A Nova Proposta
28 Capítulo 27 - A verdade
Notas iniciais
Aqui está o cap, espero que gostem
Damon
Como sempre faço depois de colocar os gêmeos para dormir eu fui para o escritório ler os meus e-mails e quando eu percebi já eram quase três horas da manhã, isso acontecia, ficava totalmente distraído quando começava a trabalhar, mesmo a noite. O problema é que eu não estava com um pingo de sono, então decidi tomar um copo de leite quente, isso sempre ajudava.
Quando cheguei a sala percebi que a luz da cozinha estava acesa, na mesma hora pensei que Jane ainda estivesse acordada, mas quando entrei no cômodo encontrei Elena apoiada na bancada da pia.
- Lena! — a chamei, fazendo com que se virasse para mim – O que você está fazendo aqui a essa hora?
- Eu acordei e perdi o sono – deu de ombros – Como está quase na hora do Alec mamar, eu decidi vir beber água.
- Então vou te fazer companhia, espero que não se importe – avisei, parando ao lado dela e também me apoiando na bancada.
- Claro que eu não me importo – deu um sorriso sem graça – Essa casa é sua, afinal.
Então eu me afastei mais uma vez para poder ir até o fogão e esquentei um pouco de leite. Perguntei se Elena queria, mas ela negou om a cabeça.
- Vi que você e a Gay conversaram quando ela esteve aqui hoje, isso é mesmo muito bom – observei – Será que eu posso saber o que vocês qual foi o assunto, ou estou me intrometendo demais?
- Não tem problema, caro que você pode saber – garantiu – Ela me disse que você contou a ela sobre a proposta que você me fez há cinco anos, quando tivemos os gêmeos. E ainda me pediu desculpas por todas as coisas ruins que disse ao meu respeito e que meio que entendia ao meu lado.
- Isso também é muito bom – não pude deixar de sorrir – É bom saber que vocês duas voltaram a se dar bem.
- Achei muito legal você contar para ela sobre a proposta – ela estava encarando os próprios pés – Sinceramente, pensei que você nunca fosse ter coragem de contar a alguém da sua família. Achava que você não fosse contar o que decidiu fazer por causa de toda a decepção com a Melissa.
- Eu não ia mesmo contar, mas achei que era coisa certa a fazer nesse momento – admiti – Pensei que você pudesse ficar com raiva de mim por ter feito isso ou alguma coisa parecida.
- Não fiquei brava, eu mesma já contei para algumas pessoal – deu de ombros.
Não vou mentir, fiquei bem curioso para saber para quem foi que ela contou sobre a proposta. Mas não disse nada sobre isso.
- Por que você não me contou que o casamento era da Gaby? — a perguntou dela me pegou totalmente de surpresa, não entendi o porquê dela.
- Porque eu tive medo de você desistir de querer vir para comigo, já que vocês duas não estavam se falando e tudo mais – expliquei – Mas o porquê dessa surpresa por saber que o casamento era da Gaby e do Will?
Elena desviou totalmente da minha pergunta, foi até a pia e lavou o copo que estava segurando desde o momento em que eu entrei no local. Depois disso ela se sentou em um dos bancos e ficou me olhando seriamente, sabia que vinha uma grande “revelação”.
- E então? — perguntei, por fim.
- Eu achei que o casamento era seu e da Hermione – sua voz saiu como um sussurro, mas foi alto o suficiente para que eu pudesse ouvir.
Minha primeira reação foi começar a rir, então era por isso que ela estava tendo umas atitudes estranhas comigo desde que eu toquei a campainha do seu apartamento em Toronto e por isso, também, que ela não quis me beijar mai cedo, Elena achava que eu e Hermione ainda estávamos juntos e quando eu falei a respeito do casamentos, não tinha omo culpá-la. Lembrei, então, de quando ela veio até aqui, logo depois que voltamos do Havaí, e nos viu saindo do prédio, não sabia que Mione estava indo embora e deve ter tirado conclusões precipitadas naquele momento.
