A Nova Era dos Heróis

12 Capítulo 12-Confronto de Parceiros


Notas iniciais
Matheus se encontra com Breno e eles não se reconhecem causando uma enorme briga.

Logo a Marina? Mas que droga. Tão indefesa, e será a mais procurada com certeza. Não posso deixar que façam nada com ela. Hunf. Fico até parecendo um tipo de herói assim. Não sou um herói. Só faço o possível para viver e salvar os que estão em perigo. Eu roubo dinheiro, mesmo sendo apenas o necessário para viver. Tento não assaltar, mas às vezes, meu dinheiro limpo não alcança. E agora eu tenho que deixar a Marina viva e segura.

Hoje vai ser uma longa noite.

Meu nome é Matheus. Alto, musculoso porque malhei bastante, tenho uma barba de lenhador curta, mas ainda assim é grande, costeletas grossas... É... Depois de sair do colégio eu mudei bastante, a não ser a minha altura. Sempre fui alto assim. Descobri meus poderes num incidente com o mascarado, até agora só sei que voo e tenho super força. Tento ser um tipo de vigilante do alto do meu quarto. Com meu binóculos fica mais fácil de localizar inimigos e inocentes.

Minha rotina diária é basicamente essa. Sair do quarto, roubar, voltar pro quarto, comer, sair pra impedir algum assalto, roubar, voltar pro quarto, comer e dormir um pouco. A maior parte do dia eu fico sentado na borda do quarto observando. Sou bem solitário e minha rotina diz isso gritantemente.

Como eu tenho que pegar as coisas em dobro eu vou ter que assaltar mesmo. Não é preciso um colchão, durmo no chão mesmo, ás vezes eu durmo na beirada do precipício, encostado na parede do lado de tanto vigilar a cidade ao meu alcance.

Já estive pra Zona norte, fui pra tijuca e agora estou no meio da zona sul e o centro da cidade. O mascarado não sabe onde moro, mas percebe que o estou seguindo. Dentro de alguns dias terei de me mudar novamente porque ele já vai ter ido pra outra área.

Não tem muitas lojas abertas, não quero destruir a porta de alguma. Enfim achei uma loja de conveniência aberta. Cobri o moletom até a boca e coloquei o capuz, sou católico, pedi perdão a Deus e fui até lá com uma faca.

Entrei de fininho. Tinha pouca gente, só o cara da registradora, um casal tomando café, uma senhora comprando barras de cereais e um rapaz de jaqueta. Fui até a geladeira, fingi estar escolhendo um sorvete, mexi nas jujubas numa estante e fui até o homem da registradora.

– Pois não, posso ajudar?

– Na verdade, pode, se você ficar quieto! – Apontei a faca para o pescoço do homem.

O casal assustado saiu correndo derrubando seu café, junto com a senhora.

– Por favor! Não me mate eu te dou o dinheiro que você quiser! Conheço até um cara metido em tráfico e...

– Não quero seu dinheiro, apenas comida.

– O-o quê?

– Apenas. A. Comida. Não. Acione. O alarme. E ninguém. Sai ferido. Tudo bem?

– Pegue o que quiser.

– Se ajoelha, agora. – Forcei a faca levemente sobre seu ombro e o botei no chão. Quando senti uma pancada na minha cabeça. Cambaleei um pouco e me virei rapidamente. Era o jovem de jaqueta.

– Você quer morrer?!

– Eu é que pergunto! – O garoto respondeu com convicção.

– Última chance pra você meter o pé daqui.

– Vai me enfrentar? – Ele estava teimando muito.

Eu fui nocauteá-lo e ele se esquivou como uma pluma pra cima da estante de biscoitos.

– Já vi que você não vai dar nem pro cheiro.

O homem da registradora me acertou nas costas com a cadeira dobrável, apenas senti o golpe, não doeu, me virei e disse.

– Vaza. – Olhei tão profundamente pros seus olhos, que parecia que vi sua alma assustada.

Ele saiu correndo, me virei para bater no garoto de jaqueta, mas quando vi a estante, não tinha ninguém encima. Ele havia desaparecido. Era impossível.

– Mwahahahaha... Tá se achando o bonzão cara? – Sua voz ecoava por toda loja de conveniência! Onde esse cara tá!

– Apareça e lute como um homem! – Empurrei todas as estantes ao meu lado e ele não estava escondido em nenhum lugar.

– Até ia... Mas, eu não sou um homem qualquer! – A sala estava ficando meio vermelha, minha pele estava coçando e meu nariz estava coçando muito! Era veneno? Fui até a porta, mas o garoto me bloqueou! Ele estava... Se... Materializando a partir do gás? Ele estava de costas pra mim numa pose dramática.

– Haha! Daqui você não passa! Está sentido? É o cheiro do Bromo! Bromo que vai te fazer ficar inconsciente por um longo, longo tempo. O suficiente pra polícia chegar.

