A Nova Proposta
13 Capítulo 12 - Nossos filhos
Notas iniciais
Também quero agradecer a Nessa somerhalder pela linda recomendação. E, é claro, pelas mais de 400 Reviwes!!!
Aqui está o cap, espero que gostem.
Elena
Eu não poderia estar mais feliz depois da minha última conversa com o Damon. Tudo bem que ela não era a situação que eu sonhava, mas eu iria ver os meus filhos, claro que eles não iriam saber quem eu sou, pelo menos por enquanto. Quero ganhar a confiança deles, assim os dois irão me amar e ficarem totalmente felizes quando souberem que eu sou sua mãe.
Acordei sábado bem cedo me sentindo muito animada. Tomei uma rápido banho e coloquei um vestido florido e uma sandália rasteira, depois fiz uma maquiagem simples e fui até a lanchonete do hotel tomar café da manhã.
- Bom dia, Clary! – encontrei a minha empresária sentada na mesa próxima a janela, como sempre, desconfio que esse seja o seu lugar favorito – Você dormiu bem?
- O pouco que eu consegui dormir essa noite, acho que sim – foi quando eu percebi que ela estava com duas olheiras enormes – E mesmo hoje sendo sábado eu não posso dormir, tenho que terminar de revisar todos esse documentos e enviar para Toronto.
A conferência com a editora em Pequim demorou mais tempo que eu e Clary estávamos imaginando. Conseguimos resolver tudo que estava pendente, mas fomos dormir quase quatro horas da manhã.
- Engraçado, eu não estou sentindo a falta de sono – dei de ombros – Na verdade, estou me sentindo muito bem.
- Não sei como você consegue estar tão bem humorada assim – revirou os olhos – E eu te conheço muito bem, aposto que tem alguma coisa a ver com algo que você vá fazer a noite.
- Talvez! — foi tudo que eu disse, claro que eu não iria contar a ela o que eu realmente vou fazer hoje a noite.
- Eu sabia! — parecia bem mais animada agora – Pode ir me contando aonde foi que você conheceu ele? Eu quase não te vejo sair desse hotel que não seja para resolver alguma coisa do livro.
- E quem foi que disse que eu tenho um encontro hoje a noite? — não pude deixar de rir dela – É uma outra coisa.
- Certo! — colocou a mão no queixo, pensativa – Deixa eu adivinhar, você fez as pazes com a Caroline?
- Também não é isso! — eu ainda tentava lugar para minha amiga, todos os dias, mas ela não queria me atender de jeito nenhum – Na verdade ainda é meio que um segredo, mas quem sabe eu possa te contar em breve.
- Está bem, mas você sabe o quanto eu sou curiosa – lembrou.
Terminei de tomar o meu café da manhã e a deixei continuar lendo os relatórios. Quando acabei eu me despedi de Clary e peguei um táxi na porta do hotel, indo diretamente para o shopping, queria comprar um presente para os meus filhos, certamente essa seria uma excelente maneira de quebrar o gelo.
Entrei na loja de brinquedos e comecei a olhar tudo que tinha lá. Pensei em levar um boneca para Gwen e um carrinho para o Chad, tenho certeza de que não ter perigo deles não gostarem. Lembrei da minha primeira conversa de verdade com o Damon depois que voltei e ele me contou sobre as preferências deles.
- Elena Gilbert? — aquela voz não me era estranha. Quando eu me virei encontrei uma mulher morena com os olhos castanhos, ao seu lado estava uma garotinha muito parecida com ela e também empurrava um carrinho aonde um bebê dormia tranquilamente – Eu sou a Sutton, esposa do Stefan. Lembra de mim?
- Claro que me lembro — sorri ao cumprimentá-la, de todas as pessoas que eu poderia pensar em encontrar naquele shopping ela era a menos improvável.
- Mas que surpresa – continuou – Não sabia que você tinha voltado aqui para Atlanta.
- Na verdade eu não voltei de vez – expliquei – Estou aqui apenas a trabalho.
- Entendo! — deu uma rápida olhada para mim, de cima a baixo – Acho que você se lembra Rae, minha filha, não é mesmo? — apontou para a menininha que estava ao seu lado, parecendo totalmente confusa.
- Claro que eu me lembro – respondi — Só que a última vez ela era apenas um bebezinho.
