Notas iniciais
Apreciem sem moderação.

— passaram-se alguns meses desde ascensão da Princesa Everwyn, e o reino nunca fora tão...

— calmo?

— mesmo a desertora princesa Arianne ter traído nosso reino, a princesa Everwyn aparenta aceitar as suas primas novamente em Dorne e assim manter sua palavra.

Enquanto o conselho discutia sem apresença de sua soberana, Dorne crescia grande e forte, mesmo que seu principado tenha iniciado com derramamento de sangue, a casa Martell e seus vassalos nunca viram um principado tão unido, entretanto existiam duas grandes preocupações a ser resolvidas.

Os portões se abrem e quem passa por eles é sua princesa, com seus lindos cabelos castanhos está perfeitamente arrumado em sua coroa, seu vestido de seda amarela, no lado esquerdo do peito carrega o símbolo da sua casa e em sua mente seu lema “insubmissos, não curvados, não quebrados”, ela parecia mais real essa manhã.

— bom dia Princesa Everwyn- um do seu conselho constituído por quatro homens beija sua mão e a conduz ao trono.

— Tenho um pronunciamento a ser feito- ela diz para somente o conselho pudesse ouvir, eles a olham como se já previsse o que ela ordenaria e então ela se levanta fazendo assim que todos a olhassem- Ouçam todos e escrevam exatamente, repito exatamente o que vou dizer.

— Sim My Lady!- todos do salão respondem em uma só voz.

— Eu, Everwyn Nymeria Martell, segunda em meu nome, Princesa guerreira e da guerra, Princesa governante de Dorne e protetora da casa Martell, digo, meu falecido pai Príncipe Doran, havia condenado as proles do meu tio Príncipe Oberyn, como nova soberana digo Não haverá mais condenação a elas- todos os suspiraram aliviados- Nunca mais haverá, e esse será o decreto que durara para sempre, não haverá principado algum que poderá quebrá-lo- o conselho a olhou impressionado, certamente eles esperavam que ela as perdoasse, mas não por um decreto perpetuo- caso elas ainda queiram lutar por vingança não mostraremos ser hostis de forma alguma, abriremos os braços a todas nossas primas, sim primas da areia, que elas sejam bem vindas de volta a sua casa minhas primas, bem vindas a onde vocês nunca deveriam ter saído, eu lhes recebo de braços abertos. — ela finalmente senta no trono, enquanto é aplaudida por todos no salão.

— My lady, eu esperava que a senhora fizesse esse pronunciamento, mas não que ele fosse um decreto perpetuo como os prin...

— eu sei o que eu faço- ela o corta- prestem atenção, vocês acharam mesmo que eu faria esse decreto só por que eu dei minha palavra a Arianne? Para elas minha palavra é como merda, mas a palavra de todos que me sucederem não, com esse decreto elas tem total segurança que nunca mais faremos nada contra elas.

— Incrivel My lady, a senhora pensa em tudo até no futuro.- o conselho estava maravilhado com o decreto que sua princesa acaba de fazer.

— Envie corvos a todos os sete reinos, quero que essa noticia seja espalhada por todo mundo, todos de Dorne devem saber- ela ordena- ao menos um problema resolvido- ela suspira e bebe uma taça de vinho.

Enquanto isso em king’s Land, eles recebem um corvo de seus informantes que estão no norte.

— vossa graça- o mensageiro faz reverencia a Cersei, a rainha regente- chegou uma carta dos nossos informantes.

Cersei pega a carta de suas mãos, e a lê.

— Minha Majestade Cersei, trago-lhe péssimas noticias, Ramsay Snow marchara a Lançassolar, com uma proposta irrecusável a Princesa Everwyn, se ela não recusar, o norte poderá expandir o território, não poderemos deixar o extremo norte se unir com extremo sul. Sem mais delongas me despeço. – ela joga a carta no fogo.

— o que devemos fazer vossa graça?

— preparem o melhor cavalo e você mensageiro vá para Dorne- Cersei senta-se na mesa e Poe a escrever uma carta, ao terminar a cela e entrega ao mensageiro- o conteúdo dessa carta só pode ser lido por ela mais ninguém, e o que vou dizer a você, você só podem dizer a ela.

Passaram-se os dias e Everwyn estava com dificuldades de resolver o problema crucial em Dorne.

— my lady, Principe Ramsay Bolton deseja falar com a senhora.

—Bolton? Deixe-o entrar- diz pegando uma taça de vinho e se arrumando em seu trono com um sorriso sarcástico em seus lábios.

O homem entra com seus cabelos castanhos, sua pele pálida e seu olhar lunático, sorrindo para todos, quando olha a princesa se curva e a olha como se a visse em sua cama.

— my lady, a senhora é mais bonita do que é dito pelo povo, é uma honra está em vossa presença- ele se levanta com um sorriso nos lábios.

— minha beleza é dita até mesmo no norte? Bom... Obrigada- ela da um sorriso como se tivesse caindo no joguinho dele.- sirvam vinho a ele- ela ordena- deve ter sido uma viagem bem cansativa, sente-se e saboreie o melhor vinho dos sete reinos.

