A Nova Proposta
31 Capítulo 30 – Melhor como uma casal
Notas iniciais
Elena
Se eu soubesse como seria tranquilo contar a verdade ao Damon a respeito do Alec, teria feito isso logo. Passei meses com medo disso e no final tudo acabou bem, quero dizer, bem na medida do possível.
Ele não estava com raiva de mim e também não quis terminar o nosso namoro, o que já é um alívio, mas o problema é tem sido indiferente desde a nossa conversa definitiva. Nossa maior interação é quando ele vai até o quarto de hóspedes para ver como o Alec está e me dá boa noite também, o problema é que eu vou voltar para Toronto depois do casamento da Gaby e não sei como as coisas vão ficar depois disso.
Mas eu não tinha do que reclamar, Damon era mesmo um bom pai para o bebê, da mesma maneira que ele era com os gêmeos, acho que tinha esquecido disso depois de todos esses anos.
Com tudo isso as duas semanas seguintes passaram voando e finalmente chegou o dia do casamento de Gaby e Will. Eu estava na frente do espelho terminando de me arrumar, coloquei uma sandália da mesma cor que a sandália, prendi o meu cabelo com um coque e uma maquiagem simples.
– E então, Alec, o que você achou da roupa da mamãe? — dei uma voltinha na frente do meu filho, que já estava preso no carrinho de bebê, ele soltou um pequeno sonzinho e ficou mexendo as mãozinhas, parecia até que entendia o que eu estava falando – Eu sei, também gostei do vestido.
– Com licença – era Damon, ele estava com um terno azul marinho e uma gravata da mesma cor, simplesmente maravilhoso – Uau, Lena, você está linda.
– Obrigada! — disse, fiquei encarando os meus próprios pés.
– E você também, garotão – mexeu na cabeça de Alec, ele estava usando uma camisa e uma calça sociais – Olha, Elena, eu vim aqui porque eu queria conversar com você. Antes de sairmos para o casamento.
– Certo, acho que ainda temos um tempinho – dei uma rápida olhada no relógio do meu celular antes de colocá-lo em cima da cama – O que você quer falar comigo?
– Bom, isso não é fácil para eu admitir – passou a mão pelos cabelos – É que eu pensei muito nesse assunto nas últimas semanas e...
– Papai! — antes que ele pudesse continuar, Gwen apareceu na porta, também já estava arrumada para sair, usava um vestido no mesmo tom de rosa claro da noiva, ela seria a dama de hora juntamente com a Rae – Finalmente eu te achei.
– O que houve, minha princesinha? — Damon se ajoelhou para poder olhar melhor para a nossa filha – Por que você estava me procurando.
– O Matt acabou de interfonar dizendo que já está tudo pronto para irmos – explicou – E a vovó disse que não podemos demorar muito para sairmos de casa ou vamos chegar depois da noiva.
– Certo, então vamos logo, não queremos deixar a sua e, principalmente, a Gaby nervosas – falou antes de se virar para mim – Nós conversarmos com mais calma depois.
Primeiro Damon disse que era algo urgente e agora que não tinha problema esperar para falar depois. Confesso que fiquei ainda mais curiosa para saber o que era.
– Mamãe, será que eu posso ajudar a empurrar o carrinho do meu irmãozinho? — Gwen me perguntou antes que pudesse sair do quarto.
– Claro que pode! — a peguei no colo – Vem aqui, vamos empurrar o Alec.
Chad, que vestia um mini terno feito sobre encomenda para ele, já nos esperava na sala. O trajeto até a mansão Salvatore foi bem tranquila, tinha uma mulher segurando uma prancheta, bem na porta.
– Boa tarde! — ela disse assim que nos aproximamos – Vocês são convidados da noiva ou do noivo?
– Meu nome é Damon Salvatore, sou irmão da noiva – Damon respondeu – Eu e a senhorita Elena Gilbert seremos padrinhos.
– Certo! — começou a procurar alguma coisa na prancheta, provavelmente os nossos nomes – Os padrinhos precisam aguardar em uma sala separado até sejam chamados para o inicio da cerimônia. Eu os levarei até lá.