- Que é ela, mamãe? — Rae perguntou, por fim.
- Ela é uma amiga da mamãe – explicou – Uma amiga que a mamãe não via há muito tempo.
Pareceu satisfeita com essa explicação da mãe.
Você veio aqui comprar um presente para o Chad e para a Gwen, não é mesmo? — fiquei confusa sobre o que responder nesse momento, não sabia o que Damon tinha contado para a família a respeito da minha “volta” — Relaxa, eu não vou contar nada para o Stefan nem para ninguém da família Salvatore.
- Sim, foi exatamente o que eu vim fazer – afirmei – Depois de muita relutância o Damon me deixou vê-los.
- Acho que essa loja de brinquedos não é o melhor lugar para conversarmos – continuou – O que acha de irmos almoçar. Tem um restaurante novo aqui que eu estou doida para ir.
- Não tenho certeza... — dei um longo suspiro depois de falar.
- Ora, por favor, Elena – insistiu – Se o problema for dinheiro, não se preocupe que eu pago.
- Não é isso – falei – Acontece que eu ainda preciso comprar os brinquedos e...
- Se esse for o problema eu posso te ajudar – lembrou – Convivo que os gêmeos há três anos e sei exatamente do que eles podem gostar.
Por fim, ela me ajudou com as minhas compras, Sutton tinha toda razão, a melhor coisa foi encontrá-la aqui. Quando saímos da loja de brinquedos fomos diretamente para o restaurante, que ficava no segundo andar do shopping.
- Rae, minha princesinha, por que você não vai brincar um pouco ali? — ela apontou para a área infantil, aonde tinham várias crianças.
- Mas depois eu posso tomar um sorvete? — quis saber.
- Claro – afirmou com a cabeça – Mas só depois de comer tudo direitinho, você precisa de todos os seus nutrientes.
Então ela saiu correndo, se afastando da mesa. O bebê no carrinho começou a chorar e Sutton apenas colocou a chupeta de volta na sua boca e ele ficou em silêncio.
- Esse é o Ted, meu filho caçula – explicou.
- Ela é uma graça – não pude deixar de sorrir – Me faz lembrar logo que os gêmeos nasceram, era tão bom cuidar deles.
- Se eu te perguntar uma coisa, você promete não ficar chateada? — apenas assenti com a cabeça – Por que você foi embora daquele jeito, de repente?
Eu fiquei encarando por alguns segundos. Tinha passado os últimos três anos me convencendo de que tinha ido embora por que eu não poderia ser uma boa mãe aos 22 anos e que meus filhos ficariam melhor vivendo apenas com pai, mas agora não sei se esse é um argumento muito bom.
- Sinceramente, Sutton, nem eu mesmo sei porque eu fiz isso – admiti – Acho que, de uma hora para outra, eu me vi praticamente casada e com dois filhos para criar. Simplesmente não aguentei a pressão e recorri a solução mais fácil que encontrei, fugir.
Depois de ter admitido aquilo, acho que me sentia muito mais leve. Era bom colocar tudo que estava entalado na minha garganta desde que eu fui embora, para fora.
- O que foi que o Damon disse para vocês depois que eu fui embora? — decidi perguntar, por fim.
- Não muita coisa – deu de ombros – O seu nome não é muito comentado nos encontros familiares dos Salvatores.
- Já devia imaginar – dei um longo suspiro – Todos devem me odiar, não mesmo?
- Estaria mentindo se eu dissesse que não – explicou – Pelo menos pela parte da Gaby. O Stefan não liga muito para isso e os pais deles também não diz nada.
Claro que Gaby me odeia agora, lembro como ela falava mal da Melissa e deve fazer a mesma coisa comigo.
- Mas não se preocupe, é claro que a Gaby é minha amiga agora, mas as coisas nem sempre foram assim, ela não é muito fácil de lidar quando o assunto são as namoradas dos irmãos – continuou – Não é nem um pouco fácil entrar para essa família, são todos muito unidos e se protegem de qualquer coisa.
- Já percebi isso – não pude deixar de sorrir depois de fazer esse comentário.
- Sei que você não faz, exatamente, parte da família, mas você é mãe do Chad e da Gwen e isso te coloca no “círculo” — fez as aspas com o dedo para a última palavra – Pensei que nós duas poderíamos ser amigas.
