A Nova Proposta
12 Capítulo 11 - Jantar de sexta-feira
Notas iniciais
Sem mais enrolação, aqui está o cap...
Damon
– Então Peter Pan voo em direção a terra do nunca enquanto Wendy observava tudo da janela do seu quarto. Ela agora tem várias novas histórias de aventura para contar e dividir com o mundo – Estava segurando o livro com as minhas mãos enquanto Chad e Gwen estavam, cada um, deitado em uma das minhas pernas. Ambos lutavam para não adormecer naquele mesmo instante – Agora é hora de vocês dois irem para a cama.
– Não, papai! — Gwen reclamou – Deixa a gente ficar aqui.
– De jeito nenhum – respondi – Eu tenho um jantar de negócios agora e vocês dois tem um encontro com as suas camas – os peguei, cada um, em um braço.
– Mas não estamos com sono – foi a vez de Chad reclamar, eles estavam com a cabeça deitada nos meus ombros e com os olhos quase fechando.
– Sei que vocês não estão com sono – não pude deixar de rir enquanto falava – Mas tenho certeza de que é só deitar que o sono chega rapidinho.
Por sorte eu já tinha feito eles colocarem os pijamas e escovarem os dentes antes de começar a ler a história. Quando os coloquei na cama, adormeceram imediatamente, isso foi mesmo muito bom, pois estava quase na hora do jantar que tinha marcado com a Hermione e com a Clarissa, tínhamos muita coisa para resolvermos a respeito do livro essa noite.
Quando voltei para a sala o meu celular, que estava em cima do sofá, estava tocando, era um número de celular de Toronto. Ao fundo também podia ouvir o interfone, mas sabia que Jane poderia atender.
– Alô! — disse depois de colocar o telefone no ouvido.
– Senhor Salvatore, aqui é Clarissa Fray, empresaria da senhorita Gilbert – ela nem precisa falar isso, reconheci a sua voz – Infelizmente surgiu um problema e eu e Elena estamos em uma teleconferência com uma editora na china resolvendo um problema da tradução do livro. Sinto muito estar desmarcando tão em cima da hora, mas podemos resolver isso na semana que vem.
– Claro, não tem problemas, senhorita Fray – garanti – Marcamos uma nova reunião depois.
– Está certo, mais uma vez, me desculpe – continuou – Agora eu preciso ir mesmo.
Assim que desliguei comecei a procurar o número de Hermione, quem sabe ela ainda não tenha saído de casa e não vá perder a viagem até aqui. Mas antes mesmo que eu pudesse ligar a campainha avisando que o elevador tinha parado no meu andar tocou, no mesmo instante Jane apareceu.
– É a senhorita Granger – ela avisou – O porteiro ligou avisando que ela estava aqui e eu disse que poderia subir.
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ela apertou o botão, fazendo com que a porta do elevador fosse aberta. E lá estava Hermione, ela usava uma blusa preta com um casaco da mesma cor que era tão fininho que eu duvido que tivesse a esquentando e também vestia uma calça jeans em tom azul escuro, preciso admitir, estava simplesmente maravilhosa.
– Se o senhor precisar de mim, senhor Salvatore, estarei na cozinha – Jane avisou, fazendo com que eu me virasse para ela, por alguns segundos.
– Eu espero que não tenha chegado muito cedo – Mione comentou dando um sorriso sem graça – Sai cedo de casa com medo do transito estar ruim, mas não estava.
– Você não chegou tão cedo assim – garanti – O único problema é que a senhorita Fray acabou de ligar dizendo que não poderá vir, então a nossa reunião não será hoje.
– Mas que pena – deu um suspiro triste – Bom, então acho que vou embora, você deve ter coisa melhor para fazer em um sábado a noite do que ficar aqui olhando para a minha cara.
– Não precisa ter tanta pressa, Mione – segurei a sua mão, impedindo que voltasse ao elevador – Já que você está aqui, podíamos conversar um pouco e aproveitar a noite, assim você também não desperdiçou a sua vinda até aqui.
– Se eu realmente não estiver atrapalhando – respondeu.
– Você nunca atrapalha – garanti – Além disso, pedi para a Jane preparar o seus famosos sanduíches de pepino e também preparou uma pasta de ricota para comer com biscoito salgado.
– Parece uma delícia – falou.
– E é mesmo, acredite – concordei – Por favor, sente-se enquanto eu vou pegar as coisas lá na cozinha.
Indiquei o sofá para ela antes de me virar e ir em direção ao outro cômodo. Voltei com todos os pratos e coloquei em cima da mesinha de centro, também levei uma garrafa de vinho e duas taças.
