A Nova Proposta
21 Capítulo 20 - Um motivo para voltar
Notas iniciais
Só tenho uma coisa a dizer sobre esse cap: depois do cap da hot, os acontecimentos desse serão uma grande surpresa (uma surpresa boa, fiquem tranquilos)
Espero que gostem
Paris, 3 semanas depois
Elena
Era o meu primeiro dia livre nessas duas últimas semanas desde que eu cheguei a Paris e minha irmã me arrastou para fazermos compras no shopping. Assim que cheguei a Toronto convidei Kath para viajar comigo e com a Clary, apesar de eu ter passado grande parte do tempo ocupada, era muito bom tê-la aqui comigo, ficávamos conversando durante a noite e eu até conseguia esquecer o Damon.
Lembrar dele ainda era muito doloroso para mim. Aquela manhã em que eu acordei e ele não estava ao meu lado ainda está viva na minha memória, para falar a verdade, acho que nunca vou conseguir esquecer.
*Flash Back*
Tinha pela consciência de estar começando a despertar e sabia muito que não estava mais deitada no peito de Damon e sim em travesseiro, apesar de o cheiro inconfundível dele. Queria abrir os olhos, mas tenho medo de estragar a magia do momento, só que eu sei que preciso fazer isso mais cedo ou mais tarde, afinal, temos que conversar.
Quando, finalmente, eu me dei por vencida, encontrei o quarto vazio e estava completamente sozinha na cama. Pensei que ele pudesse estar no banheiro, mas a porta estava aberta.
- Damon...? — minha voz saiu totalmente sonolenta.
Foi então que eu percebi um papel dobrado bem ao meu lado e eu peguei para ler. Reconheci na mesma hora a letra de Damon.
Querida Elena,
A noite de ontem foi mesmo maravilhosa, posso dizer que foi incrível reviver todos os momentos que passamos quando estávamos juntos. Mas não possou disso.
Sei que prometi que conversaríamos hoje de manhã, mas não sei se teria coragem de falar na sua cara o que estou prestes a escrever.
Ainda me importo com você, Elena, e muito. Você ainda é a mãe dos meus filhos e sempre será especial para mim, mas isso não é o suficiente para recomeçarmos um relacionamento. Sempre ficará aquela dúvida, se você não vai nos abandonar novamente como fez há três anos.
Entendo se você me odiar, mas não desconte isso no Chad e na Gwen. Eles já passaram os primeiros anos de vida sem a presença da mãe e estão muito feliz por ter você por perto, espero que você cumpra a promessa que fez para eles, apesar de tudo.
Sei que está indo para Paris e eu também estou indo com a minha família para o Havaí, espero que você ligue para os nossos filhos quando estiver de volta a Toronto. Não precisa falar comigo se não quiser, vou entender perfeitamente.
Damon.
Não podia acreditar que estava mesmo lendo aquilo. Depois de tudo que tinha acontecido ontem a noite ele tinha mesmo encarado como sexo casual? Tudo bem que eu tinha feito isso com todo os caras com quem eu sai durante os últimos três anos, mas Damon era diferente. Por um momento eu acreditei que poderíamos ter uma vida feliz juntos, nós dois e nossos filhos, mas eu estava enganada.
Talvez ele não tivesse saído há tanto tempo assim, afinal, formos dormir muito tarde e duvido que ele tenha conseguido acordar cedo. Coloquei uma roupa qualquer e desci até a recepção do hotel.
- Posso ajudá-la, senhorita Gilbert? — o homem que estava atrás do balcão perguntou,aquela não era a primeira vez que eu tinha visto ali.
- Espero que sim – respondi – Por acaso viu o Damon Salvatore passando por aqui hoje?
- Para falar a verdade eu vi sim, mas já faz algum tempo – explicou – Logo cedo, quando cheguei para o trabalho. Ele parecia bem apressado para ir embora.
Aquilo era tudo que eu não queria ouvir naquele momento. Começo a acreditar que Damon planejou tudo aquilo, inclusive ir embora antes de eu acordar. Não posso deixar de me sentir usada.
- Certo, muito obrigada mesmo assim – dei um longo suspiro e caminhei na direção dos elevadores, mas uma vez.
Assim que a porta se abriu dei de cara com a Clary.
- Bom dia, Lena! — ela sorriu, não acredito que ela consegue ser tão bem humorada pela manhã, ainda mais contando com a minha “animação” de hoje – Está indo tomar café da manhã?