- Mas é claro que podemos ser amigas – concordei, por fim.
Não demorou muito para o garçom aparecer e fazermos os nossos pedidos. Continuamos a conversar animadamente, Sutton me perguntou sobre o que eu tinha feito nesses últimos três anos e ela também me contou algumas coisas a respeito do Chad e da Gwen. Era bom saber que alguém nessa cidade não me odiava.
Já estava no meio da tarde quando eu, finalmente, sai do shopping. Só tive tempo de tomar um banho e trocar de roupa para sair novamente, dessa vez para o jantar. Quando cheguei ao saguão do hotel, meu coração estava acelerado, aquela reencontro estava me deixando cada vez mais ansiosa.
Passei o endereço de Damon para o taxista e não não demorou muito para chegarmos. Eu paguei a corrida e caminhei apressadamente em direção ao prédio.
- Boa noite, o meu nome é Elena Gilbert, o senhor Damon Salvatore está me esperando – disse enquanto parava em frente ao porteiro.
- Oh sim, aqui está – deu uma olhada em um pequena lista que estava em cima da sua mesa, pude ver, claramente, que o meu nome estava escrito aqui – O senhor Salvatore já tinha avisado que a senhorita vinha. Pode subir, é na cobertura – completou, mas ele não precisava dizer isso, sabia muito bem para onde estava indo.
No momento em que o elevador parou eu ouvi a campainha tocando dentro do apertamento, demorou mais alguns segundos até a porta dupla ser aberta. E lá estava Damon com a nossa filha no colo, ela me olhava de maneira curiosa e, ao mesmo tempo, confusa.
- Oi, Lena – ele me deu um sorriso sem graça antes de dar espaço para que eu entrasse – Por favor, entre.
- Obrigada! — disse entrando – E você, deve ser a Gwen, estou certa? – ajoelhei na frente dela, que agora estava no chão.
- Sim! — balançou a cabeça afirmativamente.
- Sabe, o seu pai me falou várias coisas ao seu respeito – continuei – E eu trouxe uma coisinha para você, espero que goste.
Entreguei o embrulho para ela e Gwen se sentou no chão rasgando tudo de uma vez. Dentro tinha uma bonequinha de pano da Rapunzel do filme Enrolados, o favorito dela.
- Que linda! — disse abraçando o presente – Eu amei!
- Fico feliz com isso – respondi – Tinha certeza de que você não tinha uma boneca igual a essa.
- Você não precisava ter todo esse trabalho, Elena – foi a vez de Damon comentar – Eles já tem tantos brinquedos.
- Precisava sim, Damon, você sabe disso – me levantei para poder olhá-lo melhor – E aonde é que está o Chad?
- A Jane está terminando de arrumá-lo – revirou os olhos – Se for deixá-los se vestirem sozinhos, não tem ideia de como eles sairiam todos os dias.
- Eu iria me vestir sempre de princesa – Gwen comentou, com um olhar sonhador.
- Sabe, quando eu tinha a sua idade, eu adorava assistir A Bela e a Fera – comentei – Era o meu desenho favorito. Você já assistiu?
- Já! — respondeu, eu tinha me sentado no sofá e ela foi para o meu lado – Mas era da minha prima, Rae, eu não tenho o DVD aqui em casa.
- Eu tenho um lá na casa dos meus pais em Toronto, tinha deixado para a minha irmã caçula, Katherine, mas ela já está grande e também não assiste mais – continuei – O que você acha de eu mandar de presente para você?
- Eu ia adorar – começou a pular sem sair do lugar – Você ouviu papai?
- Sim, Gwen, eu ouvi – cruzou os braço e ficou nos encarando – E o que você tem que falar agora para a tia Elena?
- Obrigada, tia Elena! — disse.
Ouvi-la me chamando de “tia Elena” me deu um enorme aperto no coração. Tive vontade de chorar, mas e não podia.
- E eu também vou te mandar várias coisas que eu tenho da Bela e a Fera lá em casa – passei a mão pelo seu cabelinho liso – E também tenho de outras princesas da Disney também.
- Eu posso pedir para a tia Mione assistir comigo – sugeriu – Ela disse que veria comigo quantos desenhos eu quisesse.