– Você quer beber um pouco de vinho? — perguntei – Ganhei essa garrafa do meu irmão no meu último aniversário e ainda não tive oportunidade de abri-lo, acontece que vinho não é algo que se possa beber sozinho, como o Wisky.
– Eu não sou muito de beber, mas acho que eu aceito uma taça – disse.
Enquanto abri a garrafa e colocava o conteúdo nas taças o telefone de Hermione começou a tocar, ela apenas olhou o identificador de chamadas e recusou a ligação.
– Aqui está! — sentei ao lado dela, que tomou um pequeno gole do vinho.
– É mesmo muito bom – comentou – Mas me diga uma coisa, aonde é que estão os gêmeos?
– Eles estão dormindo, profundamente – respondi.
– Mas que pena – deu um longo suspiro – Queria tanto conhecer os dois, até hoje eu só os vi por foto.
– Tenho certeza de que outras oportunidades não vão faltar – garanti – Sabe, esqueci de falar durante a semana, eu segui o seu concelho e concordei da mãe dos gêmeos conhecer eles.
– Mas que legal! — pareceu mesmo bem animada – Quero dizer, para eles vai ser muito bom conhecer a mãe.
– Ela vai vir aqui em casa amanhã a noite – continuei – Só que não vou contar, na cara, que ela é a mãe deles, isso é uma coisa que tem que contar com calma.
– Acho que você tem razão – ela concordou – Espero não estar sendo muito intrometida, mas a quanto tempo ela foi embora?
Não disse nada, apenas fiquei olhando o vinho que estava dentro da minha taça. Por mais que eu demonstre para todos ter superado o fato da Elena ter ido embora, mas a verdade é que esse ainda é um assunto muito doloroso para mim.
– Ela foi embora um pouco depois dos gêmeos nascerem – respondi, ainda sem olhar diretamente para a morena na minha frente – Achei que as coisas estivessem bem entre a gente, estávamos morando juntos e tínhamos acabado de ter dois bebês, mas, pelo jeito, eu estava enganado.
– Sinto muito – percebi que ela também estava encarando algum ponto no chão da sala que parecia ser bem interessante – E como ela é?
– Ela é linda e tem o sorriso mais cativante que eu já vi na minha vida – não tinha reparado, mas eu estava sorrindo quando comecei a falar – No momento em que a conheci, tinha certeza de que queria que ela fosse a mãe dos meus filhos – o que não era nenhuma mentira, já que no mesmo instante em que conheci Elena já sabia que queria fazer a proposta para ela.
– Você ainda a ama, não é? — percebi que ela perguntou meio que por impulso – Esquece, eu não tenho nada a ver com isso.
– Não, tudo bem, estou gostando dessa conversa – admiti – Eu não posso mentir, ainda a amo e muito, e revela mexeu muito comigo, até mais do que gostaria de admitir. Acontece que ela está tão diferente de quando foi embora há três anos,que não tenho certeza se voltaria com ela um dia.
Aquela era a primeira vez que eu admitia isso para alguém depois de todo esse tempo e estava me fazendo muito bem.
– Se quer saber a minha opinião ela foi uma boba por ter ido embora e deixado você e os filhos para trás – falou – E, mais uma vez, estou me metendo em algo que não é da minha conta.
Antes que eu pudesse falar que não me importava que ela falasse isso, o seu celular tocou novamente. Dessa vez Hermione nem olhou quem era e já rejeitou a chamada.
– Se quiser você pode atender – avisei, logo em seguida.
– Não precisa se preocupar – revirou os olhos – É apenas o meu ex-namorado. Meus pais acharam que seria uma coisa boa passar o meu telefone para ele, que agora não para de ligar.
– É aquele ex-namorado com quem você terminou antes de sair da Inglaterra? — perguntei, ela apenas balançou a cabeça afirmativamente.
– Estávamos juntos há dois anos e parecia tudo bem, até que eu decidi vir para os Estados Unidos – continuou – Um relacionamento a distância nunca daria certo, então decidimos terminar, tudo de comum acordo.
– Mas e agora? — foi a minha vez de começar a fazer as perguntas.
– Agora eu não sei de mais nada – dei de ombros – Ele me ligou a primeira vez há duas semanas, disse que estava com saudades e coisa tal, mas já faz mais de um ano que terminamos, as coisas estão bem diferente agora, para nós dois.
– Ex-namorados podem ser mesmo bem complicados – completei.
– Então vamos parar de falar deles – pediu – Tenho certeza de que temos coisas bem mais interessantes para falarmos.
Continuamos a conversa sobre os mais diversos assuntos; comemos os sanduíches, bebemos vinhos e rimos muito. Hermione disse que iria beber apenas uma taça e acabamos com a garrafa inteira, podia sentir que estávamos um pouquinho altos e as bochechas dela estavam levemente vermelhas devido a quantidade de álcool que ingeriu.
