A Nova Guardiã

15 O Natal está Perdido?


Notas iniciais
Olá, gente linda!!! Pois então, os acessos estão aumentando cada vez mais!!! E isso me deixa muito feliz XD. E o melhor de tudo: Mais pessoas estão comentando! E isso é simplesmente maravilhoso! Após lerem, comentem e recomendem, por favor!

Eu não aguentava mais. Eu precisava contar o ocorrido ao Jack Frost. Nós nos encontramos a sós numa das salas da fábrica do Papai Noel e começamos a conversar:

_Eu... Eu tenho algo muito importante para te dizer... – falei – O Breu, ontem, apareceu para mim!

_O quê? Assim, de repente?

_Sim! E ele começou a me cantar, querendo que eu desse uma chance a ele e tal. É óbvio que eu fui irredutível com ele. Ele até mesmo começou a chorar, mas eu me mantive firme, pois eu sabia que aquilo tudo não passava de um showzinho dele. Ele disse que me amava porque eu era muito parecida mesmo com uma garota por quem ele se apaixonou quando ele ainda não era o Breu.

_O Breu já foi capaz de amar? Isso é sério mesmo?

_Sim! E enquanto eu ouvia o Breu dizer que me amava, algo extraordinário ocorreu!

_O que aconteceu?

_O Homem da Lua apareceu!

_O Homem da Lua? Você está maluca? Como assim? Como ele era, hein? Ele era um... Um homem mesmo?

_Sim! Um velhinho para ser exata! O velhinho, então, explicou que eu sou a reencarnação dessa garota que o Breu perdeu. Ela se chamava Íris e era uma garota muito parecida comigo. Assim, ficou explicado esse misterioso amor que o Breu sentia por mim...

_Nossa, mas que viagem!

_Sim, e depois que o Homem da Lua se foi, o Breu... Ele me beijou de repente!

_De novo? Ah, mas se eu pego esse miserável, eu vou...

_Não, para com essa revolta toda! Isso faz mal demais... Eu digo isso por experiência própria... Continuando... Depois que ele me beijou, eu fui embora correndo, sem saber onde enfiar a cara, enquanto ele insistia em me chamar de Íris e não de Roberta. Ele, então, disse que se vingaria! Será que ele estava falando sobre o seu plano maligno para o natal?

_Com certeza, no entanto não se preocupe, pois nós daremos um jeito naquele crápula nojento! Ah, se nós vamos, Roberta!

De repente, nós ouvimos um estrondo enorme. As janelas da fábrica foram quebradas. Nós saímos da sala para ver o que estava acontecendo. O Breu estava lá, ao lado dos seus cavalos negros e medonhos. Todos os guardiões se dirigiram para lá, furiosos, com medo de que o maldito Breu pudesse causar algum estrago irreparável na tão aclamada fábrica do Papai Noel.

_Muito bem, meus queridos colegas... – disse o Breu, com aquele olhar cínico que só ele e os seus malditos olhos dourados conseguiam fazer. – Sandman, o gorduchinho fazedor de sonhos, você continua um balão de gordo, como sempre, mas isso é óbvio. E, Coelhão, você, com essa cara amarrada de novo? Oh, por que será que eu não estou surpreso? E o Jack Frost? O mesmo metido a herói salvador da pátria de sempre... Já a Fada do Dente está aí, encantadora e descartável, porque nunca serve para nada durante as batalhas... E, você, íris... Tão linda e tão nervosinha, do jeitinho perfeito que eu gosto!

_Íris! O nome dela não era Roberta? – disse o Coelhão.

_Essa é uma longa história, meu querido Coelhão... Agora, deixe-me continuar o meu discurso... E por último, está aqui... O Papai Noel, em toda a sua glória... Mas não por muito tempo, pois eu cheguei para arrebentar a boca do balão, ou melhor, a boca desta estúpida fábrica! Acontece que finalmente chegou o dia que todos vocês estavam esperando! O dia em que eu colocarei em prática o meu delicioso plano maligno para o natal!

_É melhor você trocar de calendário, Breu! – disse o Papai Noel – O natal só é daqui a alguns dias!

_Oh, teria eu me enganado? Não! Eu não me enganei! Vocês estavam mesmo pensando que eu os atacaria justo no natal? Que previsível! Eu quis atacar quando vocês menos estivessem esperando, pois assim vocês estariam completamente desprevenidos e eu facilmente destruiria toda essa espelunca fétida e asquerosa! Cavalos negros queridos... Acabem com toda a fábrica, não deixem sobrar qualquer brinquedo!

