A Nova Proposta

11 Capítulo 10 - Mudando de ideia


Notas iniciais
Mais uma vez, muito obrigada pelos lindos comentários!!!
Também preciso agradecer a Demi Somerhalder pela linda recomendação que ela deixou em Proposta Indecente...
Sem mais enrolação, aqui está o cap, espero que gostem.

Elena

- Você ligou para Caroline Forbes, no momento eu não posso atender, mas deixe o seu recado que eu ligo assim que puder – dessa vez a ligação caiu diretamente na secretária eletrônica, sinal mais do que claro que de que ela está me evitando.

- Car, sou eu de novo, já faz cinco dias que eu tento te ligar – comecei a falar logo depois do sinal – Aquela nossa discussão aconteceu quando estávamos as duas de cabeça quente, eu acabei dizendo coisas que não queria e sei que você também. Não quero que a nossa amizade acabe por uma besteira dessas, então, por favor, me liga. Só mais uma coisa, o convite para o seu desfile chegou ontem, eu sei que você enviou antes disso tudo acontecer, então queria saber se você ainda me quer lá.

Desliguei o celular e o coloquei em cima da mesa do restaurante do hotel. Já perdi as contas de quantas mensagens parecidas com essa eu já tinha deixado para a minha amiga. Se eu tivesse a oportunidade de voltar uma única vez no tempo, certamente eu voltaria para àquela noite há cinco dias e resistiria bem mais as investidas do Klaus e não teria transado com ele; devo ser mesmo a pior amiga do mundo.

- Deixa eu adivinhar, você estava tetando falar com a Caroline? — levantei a cabeça a tempo de encontrar Clary se sentando na cadeira em frente a mim – O que foi que você fez de tão grave para ela não querer falar com você?

- Acredite, você não vai querer saber – foi tudo que eu respondi, tinha certeza de que ela também não ficaria do meu lado nessa situação se soubesse o que aconteceu.

- Ora, Lena, o que pode ter acontecido de tão grave – deu de ombros – A não ser que você tenha dormido com o namorado dela, não consigo pensar em nada que não possa ter perdão.

- Não disse mais nada. Espero que ela esteja errada e que Caroline possa sim me perdoar, pelo menos um dia.

- E se foi isso! — se fingiu de séria – Acho bom você não pensar em chegar de perto do Jem, ou quem vai brigar com você, sou eu quem vai ficar com raiva de você.

Sabia que ela estava brincando, mas mesmo assim não pude deixar de engolir em seco.

- Pode deixar, o Jem não faz o meu tipo – entrei na brincadeira dela e nós duas começamos a rir.

- Agora vamos parar de falar sobre a sua briga com a Caroline, tenho certeza de que logo vocês duas vão estar bem de novo – continuou – A editora francesa mandou o arquivo com o livro traduzido e já com a arte da capa.

- Perfeito, amos dar uma olhada – pedi.

Ela ligou o tablet e abriu o arquivo do e-mail que tinham mandado para ela e me entregou para que eu pudesse ver. A capa que tínhamos escolhido com a maçã mordida e o titulo em vermelho estava simplesmente incrível, não sabia francês, mesmo assim eu dei uma olhada em todas páginas. Ter um livro meu publicado era maravilhoso, mas vê-lo traduzido para uma outra língua era mais incrível ainda.

- Eles só queiram que a gente olhasse como ficou antes de mandarem para a gráfica – explicou – O lançamento vai acontecer dentro de um mês e meio.

- Mas já? — olhei espantada – Como eles foram rápidos com tudo.

- Isso é verdade – concordou – E eles querem marcar uma sessão de autógrafos com você e uma série de entrevistas depois que o livro for lançado.

- E assim conhecemos a França – lembrei – Sempre quis ir atá Paris, dizem que é um local incrível, e deve ter vários gatinhos.

- E lá vai você me dar trabalho em um outro continente – revirou os olhos antes de me dar um longo suspiro.

- Relaxa, Clary, eu sei me cuidar – garanti antes de me levantar – Agora eu preciso ir até o meu quarto fazer uma ligação para Toronto.

- Tudo bem! — concordou – Vamos jantar juntas mais tarde?

- Claro – respondi – Te encontro aqui na hora que o jantar sempre começa a ser servido.

Cheguei ao meu quarto e sentei na cama para poder usar o telefone que tinha no local. Disquei o número da minha casa em Toronto e chamou dez vezes, já estava acreditando que não tinha ninguém quando alguém atendeu.

- Alô! — ouvi aquela voz familiar do outro lado da linha

- Kath? — fiz uma pequena careta de dúvida, mesmo sabendo que ela não estava vendo – O que você está fazendo ai?

