A Nova Bela Adormecida

8 Capítulo 7- Kaio, seu irritante


Notas iniciais
Gente cheguei a uma conclusão, eu só consigo postar nos sábados ou domigos, não tem jeito. Espero que entendam. Comentem, beijos e abraços.

Ao chegar na minha familiar rua percebo uma vã branca em frente a porta da minha casa. Me aproximo lentamente e com um pouco de confusão. Vejo que minha madrasta e meu pai estão conversando com um homem de uniforme branco.

- O que está acontecendo?- Pergunto ao chegar perto deles.

- Amorzinho que bom que chegou, esses senhores vão te levar para um lugar, onde você vai melhorar- Disse Britney

- Eu não estou doente para ter que "melhorar". Agora com licença.- Peço empurrando aquela vadia da minha frente, mas ela me segura com força pelo braço e suas unhas quase perfuram a minha pele.

- Filha será melhor para você. Finalmente irá perder seu vício.- Diz meu pai.

- Não, não vai adiantar. Eu não preciso disso e você sabe pai, pelo menos uma vez na vida me escuta. Ou pelo menos escute a si mesmo, mas para de acreditar nessa vadia da Britney.

- Podem leva-la.- Ele pede depois de um tempo de silêncio.

Acho que o que fiz depois não foi muito racional, mas eu não liguei para isso, estava com raiva e queria demonstrar. Por isso não pensei nem duas vezes antes de dar uma cotovelada na barriga de Britney, ela me largou e colocou as mãos onde eu a machuquei. Aproveitando que ela estava curvada a empurrei com tudo no chão e fiquei dando tapas em sua cara enquanto ela se debatia em baixo de mim e gritava para que eu parasse.

Durou uns 5 segundos assim até que mãos fortes me seguram, a dos homens com uniforme branco, tento me soltar, sem sucesso. Um deles aplica uma injeção em meu braço e minha visão fica embaçada, perco a força e desmaio. Mas antes consigo ver Britney já de pé dando um sorriso sarcástico e vitorioso.

Acordo novamente em uma cama de hospital, parece que isso já estava virando familiar. Dessa vez não tinha nenhuma enfermeira no meu quarto, esse por sua vez não tinha janelas, apenas a cama, um armário, uma porta que deveria ser o banheiro e outra porta que deveria ser a saída deste quarto.

Me levanto um pouco cambaleante e vejo a roupa que eu estava usando, que era aquelas roupas que os pacientes costumam usar em hospitais. Vou até o armário e procuro uma roupa direita, infelizmente só tinha roupas brancas e ridículas. Pego uma qualquer e vou ao banheiro me trocar.

Após me trocar volto para o quarto e vejo um homem sorrindo e com a maior felicidade estampada em seu rosto. Ele devia ter uns 20 anos no máximo, cabelos loiros meio castanhos e olhos castanhos claro.

- Vejo que já está se adaptando, estou certo senhorita Hughes?

- Me adaptando? Eu fui trazida a força para essa merda de lugar que nem janela tem por causa da vadia da minha madrasta e você pergunta se eu estou me adaptando? É claro que não, que pergunta idiota.- Digo com toda raiva que estava acumulada no meu corpo

- Me desculpe, mas tudo irá ficar bem agora, você irá melhorar.

- Por que você falam isso toda hora? Eu pareço doente por acaso para ter que melhorar? Me responde.

- Não senhorita Hughes.- Ele continuava com aquele sorriso irritante no rosto.

- Por que você está rindo? Eu tenho cara de palhaça por acaso para você ficar rindo toda hora?- Eu praticamente rosnava para ele, que a cada palavra minha ia se afastando e diminuindo seu sorriso.

- Não, me desculpe. Me pediram para eu vir aqui e ver se estava bem, te apresentar a clínica e essa coisas. Está animada?- Ele pergunta, sem o sorriso mas mesmo assim ainda muito feliz. Minha vontade era de socar a cara dele para ele perceber se eu estava feliz ou não.

Acho que ele percebeu isso, pois abriu a porta atrás de si e saiu correndo. Dou um longo suspiro e fecho os olhos, pelo menos ele não me irrita mais.

- Toc, toc.- Alguém diz e eu olho em direção a porta, onde estava um cara da minha idade mais ou menos, alto, olhos azuis e cabelos loiros.

- Quem é você?- Pergunto

- Oh não, você só pode ser nova para não saber quem sou eu. Mas tudo bem, me chamo Kaio e só vim ver se você era muito feia, do que jeito que assustou Max pensei que fosse um monstro.- Ele diz irônico.

- Ha-ha-ha. É piadista Kaio?

- Não, sou drogado mesmo, por isso estou aqui assim como você- Ele responde.

- Bem, você já viu que eu sou linda agora pode ir embora.

- Há, você nem se acha né garota?! Gosto disso, atitude é sempre bom.

- Sai Kaio.- Digo com um pequeno sorriso no rosto, que idiota.

- Posso saber seu nome?

- É Charlotte.

- Já vi várias outras com esse nome, você tinha que ser mais bonita para honrar o nome.- Ele implica.

- E eu já vi vários outro Kaio's bem mais educados. Cansei de você, sai.

- Você não se cansou de mim, ninguém se cansa. Te dou duas horas para sair correndo pelos corredores a minha procura.

- Ha-ha-ha.- Dou um riso sem humor, mostro o dedo do meio para ele e fecho a porta em sua cara.