– Eu falei que não era boa com bebidas – comentou – Estou me sentindo um pouquinho tonta agora.
– Recomendo que você não volte para casa dirigindo – falei – Eu te emprestaria o meu motorista, mas eu dei folga para ele hoje a noite. Se quiser pode dormir aqui, o quarto de hóspedes é bem confortável.
– Na verdade eu vim para cá de táxi – explicou – Então não precisa se preocupar com isso.
– Ah sim! — não consegui esconder a triste na minha voz, no fundo eu queria que ela passasse a noite aqui – Sorte a sua que pensou nisso e veio de táxi.
– Na verdade eu só ando táxi, não consegui aprender a dirigir aqui nos Estados Unidos, é muito diferente – fez uma careta – Mas não quero falar sobre isso, tenho uma pergunta para te fazer e que só vou ter coragem de fazer agora que estou bêbada.
– Adora uma boa pergunta constrangedora – ri – Pode falar.
– Todos esses anos desde que a mãe dos gêmeos foi embora – começou a falar – Você não teve mais ninguém?
Eu a encarei por alguns segundos, não acreditei que ela estava mesmo me perguntando isso.
– E esse é o outro motivo para eu não beber – ficou mexendo na ponta dos cabelos – Quando eu estou bêbada só falo bobagem.
– A resposta é não, eu não me envolvi com ninguém desde que ela foi embora – passei a mão no seu rosto – Mas as coisas podem mudar, não é mesmo?
Senti que ela prendeu a respiração e fechou os olhos. Eu movi meu polegar, contornando seu lábio inferior.
– Olha, Damon... — voltou a falar – Na semana passada, lá no parque, quando você me beijou, eu...
– Não precisa falar nada – pedi – Eu te beijei porque eu quis, senti vontade e, certamente, não me arrependi.
– Mas... — antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, coloquei o dedo sob os seus lábios.
– Shiiiii – pedi – Olha, Mione, não sei exatamente o que está acontecendo, só sei que estou sentindo algo por você. Não é amor, mas algo muito forte, que me faz querer ficar perto de você o tempo todo. E, principalmente, de querer fazer isso.
Sem mais, eu a beijei, exatamente no parque. Dessa vez ela retribuiu no mesmo instante e ficou passando os dedos pelo meu cabelo, já as minhas foram para a sua cintura. Nos separamos alguns minutos depois, quando o ar foi necessário.
– Acho que não preciso explicar nada mais, não é mesmo? — minha respiração estava totalmente ofegante, grudei as nossas testas.
Ela conseguiu se desvencilhar de mim, levantou e caminhou em direção a enorme janela, ficou ali encarando a bela vista da Atlanta. Eu me levantei e fui até ela.
– Está tudo bem? — fiquei passando o dorso da minha mão na sua cintura e apoiei o queixo o seu ombro.
– Isso é muito errado, Damon – virou-se na minha direção – Você é meu chefe, além disso, você acabou de admitir que ainda é apaixonado pela sua ex.
– E eu te disse que não pretendo voltar com ela nem nada parecido – lembrei – Quem sabe você me ajuda a esquecê-la.
– Olha, Damon, não é que eu não queira, só não quero ser o estepe de ninguém – falou calmamente – Quando eu me envolver com alguém novamente, quero que seja para valer.
– Então esquece dela, pelo menos por essa noite – pedi, meu rosto estava há centímetros do dela – Se você me quer tanto quanto eu te quero, vamos aproveitar a noite e ver o que acontece depois.
Dessa vez foi ela quem rompeu a distância entre nós dois e cobriu meus lábios com os seus. Os beijos foram ficando cada vez mais quentes. Coloquei a mão na parte de trás da sua coxa, para pegar impulso para segurá-la, imediatamente entrelaçou as pernas na minha cintura.
– Damon... — sussurrou quando eu passei a beijar o seu pescoço e dando leves mordidinhas que, certamente deixariam uma marca depois – Ah!!!!!
Voltei a beijá-la e comecei a caminhar, sem nunca nos separarmos. Assim que entrei no meu quarto, a imprensei contra a porta para poder trancá-la.
– Espera, Damon – colocou a mão sob o meu peito – Será que é uma boa ideia, com os seus filhos bem aqui do lado.
– Pode ficar tranquila, tanto o Chad quanto a Gwen têm um sono bem pesado – garanti, dando um pequeno sorriso – Acho que se cair uma boba do lado deles, não vão acordar.
