A Nova Proposta
6 Capítulo 5 - Almoço de negócios
Notas iniciais
Também quero agradecer aos comentários maravilhosos que você deixaram.
Aqui está o cap novo, espero que gostem.
Damon
Eu estava terminando de ajeitar a minha gravata em frente ao espelho do banheiro, hoje era o grande dia e eu precisava estar impecável. Perfeito, eu sou o um homem de 32 anos que está prestes a reencontrar a ex e quer demonstrar que não sentiu a menor falta dela, não me senti nem quando eu vi Melissa pela primeira depois que terminamos, claro que eu não tive uma preparação quanto estou tendo agora.
Fui até a sala aonde meus filhos tomavam café da manhã já vestidos com o uniforme da escola.
- Bom dia, meus dois amores – dei um beijo na cabeça deles – Gwen, você não quer comer o seu mingau? — ela estava com a mãozinha apoiada no rosto sem nem ao menos tocar no prato a sua frente.
- Ela está reclamando de dor de garganta desde que acordou – Jane apareceu trazendo a garrafa de café.
- Sério, minha princesinha – coloquei a mão na testa da minha filha, pelo menos ela não estava com febre – Acho que é melhor você ficar em casa hoje.
- Não, papai! — balançou a cabeça negativamente – Quero ir para a escola.
Fiquei algum tempo pensando, não queria deixá-la ir para a escola desse jeito, mas também tem o fato de que não posso ficar aqui com ela e deixá-la sozinha e sem o irmão é uma maldade muito grande, os dois são muito apegados.
- Tudo bem, você vai para a escola – afirmei – Mas você vai comer o seu mingau, nem que seja um pouquinho.
Gwen acabou comendo metade do que estava no prato. Depois do café da manhã fui escovar os dentes enquanto Jane terminava de arrumar os gêmeos para podermos sair.
Quando chegamos ao colégio avisei para a professora que Gwen não estava sentindo muito bem e que qualquer coisa ela poderia ligar para o meu celular. Depois disso fui direto para a Salvatore's Publisher.
- Bom dia, Rose – a cumprimentei assim que passei pela sua mesa – As reservas para o almoço de hoje foram confirmadas?
- Sim, senhor Salvatore – afirmou – Mesa para cinco no Cantina i ristorante famiglia na hora do almoço hoje.
- Perfeito – disse.
- O senhor Saltzman chegou há alguns minutos e eu falei para ele esperar na sua sala como o senhor tinha me pedido – completou.
- Certo, já vou falar com ele – Ric tinha dito que viria mais cedo hoje, provavelmente queria saber se eu estava mesmo preparado para ver a Elena – Você sabe se a senhorita Granger já chegou a editora?
- Não tenho ideia, mas posso ligar para o departamento de editoras e saber – já estava retirando o telefone do gancho e ligando para o ramal.
- Peça para ela vir até a minha sala assim que puder – pedi antes de ir em direção a minha sala.
Alaric estava sentado em uma das cadeiras em frente a minha. Ele se virou para mim assim que abri a porta.
- Finalmente você chegou, Damon – observou – Pensei que tivesse desistido.
- Nunca – garanti – Eu demorei um pouco mais do que planejava na escola da crianças, a Gwen não está muito bem.
- O que ela tem? — perguntou preocupado.
- Uma dorzinha de garganta, mas é claro que está toda manhosa por causa disso – expliquei – Ela foi o caminho todo a escola com a cabeça apoiada em mim.
Lógico que eu tentava não demonstrar, mas eu estava realmente preocupado. Meus filhos não costumavam ficar doentes com muita facilidade, mas quando ficavam era para valer.
- Bom, mas mudando de assunto, aqui está o contrato que eu fiz – abriu a pasta e me entregou os papéis – Coloquei tudo que você disse que combinou com a empresária da Elena. Acha que ela vão querer mudar alguma coisa?
- Acho meio difícil – dei de ombros – A senhorita Fray disse que a cliente dela deu plenos poderes para que acertasse tudo com as editoras fora do Canadá para a publicação do livro.
