Os dias foram se passando. Érica passou todas as horas do seu dia chorando e arrastando-se aos pés de Helena. As pessoas percebiam que algo estava acontecendo entre as duas e Helena sabia também que se Érica continuasse fazendo seus dramas patéticos, uma hora ela sem querer iria soltar para algum desconhecido o que realmente tinha acontecido. Roberta não era boba nem nada, após ver os olhares felizes de Ana Laura, aconselhou Helena a reatar seu relacionamento com Érica, afinal se Helena continuasse solteira Roberta sabia que Ana Laura partiria para o ataque e Helena cederia uma hora ou outra.

Havia dias que passavam lentamente e outros ligeiramente. Helena tentava trocar o minimo de palavras com Ana Laura que tenta fielmente puxar assunto com ela. Helena tentava também trocar olhares com Ana Laura, mas aquilo era realmente quase que impossível porque hora ou outra Ana Laura virava-se a procura dos olhos de Helena e quando os achavam ficava alguns minutos olhando-os e a atitude era reciproca, Helena não resistia aos olhares da garota ruiva.

Helena e Ana Laura acreditavam que quantos mais os dias se passassem mais rápido ambas iriam conseguir esquecer o único e primeiro beijo que haviam dado, mas as coisas não estavam funcionando desta forma, pois cada dia que passava mais elas lembravam do beijo e do efeito que ele teve sobre elas, cada dia que passava elas se desejavam ainda mais mesmo que se evitassem. Roberta sabia que algo havia acontecido entre Helena e Ana, mas não conseguia descobrir o que... Mesmo que ela fosse melhor amiga de Helena, a garota não seria tola de contar que havia beijado Ana, afinal Roberta já tinha desabafado que estava afim de Ana para Helena.

Roberta não conseguia entender porque Helena sempre chamava a atenção de mais garotas do que ela, afinal Roberta era uma garota corpuda com um cabelo enorme e negros, tinha uma pele morena sem qualquer imperfeição e olhos castanhos claros, era uma mulher realmente gostosa linda, já Helena era baixinha, branquela, cabelo curto e castanhos, olhos enormes e verdes. Roberta não conseguia ver qualquer beleza em Helena.

—Porque vocês se olham tanto? -Roberta perguntou a Helena.

—Vocês quem? -Helena perguntou baixando a cabeça.

—Você e a gata da Ana Laura. -Roberta respondeu. -Vocês duas estão estranha. Me conte o que aconteceu.

Helena olhou para a sua amiga e sentiu um forte aperto no peito.

—Não aconteceu nada. -Helena falou seca.

O céu estava incrivelmente azul, o dia poderia ser perfeito se não fosse pelo som dos choros de Érica que atravessavam o pátio da escola. Lá vinha Érica com o rosto vermelho, os olhos inchados, o nariz amaçado e com a maquiagem borrada, ela atravessou o pátio do colégio com a mão no rosto, enxugando as lagrimas com um lencinho aos pedaços.

—Helena vamos conversar! -Érica falou com a voz roca.

—Érica, eu não quero conversar! -Helena falou, então a garota chorou ainda mais. -Para de chorar!

—Paro só se você voltar comigo! -Érica falou.

—Olha, pare de chorar e a gente conversa hoje de tarde lá naquela arvore que a gente ia para fumar... -Helena falou.

Érica a olhou e sou um sorrisinho de canto, enxugou as lagrimas e saiu como se tivesse conquistado o prêmio Nobel.

—Vai voltar com ela? -Roberta perguntou.

—Não, só estou enganando-a para ela poder parar de chorar e meus ouvidos descansarem por um tempo. -Helena falou.

O sinal tocou indicando que o intervalo havia acabado. Roberta e Helena moveram-se até a sala até que Helena percebeu a ausência de Ana Laura, a garota ruiva não tinha ficado com elas no intervalo, tinha desaparecido e até o momento estava ausente, Helena sentiu-se um pouco preocupada com a garota, então mentiu para sua amiga e foi a procura da garota ruiva.

Helena andou pelos corredores do colégio, passou pelo pátio, olhou nas salas, nos laboratórios e então foi até os banheiros, e para a sua surpresa Ana Laura estava sentada no chão chorando.

—Porque choras? -Helena perguntou agachando-se ao lado da garota.

Ana Laura a olhou e chorou ainda mais.

—Problemas em casa! -Ana Laura respondeu.

Helena então tomou uma atitude inesperada, abraçou a moça que continuou a chorar.

—Pare de chorar. -Helena falou erguendo a cabeça de Ana. -Sorria para mim!

Ana Laura sorriu e Helena ficou admirando teu sorriso, e sorriu também. Então Helena teve o seu (maldito) impulso novamente e beijou Ana Laura, mas agora o beijo foi diferente, era um beijo desejado, doce e sincronizado. Helena colocou suas mãos na nuca de Ana Laura e puxou levemente seu cabelo, Ana Laura por outro lado colocou uma mão na cintura e outra na coxa de Helena, uma puxava daqui a outra apertava de lá. Helena sentia como se seu corpo estivesse em chamas, ela não queria parar aquele beijo, ela queria continuar, queria tirar a roupa ali mesmo e se entregar sem medo, e cada vez que Ana Laura apertava sua coxa mais vontade ela tinha de tirar a roupa. E o mesmo acontecia com a outra garota, se sentia em chamas. As mãos subiam e desciam, estavam quase sem suas blusas e já estavam deitadas no chão. Ana Laura então começou a beijar o pescoço de Helena, começou a subir sua blusa e até conseguiu tirá-la com facilidade, agora só faltava o sutiã, Ana Laura então começou a descer os beijos do pescoço até o colo e passou suas mãos para trás das costas de Helena em busca de como abrir o sutiã. Apesar da pouca idade Ana Laura era uma mulher vivida e sabia fazer muitas coisas, em segundos abriu o sutiã de Helena e sem mais delongas tirou o sutiã dela e abocanhou seus seios, mordiscava o bico e levava Helena a loucura. Helena mesmo inexperiente, virou-se de forma que ficasse em cima de Ana Laura e tirou sua blusa, logo seu sutiã e fez o mesmo que ela, abocanhou seus peitos (lindos peitos e grandes). Elas estavam louca já e tinham perdido a noção de tempo e espaço, Ana Laura estava quase tirando a calça de Helena até que ouviram um barulho, alguém estava entrando no banheiro. Nem se vestiram, apenas levantaram-se e trancaram-se em uma cabine do banheiro, ficaram la tentando controlar sua respiração.

Era só a faxineira, mas as garotas continuaram paradas, não colocaram a blusa e nem o sutiã, ficaram apenas se olhando até que a mulher saísse do banheiro. Assim que a mulher saiu, o clima das duas garotas tinha ido embora e elas deram apenas um selinho, e vestiram-se. Voltaram para a sala como se nada tivesse acontecido, falaram que uma delas estava passando mal e a outra ficou para ajudá-la.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.