A Nova Guardiã

8 Fortes Emoções


Notas iniciais
Esse capítulo está muito louco *__* Do jeitinho que o próprio nome já diz: Fortes emoções!

Nós estávamos fazendo a contagem regressiva para o natal e nos preparando caso o Breu tentasse arruinar a distribuição anual dos presentes às crianças. Eu, todos os dias, treinava os meus poderes, para que pudesse ajudar de forma significativa no dia em que lutaríamos contra o Breu pelo bem do natal, das crianças e de nós mesmos. Eu já estava muito melhor do que antes e conseguia fazer coisas incríveis com os meus poderes.

Um dia eu estava sozinha, sentada na neve, um tanto longe da fábrica do Papai Noel, olhando para a lua, buscando respostas de como vencer o Breu durante a noite de natal. Porém o Homem da Lua permanecia calado, como sempre. A lua estava claramente me ignorando. Ela havia me colocado naquela batalha e depois me deixou a ver navios, sem me ajudar quando eu precisasse. Será que eu mesma precisaria descobrir o que fazer, sem a ajuda de ninguém, ou seja, apenas por mim mesma? Eu sinceramente não sabia se conseguiria. Porém eu fazia o possível para não demonstrar qualquer fraqueza. Eu gostava de bancar a destemida. Contudo, no fundo, eu estava tão perdida quanto os outros guardiões, que perdiam as suas noites de sono, preocupados com o Breu.

_O que fazer, Homem da Lua? O quê? – perguntei.

_Eu posso te ajudar – disse alguém que tocou o meu ombro. Eu poderia reconhecer aquela voz em qualquer lugar.

_Breu! – gritei, enquanto tentava acertá-lo com as minhas chamas.

_Não, por favor, eu não quero te machucar!

_Então o que você veio fazer aqui? Veio contar qual o seu plano maligno para o natal?

_Não, isso será uma surpresa. Todavia eu me sinto muito sozinho, portanto preciso urgentemente de aliados. E você é simplesmente perfeita, afinal já sabe controlar os seus poderes, que, permita-me dizer, são extraordinários e muito, muito úteis. Alie-se a mim, pois assim você só terá a ganhar!

_Você está maluco? Eu jamais me aliaria ao mal! Você quer que eu seja como você e não é isso o que eu quero!

_Eu desenvolvi um feitiço. A única desvantagem é que eu só posso usá-lo uma vez. Mas eu sei muito bem em quem usá-lo. Em você! Portanto, você não precisa querer. Pois sou eu que dou as cartas agora!

E lançou um pozinho muito suspeito em mim, fazendo com que eu desmaiasse.

Quando eu acordei, estava um pouco tonta. Olhei para o Breu, que disse:

_Agora você está sob o meu poder e, dessa forma, só fará o que eu mandar.

_Sim. – No fundo eu não queria dizer aquilo, mas a minha consciência havia perdido a sua autonomia. Eu estava sob os comandos dele. Por mais que eu tentasse me livrar daquilo, o poder dele era forte demais para mim. Essa não!

_Muito bem – disse ele – Primeiramente, vamos destruir aqueles malditos guardiões. Entre na fábrica do Papai Noel, junto a mim, e acabe com a vida deles, está bem?

_Está bem. – Não, eu não queria fazer aquilo, mas o efeito do feitiço falava mais alto. A minha mente não conseguia resistir àquilo. O feitiço era muito mais forte do que eu.

Eu entrei na fábrica do Papai Noel e vi todos eles sentados, conversando. Quando eles me viram, ao lado do Breu, levaram um grande susto.

_Bebetinha, por que você está com o Breu? – perguntou o Jack Frost.

_Não me chame de Bebetinha, seu miserável! – Eu, do fundo do meu coração, não queria dizer aquilo. Sinceramente, dizer isso ao Jack Frost era a última coisa que eu queria. O Breu realmente sabia onde me atingir. Ele sabia que eu e o Jack Frost nos amávamos e por isso queria romper o nosso laço, causando assim, uma grande desavença entre todos os guardiões. Maldito Breu! Ele nunca brincava em serviço!

De repente, eu já não conseguia mais controlar os meus movimentos. Eu produzi uma bola de fogo e atirei no rosto do Jack Frost.

_Roberta, não! – disse ele, que caiu no chão com o impacto da bola de fogo.

“Desculpa, Jack Frost” – pensei.