- Entendo – observou – Sabe, é tão estranho estar fazendo um contrato para a Elena novamente, ainda me lembro do primeiro.
- Mas esse é completamente diferente – lembrei – E você sabe muito bem disso, Ric. Jamais farei um contrato como aquele novamente, principalmente com ela, nosso contato agora será estritamente profissional.
Ele não disse nada. Achava que eu não iria conseguir, mas iria provar que ele estava totalmente enganado.
- Com licença, senhor Salvatore – nesse momento, Hermione entrou na minha sala, interrompendo a nossa conversa – A sua secretária disse que o senhor queria me ver.
- Sim, senhorita Granger, por favor, sente-se – apontei a cadeira vazia ao lado do meu amigo – Acho que você já conhece o advogado da editora, Alaric Saltzman.
- Oh sim, claro que eu conheço o senhor Saltzman – apertou a mão dele para cumprimentá-lo – Mas por acaso é algum problema com o meu trabalho?
- Claro que não – a tranquilizei – Acontece que hoje na hora do almoço com a Elena Gilbert, autora de Proposta Indecente, e a empresária dela. E queria muito a senhorita fosse conosco.
- Eu? — pareceu totalmente surpresa – Mas por que?
- Bom, apesar de o livro já ter sido publicado por outra editora e como é escrito em língua inglesa não precisa de tradução, mas é sempre bom ter uma editora a frente do lançamento e eu quero que seja você.
- O senhor está falando a verdade, senhor Salvatore? — ela estava mais chocada ainda agora – Isso seria uma honra para mim.
- Ora, senhorita Granger, foi você quem descobriu o livro e sugeriu que publicássemos – lembrei – Eu seria um ingrato se não te chamasse.
- Já que é assim – completo antes de se levantar – Qual o restaurante e que horas eu preciso estar lá.
- Nos encontre aqui meio dia — avisei – Vocês dois vão comigo com o meu carro.
Então está bem – agora ela estava na porta – aqui na hora combinada então.
Ela saiu da minha sala e Ric ficou me encarando com os braços cruzados e um sorriso malicioso.
- O que foi? — perguntei me fingindo de desentendido.
- Não é nada – apenas deu de ombros, sem nem ao menos desfazer aquela expressão – Essa é Hermione é bem gatinha, não acha?
- Nem reparei – menti.
- Damon Salvatore, eu te conheço muito bem – balançou a cabeça negativamente – Você está pensando em fazer ciúmes na Elena com a Hermione.
- Ora, Ric, mas é claro que não – revirei os olhos — Embora não fosse ser nada demais, foi ela quem começou saindo em uma foto no jornal com aquele cara.
- Mas ela não sabia que você ia ver a foto – lembrou – Ela também não pode adivinhar tudo.
- De qualquer maneira – completei.
- Sinceramente Damon, às vezes eu acho que você consegue ser mais infantil que os seus filhos – deu um longo suspiro depois de falar.
Infelizmente as horas naquela manhã passaram lentamente e aquela espera não estava fazendo nem um pouco bem para os meus nervos. Quando chegou a hora do almoço eu e Ric encontramos com Hermione e saímos do prédio da editora em direção ao restaurante.
As outras duas ainda não tinham chegado, então o garçom nos levou até a nossa mesa. Já fomos pedindo as nossas bebidas.
- Querem pedir os pratos também? — quis saber depois de anotar tudo.
- Ainda não, vamos esperar as nossas outras convidadas chegarem – avisei – Elas não devem demorar muito para chegar.
E eu estava certo, menos de dez minutos depois avistei Elena entrando no restaurante. Seu cabelo estava um pouco mais curto, na altura do ombro, mas continuava em camadas e também estava com as pontas mais claras, sem contar o seu vestido preto que batia no seu joelho, estava simplesmente linda, igual a última vez que eu a vi. Ao seu lado estava uma ruiva, que eu imaginei ser a sua empresaria, mas não conseguia prestar atenção nela.