- Damon, não ri, isso é sério – cruzou os braços e me encarou, se fingindo de brava – Eu realmente pensei que você estava prestes a se casar com a Hermione.
- Bom, eu não estou – caso ela não tivesse entendido ainda, deixei bem claro, agora.
- Mas vocês ainda estão juntos? – balancei a cabeça negativamente – E aonde é que ela está agora?
- Voltou para Londres – decidi contar toda a história para ela, não tinha por que eu mentir – Isso aconteceu logo depois que voltamos do Havaí. No dia em que você esteve aqui, ela estava se despedindo de mim e das crianças.
- Sinto muito – falou logo em seguida – Sei que você gostava muito dela.
- Nem tanto assim – dei de ombros, então Elena me olhou, chocada – Não me entenda mal, claro que eu gosto da Hermione e aproveitei o tempo em que estivemos juntos, mas eu nunca a amei de verdade. Acho que você já deve desconfiar, mas eu só estava com ela para te esquecer.
Ela abriu e fechou a boca várias vezes, sei que queria falar alguma coisa, mas não saiu som algum.
- Eu acabei de te fazer uma declaração de amor e você não me diz nada – decidi descontrair o ambiente.
- Damon... — conseguiu sussurrar – Não sei nem o que dizer.
- Apenas me diga que sente a mesma coisa- aproximei-me de onde ela estava sentada e coloquei a mão sob a sua – Diga que também ainda me ama, que não conseguiu me esquecer em nenhum momento desses quatro anos em que estivemos separados.
Esperei pela sua resposta e a encarei seriamente. Olhei aquelas iris cor de chocolate que tanto me encantam, as mesmas que eu via sempre nos olhos de Chad.
- Não posso mais mentir para você, Damon, eu sinto a mesma coisa – deu um longo suspiro antes de falar – Durante esses anos eu transei com várias caras tentando te esquecer, mas eu não consegui. Quando cheguei aqui vi que você estava feliz com a Hermione e decidi seguir em frente, tentar recuperar o tempo perdido com os meus filhos e cuidando do bebê que estava a caminho.
- Mas e agora? — perguntei, totalmente esperançoso – Agora nós dois estamos livres e desimpedidos, você não vai querer tentar?
- Não tenho certeza disso, Damon – tentou explicar – Mesmo as coisas sendo diferentes agora, não muda o fato de que eu tenho toda uma vida aqui em Toronto. Como é que eu vou jogar tudo para o alto e vir morar aqui com você.
Tive vontade de dizer que era isso mesmo que eu queria, que ela jogasse tudo para o alto. Em relação a sua família, poderia ir visitá-los sempre, não é como se ela não tivesse morado longe deles antes; já sobre o livro, eu sou dono de uma editora, ela pode muito bem publicá-lo comigo.
- Podemos namorar a distância, eu aqui e você em Toronto – sugeri, por fim – Você pode vir me visitar sempre e eu também posso ir vê-la e também levar os gêmeos para te visitar. E um dia, quem sabe, não podemos pensar em morarmos juntos.
- Você está mesmo disposto a namorar a distancia – me deu um sorriso bobo.
- Nada me deixaria mais feliz, Lena – passei a mão pelas sua bochecha – Quero muito que a gente volte. Nossa história é longa, nós tivemos dois filhos, merecemos continuar com isso.
Passei o polegar pelos seus lábios e ela apenas fechou os olhos. Esperei, ansioso, por vários segundos, que ela me respondesse, mas ela não me disse nada.
- Tudo bem, não vou te apressar em nada – afastei-me e virei de costas para ela – Vou dar um tempo para que você pense melhor.
- Sim! — falou, fazendo com que eu a olhasse, mais uma vez – Eu aceito que a gente namore a distância, também não aguento mais ficar separada de você.