Eu estava pasma! Os cavalos negros destruíram rapidamente e com muita facilidade todos os brinquedos! Os guardiões tentaram impedir, mas não conseguiram, pois os cavalos negros estavam muito fortes mesmo. Mais fortes do que nunca! O máximo que os guardiões conseguiram foi destruir alguns inimigos, mas não foi possível salvar um brinquedinho sequer. Nós vimos bonecas e carrinhos virarem resto de areia negra. O Papai Noel ficou abismado ao ver todo o seu trabalho de um ano inteiro escorrer pelo ralo. Enquanto isso, o Breu ria sem parar. Eu me sentia muito mal ao ver que não conseguia fazer nada, pois a minha força curiosamente não conseguia se equiparar à dos cavalos negros dele. Nada podia pará-los. E para completar, eles destruíram também a linha de montagem, para que nós não pudéssemos nem mesmo fabricar mais brinquedos para salvar ao menos um pouquinho daquele falido natal... Aquele maldito do Breu havia realmente calculado milimetricamente cada parte do plano, para que não houvesse qualquer indício de escapatória. Como o Breu era inteligente! Uma pena que ele usasse a sua inteligência privilegiada para servir o mal.

Em poucos segundos não restou mais nada para contar a história do pobre natal daquele ano. O Breu, então, bradou, em todo o seu poder.

_Oh, então eu já destruí toda a fábrica? Isso me entristece, pois eu queria muito mesmo que esse showzinho durasse um pouco mais, ou melhor, para sempre! É, eu queria ver todos vocês, assim, para sempre, bem tristes, sem qualquer reação, sem qualquer palavra doce para dizer! Eu já estou até vendo... As crianças vendo que não há nada embaixo das suas belas árvores de natal... Percebendo que as suas meias estão vazias e que o Papai Noel não se fez presente... Elas então deixarão de acreditar em você, querido Norte... E só acreditarão na tristeza, nas sombras, nas trevas e na mais plena escuridão! Então, no ano que vier a seguir, será iniciada uma nova era: A era do medo!

O Papai Noel ficou furioso com as palavras do Breu e pulou em sua direção, tentando acertá-lo. Porém, o maldito foi mais rápido e lhe acertou com uma facada na barriga.

_Não tão rápido, oh, meu bom velhinho... – disse o Breu – Essa batalha já tem um vencedor e eu posso afirmar com toda a certeza que esse vencedor não é você!

O Papai Noel caiu duro no chão. Todos nós ficamos muito assustados e tentamos, inutilmente, socorrer o pobre coitado.

_Indubitavelmente prazeroso vê-lo assim, Papai Noel. Feliz Natal! – disse o Breu.

Eu comecei a chorar assim como uma louca.

_Por que, Breu? – falei – Pare com esse sadismo todo! Você não é uma pessoa ruim! Não faça isso com gente inocente! Nós não temos culpa pela sua revolta! Olhe para dentro de si, Breu! Você gosta mesmo de ser odiado assim, por todo o mundo? Pare, Breu, pare!

_Os seus olhos verdes ficam ainda mais lindos quando choram amargamente, minha bela Íris... Você disse que era difícil alguém te fazer chorar, amor... Porém, eu consegui fazer isso contigo! Oh, eu me sinto tão honrado por essa estupenda façanha que eu acho que também vou chorar!

O Jack Frost tentou acertá-lo com uma das suas incomparáveis rajadas de gelo, mas o Breu foi mais rápido e desapareceu no ar.

_Maldito! – gritou, o Jack Frost.

O Papai Noel já havia sido deitado em uma cama confortável para que pudesse se recuperar daquele ferimento horrível.

_Eu... Eu... – disse o Papai Noel – Eu não vou aguentar tudo isso... As crianças vão deixar de acreditar em mim e todo o império de alegria e encanto que eu construí, ruirá em questão de segundos... Eu estou emocionalmente falido... Todos nós estamos emocionalmente falidos...

_Não! – falei – Nós vamos dar um jeito nisso, não se preocupe! Agora descanse, pois a Fada do Dente já fez alguns curativos em você. Ela entende um pouquinho de primeiros socorros... A facada foi só de raspão, amigo! Você vai ficar bem... Todos nós vamos ficar bem!

_Depois desse natal ninguém ficará bem... Ninguém mesmo...

Nós deixamos o Norte descansando em paz, para que pudesse se recuperar. Enquanto isso os guardiões se reuniram na fábrica completamente destruída para pensar numa forma de salvar o natal, mesmo estando sem qualquer brinquedinho para agradar às pobres criancinhas.

_Eu tenho uma ideia! – gritei um pouco alto demais – Por que nós não alegramos o natal dessas crianças, aparecendo para elas? Cada um de nós fará companhia para uma criança durante alguns minutos e isso já alegrará as crianças de um jeito que elas já nos considerarão um presente para elas! Assim, elas nem sentirão falta dos brinquedos, afinal o maior sonho de toda criança é ver um de nós, certo?