- Com licença, senhor Salvatore, eu sou Clarissa Fray e essa é Elena Gilbert – disse, me retirando dos meu devaneios – Espero que a gente não tenha demorado.
- De maneira nenhuma, por favor se sentem – pedi – Esses são, Alaric Saltzman, meu advogado e Hermione Granger, uma de nossas editoras, foi ela quem sugeriu o seu livro para publicarmos – percebi que Elena deu uma rápida olhada em Hermione e depois passou a encarar o prato.
Não demorou muito para o garçom voltar e agora anotar todos os nossos pedidos.
- Bom, acho que podemos começar a falar a respeito de o que estamos planejando para a publicação – disse, logo em seguida – Alaric, você mostre a elas o contrato – pedi ao meu amigo.
- Aqui está – entregou o contrato para as duas – Coloquei tudo que foi estipulado previamente: a primeira tiragem será de 30 mil exemplares, teremos uma festa de lançamento aqui em Atlanta com sessão de autógrafos e a editora ficará com 10% de toda a venda aqui nos Estado Unidos.
- Por mim parece tudo certo – Elena comentou – Foi exatamente isso que você combinou, Clary?
- Exatamente, como eu comentei com você no avião – explicou – Tem mais algum detalhe, senhor Salvatore? Vocês tem alguma previsão de quando o livro seria publicado?
- Bom, isso não é comigo e sim com a senhorita Granger – coloquei a mão nas costas dela – Ela quem será a editora por trás da publicação.
- Se você tiver um rascunho do livro para me passar hoje, acredito que termino de ler em, no máximo, três dias – explicou – Depois disso teríamos que mandar para a gráfica, ver a arte da capa e toda a campanha de divulgação. Acredito que em um mês e meio, no máximo dois meses, teremos tudo pronto.
Elena pareceu ligeiramente desconfortável ao ouvir, imagino que ela não estive planejando passar tanto tempo assim que em Atlanta.
- Nós trouxemos um manuscrito aqui – Clary entregou diretamente para Hermione.
- Então acho que já podemos assinar o contrato certo? — Ric perguntou e elas balançaram a cabeça afirmativamente – Tenho uma caneta bem aqui.
Meu celular começou a tocar e eu o retirei de dentro do bolso do terno, reconheci o número da escola dos meus filhos.
- Vão assinando tudo ai, eu preciso atender essa ligação – avisei enquanto me levantava.
Fui até a área próxima aos banheiros, aonde eu poderia falar sem nenhum tipo de ruído. Então eu atendi o telefone.
- Damon Salvatore falando – disse.
- Senhor Salvatore aqui é a diretora da escola – disse – Só estou ligando porque medimos a temperatura da Gwen e ela está com 38º de febre, é melhor o senhor vir buscá-la.
- Certo! — passei a mão pelo cabelo pensado no que iria fazer – Eu estou em uma reunião importante agora, mas vou pedir para alguém ir buscá-la.
No momento em que eu desliguei a ligação fui imediatamente discando o número de Gaby. Sabia que ela não tinha aula na parte da tarde hoje na faculdade e poderia resolver isso para mim.
- Oi, Damon – falou assim que atendeu.
- Gaby, eu preciso de uma favor seu – pedi – A Gwen está com febre na escola e eu estou preso em um almoço de negócios agora. Será que tem como você buscar ela e o Chad para mim e levá-los para o seu apartamento? Assim que eu chegar na Salvatore's vou desmarcar todos os meus compromissos da tarde.
- Claro que eu faço isso, Damon – garantiu – Mas o que eu faço a respeito da febre? Fico esperando você chegar?
- Ligue para a Jane e peça a ela o telefone da doutora Becker – expliquei – É a pediatra deles e vai dar todas as orientações.
- Vou até lá agora mesmo – completou – E boa sorte com o seu almoço, espero que não demore muito.
Claro que eu não contei que eu estava em um almoço de negócio com Elena Gilbert. Ninguém da minha família sabia que eu ia publicar o livro e vou adiar ao máximo contar.
- Está tudo bem, Damon? — Ric perguntou quando voltei para a mesa.