- Para falar a verdade eu não estou com fome – dei de ombros, e era verdade, só de pensar em comida sentia o meu estômago embrulhando – Estou voltando para o meu quarto para terminar de arrumar a minha mala.
- É mesmo uma boa ideia – concordou – Preciso resolver algumas coisas antes da nossa viagem hoje a tarde. Acho que nos vemos depois.
- Claro – concordei antes de entrar no elevador.
Assim que cheguei no quarto me joguei na cama e comecei a chorar. Dessa vez eu perdi o Damon para sempre, tenho certeza.
*Fim do Flash Back*
Não posso dizer que já superei tudo que aconteceu, mas sei que preciso fazer, um pouco a cada dia.
Isso me fez abrir os olhos para acabar com essa vida de sair com um cara por noite, agora eu preciso encontrar um cara legal que queira ficar comigo de verdade e que me possa fazer feliz. Além disso, quero me dedicar ao meu novo livro e aos meus filhos, é claro.
Foi nesse momento que eu senti uma forte tontura e tudo começou a ficar escuro. Por sorte eu estava perto da minha irmã e me apoiei no ombro dela para não cair.
- Está tudo bem, Lena? — Kath perguntou, parecia totalmente preocupada.
- Mais ou menos – tive que admiti, afinal, tenho a impressão de que nem consigo me manter em pé sozinha – Estou um pouco tonta.
- Venha, vamos nos sentar – caminhamos em direção a um banco do shopping, que não estava muito longe de nós – Fica aqui que eu vou comprar uma água na praça de alimentação.
- Não precisa, Kath – garanti, segurando o pulso dela – Já estou me sentindo bem melhor, para falar a verdade a tontura já está passando.
- De maneira nenhuma, Elena – ela estava bem séria – Pode me esperar bem aqui que eu já volto.
E era verdade, não demorou muito para minha irmã voltar com uma garrafa de água. Ela me entregou e eu bebi metade da garrafa de uma vez só, não tinha percebido o quanto estava com sede até agora.
- Acho melhor nós voltarmos para o hotel – comentou, se sentando ao meu lado – Assim você pode deitar e descansar um pouco.
- Já disse que não precisa – disse, mas uma vez – Agora que eu bebi água estou muito melhor, posso ficar o dia inteiro se você quiser.
Mas no momento em que eu me levantei a tontura voltou e tive que sentar novamente na mesma hora.
- Viu, você não está melhor coisa nenhuma – me lançou um olhar de reprovação – Tenho certeza de que deve estar sentindo isso por trabalhar demais, é só descansar um pouco e vai estar como nova. Você vai ver.
Kath me fez apoiar nela para podermos caminhar até a saída do shopping, então pegamos um táxi e voltamos para o hotel em que estávamos hospedadas. Infelizmente as coisas só piorara, assim que cheguei a nosso quarto um enjoo muito forte subiu pela minha garganta e só tive tempo de correr até o banheiro e vomitar tudo que tinha comido no café da manhã e ainda no lanche que tínhamos feito agora a pouco
- Lena... — minha irmã estava ainda mais preocupada agora.
- Acho melhor você não ver isso – levantei me apoiando na parede e dei descarga – Não é uma cena muito bonita.
- Tem certeza de que não precisa de ajuda? — quis saber – Você não parece muito bem.
- Deve ter sido só alguma coisa que eu comi – fui até a pia lavar o rosto e percebi o quanto estava pálida, sem contar com as duas enorme olheiras – Essa comida francesa é tão estranha.
- Quanto a isso eu tenho que concordar com você – fez uma careta, foi nesse momento que ouvimos uma batida na porta – Deixa que eu vou atender.
Ela saiu do banheiro e eu decidi escovar os meus dentes para tirar aquele gosto horrível da boca, me deixava ainda mais enjoada.
- Oi Katherine! — escutei a voz da minha empresária vindo do outro aposento – Ouvi as suas vozes do corredor. Pensei que fossem demorar mais tempo para voltar do shopping.
- E nós íamos, mas... — minha irmã começou a falar no momento em que eu apareci no quarto.
- Uau, Lena, você está com uma cara péssima! — o que eu gostava na Clary era a sinceridade dela – O que foi que aconteceu, foi atropelada por um caminhão?
- Acho que seria melhor se fosse isso – me sentei na ponta da cama — Mas é só um enjoo?
- Outra vez, Lena? — me olhou, séria – Não acha que é melhor ir ao médico para ver o que está acontecendo?