– Espera, Damon – disse, o fazendo parar – Quem é que vai ficar com o Alec? — Chad e Gwen já tinham corrido para dentro da casa, mas nosso filho caçula não sabia andar.
– Damon, Elena, que bom que você chegaram, meus queridos – a senhora Salvatore tinha acabado de aparecer na porta – Não se preocupe que eu fico com o Alec para você, vou ficar muito feliz de cuidar do meu neto.
Nós já tínhamos contado para toda a família Salvatore que Alec era mesmo filho do Damon, acho que ficaram tão feliz com isso que nem ao menos pensaram e ficar bravos por eu ter mentido.
– Obrigada, senhora Salvatore – empurrei o carrinho na direção dela – Acho meio difícil ele chorar, mas dentro da bolsa tem uma mamadeira com leite, um chupeta e várias fraldas.
– Fica tranquila, Elena, eu vou cuidar muito bem dele – garantiu – Nós nos vemos mais tarde.
Os padrinhos estavam todos reunidos no escritório, que era o maior cômodo, fora a sala e a cozinha, do andar debaixo da casa. Além de nós dois tinham mais três casais: Sutton e Stefan; Anna, ex-secretária do Damon, com o namorado; e Caroline com um cara que eu nunca tinha visto antes. ele era alto, tinha os cabelos castanhos, os olhos verdes e conversava animadamente com a minha amiga.
– Lena! — ela se levantou para me abraçar assim que nos aproximamos dos dois -Que bom que você chegaram.
– É mesmo muito bom te encontrar aqui, Car – dei um beijo no seu rosto.
– Quero apresentar para vocês, Gabriel Ligthwood – disse, enquanto o homem se levantava também – Ele é amigo do noivo da Gaby e vai fazer par comigo hoje no casamento.
– Eu e o Will nos conhecemos a vida toda, nossas famílias são muito amigas – explicou – Ele inclusive já namorou a minha irmã mais nova, mas isso não é assunto para se falar hoje, não é mesmo?
– O Damon é irmão mais velho da Gaby – Caroline explicou, acho que essa frase tinha deixado bem claro que a conversa sobre a ex-namoradas do noivo era mesmo inconveniente – E a Elena é...
– Ela é minha namorada – Damon apressou-se em dizer, colocando a mão na minha cintura.
– É muito bom, conhecer vocês – apertou as nossas mãos.
Continuamos ali conversando e em algum momento Stefan e Sutton se juntaram a nós. Depois do que parecia ser mais de uma hora, uma mulher do cerimonial apareceu dizendo que era a hora de irmos.
Cada casal de padrinhos entrava de uma vez e se juntava ao noivo e aos pais no altar, em seguida entraram Chad, Gwen e Rae, então, por último veio a noiva de braços dados com o pai.
Gaby estava mesmo deslumbrante, já tinha visto o vestido, mas com o acréscimo do penteado, a maquiagem e o véu tinha ficado mais incrível ainda. Ela não deixou de sorrir em momento algum, mas isso não escondia que estava levemente nervosa, acho que isso acontecesse com qualquer mulher no dia do próprio casamento.
A cerimônia foi simplesmente linda, confesso que senti algumas lágrimas rolarem pelo meu rosto em vários momentos. Quando, finalmente, Will e Gaby foram declarados marido e mulher todos bateram palma, então fomos para a recepção, que aconteceria do outro lado do jardim.
Como éramos padrinhos tivemos que tirar diversas fotos e na hora do brinde e de cortar o bolo, Damon ainda fez um pequeno discurso sobre a irmã e como esperava que seu novo cunhado cuidasse muito bem dela. No momento em que consegui me sentar, eu estava exausta e com os pés doendo.
– O seu filho é mesmo muito lindo – Caroline comentou, eu estava com Alec no meu colo, ele estava totalmente acordado e observando tudo ao seu redor, não tinha como culpá-lo, aquela era a primeira festa em que ele ia – Parece um principezinho.
– Parece mesmo – tive que concordar, achava todos os meus três filhos as crianças mais lindas desse mundo – É uma pena que você não trouxe a sua filha também hoje, queria muito conhecê-la.