Segurei seu rosto entre as minhas mãos e a beijei, explorei cada canto da sua boca com a minha língua, acho que não tinha noção do quanto sentia falta dela até esse momento. Elena gemeu no meio do beijo e eu não pude deixar de sorrir. Ela entrelaçou suas pernas na minha cintura ao mesmo tempo que comecei a descer por seu pescoço.
Um chorinho bem fino de bebê fez com que nos separássemos. Lena me encarou rapidamente antes de retirar a babá eletrônica, que estava presa na parte de trás do short do pijama.
- Está na hora do Alec mamar, ele é sempre bem pontual – sua voz ainda estava ofegantes e os lábios inchados devido ao beijo, imagino que não esteja muito diferente dela – Acho melhor eu ir até lá.
- Tudo bem, vai lá – disse.
Passou a mão pelo meu braço antes de sair da cozinha. Foi nesse momento que eu me lembrei do leite que eu tinha colocado para esquentar, já estava fervendo e eu vou precisar esperar um pouco antes de poder bebê-lo.
Assim que o leite, peguei a caneca e fui para a minha cama. Quando eu passei pelo quarto de hóspedes vi que a porta estava meio aberta e quando dei uma olhada encontre Elena encostada nos travesseiros enquanto amentava o filho, lembro que gostava de admirá-la com os gêmeos, era mesmo uma cena adorável.
- Damon? — ela reparou que eu estava ali – Pode entrar.
Foi o que eu fiz. Caminhei lentamente em direção a cama e percebi o quanto Alec mamava tranquilo e com os olhinhos fechados, totalmente alheio aos problemas a sua volta.
- Só vim saber se estava tudo bem – expliquei – Quero dormir, amanhã eu combinei de levar os gêmeos ao parque para brincar com as filhas do Ric e preciso estar inteiro para isso.
- Tem razão – concordou – Então, boa noite, eu também vou dormir assim que acabar isso. Sinceramente, eu rezo para que ele pare logo de mamar no meio da madrugada.
- Tenho certeza de que logo ele vai começar a dormir a noite toda – garanti, lembro que os gêmeos pararam de mamar de três em três horas quando estavam com cinco meses – E você vai sentir falta disso.
- Garanto que não – revirou os olhos.
Dei um selinho nela antes de deixá-la sozinha. Tomei o leite quente e não demorou muito para eu cari no sono, eu e Elena tínhamos voltado a namorar e eu não poderia estar mais feliz com isso.
Quando levantei dia seguinte os gêmeo já estavam sentados na mesa da sala comendo panquecas. Eu me sentei em uma das cadeiras vazias e Jane veio servir uma xícara de café para mim.
- Vai querer comer alguma coisa, senhor Salvatore – ela me perguntou.
- Somente uma torrada, Jane, muito obrigado – disse, quando ela saiu eu me virei para os meus filhos – E então, meus amores, estão empolgados para irem no parquinho brincar com a Scay e a Jamie?
- Sim! — foi Gwen que, respondeu – Vai ser tão legal brincar com a Scay e com a Jamie.
- Eu não acho – Chad cruzou os braços, emburrado – Queria tanto ter um amigo fora da escol para poder brincar comigo.
Não pude deixar sentir pena do meu filho. Na família ele só tinha a irmã e a prima, já que Ted ainda é muito pequeno, não tive esse mesmo problema, já que eu tinha o Stefan.
- Ora, Chad, agora você tem o Alec – lembrei – Daqui há uns dois anos vocês dois vão pode brincar juntos.
- Mas ainda falta muito – reclamou novamente – Tudo que ele sabe fazer é dormir e chorar.
- Você e a Gwen também já tiveram uma época que só dormiam e choravam – lembrei – E eu não reclamava.
- Foi nesse momento que eu vi passos vindos do corredor, Elena apareceu empurrando o carrinho, aonde Alec estava totalmente acordado, provavelmente tinha acabado mamar novamente. Não pude deixar de sorrir ao vê-la.