Aquela não era mesmo a primeira vez que eu tinha passado mal essa semana. Tive uma crise de enjoo há cinco dias antes de uma entrevista para um programa de televisão, precisei passar quilos de maquiagem para esconder a minha “cara de doente”.
- Tenho certeza de que não é nada sério – garanti – Pelo menos nada que necessite ir ao médico.
- Quando se trata da saúde nada é excesso de preocupação – lembrou – Às vezes é até melhor ir ao médico para ter certeza de que você não tem mesmo nada.
- Eu tenho que concordar com a Clary dessa vez – Kath completou – Se quiser eu vou junto com você.
- Certo, vou fazer assim – sugeri – Se eu continuar sentindo esses enjoos amanhã cedo, vou ao médico sem nem ao menor discutir, tudo bem?
- Tudo bem? — minha irmã revirou os olhos, depois de 15 anos de convivência ela já tinha aprendido a não discutir comigo – Mas você vai mesmo, nem que eu tenha que te amarrar e te arrastar para o hospital.
- Mas não foi para discutir sobre a saúde da Lena que eu vim até aqui – Clary continuou – Lena, será que você tem um absorvente para me emprestar.
- Claro – afirmei – Kath, será que você pode pegar a minha necessaire branca que está em cima da pia do banheiro.
Ela concordou com a cabeça e foi até o banheiro, voltou poucos segundos depois com o objeto que eu tinha lhe pedido.
- Você está com sorte, Clary, eu tenho um pacote fechado bem aqui – nesse momento tudo ficou claro e foi como um balde de água fria em cima de mim – Essa não!
- O que foi, Lena? — minha empresária perguntou, parecendo bem mais preocupada do que antes.
Mas eu não respondia nada, estava fazendo as contas mentalmente. Apesar de eu usar anticoncepcional injetável, eu precisa reaplicar a cada três meses e era justamente o que eu iria fazer na consulta que eu tinha com a ginecologista na segunda semana, consulta que eu precisei desmarcar pois tive que fazer uma viagem de emergência a Atlanta. É claro que eu não me preocupei tanto assim, já que sempre usei camisinha, só mente uma vez eu não usei, com o Damon. Minha última menstruação veio umas três semanas depois que eu cheguei aos Estados Unidos, o que significa que eu estou atrasada.
- Acho que estou grávida... — conclui em voz alta. Estava encarando as minhas mãos, que estavam pousadas no meu colo.
- Como é? — as duas gritaram ao mesmo tempo.
- É a única explicação que eu consigo dar para – dei de ombros – Faz sentido: os enjoos, a menstruação atrasada...
- Mas se você está grávida, quem é o pai? — foi Clary quem decidiu perguntar.
- Só existe uma pessoa que pode ser o pai dessa criança e eu tenho certeza absoluta – expliquei – O Damon.
- Eu sabia que vocês tinha tido um momento flashback – estava com um sorriso vitorioso nos lábios – Vi o Damon saindo de fininho do seu quarto no dia em que íamos voltar para Toronto?
- Você viu? — a olhei espantada – E por que você não me contou isso naquela época?
- Ele me pediu para não comentar com ninguém – deu de ombros – E, sinceramente, tinha tanta coisa na minha cabeça que nem tinha tempo para me preocupar com um possível romance entre você e o senhor Salvatore.
- Damon Salvatore... — minha irmã se manifestou depois de vários minutos – Esse nome não me é estranho.
- Ele é o dono da Salvatore's Publisher, editora que publicou o livro da Lena nos Estados Unidos – Clary explicou – Acho que já devemos ter falado dele várias vezes durante essa viagem.
- Mas não é dai que eu conheço esse nome – colocou a mão no queixo, pensativa – Agora eu lembrei. Ele foi lá em casa há quatro anos, no dia do seu aniversário de 21 anos, quando você foi para Toronto junto com o Ty. Lembro que depois disso ele foi embora e mamãe não ficou nem um pouco feliz.
- Exatamente... — dei uma rápida olhada na minha empresária, mas não parecia surpresa, ela sabia que eu e Damon já tínhamos namorado antes.
- Espere, estou me lembrando de mais uma coisa: depois que você e o Tyler terminaram você ficou saindo com o Damon para cima e para baixo, até voltaram para Atlanta juntos – continuou – Também me lembro que um dia mamãe foi te visitar e ela voltou para casa no dia seguinte dizendo que você estava grávida e que tinha acabado de estragar a sua vida inteira, e eu me lembro de ficar feliz na época porque ia ser tia. Mas então você voltou alguns meses depois e não tinha nenhuma barriga nem bebê, só que como ninguém comentava nada comigo na época, fiquei quieta.
