A Nova Guardiã
1 Uma nova aluna
Notas iniciais
Namimori High School. O sinal para o início das aulas soava e Sawada Tsunayoshi entrava em sua sala.
- Ei, Tsuna! — Chama Yamamoto, rindo — Chegou cedo hoje.
- Mais respeito com o Jyudaime*, baseball no baka*! — Briga Gokudera, furioso. -- Ohayo*, Yamamoto, Gokudera-kun! — Deseja Tsuna, com uma gotinha na cabeça. -
- Tsuna-kun, ohayo. — Diz Kyoko, acompanhada de sua melhor amiga, Hana. -
- K-Kyoko-chan! — Gagueja Tsuna, sem jeito. — Ohayo...
- Que estranho. — Comenta Hana, pensativa. — O professor nunca demora.
Logo depois que a morena terminou de falar, o professor chegou, acompanhado de uma nova aluna. A jovem era Yuki Di Fiore, metade italiana, metade japonesa. Sua pele e cabelos eram brancos como a neve e seus olhos azuis como o Céu. Em uma das mãos usava um estranho anel.
- Por favor, sentem-se. — Pede o professor, fazendo os alunos se sentarem. — Temos uma nova aluna.
- Sou Yuki Di Fiore. — Apresenta-se Yuki, sorrindo levemente. — Sou metade japonesa e metade italiana. Espero me dar bem com todos vocês.
Todos olhavam com cara de bobo para a jovem. Ela era extremamente linda. E deixara um dos guardiões Vongola completamente enfeitiçado. Yamamoto estava encantado pela nova aluna.
- Sente-se ao lado de Gokudera. — Diz o professor, apontando para o lugar vazio. -
A albina assentiu com a cabeça e sentou-se ao lado do rapaz. Olhando de maneira disfarçada, Gokudera percebeu que a jovem usava um anel Vongola.
- 'Um anel Vongola...?' — Pensa Gokudera, surpreso. — 'Mas que eu saiba, só existem sete!'
Logo o intervalo chegou e os guardiões que estudavam ali, Tsuna, Yamamoto, Gokudera e Ryohei se uniram a pedido do guardião da tempestade. Apenas Hibari Kyoya não estava lá, pois não estava interessado naquele assunto.
- Que urgência foi essa, cabeça de polvo? — Pergunta Ryohei, cruzando os braços. -
- Não me chame de cabeça de polvo! — Reclama Gokudera, com raiva. — Enfim... A nova aluna da nossa sala... Ela possui um anel Vongola.
- O quê? — Pergunta Tsuna, surpreso. — Mas não são sete?
- Conseguiu ver o símbolo? — Questiona Yamamoto, sério. -
- Não. — Nega Gokudera. — O sobrenome dela não me é estranho.
- Di Fiore... — Sussurra Tsuna, sem entender. -
- É uma família aliada dos Vongola. — Explica Reborn, aparecendo. -
- Reborn! — Falam todos. -
- Ciaossu. — Cumprimenta Reborn, em italiano. -
- Aliada assim como a Cavallone? — Pergunta Yamamoto. -
- Exatamente. — Concorda Reborn. -
- Mas... Reborn-san! — Começa Gokudera, confuso. — Que oitavo anel é esse?!
- Explique isso direito, Pao-sensei. — Pede Ryohei. -
- É o anel da neve. — Começa Reborn, olhando para cada um dos guardiões presentes. — Diz a lenda que a possuidora ou o possuidor desse anel trará uma nova Era Glacial ao mundo. Por isso esse anel nunca teve um guardião.
- Então ela é perigosa...? — Pergunta Yamamoto, triste. -
- É só uma lenda. — Diz Tsuna. — Eu não acredito nisso. E você Reborn?
- Também não. — Nega Reborn. — Mas provavelmente virão assassinar ela. E deve ser a Varia.
- Xanxus. — Sussurra Tsuna. — Reborn, isso é... REBORN ISSO NÃO É HORA DE DORMIR!
Terraço da escola, Yuki abre a porta e senta-se em um canto, para comer seu bentô, quando percebe que não estava sozinha.
- Hmm... — Começa Yuki, sem jeito. — Vou procurar outro lugar.
- Pode ficar. — Comenta Hibari, deitado. — Se não for fazer bagunça.
- Prometo ficar quietinha. — Ri Yuki, tossindo em seguida. -
A jovem ficou quieta e comeu seu lanche. Assim que terminou de comer, se levantou.
- Obrigada por me deixar ficar aqui. — Agradece Yuki, entrando mo colégio. -
Assim que entrou na sala, foi abordada por Kyoko e Hana.
- Yuki-san. — Chama Kyoko. — Nós procuramos por você para lancharmos juntas.
- Desculpe, Sasagawa-san, Kurokawa-san. — Pede Yuki, sem jeito. — Fui direto pro terraço, por não conhecer ninguém.
- Prometa lanchar conosco amanhã. — Sorri Hana, gentil. -
- Hm. — Concorda Yuki, sorrindo. -
A jovem entrou e desfez o sorriso. Não poderia se aproximar de ninguém da escola. A albina sentou-se, começando a se sentir mal. Se sentia fraca. Olhou para o anel e o tentou tirar, sem sucesso.
- 'Droga...' — Pensa Yuki, quase chorando. — 'Eu só quero uma vida normal.'
Os guardiões da sala voltaram e foram para seus lugares. Gokudera viu que a jovem estava de cabeça baixa e parecia sentir dor.
- 'Passando mal...?' — Pensa Gokudera, sem entender. — 'Efeito colateral do anel?'
Logo a aula recomeçou, fazendo todos prestaram atenção, incluindo Yuki. A manhã passou rápido e todos começaram a arrumar as bolsas. A nova aluna foi a primeira a ir embora, deixando, sem perceber, sua carteira de documentos no chão.