- Bom dia para vocês – sentou-se ao meu lado e apenas acenou a cabeça, provavelmente não queria me beijar na frente do gêmeos, era mesmo muito cedo.
- Queria mesmo falar com você, Lena – comentei – Como eu já disse antes, vou levar as crianças até a pracinha e queria mesmo saber se posso levar o Alec junto, assim ela toma um pouquinho de sol.
- É uma excelente ideia – concordou – Eu ia mesmo deixá-lo aqui com Jane, vou com a Gaby para ela fazer a última prova do vestido.
- Então está bem, vou levá-lo – disse – Assim ele não vi preso dentro de casa.
- O Alec mama de três em três horas, então vou deixar um pouco de leite em uma mamadeira – explicou – Não vai precisar mai do que isso, tenho certeza de que não irei demorar muito.
- Mais alguma recomendação? — quis saber.
- Não – dei de ombros – Tenho certeza de que você é perfeitamente capaz de cuidar do Alec muito bem.
Por fim, acabei saindo antes que minha irmã fosse buscar Elena. A pracinha não ficava tão longe assim do meu apartamento, uns dez minutos caminhando já chegamos ao local, Ric já estava lá junto com as filhas.
- Tio Damon! — minha afilhada veio correndo na minha direção – Que saudades eu estava de você.
- Também estava com saudades de você, Scay – dei um beijo no topo da sua cabeça – Como estão as coisas na escola?
- Muito bem, só tirei nota alta no último semestre – disse, totalmente orgulhosa.
- Essa é a minha afilhada – passei a mão pelo seu cabelo castanho – Continua assim e você vai conseguir entrar em uma boa universidade.
Ainda me lembro de quando Scarlete nasceu, ela era o bebezinho mais lindo que eu já tinha visto na minha vida. Agora ela está ai, com quase dez anos, Meredith fica brincando com Alaric dizendo que a filha logo vai arranjar um namoradinho, confesso que fico tão preocupado quanto ele com essa ideia.
- Oi, tio Damon – a outra menina também esticou os braços na minha direção.
- Oi para você também, princesinha – dei um beijo na bochecha dela – Por que vocês todos não vão brincar um pouco, precisam aproveitar o sol.
- Scay, cuida bem da sua irmã e do Chad e da Gwen também – Ric colocou a filha açula no chão – Vamos sentar ali e ficar olhando para vocês, tudo bem?
Tudo bem – a menina mais velha comentou. Então ela saíram correndo até onde estavam as outras crianças.
Jamie é pouco mais de um ano mais nova que os meus filhos, vai fazer três ano em setembro, e por isso os três sempre se deram bem e brincavam juntos quando se encontravam. Eu e Alaric nos sentamos em um banco de madeira, aonde tínhamos uma visão dos brinquedos.
- Então esse é o filho da Elena – comentou, dando uma olhada em Alec dentro do carrinho – Não tem mesmo como negar, ele se parece muito com você.
- Sei disso, Ric, esse foi um dos motivos de eu ter ido até Atlanta atrás dela – dei um longo suspiro – Mas Elena disse que ele não é meu filho.
- E você acreditou somente na palavra dela para acreditar que aquele não é seu filho? — confesso que isso, realmente, tinha passado pela minha cabeça, mas tratei de afastar esse pensamento da minha cabeça.
- Ora, Ric, por que a Elena iria mentir a respeito disso para mim? — comentei, seriamente.
- Não sei, você teria que saber o que se passa na cabeça da Elena – deu de ombros.
De repente me veio a cabeça a nossa conversa de ontem a noite, quando ela me confessou que achava que eu e Hermione estivéssemos juntos. Será que ela poderia mentir para mim que eu não era o pai de Alec por causa disso? Não, não era possível, Elena não faria isso.
- Olha, Ric, apesar do Alec não ser meu filho, eu sinto uma identificação muito grande com ele – sei que se eu me olhasse no espelho nesse momento eu estaria com um sorriso bobo.
- E o pai dele? — perguntou – Não sabe mesmo da existência do filho?