– Eu ia trazê-la, afinal a minha mãe voltou para casa ontem e não tinha com quem deixar a Lucy – explicou – Mas então Klaus ligou e disse que os pais dele estão na cidade e queriam muito conhecer a neta. Não tive como negar esse pedido.
– Tem razão – concordei – Mas tenho certeza de que oportunidades de conhecer a Lucy não vão faltar, quem sabe ela e o Alec não viram amigos.
– Isso seria mesmo perfeito – concordou, sorrindo – Mas, mudando de assunto, e o você e o Damon? Parece que a coisa agora é bem séria.
– Sinceramente, Car eu não sei, temos um relacionamento estável e três lindos filhos, mas é só isso – dei um longo suspiro antes de continuar – Não sei como vão ser as coisas para nós dois no futuro e acho que isso é o que mais me preocupa.
– Elena, talvez você não perceba isso, mas o Damon é completamente louco por você – falou – Todo mundo que olha para vocês dois pode perceber isso, foram feitos um para o outro.
– Acontece que eu cometi uma grande sucessão de erros com o Damon e preciso arcar com as consequências de todos eles – admiti – Mas e quanto a você e o amigo do Will? Acha que eu não percebi vocês dois se olhando daquele jeito?
– O Gabriel é um cara legal, nós conversamos muito e, sem a menor dúvida, seria o tipo de cara com quem eu gostaria de ficar – ela parecia bem animada e não pude deixar de ficar feliz pela minha amiga – Acredita que, pela primeira vez em muitos meses, eu não pensei no Klaus?
– Isso é mesmo muito bom – concordei – Principalmente por que ele está vindo bem ali.
Quando Caroline se virou, Gabriel já estava parado na sua frente com uma das mãos estendida.
– Caroline Forbes, me daria a honra de dançar comigo? — ele perguntou, totalmente esperançoso.
– Claro! — segurou a mão dele e os dois saíram em direção a pista de danças.
Fiquei ali enquanto observava os dois dançarem juntos, faziam mesmo um casal lindo. Caroline merecia aquilo mais do que qualquer um, ela sofreu muito enquanto estava com o idiota do Klaus e agora precisa de alguém que goste dela de verdade e que não a traia.
– Quer dançar? — estava tão distraída que nem percebi quando Damon se aproximou.
– Claro que sim – respondi sem nem ao menos pensar duas vezes – Mas eu preciso de alguém para ficar com o Alec.
Por sorte não demoramos muito para encontrar a Sutton e ela disse que podia ficar com o sobrinho. Abracei Damon pela cintura e encostei a cabeça no seu peito enquanto ele passeava as mãos pelas minhas costas, tinha acabado de começar uma música lenta.
– Acho que eu tinha me esquecido do quanto era bom dançar com você – comentei, de repente, todo o nosso tempo juntos veio a minha mente.
– Eu não tinha me esquecido – respondeu – Acho que não houve um dia nos últimos cinco anos que eu não tenha pensado em você.
– Como você é exagerado – sorri e levantei a cabeça para poder olhá-lo, mas ele estava totalmente sério – Tudo bem que tivemos uma história bem intensa e também tivemos filhos, mas até ai pensar em mim sempre? Ainda mais depois de tudo que eu te fiz.
– Mas isso é a mais pura verdade – garantiu – Eu sei muito bem o que você me fez a apesar de todos me dizerem que você não me merecia, meu coração pensava outra coisa completamente diferente.
Ficou ali acariciando a minha bochecha com o polegar. Depois de duas semanas sem quase não nos falarmos direito, Damon estava demonstrando os seus sentimentos, aquilo era completamente novo para mim.
– Eu quero você, Elena – disse, por fim – Não importa que eu tenha dito que queria ir com calma, mudei de ideia. Não consigo mais viver sem você.
– Damon, eu... — minha voz saiu como um sussurro, não tinha a menor ideia do que dizer.
– Não fala nada – pediu.
No segundo seguinte estávamos nos beijando, foi calmo, doce e delicado, parecia que não tinha mais ninguém ao nosso redor, éramos apenas nós dois. Quando os separamos fiquei um instante com os olhos fechados e quando os abri, Damon estava me encarando.