O Coelhão logo decifrou a charada:

_Ei, eu conheço esse feitiço! Vejam os olhos dela! Eles estão dourados assim como os do Breu! Ela foi enfeitiçada e por isso está sob o comando do mal! Aquela não é ela! Precisamos curá-la do feitiço o quanto antes, pessoal! Mas como? O que pode reverter isso? O quê?

_Pobre Coelhão – disse o Breu – Você fala demais! Acabe com ele, Roberta! Faça-o pagar pelo mau humor com que ele te tratou várias vezes!

_Isso é verdade! – novamente eu disse isso sem pensar – O Coelhão sempre me tratou com desdém! Ele é um mal humorado e merece pagar por isso!

Eu então fiz com que ele desmaiasse, ao envolvê-lo em um círculo de fogo.

_Roberta, para! – disse o Jack Frost.

_A brincadeira acabou – disse o Breu – Acabe com ele, Roberta!

Por um segundo eu hesitei. Eu não queria fazer mal a ele de maneira alguma. Porém, a voz do Breu falou mais alto em minha mente. Lancei uma bola de fogo imensa na direção do Jack Frost. Contudo, algo inesperado aconteceu: A Fada do Dente entrou na frente dele e foi atingida no lugar dele! Ela logo desmaiou. O Papai Noel tentou socorrê-la. Os batimentos cardíacos dela estavam muito baixos. Ela corria o risco de morrer. E se isso acontecesse, a culpa seria toda minha! O Papai Noel e o Sandman tentaram enfrentar o Breu, pensando que se eles o derrotassem, eu estaria livre do seu controle. Entretanto, foram atingidos por uma quantidade espantosa de areia negra, desmaiando também.

_Que ótimo! Todos eles já estão desacordados. Agora só falta o Jack Frost. Roberta, essa eu deixo para você. Faça o seu trabalho!

Não, eu não queria fazer aquilo! Eu realmente não queria! Mas, contra a minha vontade, eu já estava preparando, em minhas mãos, uma bola de fogo de proporções exorbitantes. Se eu atingisse o Jack Frost, com certeza o mataria. O que fazer, o que fazer?

_Roberta! – disse o Jack Frost – Apesar de estar envolvida por esse feitiço, eu sei que você ainda sabe quem eu sou! Você se lembra da nossa guerrinha de bolas de neve? De quando eu disse que te amava? E do nosso beijo? Você se lembra do nosso beijo?

_Eu não me lembro de nada disso. – falei, ainda sob o controle do Breu.

_Então, eu vou te fazer lembrar! – quando ele disse isso, a minha bola de fogo se apagou.

E em uma fração de segundo, ele me agarrou como um tigre e me beijou profundamente, de um jeito que ele nunca havia feito antes. Naquele momento eu podia ouvir o Breu gritando furioso, para que eu acabasse com o Jack Frost, mas eu não lhe dei ouvidos. Naquele momento éramos o meu namorado e eu, unidos como um só. Ele me acariciava na nuca, no cabelo e no rosto, deixando tudo ainda melhor. Eu correspondia ao beijo, acariciando os seus cabelos brancos. Aquele beijo foi tão forte e profundo que beirava a violência. Nós não fazíamos a mínima questão de que aquilo acabasse, como se aquele fosse o nosso último momento juntos. Naquele momento eu percebi que a minha mente havia recuperado a sua autonomia. Logo depois, o beijo terminou.

_Os seus olhos voltaram ao normal – disse ele.

_Desculpa por tudo o que eu fiz.

_Não se preocupe! Os outros guardiões já devem ter melhorado.

_Obrigada por me libertar.

_Proteger-te daquele monstro não é mais do que a minha obrigação!

O Breu insistiu várias vezes para que eu acabasse com o Jack Frost, mas ele não conseguiu me convencer. Ao ver que os meus olhos já eram verdes novamente, ele rapidamente desapareceu numa cortina de fumaça cinza, deixando um cartão, com alguns rastros de areia negra por cima. Eu peguei o cartão e li em voz alta o que estava escrito nele:

_Eu voltarei.

_Essa não... – disse o Jack Frost — Ele deve estar se referindo à noite de natal em que ele aparecerá para acabar conosco.

_A gente vai dar um jeito nele.

_Com certeza, Bebetinha!