- Elena disse que ele estava em Toronto de viagem e nunca mais o viu depois que eles ficaram juntos – balancei a cabeça negativamente – Mas sabe, às vezes eu tenho vontade de perguntar a ela aonde o tal de Jace mora e ir procurá-lo , tenho certeza de que ele ficaria encantado pelo filho, assim como eu.
Eu mexi na aba do carrinho para que entrasse um pouco de sol, Alec reclamou um pouco quando a luz entrou nos seus olhos, mas apenas isso.
- Mesmo sabendo que essa é a coisa certa a fazer, não sei se teria coragem de fazer isso – dei um longo suspiro antes de continuar — Tenho medo que encontrando o pai do filho dela possa reavivar alguma coisa ente eles, afinal, mesmo sendo breve, os dois tiveram uma história.
- Se for assim, vocês tiveram uma história também – meu amigo me lembrou – Alias, se for por eles terem tido um filho, você teve dois com ela.
- Eu e a Elena voltamos ontem a noite – expliquei – Vamos apenas namorar no começou, ir com calma.
- Então, não sei que você está com medo – riu – Vocês já estão juntos, ela não vai querer correr para os braços de outro cara. Tem que confiar um pouquinho mais em você.
Ric tinha razão quanto a esse ponto, Elena tinha dito que me amava, então preciso confiar um pouco mais em mim. Ela não irá mudar de ideia de uma hora para outra.
- Vou pensar mesmo se vou fazer essa pesquisa – conclui, por fim e tudo que Alaric fez foi revirar os olhos.
Já eram quase duas tarde quando decidimos ir embora, o sol estava ficando forte demais e Alec começava a reclamar de fome.
- Muito bem, agora eu quero vocês dois no banho – avisei para os gêmeos assim que entremos no apartamento – Estão todos sujos de areia.
Jane, como sempre, apareceu poucos segundos depois de chegarmos.
- Precisa de alguma ajuda, senhor Salvatore – ela perguntou – Está na hora do Alec mamar, se quiser eu posso dar a mamadeira dele.
- Não precisa, Jane, eu mesmo posso fazer isso – garanti – Quero que você leve os gêmeos, cada um, para o seu banheiro e fique de olho para que eles não deixei o chão todo sujo.
- Está bem, senhor Salvatore – pegou Chad e Gwen, um em cada braço e saiu em direção ao corredor – Se precisar de alguma coisa é só me chamar.
Fui esquentar um pouco da mamadeira e quando percebi que estava e uma temperatura boa, a peguei e levei Alec até o meu escritório, lá era um local bem mais sossegado.
Ele devia estar mesmo com bastante fome, pois comer a mamar com bastante rapidez, quando eu vi já tinha tomado metade do leite. Foi inevitável não me lembrar dos meus filhos quando tinham essa idade.
- Sabe, Alec, se você fosse mais um pouquinho mais velho, tenho certeza de que estaria me vendo como o cara que quer roubar a sua mãe – ri enquanto começava a falar – Mas agora você não entende muito bem o que está acontecendo, então eu quero que você saiba que eu amo muito a sua mãe.
Passei a mão pela cabecinha dele, seus cabelinho pretos eram totalmente lisos.
- Quero que a ente seja uma família grande e feliz, apesar de não ser seu pai de verdade, te tratarei como se fosse, é claro – garanti – Vou pedir a sua mãe em casamento o mais rápido possível. Já fiz isso uma vez e até tenho o anel, mas eu tenho certeza de que ela não vai dizer não, dessa vez.
Eu tomei essa decisão ontem um pouco antes de dormir. Vou fazer as reservas do no melhor restaurante de Atlanta e fazer o pedido para Elena, e quero que seja antes do casamento da Gaby.
Ouvi o telefone tocando na sala, mas como estava ocupado, tinha certeza de que Jane atenderia.
- Se você soubesse falar eu te pediria autorização para pedir a sua mãe em casamento – continuei – Mas eu vou falar com seus irmãos e eles podem responder por você.