- Tyler me convidou para assistir um filme ontem a noite e como estava muito tarde, ele achou melhor que eu dormisse por aqui – respondeu, como se não tivesse nada demais nisso.

Meu amigo estava de férias do trabalho e decidiu passar um tempo a mais em Toronto para, segundo ele, conhecer melhor a cidade. Como eu sabia que iria precisar passar um tempo indeterminado fora, permiti que ele ficasse no meu apartamento, mas não tinha dito nada sobre a minha irmã ir também.

- Você não é muito nova para dormir com o namorado? — perguntei, por fim.

- E quem foi que disse que ele é meu namorado? — tudo bem, essa me pegou totalmente de surpresa – A gente só está ficando, pelo menos por enquanto.

- E eu estou sendo obrigada a ouvir isso da minha irmã caçula de 15 anos – revirei os olhos – Aonde é que esse mundo vai parar?

- Que eu saiba você não tem moral nenhuma para falar de mim, Elena – tinha certeza de que ela estava com aquele sorrisinho vitorioso que sempre me irritou – Como se você ainda fosse virgem.

- Mas quando eu tinha a sua idade, eu era – ela tinha as suas respostas, mas eu também tinha as minhas – Só me diz uma coisa, aonde a mamãe pensa que você está?

- Na casa de uma amiga – respondeu na mesma hora – E não se preocupe, eu falei com a minha amiga e se nossos pais ligarem para lá ela sabe muito bem o que dizer.

- Espero mesmo que eles não descubram – falei com toda a sinceridade do mundo – Ou eles vão acabar me culpando, dizendo que eu sou uma má influência para você.

- Relaxa, mana, eles não vão descobrir – garantiu.

- Tudo bem, Kath, eu não vou falar mais nada, vou confiar em você e no Ty – conclui — Mas espero que vocês estejam se prevenindo, eu até quero ser tia, só que não no momento. E, se acontecer, eu espero que o bebê seja do Jeremy, não seu.

- Fica tranquila, nós estamos usando camisinha – disse e, sinceramente, não é a coisa que você espera ouvir da sua irmã caçula.

- Será que agora você pode chamar o Tyler para mim? — pedi.

- Ele estava no banho, espera só um minuto que vou ver se ele já acabou – ouvi ela colocando em telefone em cima da mesinha e, em seguida, passos se afastando.

- Oi, Lena! - meu amigo atendeu cerca de um minuto depois – Está tudo bem ai em Atlanta?

- Sim, está tudo ótimo! — garanti – Eu liguei para saber como estavam as coisas ai no meu apartamento, mas acho que preciso perguntar a respeito de você e da Kath, não é mesmo?

- Está tudo bem por aqui – respondeu – E sobre mim e a Kath, eu te garanto Lena, não foi nada planejado.

- Só quero saber quais sãos as suas intenções com ela? — quis saber – Lembre-se que a minha irmã só tem 15 anos e é muito sensível, por favor, tente não magoá-la.

- Garanto que as minhas intenções com a Katherine são as melhores possíveis – avisou – E eu estou mais do que pronto para ir falar com os seus pais sobre isso. E tenho certeza de que dará certo, seus pais me amam.

- Convencido – ele começou do outro lado da linha – Mas, mudando de assunto, você tem falado com a Car nos últimos dias?

- Para falar a verdade não falo com a Car desde o dia em que ela saiu daqui de Toronto – explicou – Sei que ela está totalmente atarefada com o desfile, então nem pensei em ligar.

- Entendo! — dei um longo suspiro e me deitei enquanto encarava o teto, então ele não estava sabendo o que estava acontecendo.

- Está tudo bem, Lena? — quis saber – Você parece preocupada com alguma coisa, e não adianta dizer que eu estou imaginando coisas, eu te conheço muito bem.

- Eu e Car brigamos há cinco dias – decidi falar, uma hora ele iria ficar sabendo mesmo – Ela me pegou, transando com o Klaus.

- Você fez o que? — ele gritou tão alto que precisei retirar o telefone alguns centímetros da orelha – Lena, não posso acreditar no que estou ouvindo.

- Não precisa falar desse jeito, Ty, já estou me sentindo culpada o suficiente, muito obrigada – comentei.

- Mas também, Elena, transar com o Klaus; Você sabe o quanto a Caroline é apaixonada por ele, era tudo que você não deveria ter feito – continuou – Ela não vai te perdoar tão cedo.

- Acho que a frase certa é que ela nunca vai me perdoar – corrigi – Mas bem que você poderia falar com a Car, interceder ao meu favor.