Dei uma rápida olhada em Damon e ele estava passando a mão pelos cabelos, totalmente nervoso.
- Talvez seja uma boa ideia! — concordou por fim.
- Pelo jeito você gosta muito dessa tia Mione, não é mesmo? — decidi puxar assunto a respeito disso.
- Sim, a tia Mione é muito legal e ela também é muito bonita! — afirmou – Mas você também é muito bonita, tia Elena, eu gostei do seu cabelo.
- Obrigada! — falei.
- Acho que vou ver se a Jane está precisando de ajuda com o Chad – percebi que ele estava tentando arranjar uma boa desculpa para sair de lá – Eu já volto.
Gwen estava brincando de pentear o cabelo de sua nova boneca e dizendo a ela que logo a levaria para se juntar aos seus outros brinquedos. Eu me vi, nesse momento, voltando no momento, estava vendo a mim mesma com 3 ou 4 anos conversando com as minhas bonecas.
- Você vai gostar do meu irmão também – comentou – Ele é legal, embora às vezes ele seja um pouco chato e fique me enchendo.
- Todos os irmãos são assim, Gwen, acredite em mim – observei – Eu e meu irmão, Jeremy, vivíamos brigando quando éramos crianças. Hoje em dia ainda temos as nossas diferenças, mas somos grande amigos.
- Papai me fala a mesma coisa – revirou os olhos, igualzinho como o Damon faz – Disse que ele não gostava muito do tio Stefan quando ele nasceu, mas que depois começou a gostar dele.
- Exatamente – toquei a ponta do seu nariz com o dedo – Quando você for mais velha vai agradecer por ter um irmão com a mesma idade que você.
- Uma vez eu perguntei para o meu pai porque ele não podia me dar um irmãozinho mais novo, como ele tem o tio Stef e a tia Gaby, mas ele me disse que é muito complicado, por que precisa de um papai e de uma mamãe para se fazer um bebê – estava totalmente concentrada, como se contasse um fato científico – E como ele não sabe aonde está a minha mamãe, ele pode chamar ou você ou a tia Mione para serem as mamães do meu irmãozinho ou da minha irmãzinha.
- Ora Gwen, também não é assim... — tinha certeza de que minhas bochechas ficavam vermelhas enquanto eu falava – Precisa de um papai e de uma mamãe para se fazer um bebê, mas também é preciso existir amor entre os dois.
- Então acho que pode ser a tia Mione – concluiu – Hoje de manhã, na hora do café, o papai ficava segurando a mão dela toda hora e os dois também se beijaram, só que ele não sabe que eu vi.
Eu já desconfiava que Damon estava saindo com a Hermione, mas receber a confirmação era completamente diferente. Pior que ele estava trazendo ela para dormir aqui e deixando que os gêmeos convivessem com ela, as coisas estavam mais sérias do que poderia imaginar.
Antes que pudesse falar qualquer outra coisa, ele estava de volta trazendo Chad no colo. Logo atrás dele veio Jane, ela estava exatamente como da última vez que eu a vi.
- Senhorita Gilbert! — ela veio me abraçar – Mas que surpresa encontrá-la, depois de tanto tempo. A senhorita não tem ideia do quanto fez falta nessa casa.
- Também senti a sua falta, Jane – admiti.
- Chad, meu filho, essa daqui é a Elena, aquela amiga do papai que eu te falei – o colocou sentado do meu lado – Ela estava doida para te conhecer.
- Oi! — foi tudo que ele disse, não parecia muito certo se estava feliz ou não por eu estar aqui.
- Não pense que eu só comprei presente para a sua irmã, Chad – entreguei o embrulho para ele – Aqui está o seu.
- Obrigado! — disse. Diferente da irmã ele não rasgou o embrulho, ele retirou os fita adesiva delicadamente, preservando o papel – Um carrinho de controle remoto do Relâmpago McQueen! Que legal!
- Seu pai me disse que você adorava o Relâmpago McQueen – comentou – Achei que você ia gostar.
- Eu gostei! — afirmou.
- Agora está na hora do dois levarem os presentes que ganharam da tia Lena para o quarto – Damon avisou – Lembrem o que nós combinamos, nada de brinquedos espalhados pela sala.
- Sim! — responderam ao mesmo tempo.
