A Nova Influência
9 Encontro em grupo
Notas iniciais
No sábado, Shinki estava ansioso para encontrar com Sarada. Não tinha conseguido vê-la em Julliard nos últimos dias, talvez ela estivesse até se escondendo para atiçá-lo. Shinki não gostava de admitir mais, a cada dia de passava, ele estava ficando mais interessado pela Uchiha. Kankuro logo percebeu que o seu “chefe” estava todo arrumado para impressionar a menina.
— Não imaginava que você fosse se apaixonar tão fácil. – Opinou Kankuro ao ver o menino se olhar no espelho e verificar o cabelo.
— Não to apaixonado. – Foi seco.
— Claro, eu que tá. – Brincou e Shinki revirou os olhos.
— Eu só quero conhecê-la, Kankuro. Durante minha vida toda, me relacionei apenas com as pessoas que a minha família indicou. Pela primeira vez, estou encantado – acho que a palavra é essa – por esta garota.
— Só uma coisa... Você sabe que seria melhor você não se apaixonar por ela né? Se for uma aventura tudo bem, mas se for pra casar...
— Eu to muito novo pra casar.
— Eu sei, mas não custa nada lembrá-lo que a sua família tem regras. Embora essa menina seja filha de uma mulher mega famosa, ela não é nobre. E, seu pai faz questão que a sua esposa seja da nobreza.
— Kankuro, eu nem saí com a garota e você já está me casando com ela. Vá com calma. Eu só quero conhecê-la.
— Tudo bem. Só não diga que eu não avisei, porque depois quem escuta do seu pai sou eu.
— Ok. Você já fez o relatório pra ele sobre a minha semana aqui?
— Sim. Contei que está indo bem em Julliard e que entrou numa banda. Não falei da menina porque não acho que ela vá querer alguma coisa com você.
— Você menospreza minhas habilidades de conquista.
— Sou realista, Shinki.
[...]
Na cobertura, Sarada já havia explicado para Obito quem era o convidado para comer pizza com eles. O primo ficou admirado por Sarada já fazer amizade com o filho de um Duque e Chouchou botou a maior pilha que era para ninguém interrompê-la na hora de conquistar o nobre. Sarada disse que Chouchou poderia atacar que ela não tava a fim de se envolver com alguém por um bom tempo, até porque já bastava os problemas que ela havia tido com Boruto.
— Deixa eu ver se entendi direito... Apesar da Sarada não ir muito com a cara do tal Shinki, ela convidou o garoto pra nossa casa porque quer apresentar ele para a Chouchou. Acertei? – Recapitulou Obito.
— É por aí. – Concordou Sarada.
— Não sei quem é mais louco nessa história. Sarada de trazer um moleque não gosta pra cá. Ou Chouchou por se oferecer de bandeja. – Comentou Obito.
— Por que? – Questionou Chouchou.
— Chouchou, homem não se conquista desse jeito. – Disse Obito.
— E se conquista como? – Disse Chouchou.
— Dessa forma que não é. Ele nem te conhece! – Disse Obito.
— Mas vai conhecer agora!
— Gente, chega da DR de vocês ok?
— Não tem DR nenhuma aqui. – Rebateu Chouchou.
— Exatamente. – Concordou Obito.
— O importante é que vamos receber a visita bem tá? Eu to começando a achar que por detrás de toda aquela pose tem um cara legal e, se ele for legal mesmo, eu jogo ele pra você Chouchou. – Confessou Sarada.
— Fechado! – Disse Chouchou.
[...]
Quando Shinki chegou a cobertura onde Sarada morava, ficou admirado. Era uma casa muito grande pra uma pessoa só.
— Você mora aqui sozinha? – Perguntou.
— Não, Shinki. Moro com meu primo, Obito, e minha melhor amiga, Chouchou. Eles estão esperando por você lá no terraço. Já levamos a primeira pizza pra lá. – Informou e conduziu o menino pela casa.
— Essa casa aqui é sua?
— É. Na verdade, é da minha mãe. Mas como ela mora com meu pai em Konoha, deixou que eu viesse morar aqui com meus amigos.
— Entendi. Sua mãe é bastante mente aberta.
— Sim, muito mais que o meu pai.
— Eles não colocaram nenhum segurança pra tomar conta de você?
— Não precisa. Além disso, tem o meu primo, minha amiga e tem a Shizune também.
— Quem é Shizune?
— A assessora de imprensa da minha mãe e grande amiga dela.
— Entendi.
Quando chegaram no terraço, Shinki ficou impressionado com a paisagem. Era linda. Depois disso, Sarada apresentou Shinki a Obito e Chouchou que, de cara, simpatizaram com o nobre. Perguntaram mil coisas sobre como era ser da realeza, já que Sarada não tinha coragem de fazer essas perguntas.
— Deve ser legal ser filho de um Duque. – Comentou Obito.
— Não é tão legal assim. Ser da família real implica em muitas regras rígidas. Deve ser muito mais legal ter uma vida como a de vocês. – Respondeu Shinki.
— Vem cá, Shinki, sabemos do seu pai, mas na matéria que eu li não tinha nada sobre a sua mãe. Quem é ela? – Perguntou Chouchou na cara de pau e levou um cutucão de Sarada para deixar de ser intrometida.
— Minha mãe faleceu há alguns anos. O nome dela era Matsuri Sabaku no Akasuna. Era uma mulher muito bonita, gentil e caridosa. – Contou Shinki.
— Sentimos muito, não é mesmo Chouchou? – Disse Sarada.