- Não quero me meter nessa história – já foi avisando – Esse é um assunto de vocês duas.

- Certo! — revirei os olhos.

- Olha, Lena, você e a Car são minhas amigas, gosto muito das duas e é por isso que não vou me meter – explicou – Além disso, acredito que vocês duas são adultas o suficiente para resolverem isso sozinhas.

- Isso se a Car um dia vier falar comigo – lembrei.

- Tenho certeza de que ela vai falar, apenas dê tempo ao tempo, você traiu ela com o namorado, não é uma coisa fácil de superar — completou – Agora eu preciso ir, outra hora nos falamos melhor.

- Certo, aproveite o seu tempo em Toronto – me despedi – E juízo, por favor, não esqueça que a minha irmã ainda é menor de idade.

- Pode deixar que eu não esqueci – foi tudo que disse antes de desligar.

Ainda tentei ligar para Caroline mais uma vez durante a tarde, mas caiu na secretária eletrônica exatamente como das outras vezes. Quando chegou a hora que tinha combinado com Clary, sai do meu quarto e voltei em direção ao restaurante do hotel, ela estava na mesma mesa que hoje de manhã, mas tinha mais alguém também.

- O que você está fazendo aqui? — tinha sido pega totalmente de surpresa, afinal, não é todo dia que você dá de cara com Damon Salvatore.

- Lena! — Clary me reprimiu como se eu fosse uma criança de cinco anos – O senhor Salvatore só veio até aqui para resolver algumas questões a respeito do livro.

- Exatamente! — concordou – Eu e a Hermione, digo, a senhorita Granger, conversarmos sobre algumas questões sobre a arte da capa, a divulgação e a festa de lançamento. Mas é claro que não podemos resolver nada sem o aval de vocês duas.

- Bom, como o senhor já deve saber eu dei plenos poderes para a minha empresária para resolver tudo por mim – cruzei os braços, é claro que eu costumava dar a minha opinião, como eu tinha acabado de fazer na edição francesa, mas eu não estava com a menor vontade de passar horas discutindo com Damon e Hermione – Tudo que precisar pode ser resolvido com ela.

- Senhorita Fray, o que acha de um jantar de negócios no meu apartamento sexta-feira a noite? — ele sugeriu – Tenho certeza de que será bem mais agradável do que conversarmos no meu escritório.

- Sem a menor dúvida – ela concordou – Por mim está combinado.

- Perfeito, ligue para a minha secretária e ela te passará o meu endereço – avisou – Vou dizer amanhã mesmo que estou autorizando que ela faça isso.

- Bom, senhor Salvatore, eu sei que vocês já devem ter uma ideia de como será todo o trabalho de publicação – Clary continuou – Mas eu tenho lá em cima todo o plano de edição da edição canadense e também o de alguns outros países. Pensei que pudesse ser útil.

- Certamente será útil, teremos uma ideia do que poderemos fazer – concordou – Vou querer dar uma olhada sim.

- Certou, vou até lá em cima pegar – avisou enquanto se levantava.

Então eu e Damon estávamos “sozinhos”. Continuei parada no mesmo lugar encarando os meus próprios pés.

- Vai mesmo ficar ai parada? — ele perguntou por fim.

- Por acaso isso está te incomodando? — finalmente olhei para ele – Sabe, eu estou muito bem aqui.

- Mas está me incomodando sim – avisou – Principalmente porque essa história de falar com a sua empresária foi apenas uma desculpa, na verdade eu queria falar com você.

Sentei-me antes de dar um longo suspiro, deixando bem claro que não estava nem um pouco feliz por aquilo.

- Fala logo, o que você quer? — fiquei batendo os meus dedos na mesa.

- Eu pensei muito na nossa última conversa – disse – Talvez seja mesmo uma boa ideia você ver os gêmeos.

- Como é? — não podia acreditar no que tinha acabado de ouvir, só podia estar sonhando,

- Apesar de tudo, você ainda é a mãe deles, Chad e Gwen têm o direito de conhecer a mulher que os colocou no mundo – ele continuava com o mesmo tom frio que usava desde que no reencontramos – Mas eu tenho algumas exigências.

- E quais seriam essas exigências? — quis saber.

- Você vai conhecê-los, mas não pode dizer quem você é, os dois ainda são muito pequenos e quero explicar toda a situação com calma e de uma maneira que eles entendam – explicou – E você também só vai encontrá-los novamente quando eu estiver por perto. Por último, tente não magoá-los.

Não podia dizer nada sobre aquilo, Damon tinha toda razão quanto as exigências, principalmente na questão de não magoá-los. Apesar deles serem apenas bebê na época, eu os tinha abandonado e essa marca ficaria para sempre, não importa o que eu tentasse fazer para concertar.