Nós então resolvemos despertar os outros guardiões dos seus desmaios. Todos eles foram acordando um a um, mas a Fada do Dente continuava imóvel. Porém, ela continuava respirando. Ela não parecia correr risco de morte. Nós já estávamos ficando preocupados, quando ela finalmente acordou. Eu a abracei e pedi desculpas pela maldade que eu fiz contra ela e contra todos os outros guardiões, que mereciam no mínimo as devidas desculpas da minha parte.

_Tudo bem – ela disse – Aquela não era você.

Os outros guardiões, vendo que a barra já estava limpa, foram cada um para o seu esconderijo, para desempenhar a sua devida função. Só o Papai Noel que resolveu tirar um cochilo em outro cômodo, pois a produção de brinquedos dele já estava muito mais do que adiantada. Na verdade, ela já estava praticamente pronta. Só faltavam mais algumas dezenas de brinquedos, mas os Yetis cuidariam disso facilmente.

A sala, então, esvaziou-se. Só ficamos o Jack Frost e eu, sozinhos, olhando um para a cara do outro. Os olhos dele brilhavam ainda mais do que o normal. Parecia que ele tinha gostado mesmo do beijo. Ele estava com a expressão alegre, com aquele sorriso moleque dele:

_Nossa! Você não sabe o quanto aquele beijo me deixou maluco! Mais um pouco e eu teria um ataque cardíaco! Só você sabe me provocar desse jeito e você não sabe o quanto isso me enlouquece!

Eu fiquei vermelha demais. Eu nem tinha conhecimento de que possuía o poder de provoca-lo tanto assim. Mas se eu tinha o poder do fogo, obviamente eu devia ter muito fogo mesmo. Nossa, mas que trocadilho mais besta!

_É... – falei, muito envergonhada – Eu... Eu estou sem palavras...

_Sabe que eu adoro quando você fica assim? Bem vermelhinha, ainda mais quando isso acontece por minha causa... – disse, aproximando-se lentamente de mim.

_Ai, para... Assim você me mata de vergonha...

_E desse jeito você me mata de amor, Bebetinha...

E no segundo seguinte, já estávamos nos beijando novamente, de um jeito simplesmente inexplicável. Ele me deitou em um sofá que estava ali por perto e continuou me beijando, ainda mais voraz.

Ele, então, começou a beijar o meu pescoço. Os beijos dele eram gelados, o que me enlouquecia de certa forma. Eu tinha que admitir que aquilo estava me arrepiando toda. Eu estava adorando as sensações que ele estava me provocando. Liberei um gemido de puro prazer, deixando-o sexualmente excitado. Naquele momento eu percebi que se avançasse um pouco mais, perderia a minha virgindade, o que eu ainda não estava preparada para fazer.

_Para, por favor! – falei, decidida – Eu ainda não estou pronta para isso... Você me entende?

_Claro que eu te entendo, minha linda – disse, saindo de cima de mim, sentando-se no sofá. Eu também me sentei no sofá e fiquei olhando para ele – Eu posso esperar o tempo que você quiser. Quando você estiver pronta, eu prometo que a nossa primeira vez será muito especial.

_Obrigada por me entender... Você é mesmo um amor!

_Não, você é que é! – disse, dando-me um beijo na testa.

Naquele momento eu pude perceber: Ele me provocava de uma maneira que eu nunca havia experimentado antes. E eu adorava o jeito que ele me enlouquecia. Mas eu tinha que ter o pé no chão: Eu só me entregaria totalmente a ele no momento em que eu estivesse realmente preparada e segura, pois a primeira vez só é perfeita quando se está mesmo pronta para isso. E eu podia perceber que aquele não era o momento certo. E eu estava tão insegura que eu nem sabia ao certo se um dia teria coragem de fazer sexo com ele. Mas eu tinha certeza de que ele, aos poucos, me libertaria desse medo. E que um dia eu estaria pronta. Afinal esse dia chega para praticamente todas as garotas. E do jeito que a situação era conduzida, o meu momento estava mais próximo do que nunca.

Notas finais
Pois é, esse capítulo ficou meio "provocativo", digamos, mas eu amei "esquentar" a relação da Roberta Franco com o Jack Frost! Sim, eu não quis que a relação deles fosse muito inocente, afinal eles não são crianças! Enfim, eu estou louca para que alguém recomende a minha história. Se você estiver com um tempo, escreva uma recomendação, sim? :D