As duas estavam me encarando seriamente, esperando que eu esclarecesse toda aquela história.
- É verdade, Kath, eu realmente estava engravidei, na realidade eu estava grávida quando estive em Toronto, mas não sabia. O pai também era o Damon – já estava totalmente enrolada, não ia perder nada contando a verdade – Mas não se preocupem, eu não fiz nenhuma besteira, tive o meu bebê, ou melhor, os meus bebês.
- Bebês... — Clary murmurou – Lena, não vai me dizer que...?
- Sim! — respondi antes mesmo que ela pudesse continuar – O Chad e a Gwen são meus filhos.
- Como assim? — Kath era a mais confusa – Quer dizer que eu tenho dois sobrinhos e nem ao menos os conheço?
- Eles estão com três anos agora e são duas crianças maravilhosas – sorri involuntariamente enquanto falava dos meus filhos – Eu e Damon ficamos juntos durante toda a gravidez e por alguns meses depois que os gêmeos nasceram, antes que eu fosse embora. Sei que foi uma atitude covarde, mas só percebi quando os conheci assim que cheguei em Atlanta. Acredite, não tem ninguém que se arrependa disso mais do que eu.
- Meus sobrinhos – sussurrou – Eu quero conhecê-los, Lena. Você me impediu de conviver com eles por três anos, mas agora eu quero conhecê-los.
- Você vai conhecê-los – garanti – Quero levá-los para passar uns dias em Toronto comigo. As coisas entre mim e Damon não estão muito bem, mas ele me garantiu que não vai me afastar dos nossos filhos.
- A julgar que você está desconfiando que vai ter outro filho dele, não acho que as coisas entre vocês dois estejam tão ruins assim – completou.
O último comentário da minha irmã fez com que eu sentisse as minhas bochechas esquentarem.
- E o que você vai fazer a respeito dessa gravidez? — foi a vez de Clary perguntar.
- Acho que a primeira coisa que tenho que fazer é ter certeza se estou ou não grávida – respondi como se fosse a coisa mais óbvia do mundo – Vou precisar fazer um exame de sangue.
- Vou com você até o hospital – avisou – Tenho certeza de que não é uma boa ir sozinha, ainda mais porque você estava passando mal.
- Claro, vai ser bom ter a sua companhia, Clary – nunca fui muito fã de hospitais, mas não tem jeito, eu vou precisar ir.
- Perfeito, vou pegar minha bolsa e podemos ir – ela se levantou e saiu do meu quarto.
Mas uma vez eu fiquei sozinha com a minha irmã, o silêncio entre nós era constrangedor. Não sei o que ela estava pensando, exatamente, depois da minha revelação.
- Kath, por favor, não fique com raiva de mim – comentei, por fim – Sei que o que eu fiz foi um erro, mas eu já estou pagando pelo meu erro e não preciso de você me julgando também.
- Não vou dizer que eu concordo com a sua atitude, mas eu não vou te julgar por causa disso – avisou – Só quero que você me prometa uma coisa.
- Claro! — concordei antes mesmo dela terminar a frase – Qualquer coisa que você quiser.
- Se você estiver mesmo grávida – continuou – Quero que você me prometa que não vai largar essa criança como fez com os gêmeos.
Acho que eu ainda não tinha parado para pensar na situação, eu poderia estar prestes a ter outro filho. Chad e Gwen foram o principal motivo para eu “fugir” para Toronto e agota eu teria mais um bebê para cuidar, será essa a minha chance de me redimir?
- Claro que eu não vou abandonar o meu bebê – garanti, coloquei a mão, involuntariamente, na minha barriga – Eu já amo esse serzinho.
- Acho bom mesmo – seu tom era totalmente sério agora.
Não demorou muito para Clary voltou e saímos rumo ao hospital mais próximo. Assim que chegamos a enfermeira me mandou para a sala de exames para coletar um pouco de sangue, disse que o resultado demoraria uns vinte minutos e que poderíamos esperar para pegá-lo.
- Mas que demora... — estava batendo as minhas unhas repetidas vezes – São os vinte minutos mai longos da minha.
- Sei que é difícil, mas vai ter que esperar – comentou – Nada do que fizer vai passar o tempo passar mais rápido.
- Sei disso – dei um longo suspiro e fiquei encarando a parede na minha frente – Clary, tem uma coisa sobre a minha história com o Damon que eu ainda não contei?
