A Nova Personagem
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Kyu se escondia muito bem, pelo visto.
Eu não a achava em lugar nenhum. Procurei em todos os cantos menos óbvios. Nada, nem um cabelo dela. Suspirei, já cansado de tanto procurar. Ao passar pela porta da minha casa, vi Lin jogar em mim um pó branco.
Kyu POV ON:
Fiquei num canto, escondida, não queria que LP me achasse.
Fiquei olhando o pequeno anel de asa do nosso casamento de quando éramos crianças, ainda me lembrando de cenas da nossa adolescência:
Flash Back On:
-- LP! Onde você vai?
-- Vou me tornar um caçador de recompensas mais famoso que meu pai!
-- Sei que você odeia seu pai, mas...
-- Mas o que?
-- Eu preciso de você...
Ele não deixou eu terminar o meu ‘’ Eu preciso de você aqui comigo.’’, pois já me beijava (Beijo de Língua \\\\o/) de olhos fechados. Apesar da sensação de paz me tomar o corpo, eu ainda tremia no pior que podia acontecer se LP saísse dali. Depois que eu me despedi dele, já sabia o que EU faria: Iria me tornar forte e procuraria por Lupus.
Flash Back Off:
-- Misaki! Você ta...numa caixa muito pequena pra ser verdade...
-- LP!
-- Porque você ta se escondendo?
-- ...Porque eu sou a sua...e você agora tem a Lin...
-- Você é idiota como sempre não é? Vou te tirar dessa caixa.
Ele me puxou. Podia jurar que eu ia voar. Quando me pois no chão, limpou minhas lágrimas com o polegar e segurou meu queixo.
-- Jamais te trocaria com a Lin, entendeu?
-- ...Sim...
-- Ótimo, pois agora eu vou te dar outra taça.
-- ...
-- O que foi?
-- Você...Não é Lupus.
-- O que você está dizendo? Eu sou Lupus sim.
-- Então porque tem um cristal na sua testa, Lin?
Agora ele havia gelado. Tentou disfarçar dizendo e trêmulo:
-- Eerr... vamos Misaki.
-- Não vou Lin.
-- Não teste minha paciência!
Nesse ponto, ela já havia virado Lin mesmo. Com o leque, fez uma rajada de vento tão forte que parecia que a pele do meu rosto iria sair. Mas, com meu Dark Shield (escudo de trevas), havia conseguido evitar boa parte do vento. Antes que ela corresse em minha direção e me nocauteasse, eu a chutei no rosto, mandando-a para o outro lado do quarto. Uma linha comprida de sangue surgiu na sua bochecha. Com o rosto vermelho de raiva, ela correu até a mim, mas foi tão rápido que não consegui me defender: Ela havia arranhado meu rosto com tanta força que formara linhas sanguíneas. Soquei sua barriga, fazendo-a cuspir sangue, muito sangue. Em forma final, a mandei para a caixa onde eu estava, fazendo-a espatifar em mil pedaços de diversos tamanhos.
Lin limpou a boca e ao mesmo tempo, massageava a barriga, ainda dolorida. No final, disse ainda tentando cuspir as palavras:
-- Você conseguiu ficar forte todo esse tempo...
-- Claro, jamais estaria sentada numa cadeira esperando você voltar.
-- Então você...sabia que eu jamais ia...voltar?
-- Claro que sim, é por isso que lhe odeio.
-- Mas...irmãs não deviam se odiar...né?
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