- Vem, tia Lena, você tem que conhecer o meu quarto – Gwen começou a me puxar em direção ao corredor.
- Claro, vamos lá – poderia dizer que eu tinha que ficar fazendo companhia para o pai dela, mas Damon não estava com muita vontade de conversar.
O quarto de Gwen era exatamente o mesmo comodo que tínhamos arrumado para ela e para o irmão, era bem ao lado da suíte principal do apartamento. Diferente de antes as paredes eram pintadas um tom de rosa claro tinham várias bonecas e bichinhos de pelúcia pendurados pela parede, o típico aposento de uma princesa.
Ela me fez sentar no tapete emborrachado que tinha no chão e começou a me mostrar tudo que ela tinha referente ao filme Enrolados e ainda fez questão de dizer que tinha dado cada uma daquelas coisas.
- Tia Lena, você já assistiu Enrolados? — perguntou, por fim.
- Claro que sim! — respondi, ainda me lembro daquele dia: fomos eu, Kath e April ao cinema, nunca nos divertimos tanto – Amo todos os desenhos da Disney e não poderia perder esse.
- Tia Mione disse que nunca assistiu – deu de ombros – Eu achei isso muito estranho.
E mais uma vez ela estava falando a respeito da Hermione, se ela soubesse o quanto eu estava me sentindo desconfortável, não tocaria nesse assunto.
- Tia Lena, você vai dormir aqui em casa igual a tia Mione fez ontem? — essa pergunta foi de repente, e me pegou totalmente de surpresa.
- Não, amorzinho, eu não vou dormir – expliquei – Meu relacionamento com o seu pai é diferente, não seria bom que eu dormisse aqui.
- Mas o nosso quarto de hóspedes é bem confortável – argumentou – A tia Mione disse que dormiu bem confortável.
Então era isso que o Damon falava para eles e isso era muito alívio. Pelo menos ele não disse para duas crianças de três anos que o pai, seria muito confuso para a cabeça deles.
- A tia Mione costuma dormir muito aqui? — não sei se eu queria mesmo ouvir a resposta, mas a pergunta simplesmente saiu.
- Não, ontem foi a primeira vez – disse – Mas a tia Gaby disse para o papai que tinha certeza de que ela ia voltar muitas outras vezes.
Isso foi mesmo um alívio. Mas só por que ela não tinha dormido aqui antes, não significa que os dois já não estivessem juntos antes.
Não demorou muito para Jane aparecer dizendo que o jantar estava pronto. A refeição ocorreu sem maiores problemas, Gwen não parou de falar o tempo todo, já Chad era mais quetinho. Depois de comermos a sobremesa, não demorou muito para os dois caírem de sono e Damon foi levá-los para os seus respectivos quartos.
- Gwen ficou mesmo muito feliz em te conhecer – estava tão distraído que nem tinha percebido que ele tinha voltado para a sala – Sei que o Chad também gostou, mas ele não demonstra tanto.
- Assim eu espero! — dei de ombros – Mas aposto que da “tia Mione” ele gosta, não é mesmo?
- Como é? — me olhou, fingindo-se de confuso. Não acredito que alguém pode te coragem de ser tão cara de pau.
- Ora, Damon, você estava aqui na hora que a Gwen comentou que ela tinha prometido ver desenho com ela – lembrei – E depois ela admitiu para mim que a Hermione dormiu aqui ontem a noite.
- Pensei que você não se importasse com quem eu estivesse e que você mesma não tinha ficado sozinha nesses últimos três anos – estava com um sorriso irônico no rosto – Como foi mesmo que você disse? Solteira sim, sozinha nunca. Então eu tenho o mesmo direito.
Detesto quando as pessoas usam as coisas que eu falei contra mim. E o pior é que Damon sabe muito bem fazer isso.
- Realmente não me importo se você está com alguém, ou solteiro ou o que for – disse, tentando parecer o mais indiferente o possível – Você é livre para sair com quem quiser, o problema é que você a colocou para conviver com os nossos filhos e isso me interessa, e muito.
- E você é uma mãe muito preocupada, não é mesmo? — riu – Isso para mim agora é novidade.
- Pensei que já tivéssemos superado essa história? — continuei.
