Na manhã seguinte acordei e fui fazer minha higiene matinal. Estava indo para a cozinha preparar meu café da manhã. Assim que passei pela sala vi um homem sentado no meu sofá.

– Bom dia Bianca.

–Bom dia.

Continuei meu caminho e... Espera ai! Tem um homem na minha casa! Pior eu não o conheço e ele sabe meu nome. Desesperadamente me virei e voltei correndo para o cômodo anterior.

– Quem é você? — Me aproximei de uma pequena mesa que havia no canto de minha sala e peguei um vaso que estava ali.

– Calma.

– Como entrou aqui?

–Pela porta.

– Espera ai, eu te conheço. Você é o cara da cafeteria.

– E o que você viu ontem de noite também. — Ele deu uma piscadinha.

– Mas que droga! O que você quer? — A essa altura eu já gritava e ameaçava jogar o vaso nele.

– Calma boneca, abaixa isso ai. — Disse, apontando para o objeto que estava em minhas mãos.

– Não me chame de boneca.

– Olha que tal você se acalmar e então nós podemos conversar, você poderá me perguntar o que quiser.

– E seu eu não aceitar?

– Te amarro e faço você me escutar a força.

– Jura? Acha que eu vou confiar em vo... Ai meu caramba! Esse é o moletom que você usava ontem? — Ele assentiu. — Que lindo. — Meus olhos brilhavam.

– Vem cá você é louca?

– Eu quero um moletom igual a esse. — Falei ignorando totalmente sua pergunta anterior.

– Okay, então que tal assim, nós conversamos e depois eu posso te dar um moletom igual a esse. Aceita?

– Pode ser. — Sorri.

– Acho que você já pode abaixar o vaso agora.

– Ah verdade. — Coloquei-o de volta no lugar. — Espera! Cadê meu cachorro?

– Aquele bicho barulhento?

– Olha como você fala do meu Connor. Onde ele está?

– Tranquei no banheiro.

– Seu sem coração. Tadinho dele.

– Bom depois você solta ele. Agora que tal conversarmos?

– Tudo bem. Antes de tudo qual é seu nome?

– Desmond.

– Gostei, é diferente.

– Todas gostam. — Ele piscou. Que coisa irritante.

– Deixa de ser convencido, por favor?

– Tá legal. Então vamos começar nosso papo.

– Fazer o que. — Dei de ombros e sentei-me no sofá.

– Só pra confirmar, onde está sua família?

– Os meus familiares mais próximos morreram e os outros que se ferrem.

– Carinhosa você hein?!

– Pare de reclamar.

– Mas isso é bom.

– Reclamar?

– Não lerdinha, você ser agressiva.

– Vem cá será que dá para você ir direto ao assunto?

– Você é uma assassina. — Meus olhos se arregalaram levemente.