- Para mim está tudo certo – respondi, por fim – Aonde você quer marcar esse primeiro encontro?

- O que acha de no meu apartamento?- sugeri – Como eu acabei de marcar um jantar de negócios com a sua empresária na sexta-feira, o que acha do sábado?

- No sábado a noite parece perfeito para mim – não pude deixar de sorrir – Quer que eu leve alguma coisa?

- Não precisa – garantiu – Vou pedir para a Jane fazer aquele macarrão com molho branco que você adorava e, é claro, a torta de caramelo.

De repente a conversa entre mim e Damon estava totalmente natural, como se os últimos três anos não tivessem acontecido.

- Que saudades da torta de caramelo da Jane – suspirei sonhadora – Ainda me lembro quando eu estava grávida e senti desejo de comer a torta e você fez a Jane acordar no meio da madrugada para preparar e levou para mim.

- Então você comeu a torta toda e depois colocou tudo para fora – fez uma careta com a resposta.

- Essa parte da lembrança não é mesmo muito boa – repeti o gesto dele – Sabe, muito obrigada mesmo por me deixar ver os gêmeos, não sabe o quanto isso significa para mim.

- Não estou fazendo isso por você e sim pelos meus filhos – enfatizou o pronome “meus”.

- Mesmo assim, eu preciso agradecer – aproximei-me dele e dei um beijo no seu rosto.

Logo Clary apareceu trazendo uma pasta azul e colocando em cima da mesa na frente de Damon.

- Aqui está, senhor Salvatore, são apenas cópias, então pode ficar com elas – avisou, então deu uma olhada para nós dois – Está acontecendo alguma coisa aqui?

- Não! — dissemos ao mesmo tempo.

- Certo! — comentou, mas ela não parecia ter acreditado muito – Senhor Salvatore, o que acha de jantar conosco?

- Eu adoraria – respondeu.

As coisas agora estavam totalmente diferentes para mim, tudo parecia mais colorido. Eu mal podia esperar para chegasse sábado e eu poderia ver os meus filhos; da última vez que eu os vi eles tinham apenas três meses e agora têm três anos, são grande mudanças e eu vou precisar me adaptar a isso.

Notas finais
Pois é gente, finalmente a Elena vai conhecer os gêmeos. Claro que ela não vai poder dizer quem ela é, pelo menos por enquanto.
***
Sobre a pergunta a respeito de o final ser Dalena ou Damione, foi uma decisão quase unânime e o resultado é...
Dalena!!!!
Mas, de qualquer maneira, eu vou escrever o final alternativo para o Damon e a Mione. E não se preocupem, eu estou planejando uma coisa bem legal para a Elena se redmir por tudo que tem feito... Espero que vocês gostem.
***
Sobre a fic que vai ser postada depois dessa, eu comecei a escrever o prólogo de Pecados Íntimos e simplesmente começaram a surgir milhares de ideias, então eu vou postá-la primeiro (não se preocupem, eu irei postar Of Love and Shadaws, mas depois...)
De qualquer maneira, aqui está um trecho do prólogo para vocês.
"Já estávamos ali a pouco mais de meia hora e não devia estar demorando muito para ela acabar. Foi nesse momento que Klaus apareceu na porta do quarto, ele usava uma camisa e uma calça sociais e vestia sua jaqueta e couro enquanto falava no celular.
- Está certo, Trevor estava falando com o seu assessor, aquilo não devia ser coisa boa Vai separando toda a documentação que estou indo para ai.
Desligou o telefone e colocou dentro do bolso da calça. Depois disso ficou me encarando como se pedisse desculpas.
-Aconteceu um problema com um dos casos em que estamos trabalhando e eu vou precisar ir até a empresa resolver isso explicou, dando um longo suspiro Sei que combinamos que íamos comer alguma coisa leve, assistir um filme na televisão e passarmos um tempo juntos, mas infelizmente isso fugiu do meu controle.
-Tudo bem, você não tem como controlar isso concordei Sei muito bem que não é sua culpa, esse tipo de coisa acontece.
-Amanhã é sábado, vamos passar o dia todo, somente nós três sugeriu Podemos até namorar um pouquinho enquanto a Eve estiver dormindo.
-É uma boa ideia concordei sorrindo, mas decidi não criar muitas expectativas com medo de me decepcionar depois.
-Bom então eu já vou indo, o Trevor está me esperando, não sei que horas eu chego, então não me espere acordada me deu um selinho e deu um beijo no topo da cabeça da nossa filha Tchauzinho para vocês duas."
***
Bom gente, é isso
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