- Ih... — Faz Gokudera, se abaixando para pegar o objeto. — Ela deixou cair.
- Deixa que eu alçanço ela. — Comenta Yamamoto, pegando da mão do outro e correndo. — Me encontrem na entrada do colégio!
- Yamamoto!! — Reclama Gokudera, emburrado. — Querendo se fazer de legal na frente do Jyudaime...
O moreno correu até que conseguiu chegar na albina. Ia chamar pela mesma, quando a viu se apoiar na parede. Correu até ela e, assim que encostou em seu ombro, foi empurrado.
- Se afaste! — Pede Yuki, em voz alta. — Ah... Yamamoto-san... Gomen...
- Você está bem? — Pergunta Yamamoto, preocupado. — Você está pálida Yuki-san.
- A pressão deve ter caído. — Explica Yuki, sorrindo forçadamente. — Isso acontece sempre, não se preocupe.
- Ah, Gokudera achou no chão. — Diz Yamamoto, estendendo a carteira. -
- Minha carteira. — Comenta Yuki, pegando o objeto, quando percebeu um anel Vongola no pescoço do garoto. — Tenho que ir.
- Espera, eu te levo em casa! — Chama Yamamoto, segurando o braço da jovem gentilmente. -
- Não precisa. — Nega Yuki, olhando para o rapaz. — Yamamoto-san... Fique longe de mim, por favor...
Ao ouvir aquelas palavras, o maior afrouxou a mão, o que possibilitou a garota fugir.
- Yamamoto! — Chama Tsuna, indo atrás dele com Gokudera. — O que aconteceu?
- N-Nada. — gagueja Yamamoto, sem entender. -
- Ela provavelmente sabe que vocês são guardiões. — Comenta Reborn indo para o ombro do décimo. — E querem ficar longe de vocês.
- Sasagawa e Kurokawa falaram que ela também as evitou. — Diz Gokudera. — Ela está tentando evitar aqueles que são próximos do Jyudaime?
- É o que parece. — Sussurra Tsuna, confuso. -
- Valeu Tsuna — Agradece Yamamoto, pegando sua bolsa. — Nos vemos amanhã, rapazes.
- Yamamoto...? — Chama Tsuna, vendo o amigo ir. — Será que...?
- Pelo visto, Yamamoto está encantado por ela. — Completa Reborn. -
Residência temporária da família Di Fiore.
Yuki chegava, quase totalmente fraca. Precisava do remédio com urgência.
- Giulio... — Chama Yuki, desepserada. — Preciso do remédio...!
Um rapaz de cabelos brancos curtos apareceu assim que a albina caiu ao chão.
- Tadinha. — Ironiza Giulio, se abaixando. — Você quer o remédio?
- Q-Quero. — Pede Yuki, fraca, olhando para o irmão. — Por favor...
Giulio pegou um vidro do remédio e o abriu. Pegou dois comprimidos e entregou para a irmã, que tomou rapidamente.
- E então? — Pergunta Giulio, interessado. — Conheceu o décimo Vongola e seus guardiões?
- Conheci. — Responde Yuki, se levantando. — Sawada Tsunayoshi, Gokudera Hayato e Yamamoto Takeshi.
- Tempestade e chuva. — Comenta Giulio, pensativo. — Os caras que derrotaram Belphegor e Squalo. Conseguiu conversar com eles?
- Não. — Mente Yuki, desviando o olhar. -
- Pirraça de novo. — Lamenta Giulio. — Sabe o que pode te acontecer caso não coopere comigo.
- Não vou cooperar com alguém que mata os próprios pais por ganância. — Diz Yuki, com raiva. -
- Pro quarto, agora. — Ordena Giulio, sério. -
- Não precisa pedir duas vezes. — Sussurra Yuki, subindo as escadas. -
Assim que entrou no quarto, desabou na cama, pondo-se a chorar.
Restaurante dos Yamamoto...
Takesho ajudava o pai, mas estava completamente disperso. Seu pai já perdera as vezes que o moreno errava na ordem de montar.
- Takeshi, você errou de novo. — Suspira sr.Yamamoto. -
- Eh? — Faz Yamamoto, surpreso. — Haha! Errei de novo. Desculpa...
O rapaz abaixou a cabeça. O mais velho se surpreendeu. Era a primeira vez que via o filho daquele jeito depois que sua esposa falecera.
- Takeshi, vá descansar. — Pede sr.Yamamoto, gentil. -
- Mas, pai... — Começa Yamamoto. -
- O movimento está fraco, pode ir. — Interrompe sr. Yamamoto. — Obrigado pela ajuda.
- Eu que agradeço. — Ri Yamamoto. — Desculpa mais uma vez.
Yamamoto tirou seu avental e colocou no lugar, subindo em seguida. Tomou um rápido banho e foi para o quarto. Estava apenas de calça, secando os cabelos. Indo na janela, viu a lua. Estava enorme e linda. Takeshi acabou sorrindo.
- 'Por que ela está agindo desse jeito? — Pensa Yamamoto, se lembrando da nova aluna. — 'Yuki-san...'
Residência temporária dos Di Fiore...
- Vou me retirar. — Avisa Yuki, se levantando da mesa. -
- Yuki-sama. — Chama a empregada. — Não vai querer a sobremesa?
- Hoje não. Sorri Yuki, gentilmente. -
A jovem subiu para o seu quarto. Foi até a janela para fechar a cortina, quando viu a lua. Sorriu. Por algum motivo, se lembrou do guardião da chuva.
- Yamamoto Takeshi. — Sussurra Yuki, sorrindo. — Tão gentil. Me senti tão mal tratando ele daquele jeito. Mas não posso me aproximar. É pelo próprio bem deles.
Continua
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