- O que? — ela se virou para mim, totalmente curiosa para saber o que eu tinha para falar.
Não tinha certeza se eu queria que mais alguém soubesse sobre a proposta. A única pessoa que sabe a verdade, além de mim e Damon, é o Jeremy, e ele não aceitou a ideia muito bem no começo.
- Não contei antes porque eu tinha medo que a Kath ia pensar, ela ainda é muito nova – agora eu já tinha começado, ia continuar – Sabe a história do meu livro? Que o cara rico fez a proposta para a garota ter um filho com ele em troca de dinheiro? — balançou a cabeça afirmativamente em resposta – Eu não inventei nada daquilo, aconteceu mesmo.
- Como assim, Lena? — foi só depois de perguntar que ela percebeu o que eu quis dizer – Você está falando sério?
- Sim, Clary – afirmei – Conheci o Damon quando ele foi dar uma palestra na Universidade da Georgia. Nós conversamos e algumas semanas depois fui chamada para um entrevista na editora dele, foi então que ele me fez a proposta. Relutei um pouco, mas acabei aceitando.
Clary não disse nada, apenas esperou que eu continuasse.
- A princípio era para eu ter o bebê e entregá-lo ao Damon quando nascesse – expliquei – Mas, como no livro, a medida que a gravidez avançava eu me apeguei ao Damon e aos meus filhos, em algum momento eu não conseguia mais me ver sem os três e sei que ele pensava da mesma maneira.
- Mas no livro os dois ficam juntos criando o filho – lembrou – E não aconteceu na vida real.
- Acho que acabei escrevendo, inconscientemente, o que era para ter acontecido, mas que eu fui covarde demais para se tornar realidade – dei de ombros – Então essa é a minha história.
- Não sei nem o que dizer sobre isso – completou, por fim – É uma história muito louca, parece coisa de cinema.
- Acha que eu não sei – começamos a rir.
- Senhorita, Elena Gilbert? — uma enfermeira chamou o meu nome, ela estava com um envelope na mão, devia ser o meu exame que ficou pronto.
- Muito obrigada! — sorri enquanto ela me entregava o envelope e voltei para o lado de Clary – Então é isso, a hora da verdade.
- Se você quiser, eu posso abrir para você – sugeriu. Não pensei duas vezes antes de entregar o envelope para ela.
Clary retirou o papel para lê-lo. Vi seus olhos se mexerem a medida que passava as linhas.
- E então, Clary? — perguntei, aquela demora estava me matando.
- Positivo – disse enquanto me entregava a folha – Pelo jeito está vindo ao mundo um novo bebê Salvatore.
Fiquei ali encarando aquela única palavra que tinha acabado de virar o meu mundo de cabeça para baixo: Positivo. Mais uma vez eu coloquei a mão na minha barriga, agora tendo 100% de certeza de que tinha uma coisa ali dentro.
- E então, Lena, o que você vai fazer agora? — perguntou.
- Fiz uma promessa para a Kath de que não iria abrir mão desse bebê e não vou fazer isso – meu tom de voz agora era firme – Esse bebê merece o que Chad e Gwen não tiveram; uma mãe e um pai presentes.
- É assim mesmo que se fala – sorriu – E quando você pretende contar tudo para o Damon.
- O mais breve possível – avisei – Sei que ainda tenho uma seção de autógrafos depois de amanhã, mas depois disso vou voltar para Atlanta e vou contar para o Damon que eu estou grávida.
- É assim que se faz – disse – Estou gostando dessa nova Elena totalmente decidida.
Então era isso que eu iria fazer, achei que tivesse perdido Damon para sempre, mas esse é o meu motivo para voltar e correr atras do amor da minha vida. Não sei qual será a sua reação, mas sei que ele não vai me abandonar com um bebê dele na barriga, só espero que isso acabe nos aproximando igual aconteceu na gravidez dos gêmeos.
Notas finais
Acho que já deu para perceber que o novo baby vai ter alguma coisa a ver com a nova proposta (mas não é isso que vocês estão pensando, ok?)
***
Só mais uma coisa, eu estou com uma fic nova em parceria com a Vick Salvatore Auguste, se chama Querido Salvatore e se passa no século XIX. Quem se interessar pode dar uma passadinha lá, e, é claro, comentar
http://fanfiction.com.br/historia/422528/Querido_Salvatore/
***
Então é isso, comentem e digam o que estão achando
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