A Nova Cinderela
2 Derek Jonhson
Notas iniciais
P.O.V. Derek.
Eu cheguei em casa e uma festa de arromba me esperava. Haviam várias garotas, mas nenhuma era interessante o bastante.
As minhas duas irmãs mais novas vieram me receber, elas tem um ano a menos que eu. São gêmeas.
Danielle e Denise. Mas então eu ouço alguém cantando.
—Quem é que está cantando?
—A irritante da criada.
—Ela tem uma voz linda.
Eu fui até a cozinha e ela estava de costas pra mim, estava rebolando enquanto lavava a louça. Seu cabelo estava amarrado num rabo de cavalo.
—Você tem que servir os convidados Charlie.
—Só meus amigos me chamam de Charlie.
—Você quer dizer amiga. Não é mesmo senhorita nada popular?
Ouvi ela respirar fundo.
—Melhor ter só uma amiga verdadeira do que estar cercada de falsos amigos.
—Você devia ter mais respeito com suas patroas.
—Ter uma patroa é sinônimo de receber salário.
—O que é sinônimo?
—Procura no Google. Ou no dicionário.
Eu odeio dizer isso, mas as minhas irmãs não tem muita massa encefálica. Eu sou o inteligente da família.
Ela serviu os convidados, limpou as coisas depois que a festa acabou. Ela era enteada da minha mãe. Eu não a vi parar um instante desde o início até o fim da festa.
—Porque você não descansa?
—Você tem certeza de que é filho da Dona Dondoca? Quer dizer, Dona Dorinda?
—Tenho. Dona Dondoca, essa é boa. Qual é o seu nome?
—Charlotte Marie Panova.
—Derek Johnson.
—Muito prazer.
Nós apertamos as mãos.
—O prazer é meu. Bom, se me der licença eu tenho que trabalhar.
—Você devia parar um pouco Charlotte.
—Você não conhece a sua mãe.
—Derek! Pare de falar com essa imunda, vá falar com gente do seu nível.
—Qual é o seu problema mãe?! A Charlotte é uma pessoa!
—Ela mora na minha casa de favor! O mínimo que pode fazer é ser útil!
Eu e minha mãe estávamos discutindo quando de repente eu vejo o corpo de Charlotte começar a cair.
Felizmente consigo ampará-la antes que atinja o chão.
—Charlotte? Charlotte?
—Pare de drama garota e volte a trabalhar!
Eu liguei para a emergência e eles levaram Charlotte na ambulância.
—Não era necessário todo esse teatro meu filho.
—Ela estava inconsciente!
—Quem é o responsável por Charlotte Blanche?
—Sou eu infelizmente.
—Bom, a senhorita Blanche desmaiou de exaustão. Ela está desidratada e por isso vou chamar o conselho tutelar.
—Isso é mesmo necessário?
—É sim senhora. Devido ás circunstâncias.
Depois de o médico ter dado soro pra ela, ele recomendou que ela descansasse.
Ela ficou inconsciente por três dias inteiros.
—Porque ainda está aqui meu filho?
—Alguém tem que ficar com ela.
—Eu fico.
—Quem é você?
—Eu sou a Meg. A melhor amiga dela.
—Ela está inconsciente a três dias inteiros.
—Ela trabalhou até desmaiar. De novo. Maldita seja Dorinda Johnson!
—De novo? Isso já aconteceu antes?
—Sim. Já.
Acho que ela não sabia que eu era filho da minha mãe. Porque ela estava muito p da vida. Estava soltando fogo pelas ventas.

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