Notas iniciais
Espero que gostem de cada capitulo novo e me perdoem pela demora, valeu pelas reviews e muitos beijos. Não esqueçam de comentar!

Capítulo VIII

Rin ficou parada, no meio da sala, a mente se recusando a funcionar.

- Sua irmã acaba de recuperá-lo após três longos anos – Sesshoumaru comentou salvando-a.

-Nós acha natural que esteja com um pouco de ciúme de dividi-lo com outra pessoa, ao menos no início?

- Puxa vida, Rin, eu não tinha pensado nisso!

Rin se dirigiu a Shippo e abraçou-o, os olhos fixos em Sesshoumaru, cheios de gratidão.

- Desculpe querido. É só por alguns dias, está bem?

- Claro. Eu não me importo. Eu posso esperar.

- Obrigada.

- De nada. Afinal, para que servem os irmãos?

Um desastre havia sido evitado, Rin pensou aliviada.
Quanto tempo, porém, demoraria em surgir o próximo? Shippo estava desconfiado. As perguntas certamente viriam. Ele era muito esperto. Embora ainda não a tivesse encostada a parede, seus olhos diziam tudo. A cada dia que passava, sua curiosidade com relação à Sesshoumaru se tornava mais evidente.

- Shippo está desconfiado de nós — Sesshoumaru falou a Rin a noite, quando ficaram a sós na cozinha, após Shippo ir para a cama.

- Sim, eu sei. Está sendo difícil para nós. Mas a solução não deve demorar, não é?

- Espero que não. Anseio pela libertação.

- Eu também.

- Você não olha mais para mim, Rin — ele desabafou. — Ao menos não nos meus olhos. Eu tento encará-la, mas seus olhos estão sempre dirigidos a um ponto atrás dos meus ombros. Por quê?

Ela se pôs a lavar a louça. O apartamento novo contava com uma máquina para esta finalidade, mas a tarefa, de repente, lhe pareceu uma ótima desculpa para continuar não encarando Sesshoumaru.

- Eu continuo a mesma. É impressão sua.

- Não, não é. Você nem sequer conversa mais comigo. Conte-me o que está acontecendo, Rin. Você mudou desde que soube que eu tinha uma amante.
O impacto foi tanto que Rin deixou um prato cair.

- Sua vida pessoal não me diz respeito. Aliás, falando em vida pessoal, eu soube que você ansioso por voltar para sua casa.

- Os deveres me chamam. Tenho responsabilidades das quais não posso fugir.

- Imagino que sim — Rin respondeu com um fio de voz.

Ela continuava de constas para Sesshoumaru, mas, sem que o visse, pôde sentir intensamente sua presença às suas costas.

- Você já viajou alguma vez? — ele perguntou, de repente, seu calor inundando-a.

- Uma vez, se um rápido atravessar de fronteira pode ser chamado de viagem — ela respondeu, sem coragem para se afastar e romper o tênue contato. — Estive El Paso, no México, quando ainda era criança.

- Sente vontade de conhecer outros lugares, outros países?

A voz macia penetrava suavemente em seus ouvidos. Todas as fibras do seu corpo vibravam à proximidade. Ela precisava se concentrar.

- Sinto. O mundo é imenso e u adoraria conhecer ao menos um pouco dele. Shippo também gostaria, tenho certeza.
Mas até que ele se recupere plenamente e eu consiga economizar, levará muito tempo.

- Ele ainda é pequeno. Tem a vida toda pela frente.

- Ele gosta de você — Rin afirmou.

- Também gosto dele. O garoto tem personalidade. Como a irmã.

As mãos de Sesshoumaru enlaçaram a cintura de Rin e a fizeram se curvar para trás. Ele encostou o rosto em seus cabelos. Sua respiração se tornou ofegante. Rin não conseguiu se afastar.

Rin não queria se mover. Tudo o que queria era fechar os olhos e se entregar à doçura daquele abraço.

- O que aconteceu conosco, chérie? — Sesshoumaru sussurrou.
- Porque se afastou de mim?

Ela mordeu o lábio até sentir dor.

- Somos muito diferentes.

- Diferentes ao mesmo tempo tão parecidos.

- Sim, eu sei — ela respondeu, acariciando as mãos que pressionavam sua pele, agora com mais força.

- Gosto de música clássica e você também — Sesshoumaru continuou. — Se estivesse ao meu alcance, preferiria viver uma vida mais simples.

- Por que diz isso?

- Não posso escolher. Tenho deveres e responsabilidades, conforme já disse. Muitas pessoas dependem de mim.

As mãos de Rin haviam se tornado involuntariamente exigentes sobre as dele. Seu corpo tremia. Ela ergueu ligeiramente o rosto.
Sesshoumaru não pôde se controlar. Sua boca procurou a curva do pescoço de Rin. Beijou-a repetidas vezes, depois mordiscou-a.

- Há Câmeras e microfones em todos os Cômodos. Inclusive neste.

-Tenha você percebido ou não, seus pequenos movimentos foram um convite para mim. Não foi possível recusa-lo. Mas você está disposta a divertir nossos observadores?

Rin se afastou bruscamente, os olhos chocados.

- Foi você que começou!

-O desejo o tornara rígido e zangado.

- Está sugerindo que eu a obriguei? Que a induzi ao pecado?