Coloquei Hermione sentada na minha cama e retirei o seu casaquinho e o joguei no chão antes de me deitar por cima dela. Tinha certeza de que ela estava sentindo o meu membro rijo contra o seu quadril e soltou um pequeno gemido.
– Não acredito que estamos mesmo fazendo isso – sua frase saiu sussurrada, ela estava arranhando, de leve, a minha nuca com a unha.
– Tente não pensar em nada agora – sugeri – Vamos apenas sentir.
Levantei um pouco para poder me ajoelhar na sua frente e comecei a abrir, lentamente, os botões da minha blusa, Hermione apenas me observava, mordendo o lábio inferior. Quando acabei os botões, tirei a peça de roupa e a joguei no chão, estava me dirigindo a minha calça quando ela me interrompeu.
– Não precisa ter pressa – sussurrou, invertendo as nossas posições e ficando por cima de mim.
Começou a beijar o meu peito nu, intercalando lambidas e mordidas. Gemi enquanto apertava o lençol branco da cama com força.
Quando ela chegou ao cós da minha calça, abriu o botão e a retirou, jogando juntamente com as outras peças de roupa. Deu um beijo no meu membro ainda por cima da cueca.
Fiquei por cima dela novamente, retirando a sua blusa e então brincando com os seus mamilos, mesmo por cima do sutiã podia senti-los ficando duros. Não demorou para sua calça e a calcinha estarem no chão também, foi quando eu levei a boca até a sua intimidade e estimulei o clitóris com a língua e penetrei com dois dedos.
– Damooooooon! — ela gritou – Isso e tortura demais, preciso de você dentro de mim, agora mesma.
Isso foi o suficiente. Ajoelhei na frente dela e a fiz abrir mais a pernas e posicionei o meu membro na sua entrada, foi quando eu me lembrei que estava faltando uma coisa.
– O que foi? — ela praticamente choramingou.
– Esquecemos a camisinha – fui até a mesinha ao lado da cama e abri a primeira gaveta, por sorte Elena tinha deixado um “presentinho” para mim a última vez em que esteve na editora, ela não tem ideia do quanto será útil – Pronto, está aqui – mostrei o objeto aqui.
Rasguei a embalagem e vesti o meu membro, voltando para onde eu estava há alguns instantes. A medida que eu a penetrava, Hermione gritava mais alto no meu ouvido, quando estava totalmente dentro dela, parei por alguns segundos.
– Vou começar a me mover, tudo bem? — ela balançou a cabeça afirmativamente.
Comecei a movimentar os meus quadris contra os dela, bem devagar e fui aumentando as investidas a medida que ouvia os seus gemidos de aprovação. Ela enroscou as pernas na minha cintura, facilitando a penetração e ficou arranhando as minhas costas com bastante força.
– Ah! — gemeu, deu uma mordidinha no meu queixo e foi descendo os lábios em direção ao meu pescoço – Mais rápido! Mais rápido! Nem pense em parar agora.
– Nunca! — garanti.
Estávamos completamente cobertos de suor e os gemidos preenchiam todo o ambiente. Aquele era o nosso próprio universo particular e não pretendia sair de lá tão cedo.
– Não vou aguentar mais muito tempo – avisou, podia sentir um familiar aperto em volta do meu membro, o que significava que não devia mesmo estar muito longe de chegar ao ápice.
– Então não aguente – sussurrei no seu ouvido e dei um leve mordida do lóbulo.
Acho que aquilo foi o suficiente, pois no segundo seguinte ela estava se derramando, soltando um alto grito de prazer. Mais algumas investidas e foi a minha vez de chegar ao orgasmo.
Ficamos ali alguns minutos esperando que nossas respirações voltassem ao normal. Quando percebi que minhas pernas não eram mais duas gelatinas eu me levantei e fui até o banheiro jogar a camisinha na lixeira, voltei para o quarto e Hermione ainda estava no mesmo lugar, encarando o teto.
– Está tudo bem? — perguntei, me deitando o seu lado – Parece tão pensativa.
– Eu estou maravilhosamente bem – deu um fraco sorriso – Mas acho que agora eu preciso de uma boa noite de sono.
– Acredite, eu também – garanti – Então vamos dormir. As crianças costumam acordar cedo no final de semana e, certamente,vão bater aqui.
A puxei para perto de mim, fazendo com que deitasse a cabeça no meu peito. Fiquei passando a mão nos cabelos até que ela adormecesse e não demorou muito para eu cair na inconsciência também.
Sinceramente, não sei como vão ser as coisas quando acordarmos amanhã de manhã, mas não quero pensar nisso agora. Tudo que eu sei é que estou feliz e é tudo que importa.
Notas finais
Bom, é isso,
comentem e digam o que estão achando.
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