Uma semana depois...

Um barulho irritante ecoava por todo meu apartamento... A campainha.

Levantei-me preguiçosamente da minha confortável cama e fui atender a porta.

- E ai boneca. -Nem tive tempo de responder, aquele ser perfeito já havia entrado.

- Ei! Perdeu os modos? A verdade você nunca teve.

- Sempre sendo um amor.

- O que você está fazendo aqui?

— Nesse momento ele já estava deitado no meu sofá. — Folgado!

- Faz uma semana, boneca.

- Não sei do que está falando.

- Não se faça de boba.

- Já te falaram como você é chato?

-Não mude de assunto. Você vai né?

- Sim. -Sussurrei.

- Não ouvi direito.

-Eu vou.

- Assim que eu gosto.

- Quando vamos?

- Daqui alguns dias. Preciso te treinar ainda.

- E me dar um moletom igual esse ai. — Disse apontando para o casaco que ele usava.

- Depois que você estiver preparada.

- Sacanagem.

- Tudo no seu tempo boneca.

- Mas quando você vai começar a me treinar?

- Amanhã começamos.

- Então tá. — Um silêncio se instalou entre nós. Resolvi quebra-lo. — Então você já pode ir embora.

-Não.

- Como não? Vaza. — Apontei para a porta.

- Estou com muita fome.

- E eu com isso?

- Você vai lá preparar algo para comermos.

- Ata. Não sou sua empregada. E pode levantar essa bunda gorda do meu sofá e ir embora. — Taquei uma almofada nele.

- Gorda não, é gostosa.

- Eu mereço. — Ele soltou uma gargalhada.

- Já que você não vai preparar nada, eu vou. — E simplesmente se levantou e se dirigiu para minha cozinha.