_Mas será que dá tempo de visitar todas as crianças? – indagou a Fada do Dente.

_Claro que sim! Nós faremos visitas rápidas! Nós visitaremos as casas de acordo com o fuso horário, começando pelas cidades onde anoitece primeiro! Nós somos seis! Dividindo-nos, terminaremos rapidinho! E é claro que até o natal o Papai Noel já estará bem e ele também poderá participar, afinal que criança não adoraria ver o Papai Noel justo em plena noite de natal?

_Isso é verdade, mas será mesmo que até lá ele melhorará daquela facada terrível, Roberta? – perguntou o Jack Frost, incrédulo.

_Disso, eu tenho certeza! Ele é muito forte!

_Hum, então tudo isso está resolvido! Mas, Roberta... Nem todas as crianças podem ver você!

_Eu uso o meu poder do fogo e escrevo sobre mim, assim como eu fiz com o meu avô! Se eu consegui fazer com que o meu avô me visse, será bem mais fácil com uma criança!

_Isso é verdade! Meus parabéns, Bebetinha! Você é um gênio!

_Eu faço o que eu posso... – disse, rindo.

Nós contamos o plano ao Papai Noel.

_Com certeza isso vai dar certo! – disse ele, alegre.

E os dias se passaram. O Papai Noel já estava bem melhor do que antes, ainda bem.

Faltava pouco para o natal. Só mais alguns dias e pronto: Nós teríamos que viajar o mundo inteiro para fazer companhia para as crianças. Será que tudo aquilo daria certo mesmo? Eu só esperava que sim...

Um dia eu estava pensativa olhando para o globo terrestre. O Jack Frost apareceu de repente e me deu um susto daqueles. Eu fiquei furiosa, mas logo depois eu comecei a rir de mim mesma. Ele então disse:

_Eu achava que você era mais corajosa, minha capetinha linda...

_Jamais desafie a minha coragem, senhor Jack Frost, pois você está brincando com fogo, literalmente, e quem brinca com fogo acaba se queimando, está bem? Ou, no seu caso, acaba derretendo, meu menino da neve!

_Ah, mas eu me derreto todo por você, Bebetinha!

Eu fiquei vermelha para variar. Só ele conseguia fazer isso. Ah, só eu sabia o quanto ele era impetuoso! Mas que garoto ousado aquele Jack Frost!

Ele começou a me beijar de um jeito que eu simplesmente não conseguia descrever. O clima começou a esquentar, quando ele passou as mãos pela minha nuca, deixando-me bem arrepiada. Eu retribuí, passando as minhas mãos pela nunca dele também. Eu senti que ele tinha gostado bastante. Os nossos beijos só esquentavam mais e mais. Ele me deitou no chão mesmo e continuou me beijando. De repente eu senti que ele estava tocando as minhas partes íntimas, fazendo-me gemer profundamente de um jeito simplesmente inacreditável.

_Calma, cara... – falei, afastando-o de mim – Você parece que só pensa naquilo!

_O pior é que não! Você que me deixa assim! Que loucura!

_Você é safado demais, isso sim!

Ele fez uma careta e disse:

_E você? Não é não, minha linda?

_Só um pouquinho, só um pouquinho! – disse, dando uma risada idiota.

_E quando é que eu vou poder libertar a garotinha safada que existe dentro de você?

_Vamos esperar a correria do natal passar, está bem, meu garotinho apressado? Depois a gente vê isso!

_Hum... Que tal no ano novo, hein?

_Eu não vou marcar data nenhuma! Essas coisas não acontecem com data marcada!

_É, você está certa, Roberta, como sempre!

_Então, ao invés de pensarmos nessas bobeiras, temos que pensar no que nós vamos fazer para alegrar as crianças na noite de natal!

_É, isso é verdade! São milhões e milhões de crianças no mundo inteiro... Eu nem sei o que fazer!

_É, essa vai ser uma tarefa difícil... Mas ela vai valer a pena!

_Com certeza, minha linda, com certeza...

_Você acha que esse ano o natal vai dar certo?

_Claro que vai, minha Bebetinha!

E nos beijamos, enquanto prometíamos um ao outro:

_Nada vai estragar esse natal, nada mesmo!

Notas finais
É, parece que o clima esquentou um pouquinho XD. E a Roberta é muito esperta mesmo, pois ela bolou um plano para salvar o natal e isso é simplesmente incrível! O que vocês acharam do plano dela? As sequências de ação ficaram legais? Comentem e recomendem, sim?