo". Ela queria mudar tudo, queria um fim destes Rebeldes, ajudar as pessoas das Castas menores...
– Você vai se inscrever? — perguntou Natalie, tirando Mariah de seus devaneios.
– E-eu não sei... Por que você não se inscreve? Acho que você daria uma ótima princesa.
Natalie pensou um pouco e disse:
– Vamos nós duas nos inscrever. — falou ela — Se uma de nós conseguir a outra apoia. Ok?
– Eu... Não quero...
– Ótimo, temos um trato. — disse ela por fim. — Vou nos inscrever!
E saiu correndo para fora da sala. — Mariah pensou em correr atrás dela, mas viu que sua pintura era com certeza mais importante e voltou-se a ela.
No dia em que elas iriam ver quem foi Selecionadas, toda a sua família estava lá. — Pamela, sua mãe, Gabriel, seu pai e Natalie, sua irmã. — Então, mostraram uma menina loira linda, que se chama Ashley, uma menina morena que se chama Carter e... Mariah. — Natalie pulou do sofá e abraçou a irmã, desejando a ela uma ótima Seleção.
Savannah Willians– Casta 2, de Angeles.
Estavam em seu quarto — Ela, a mãe, Courtney e o entrevistador Leigh.
– Que lindo quarto Savannah. — disse ele. O cameraman, filmava tudo.
A menina deu um sorriso.
– Obrigada, com a ajuda de minha mãe, tornei-o perfeito. — disse Savannah.
– Você aprecia muito sua mãe, não é? Diria que ela é toda a sua fonte de inspiração.
Na verdade eu não tenho nenhuma fonte de inspiração– pensou Savannah, mas com um sorriso no rosto falou:
– Com certeza, Leigh, eu amo ela mais que tudo. — ao dizer a mãe a abraçou.
– Vocês são exemplos, que muitas mães e filhas deveriam seguir! — disse o entrevistador e virou para a câmera — E com essa linda entrevista deixamos vocês de Illéa. Bom Dia!
O entrevistador ao falar, disse que foi um sonho realizado entrevistar a sua cantora favorita e saiu com o cameramam logo atras. — A mãe a olhou como se tudo o que a menina fizesse não fosse mais nada que sua obrigação.
– Muito bem Savannah, eu vou lhe dizer uma coisa agora. — Savannah assentiu — Inscrevi você na Seleção, quero que ganhe... Ganhe a coroa!
Savannah sentiu como se tivesse levado um tapa na cara.
Eu sou apenas um fantoche nisso tudo — pensou Savannah triste.
– Bem, você vai ganhar a Seleção custe o que custar, está ouvindo? — perguntou a mãe, firme. — Não irá me decepcionar, não é?
Ao dizer, saiu do quarto deixando Savannah sozinha nele. — Sua irmã, Summer, foi até lá, rindo.
– Olá, boneca. — disse ela encostada na porta. — Que roupinha a mamãe forçou você usar?
– Cale a boca, Summer... Ela me inscreveu na Seleção. — Summer olhou para irmã com um sorriso no rosto.
– E você, como sempre não falou nada... Não foi? — perguntou ela — Savannah está vida é sua, não dela. Não deixe-a fazer isso com você.
Quando Savannah iria responder, Summer foi embora.
Quando chegou o dia que eles veriam as Selecionadas, a família — Sua mãe, e sua irmã e Savannah — Estavam sentadas, cada um em um ponto extremo dos quatro sofás.
Amostraram uma menina loira com o nome de Ashley, uma morena com o nome de Carter, uma negra com o nome de Mariah e Savannah. — Summer saiu da sala e a mãe repetiu as mesmas palavras que tinha dito três dias atrás:
– Custe o que custar.
Deborah Schwartz– Casta 6, de Allens.
Hillary olhou pela janela do quarto de Deborah e viu que nem ela nem ninguém estavam lá.
Então, abriu a janela do quarto e entrou no pequeno cômodo. — O quarto de Deborah estava arrumado, e a carta da Seleção estava em cima da cama. — O rosto de Hillary se encheu de felicidade, mas então outro objeto em cima da cama, chamou a atenção da menina de 10 anos. O diário de Deborah.
– Hum, tenho total permissão para abrir? — perguntou Hillary a ninguém em particular. — Sim, sim Hillary, você tem. — imitou uma voz grossa.
Ao folhear as páginas Hillary viu que o sonho de Deborah era se tornar uma princesa. Leu umas 10 páginas até perceber que Deborah entraria a qualquer momento naquele quarto.
– Ela disse que queria ser princesa... Eis aqui sua chance, Debby, — e começou a inscrever a amiga de 19 anos na Seleção. Procurou uma foto de Deborah nas gavetas e achou uma perfeita, colou a foto com saliva na carta e segurou-a mais forte. — Como vou sair daqui... Pela janela, dah!
Ela pulou de novo a janela e enviou a carta da Seleção sem ao menos Deborah saber.
Quando chegou o dia, Deborah não estava preocupada, sua carta desaparecerá, e ela nem mesmo iria e inscrever. — Sua mãe, Sandra, estava na sala sentada com Deborah no pequeno sofá, e então a foto das Selecionadas começaram a aparecer. — Ashley, Carter, Mariah, Savannah... E Deborah. — A menina entrou em pânico, e não mexeu-se de onde estava, mesmo a mãe comemorando ao lado dela.
Fale com o autor