A porta foi aberta e Jane apareceu com o telefone sem fio na mão.
- É para o senhor – ela explicou – Uma moça que disse que se chama Katherine Gilbert.
Katherine Gilbert é a irmã caçula de Elena, o que será que ela queria comigo?
- Deixa que eu termino de dar a mamadeira para ele – retirou Alec dos meus braços e pegou a mamadeira também, então se retirou.
- Alô, Katherine! — disse, colocando o telefone no ouvido – A Elena não está, saiu junto com a minha irmã.
- Eu sei que ela não está, na verdade é até melhor que não esteja – avisou – Eu preciso falar com você e tinha medo que ela interceptasse a ligação.
A voz dela parecia bem séria, fiquei com medo de que pudesse ser algo bem grave.
- Está tudo bem? — quis saber – Aconteceu alguma coisa com os seus pais ou com o Jeremy?
- Não aconteceu nada, estão todos bem – garantiu – O que eu tenho para falar tem algo a ver com você e com a minha irmã.
- Katherine, você está começando a me deixar curioso – meu tom de voz era calmo, apesar de tudo – Me fale logo, por favor.
- A Elena vai me matar, mas não importa, você precisa saber a verdade – explicou – O Alec não é filho de outro como a Lena disse, ele é seu filho.
Fiquei um tempo encarando um ponto fixo na parede a minha frente, Alec era meu filho, agora tudo faz sentindo. Por isso ele se parece tanto comigo e também pelo mesmo motivo eu me identifiquei tanto com ele.
- Você está mesmo falando a verdade, Katherine? — consegui perguntar – Por favor, não brinca com uma coisa dessas.
- É a mais pura verdade – afirmou – Ela estava disposta a te contar que estava grávida, mas então te vimos com a Hermione e decidiu não falar nada e decidiu criar o bebê sozinha. Pensei que fosse mudar de ideia, mas quando você apareceu manteve a mentira. Não posso mais deixar que você não continue sabendo a verdade, não é justo.
- Muito obrigado por isso, Katherine – foi tudo que consegui dizer.
- Não fique com raiva da Lena por ter mentido para você – completou – Apesar de tudo ela só fez isso para o seu bem, queria que você fosse feliz com a Hermione sem nenhuma interrupção – eu não estava mais com a Mione, mas mesmo que estivesse essa não era uma desculpa, merecia conhecer o meu filho, tinha esse direito – Bom, agora eu preciso desligar e, por favor, Damon, pensa bem antes de tomar qualquer atitude – então eu ouvi o sinal de ocupado e desliguei o telefone.
Ele me conta uma bomba dessas e pede para eu te calma... Passei as mãos pelo cabelo, aquilo era informação demais para absolver, ainda não sei exatamente o que pensar sobre tudo, tudo que eu sei é que vou ter uma conversa muito séria com a Elena quando ela chegar.
Notas finais
Primeiro o Damon e a Lena finalmente se acertaram fofos né? E a "conversa" que ele teve com Alec dizendo que vai pedir a Lena em casamento?
Mas depois disso o Damon descobriu a verdade. O que será que ele vai fazer agora? Será que vai ficar com raiva da Lena?
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Ajudinha visual:
Jamie: http://sharonpennisi.typepad.com/photos/uncategorized/2008/05/10/_dsc0669_edited1.jpg
Scay: http://2.bp.blogspot.com/-Rmhi7aBYhgY/T6AF2ZX-H2I/AAAAAAAADEE/0JMhH_hhUyA/s1600/leven-rambin-bailee-madison-vancouver-09.jpg
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Agora uma boa notícia, a fic vai ter um cap a mais. Ou seja, teremos mais três caps, o epílogo e o bônus (como teremos a terceira temporada , o bônus vai ser um pouco diferente, não vai ser deles adolescentes e sim deles com uns 11 ou 12 anos)
***
Bom, é isso
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