– FILHO DA PUTA! – Ele não era humano. Mas eu também não! Peguei impulso e com um forte murro o lancei pra fora da loja de conveniência fazendo-o atravessar o teto do posto de gasolina que havia na frente. Voei com força até ele, o agarrei pelo pescoço mas ele virou bromo e recuou um pouco ao saber o que eu era. Ele levantou um lenço preto e o amarrou na testa e na boca, fazendo uma espécie de máscara. Estávamos encima do posto.

– Vejo que você também tem poderes hein?

– Vai embora daqui, preciso de comida pra uma amiga.

– Acredito muito. – Ele lançou uma gosma de bromo pra cima de mim. Eu a repeli, mas a gosma queimava na pele.

– Eu vou te matar!

– Vamos ver quem vai morrer primeiro!

Desci velozmente em sua direção ao mesmo tempo em que ele subia até mim. Com os dois punhos fechados eu sabia que poderia destruir seus ossos, ele estava com as duas mãos abertas esperando me queimar, mas eu sou mais resistente!

– RAAAAAAAAAAA! — Gritei.
– AEHOOOOOOOOO! — Breno gritou.

Teria quebrado seus ossos se não fosse o posto de gasolina inteiro explodindo, causando um forte impacto antes de nos acertarmos. Fui jogado para um prédio à frente onde atravessei um pouco da parede e fiquei preso. O moleque-bromo foi jogado pros destroços da loja de conveniência que desmoronou com o impacto.

– Seu imbecil! Isso foi desnecessário! Olha o que você causou!

– Nada disso teria acontecido se você não fosse assaltar o cara! O gás queimante foi obra minha mas...

– Pois é infeliz! – O interrompi, sai do buraco que tinha feito e fui em sua direção. Suas pernas viraram gás e agora ele parecia um fantasma vermelho voando. Ele veio velozmente até mim e foi me dar um soco, me esquivei, mas o braço dele se explodiu! Em bromo líquido! Foi diretamente em meus olhos! Só tive tempo de estapear o rosto dele. Mas ele continuou vindo com socos e jatos de bromo. O agarrei pelo pescoço e o lancei pra trás.

Rapidamente peguei meu binóculos, e lembrei que ele tinha visão de calor. O coloquei e acionei esse modo e via claramente o garoto. Peguei um poste que estava ao meu lado e acertei o cara, mas depois ele encostou no poste, fez força e ele se transformou em bromo. Ele começou a subir em direção ao céu, fui junto, peguei uns tijolos e fui lançando em sua direção, acertava, mas depois enquanto eles ainda estava no ar, ele os segurava e eles viravam bromo também! Ele ia subindo, só que mais lentamente. Era minha chance!

Aproveitei a lentidão e fui soca-lo nas costas! Eu o atravessei! Mas eu não encostei em nada além das roupas! – Você tem um buraco nas costas?! – Ele se dispersou em gás e formou uma nuvem de bromo em volta de mim, seu braço se materializava em qualquer direção, era difícil esquivar, até que eu peguei seu braço e o puxei voando pra fora da nuvem, ele se materializou em seguida gritando de dor, fez um gesto com a mão e o gás foi formando os tijolos que eu havia lançado!

Ele os atirou na minha testa principalmente fiquei inconsciente por uns segundos mas consegui planar por um triz, mas ele vinha com tudo pra cima de mim!

Ele se atirou em mim e me fez destruir o chão! Suas mãos cobriram meu rosto, ele começou a soltar o gás, mas eu o peguei pelo pescoço antes dele destruir minha pele por completo e o joguei pro meu lado, ele puxou meu zíper e me fez mostrar a cara. Dei um murro na testa dele e ele caiu no chão, fui dar outro em seu tórax, mas me esqueci e eu só o atravessei, quebrando o chão.

Ele tentou me agarrar mas eu espalmei seu braço, ele se transformou em bromo líquido e fez minhas mãos se queimarem, ele estava voltando ao normal e antes de se formar completamente, lancei uma pedra em sua cabeça, os laços saíram e ele se virou rapidamente com um jato de bromo. Quando olhei para seu rosto eu quase sorri de surpresa se não me lembrasse que ele quase me matou e eu quase o matei.

– Breno! SEU IMBECIL!

– Breno? Quê... Você me conhece? Quer dizer o Breno morreu! De que Breno você tá...

– NÃO SEU INFELIZ! SOU EU O MATHEUS! PORRA! EU QUASE TE ARREBENTO!

– Matheus? PUTA QUE O PARIU SEU ANIMAL! EU QUE QUASE TE MATEI!

– SEU JEGUE! SEU IDIOTA! VOCÊ NÃO MORREU NAQUELE ACIDENTE!

– E VOCÊ NÃO MORREU HÁ UM ANO! PORRA! CÊ TÁ PARECENDO UM LENHADOR!

Notas finais
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