- Eu apenas deixei você vê-los, não significa que eu tenha aceitado nada – explicou – Se quer saber a verdade, eu só aceitei que você viesse aqui hoje por que a Mione disse seria melhor para os gêmeos verem a mãe, pelo menos uma vez na vida.
- Sério? Que coisa mais meiga, vocês até dão concelhos uma para outro – meu tom de voz aumentou um pouco, só espero que eu não acorde o Chad ou a Gwen – Por que você não pede logo para os gêmeos chamarem ela de mamãe logo?
- Seria mesmo muito melhor que ela fosse a mãe dos meus filhos – agora ele também estava gritando – Quer saber de uma coisa, maldita a hora que eu te fiz aquela proposta.
- Não era isso que você me dizia naquela época – eu também sabia usar algo ele falou ao meu favor, e era exatamente o que eu iria fazer – Eu ainda me lembro de tudo que você fazia por mim e, é claro, das declarações de amor.
Damon não disse nada, apenas cruzou os braços e encostou no braço do sofá.
- Não vai me dizer que tudo aquilo, simplesmente, acabou? — tentei não demonstrar, mas no fundo eu queria que ele respondesse “não”.
- Não Elena, aquilo tudo não acabou – me virei na sua direção e ele estava encarando os próprios pés – Apesar tudo; de você ter me abandonado deixando os nossos filhos, de ter voltado três anos depois fingindo que nada tinha acontecido e agora estar sendo uma completa idiota, mesmo assim eu não consigo deixar de te amar. Está satisfeita agora? Era isso que você queria ouvir?
Foi a minha vez de ficar em completo silêncio sem saber o que falar. Prendi a minha respiração quando ele se ajoelhou na minha frente e colocou as duas mãos no meu rosto.
- E eu esperei três anos por isso – continuou – Para ter você assim na frente novamente.
Aproximou-se mais de mim e me beijou. Entreabri os lábios e correspondi ao contato imediatamente, no mesmo mesmo que eu o puxava para se sentar ao meu lado no sofá. Sorri quando ele colocou uma das mãos na minha cintura e pousou a outra sob a minha perna.
Foi quando eu percebi o que estávamos fazendo, todo a história entre mim, Caroline e Klaus me passou pela cabeça, por mais que eu nem conheça a Hermione direito, não quero que isso se repita. Eu o afastei na mesma hora e ainda dei um tapa em cheio no seu rosto.
- Por que tudo isso? — perguntou, colocando a mão no local aonde eu tinha batido, com certeza iria ficar vermelho mais tarde.
- Você fica dizendo que eu mudei, mas você também está completamente diferente – disse – Traz a tal de Hermione para dormir na sua casa um dia e me beija no outro. Só quero que você saiba de uma coisa, eu não vou ser a outra na sua vida.
Antes que Damon pudesse falar qualquer outra coisa, corri para o elevador, por sorte quando eu apartei o botão a porta já se abriu e eu entrei no local. Enquanto eu me dirigia a portaria do prédio me encostei na parede e dei um pequeno suspiro e um sorriso bobo ao me lembrar daquele beijo, claro que ele tinha mexido comigo, mas não iria admitir. Ele estava com outra e eu iria ficar bem longe a partir de agora.
Notas finais
E como vocês puderam ver, esse cap foi muito importante para o desenvolvimento da história.
- Tivemos a conversa entre a Sutton e a Lena (quem leva fé nessa amizade?)
- Também tivemos o reencontro da Lena com os filhos (quem não achou fofa a conversa conversa da Lena e da Gwen?)
- A Lena descobrindo que a Mione dormiu na casa do Damon...
- O Damon admitindo que ainda ama a Lena (foi uma declaração meio estranha, mas foi uma declaração...)
- E o beijo Dalena e o tapa (pelo jeito aquela briga com a Caroline causou um bom feito na Lena...)
Vocês acham mesmo que a Lena vai conseguir cumprir a promessa de ficar afastada do Damon?
***
Ajudinha visual:
Presente da Gwen: https://farm7.staticflickr.com/6077/6141811305_23ec20ac9b_m.jpg
Presente do Chad: http://img2.mlstatic.com/carrinho-de-controle-remoto-relampago-mcqueen-cor-vermelho_MLB-O-4573734863_062013.jpg
***
Bom gente, é isso
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