Eles o servem, ele pega o vinho e o cheira para certificar-se que não fora alterado.

— não se preocupe, não há veneno, e mesmo se tivesse você não notaria, nossos venenos não são como os de vocês- ela o encara com olhar desafiador- vamos lá Lorde Ramsay saboreie nosso vinho- ela bebe o dela o encarando.- Se não o tomar vou me sentir ofendida.

Ele bebe sem temor algum e sorrio.

— estava ótimo my lady- ele sorri.- bom como sabes sou o novo senhor do norte e gostaria de unir nossa casa, com a vossa assim expandindo meu território e o vosso.

— não tenho irmãs, a não ser que goste de outro tipo de diversão- ela sorri sarcástica.

— eu pretendo me casar com você, my lady.

— como?- ela o olha e ri alto

— tenho um exercito, alem de poder sobre todo norte, a minha proposta my lady é a melhor de todas você seria rainha.

Rainha Everwyn amava essa palavra, ser rainha era tudo que ela mais desejava nesse mundo, mas deixar Dorne sem ter resolvido o problema que restava e partir para o extremo norte parecia não ser a decisão correta a se fazer, foi então que o mensageiro enviado por Cersei entra sem ser anunciado.

— Como ousa entrar no meu salão sem ser anunciado!- todos os guardas presentes sacaram suas espadas e apontaram a sua garganta deixando o mensageiro aterrorisado.- Seu manto... Você é de king’s land- ela se levanta de seu trono e caminha até ele- abaixem suas armas- assim o fizeram- o que você esta fazendo aqui?- ela fica de frente a ele o encarando.

— e-eu tro-trouxe uma mensagem de sua rainha regente Cersei- ele estende a mão tremulas com o pergaminho na mão e o selo Lannister. Ela toma a carta bruscamente e retorna ao seu conselho.

— que será que Cersei está aprontando agora- ela diz de uma forma que só o conselho pudesse ouvir.

— leia para nós my lady- um dos seus pediu.

— Eu, Cersei Lannister Baratheon, rainha regente, venho por esse comunicado que o casamento entre Myrcella minha filha e seu irmão Trystane foi... – ela faz uma pequena pausa- REVOGADO!- todos do salão se assustaram e cochichavam entre eles como iria ser sem apoio de King’s Land. Everwyn a massa a carta e olha para o mensageiro com muita raiva, chega perto dele lentamente- Depois de tudo que vocês fizeram a essa casa, acha que não somos dignos de ter sua “princesa” em nossas terras? É ISSO?

— e-ela di-disse que tem uma contrapro-proposta- disse o amedrontado mensageiro. Everwyn o empurra na parede e de sua bota tira sua inseparável adaga banhada em veneno apontando para sua garganta.

— Diga se ela for do meu agrado quem sabe eu não manche minha tapeçaria com seu sangue- diz com seu olhar psicótico, e depois sorri. O mensageiro respira fundo e diz:

— eu Cersei no entando ofereço-lhes algo melhor, uma proposta irrecusável, ofereço meu filho e Rei Tommen em casamento a princesa Everwyn alem de todo o ouro que Dorne precisar, mas caso me negue não terá Myrcella nem a Tommen.- ele a olha amedrontado, ela no entanto guarda a adaga em sua bota e chama o conselho para uma sala reservada.

— my lady, essa proposta é magnífica, com isso nós poderemos acabar com a fome de Dorne.- o conselheiro de vermelho diz.

Ela se senta e fica olhando seu reflexo na taça de vinho pensando qual seria sua decisão.

— mas por outro lado expandir território e manter os olhos nos Bolton parece ser bom- o conselheiro de amarelo diz.

— ele tem razão, eles têm um exercito ótimo, alem de quem garante que essas palavras sejam mesmo de nossa rainha. — o de verde diz indo para o lado dela, enquanto ela ainda encarava o seu reflexo em silencio.

— Como se os Lannister não tivessem um exercito, não precisamos de exercito e sim de ouro, Dorne nunca cresceu tanto quanto em seu principado isso é um fato my lady, mas para crescer mais precisamos de mais ouro, o povo esta morto de fome pelas ruas, alem de que a senhora será a rainha poderá proteger Dorne mesmo de longe.

Ela respira fundo e bebe a taça toda de vinho em um gole.

— tenho minha decisão- se levanta e vai a caminho do salão onde Lorde Ramsay e o mensageiro se encontravam- perdoe-me minha demora- ela entra se senta em seu trono- suas propostas são magníficas, entretanto só posso escolher uma delas, o meu povo cresce grande e forte entretanto eles clamam por comida, e um exercito não pode lhe dar o que necessitam, por esse motivo eu me casarei com Rei Tommen Baratheon.- Ramsay levanta furioso e vai saindo- Alem do mais... não sujaria meu sangue com de um bastardo Snow, boa viajem de volta- ela sorri maliciosa.

— você pagara por isso Everwyn.

— é o que veremos.

Notas finais
Mesmo vocês não comentando eu postei mesmo assim. por favor comentem e acompanhem. Bye até o próximo cap.