- Era da escola das crianças, a Gwen está com febre – expliquei – E acharam que era melhor ela ir para casa.
- Coitadinha – comentou.
- Se quiser pode ir buscá-la, senhor Salvatore – Elena comentou, seu olhar parecia ter uma leve sombra de preocupação – Já resolvemos tudo.
- Não será necessário, senhorita Gilbert – avisei – Minha irmã vai buscá-los para mim.
- Desculpe a minha intromissão, mas e a mãe deles? — Clary perguntou – Não poderia ir buscá-los?
- Na realidade somos somente eu e os meus filhos – expliquei, dei uma rápida olhada em Elena e ela parecia estar admirando algo bem interessante na toalha.
- Sinto muito! — foi tudo que disse.
- Não precisa, eu e meus filhos estamos muito bem com isso – garanti – Chad e Gwen são as pessoas mais importantes da minha vida.
- Que coisa linda – deu um pequeno sorriso – É tão raro ouvir um cara falando assim dos filhos. Não acha, Lena?
- Claro! — apenas concordou com a cabeça.
O restante do almoço ocorreu sem maiores problemas, ficamos o tempo todo falando amenidades. Logo depois da sobremesa e de pagarmos a conta, saímos todos juntos do restaurante.
- Foi um prazer conhecer todos vocês – a empresária dela falou – Tenho certeza de que nos falaremos muito até a publicação.
- Mas é claro – disse – E tenho certeza de que esse livro vai ser um sucesso exatamente como no Canadá.
O homem na porta já chamou um táxi para Elena e Clary, que parou quase na mesma hora que Matt chegou com o meu carro.
- Será que eu posso dar uma palavrinha com o senhor antes de irmos, senhor Salvatore? — ela pediu, me pegando totalmente de surpresa.
- Claro – respondi – Vamos até ali.
Fomos até um lugar mais isolado enquanto os outros estavam esperando por nos. Parei em frente a ela e fiquei esperando falar alguma coisa.
- Damon, nós precisamos conversar – explicou.
- Bom, acho que é isso que estamos fazendo agora – dei de ombros – Ou será que eu estou enganada.
- Não foi sobre isso que eu quis dizer – deu um longo suspiro – Precisamos conversar a sós, com tempo, para esclarecermos tudo que aconteceu quando eu fui embora.
- Pensei que já estivesse tudo esclarecido – não pude deixar de dar uma risada nervosa – Você estava se sentindo sufocada com a pressão de ter uma família com apenas 22 anos e decidiu ir embora para aproveitar a sua juventude. Não era isso que estava escrito na carta que você me deixou?
- Você diz isso como se fosse uma coisa horrível – pareceu espantada com a minha reação.
- Não vejo situação nenhuma em que o que você fez possa ser uma coisa boa – completei – Agora, se me der licença, eu tenho que ir embora, preciso ver como está a minha filha – enfatizei o “minha”, ela poderia ter carregado os dois na barriga por nove meses, mas não era mãe deles.
- Você vai mesmo, embora desse jeito, Damon? — fez com que eu parasse e a encarasse – Por favor, vamos marcar para conversar?
- Não tenho mais nada para conversar com você, senhorita Gilbert – a olhei de cima da abaixo – A não ser que tenha alguma questão a respeito da publicação do livro, mas acho que seria melhor você falar com a Hermione sobre isso.
Então eu saí andando em direção ao meu carro. Enquanto entrava no veículo pude vê-la parada no mesmo lugar. Quase podia sentir pena, mas precisava ser forte, Elena Gilbert não merecia nem um pouco da minha compaixão.
Notas finais
O que vocês acharam? (aposto que ninguém ficou com pena da Lena kkkkkkkk)
Antes que alguém pergunte, a Gwen vai ficar bem, eu só a coloquei doente nesse cap para o Damon ter um motivo para comentar sobre os filhos durante o almoço.
Spoiler do próximo cap: Quem ai ainda se lembra do Kol?
Bom, é isso,
comentem e digam o que estão achando.
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