— Claro que sentimos! – Respondeu Chouchou.
— Sei como você se sente. Sabe, eu era órfão. Perdi meus pais biológicos ainda criança e fiquei sozinho. Só quando os tios da Sarada me adotaram eu ganhei uma nova família. Sem dúvida, depois disso voltei a ser feliz, mas ainda sinto a perda dos meus pais biológicos. – Contou Obito.
— Então, você é adotado? Foi um gesto muito nobre dos tios da Sarada. – Disse Shinki.
— Obito foi um presente para nossa família. Além do mais, ele é tão Uchiha quanto eu. – Sorriu Sarda já abraçando o primo e dando vários beijos no rosto dele.
— Eu sou o primo preferido. – Riu Obito.
— E único também! – Riu Sarada.
— Liga não Shinki... Esses dois vivem assim! – Comentou Chouchou. Shinki estranhou a proximidade entre os primos, mas é que Sarada e Obito eram muito ligados. A menina abraçou ele como da família desde o primeiro dia, o tinha como a um irmão.
— Acho que eu estranhei porque não estou acostumado a demonstrações de afeto. Lá em casa as coisas são diferentes. – Comentou Shinki.
— Como é a sua família? – Perguntou Sarada dando margem à sua curiosidade.
— Bem, meu pai é um homem rígido, mas ainda assim gentil. Ele se dá muito bem com o meu tio que é o Rei Sasori I. Após a morte da minha mãe, meu pai se casou de novo.
— Parece uma família normal. – Comentou Chouchou.
— Mas, como eu falei, existem muitas regras. – Disse Shinki.
— Tipo quais? – Questionou Obito.
— Tipo não poder casar com uma plebeia. – Exemplificou Shinki.
— Sério? – Chouchou murchou.
— Não há nenhuma exceção? – Perguntou Obito.
— Há. Lá em Suna, o Rei Sasori I estipulou que nobres podem se casar com plebeias apenas se ficarem viúvos.
— Então, obrigatoriamente, o primeiro casamento tem que ser com uma mulher também nobre. – Deduziu Sarada.
— Exato. Por exemplo, minha mãe era nobre, mas minha madrasta não é. – Contou Shinki.
— Entendi. – Respondeu Obito.
Após conversarem por horas, Sarada levou Shinki até a porta. O garoto tinha gostado muito de passar aquele tempo com ela e com seus amigos.
— Gostei muito de vir conhecer a sua casa, Sarada. – Disse Shinki na porta do prédio.
— Que bom! Até que você não é tão babaca quanto eu pensava. – Disse a menina.
— Isso quer dizer que posso voltar mais vezes?
— Não vão faltar oportunidades agora que estudamos no mesmo lugar e estamos na mesma banda.
— Podemos ser amigos?
— Acho que sim. – Sorriu e então Shinki puxou a mão da menina e beijou como um cavalheiro.
— Vejo que será o início de uma linda amizade. – Sorriu e eles ouviram a buzina de Kankuro.
— Acho que é o Kankuro. – Disse Sarada.
— É ele sim. Nos vemos amanhã.
— Até, Shinki. – Acenou.
[...]
— Amiga, esse Shinki só tem olhos pra você. – Comentou Chouchou assim que Sarada voltou.
— Até eu percebi o jeito como ele te secava, prima. – Completou Obito.
— Vocês estão vendo coisas! Vocês não ouviram o que ele disse sobre não poder casar com plebeias?
— E daí? Pra ele querer te pegar não quer dizer que ele vá casar com você. – Disse Chouchou.
— É que a Sarada sempre imagina um conto de fadas. Foi assim com o Inojin, depois com o Boruto... – Disse Obito.
— Eu não to imaginando nada! Vocês dois veem coisa onde não tem! Esse garoto vai ser só um amigo. – Afirmou Sarada.
— Nós sabemos como acabam suas amizades, Sarada. – Alertou Chouchou e recebeu um olhar mortal.
— Que bela amiga eu fui arrumar hein? Você não queria casar com ele?
— A vontade já passou. Ele é bonitão e tudo mais, mas combina muito mais contigo. – Confessou Chouchou.
— A Sarada prefere garotos loiros e de olhos azuis. – Lembrou Obito.
— Eu vou para o meu quarto e só volto a falar com os dois quando pararem de fazer insinuações sobre o Shinki! – Sarada saiu revoltada, enquanto Chouchou e Obito riam.
[...]
No carro...
— Como foi o encontro? – Perguntou Kankuro.
— Foi legal. Conheci o primo e a melhor amiga dela. Todos foram gentis.
— Rolou um clima?
— Acho que ainda é muito cedo. Vou me aproximar aos poucos para não assustá-la.
— Shinki, cuidado para não se apaixonar por essa moça.
— Eu sei o que estou fazendo Kankuro. Não se preocupe.
— Meu dever é me preocupar contigo! Seu pai me deu esta missão.
— Meu pai está muito ocupado divertindo a esposa dele para ligar pra mim.
— Não seja injusto com seu pai. Ele te adora, mas também é um homem e precisa ser feliz.
— Aquela mulher é uma cobra. Só ele que não vê.
— Seu pai é um homem apaixonado, Shinki.
— Preferia que não fosse.
— Não diga isso. Seu pai ficou desesperado quando sua mãe faleceu. Quando conheceu a Duquesa Ino, reencontrou forças para erguer-se.
— Algo me diz que essa mulher ainda vai acabar com a vida do meu pai.
— Não seja injusto, Shinki.
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