A Nova Assassina
5 Capítulo 5
Na manhã seguinte acordei e fui fazer minha higiene matinal. Estava indo para a cozinha preparar meu café da manhã. Assim que passei pela sala vi um homem sentado no meu sofá.
– Bom dia Bianca.
–Bom dia.
Continuei meu caminho e... Espera ai! Tem um homem na minha casa! Pior eu não o conheço e ele sabe meu nome. Desesperadamente me virei e voltei correndo para o cômodo anterior.
– Quem é você? — Me aproximei de uma pequena mesa que havia no canto de minha sala e peguei um vaso que estava ali.
– Calma.
– Como entrou aqui?
–Pela porta.
– Espera ai, eu te conheço. Você é o cara da cafeteria.
– E o que você viu ontem de noite também. — Ele deu uma piscadinha.
– Mas que droga! O que você quer? — A essa altura eu já gritava e ameaçava jogar o vaso nele.
– Calma boneca, abaixa isso ai. — Disse, apontando para o objeto que estava em minhas mãos.
– Não me chame de boneca.
– Olha que tal você se acalmar e então nós podemos conversar, você poderá me perguntar o que quiser.
– E seu eu não aceitar?
– Te amarro e faço você me escutar a força.
– Jura? Acha que eu vou confiar em vo... Ai meu caramba! Esse é o moletom que você usava ontem? — Ele assentiu. — Que lindo. — Meus olhos brilhavam.
– Vem cá você é louca?
– Eu quero um moletom igual a esse. — Falei ignorando totalmente sua pergunta anterior.
– Okay, então que tal assim, nós conversamos e depois eu posso te dar um moletom igual a esse. Aceita?
– Pode ser. — Sorri.
– Acho que você já pode abaixar o vaso agora.
– Ah verdade. — Coloquei-o de volta no lugar. — Espera! Cadê meu cachorro?
– Aquele bicho barulhento?
– Olha como você fala do meu Connor. Onde ele está?
– Tranquei no banheiro.
– Seu sem coração. Tadinho dele.
– Bom depois você solta ele. Agora que tal conversarmos?
– Tudo bem. Antes de tudo qual é seu nome?
– Desmond.
– Gostei, é diferente.
– Todas gostam. — Ele piscou. Que coisa irritante.
– Deixa de ser convencido, por favor?
– Tá legal. Então vamos começar nosso papo.
– Fazer o que. — Dei de ombros e sentei-me no sofá.
– Só pra confirmar, onde está sua família?
– Os meus familiares mais próximos morreram e os outros que se ferrem.
– Carinhosa você hein?!
– Pare de reclamar.
– Mas isso é bom.
– Reclamar?
– Não lerdinha, você ser agressiva.
– Vem cá será que dá para você ir direto ao assunto?
– Você é uma assassina. — Meus olhos se arregalaram levemente.
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