– Vamos para outro lugar – segurou a minha mão e começamos a caminhar em direção a casa.
– Aonde é que nós vamos? — quis saber.
– Não seja tão curiosa, senhorita Gilbert – foi tudo o que ele respondeu – Você já vai saber o que é.
Como todos estavam no jardim, não foi difícil entrar na mansão e subir as escadas, acho que nunca tinha ido até a área dos quartos antes. Ele me levou a uma porta dupla e quando a abriu vi uma enorme suíte, provavelmente era a principal da casa.
– Esse é o quarto dos seus pais? — o olhei, totalmente espantada – Damon, o que nós estamos fazendo aqui?
– Eu não aguento mais esperar, Elena – ficou passando a mão pelo meu cabelo – E não tem mais porque esperarmos.
– Mas não aqui – revirei os olhos – Tem tantas coisas erradas aqui que nem sei por onde começar.
– Certamente isso daria uma emoção a mais – riu – A Elena Gilbert que eu conheci, nunca rejeitaria isso.
O beijo dessa vez foi diferente, não era mais delicado e sim selvagem, como se nossas vidas dependessem daquilo. Desceu os lábios pelo meu pescoço até chegar ao meu ombro.
– Acho que eu não conhecia esse seu lado – minha voz saiu entre um sussurro e um gemido – Não que eu esteja achando ruim, é claro.
– Não fazemos isso há mais de um ano, acredite eu tenho motivos para estar apressado – murmurou, ainda com a boca contra a minha pele.
Desceu o zíper do meu vestido eu baixou de uma só vez, eu estava sem sutiã, então Damon podia ver os meus seio nus, que estavam maiores do que o normal decido a amamentação. Começou a estimular um dos mamilos com a língua e o outro com os dedos, não consegui deixar de gemer incontrolavelmente.
Logo depois foi a minha vez de “torturá-lo”. Seu paletó já estava no chão, então só precisei desfazer o nó da gravata e desabotoar a sua camisa, beijei todo o seu peitoral até chegar a sua calça e a cueca. Já estava completamente nu.
– Agora chega dessa tortura – murmurou, fazendo com que eu deitasse na cama.
Deu um beijo por toda a minha barriga, contornando a língua com o umbigo, nesse meio tempo também já tinha retirado a minha calcinha. Quando ele deu um beijo na minha intimidade.
– Damooooooon! — gritei, ele deu um sorriso safado e se posicionou no meio das minhas pernas – Espera, nós esquecemos da camisinha.
– É mesmo necessário? — deu um suspiro frustrado – Eu pensei que você se protegesse.
– Eu usava o anticoncepcional injetável e esqueci a última aplicação um pouco antes de engravidar do Alec, você sabe disso – lembrei – E ainda não posso voltar a usar por causa da amamentação.
– Seria tão ruim assim fazermos sem camisinha? — insistiu.
– O Alec só tem 4 meses, acha mesmo que eu estou pronta para ter outro bebê? — revirei os olhos – Não, Damon! Eu não vou arriscar.
– Certo, você venceu – levantou e pegou a sua calça que estava no chão, por um momento achei que fosse voltar a se vestir, mas em vez disso ele mexeu no bolso e retirou uma embalagem de camisinha – Sorte sua que eu lembrei de trazer.
– Como você é safado, Damon Salvatore – dei um tapa de leve no seu braço – Aposto que já estava com segundas intenções.
– Talvez! — deu de ombros.
Ele colocou a camisinha, então se posicionou, novamente, na entrada da minha intimidade, me penetrando de uma vez só. Arranhei, de leve, as suas costas, enquanto ele começava a se mover.
Nossos gemidos foram ficando mais altos a medida que nossos corpos suados se mexiam um contra o outro. Não demorou muito para chegarmos ao ápice juntos, aquele momento não podiam mesmo ser mais perfeito.
– Mil dólares pelos seus pensamentos – disse, enquanto passava a mão pelo meu cabelo, eu estava com os olhos fechados, quase adormecendo.
– De novo – murmurei – Já te disse, não acho que os meus pensamentos valham tanto assim.
– Então vamos fazer assim, eu compartilho um pensamento meu e você compartilha um seu, tudo bem? — balancei a cabeça afirmativamente – Eu primeiro então, quero ficar com você pelo resto da minha vida.
– Bom, acho que isso era meio que óbvio – reclamei – Esse pensamento não vale.
– Tudo bem, acho melhor reformular o que eu disse – explicou – Quero ficar com você para falar, como um casal. Morarmos juntos.
Levantei um pouco o tronco para poder olhá-lo melhor, não podia acreditar no que eu tinha acabado de ouvir.
– O que você quer dizer com isso? — claro que eu tinha entendido, mas eu queria que ele explicasse.
– Quero que você e o Alec venham morar conosco – falou.
– Sinceramente, Damon, nada me deixaria mais feliz que voltar a morar com você e os gêmeos – respondi – Mas as coisas não são tão simples assim.
– Claro que são – disse – Você volta para Toronto, arruma as suas coisas e as dos Alex e então volta para Atlanta.
– Mas e a minha em Toronto? — lembrei – Minha família, os meus amigos e o meu trabalho?
– A sua família e os seus amigos você pode falar com ele na internet e ir visitá-los sempre, essa não seria a primeira vez que moraria longe – deu de ombros – E o seu trabalho, bom, sabe muito bem que pode publicar o seu novo livro comigo, sou dono de uma editora.
– Mas acontece que eu já tenho um contrato para o meu segundo livro com a Toronto's Entertainment S.A – continuou – Você sendo dono de uma editora, sabe muito bem que não posso romper esse contrato, não ser ter consequências.
– Certo, você tem razão, mas até aonde eu sei, pode escrever o livro aonde quiser, até mesmo aqui em Atlanta, tudo que precisa é enviar até o prazo – ele ainda argumentava, era muito insistente – É claro que a Salvatore's Publisher faz questão de publicar a edição americana desse seu novo livro e depois disso, você faz um contrato conosco.
– Você tem mesmo tudo pensado, não é Damon? — ri – Pelo jeito não tem como eu dizer não. Então sim, eu aceito vir morar aqui com você.
– É assim que se fala – segurou o meu rosto e me deu um selinho – Agora é a sua vez de compartilhar um pensamento.
– Deixa eu ver – coloquei a mão no queixo, fingindo estar pensativa – Eu te amo, Damon Salvatore.
Depois disso voltamos a nos beijar. Ficamos tão perdidos nos lábios um do outro que não reparamos quando a porta do quarto foi aberta.
O que está acontecendo aqui? — quando nos separamos lá estava a senhora Salvatore, totalmente chocada com a cena.
– Mãe, eu posso explicar! — Damon começou enquanto eu cobria o meu corpo com o lençol branco da cama, não podia acreditar que tínhamos mesmo sido flagrados, estava totalmente envergonhada – Não tínhamos a intenção de fazer nada, mas aconteceu e...
– Já não era sem tempo – o interrompeu – Sinceramente, meu filho, você demorou a tomar uma atitude de voltar com a Elena.
– A senhora está falando sério? — pareceu chocado – Está mesmo feliz por mim e a Elena termos voltado?
– Mas é claro que sim, ela te faz feliz como eu não via há muito tempo – deu de ombros – É isso que toda mãe quer para o seu filho afinal.
– Obrigada, senhora Salvatore – foi a minha vez de dizer – Prometo que vou, mesmo, tentar fazer com que seu filho seja muito feliz.
– Ora, Elena, querida, por favor, me chame de Nora, já te disse isso antes – lembrou – Acho melhor vocês se vestirem, os noivos já estão quase indo embora e a Gaby vai querer se despedir dos irmãos e das cunhadas.
– Está bem, mãe – ele garantiu – Estaremos lá embaixo em alguns minutos.
Logo depois que ela saiu, nós nos levantamos e começamos a nos vestir rapidamente. Não podia estar mais feliz, há algumas horas eu não sabia se tinha um futuro ao lado de Damon Salvatore e agora vamos voltar a morar juntos. Uma coisa eu tenho que admitir, mal posso esperar para começar essa nova etapa da minha vida.
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