- Você induziria uma pedra a pecar com sua voz macia

Rin protestou entre os dentes. — Aposto que não teve uma amante, mas dúzias!

- Por que isso a interessaria? — ele respondeu com sarcasmo. — Não declarou, há poucos instantes, que minha vida pessoal não lhe interessa?

- E não interessa mesmo!

Os olhos achocolatados brilhavam no rosto contraído de dor e mágoa. Os de Sesshoumaru faiscavam de desejo e frustração.

- O que quer de mim?

- Quero que vá embora! Quero que suma da minha vida!

Rin exigiu.

- Com prazer. Farei isso assim que agarrarem os homens que estão tentando me matar.

- Estão tentando mata-lo, primo Pedro? — soou uma voz tensa atrás deles.

Sesshoumaru se virou imediatamente. Shippo, de pijama, parecia arrasado.

- Por que está acordado? – Sesshoumaru perguntou gentilmente.(caso isso seja possivel)
- Não conseguiu dormir ou teve um sonho mal?

- Não consegui dormir por causa do barulho. Eu nunca havia ouvido minha irmã gritar antes.

- Comigo, no entanto, é algo comum — Sesshoumaru retrucou.

- Não ligue — Shippo murmurou. — Quando a conhecer melhor, verá que é uma pessoa

incrível.

- Eu sei disso — Sesshoumaru respondeu, encarando Rin de um jeito que a fez corar até a raiz dos cabelos.

- Quem está tentando matá-lo? — Shippo insistiu.

- Foi apenas uma figura de linguagem – Sesshoumaru tentou disfarçar.

- Não, não foi. Eu já vi homens em outros apartamentos olhando as nossas janelas com telescópios. Também descobri duas Câmeras escondidas e um microfone no bocal do telefone. Ele está grampeado.

Os adultos se entreolharam, surpresos.

- Como você fez isso?

- Eu abri o bocal do telefone e vi. Gosto muito de assistir filmes policiais e de espionagem. Acho-os excitantes. Espero que não aconteça nada de mal com você, é claro, mas caso uma bala o acerte, eu saberei como acudi-lo. Vi um documentário, ontem mesmo, sobre primeiros socorros.

Sesshoumaru escondeu o rosto entre as mãos e riu. Rin resmungou.

- Oh, Shippo, você não deveria ficar vendo esse tipo de coisas.

- Não tenho medo. Quando crescer acho que vou estudar medicina.

- Pois por enquanto, eu acho melhor que vá para a cama.

Rin sorriu.

- Está bem, — o menino concordou, olhando ora para um, ora para o outro. — Vão começar a brigar outra vez, assim que eu fechar a porta do quarto?

- Não, eu prometo — Rin garantiu. — Estou cansada. Também vou dormir daqui a pouco.
A caminho do quarto, Shippo parou na frente de Sesshoumaru e o encarou significativamente.

- Você não tem sotaque espanhol. Seu inglês tem um forte sotaque.

- Você é muito inteligente e perspicaz -Sesshoumaru elogiou. — Não se deixa enganar facilmente.

O menino inchou de orgulho.

- Obrigado. Isso significa que vão me contar exatamente o que anda acontecendo aqui?

- Não — Sesshoumaru respondeu categórico.

Shippo deu de ombros.

- Às vezes se ganha, às vezes se perde. Boa noite.

- Ele daria um bom diplomata – Sesshoumaru comentou assim que o garoto se recolheu. — É observador e intuitivo.

- Pois espero que não siga essa profissão. Veja o que ela fez com você!

- Sua língua é afiada — Sesshoumaru murmurou, — ninguém, muito menos uma mulher, já ousou falar comigo como você fala.

- Com medo de terem suas cabeças decepadas, provavelmente.

- No passado, essa punição seria uma possibilidade, mas hoje não. Você não tem a menor idéia sobre a cultura oriental, não é?

- Sei que seu país é dono de grande parte da reserva petrolífera do planeta e que todos a desejam.

- Acertou.

- Sei que possui um rei e um parlamento. Sei que ele foi criado após a Primeira Guerra Mundial depois de um desmembramento da Arábia. Sei também que vocês importam maquinários dos Estados Unidos e da Alemanha, que suas universidades são as mais antigas do Oriente Médio.

- Muito bem.

- Comprei uma enciclopédia há alguns meses. Aliás, ainda não terminei de pagá-la. Consultei-a assim que esta trama começou e não encontrei a foto do seu rei. Pesquisei em revistas e jornais de sucesso, também. Por que não exibem fotos do seu rei em lugar algum?

- Por causa dos riscos que a publicidade acarretaria. Nosso rei já sofreu outros atentados.

- Quer dizer que estão atrás de seu rei como estão atrás de você? — Rin perguntou, inocente.

Sesshoumaru hesitou.

- Estão.

- Espero que ele esteja seguro.

- Pode apostar — Sesshoumaru retrucou com ênfase. — Está bem guardado até demais.

No apartamento vizinho, vários agentes riam.

- O que está querendo dizer? — Rin estranhou.

- A CIA o instalou no mais luxuoso dos hotéis com guardas por toda parte. Ele nunca comeu tão bem na vida. Quando sair de lá, deverá ter engordado uns vinte quilos.
Rin riu. Era a primeira vez que ria em dias.

- Ele é bonito? Não acredito que existam reis bonitos.

- Se está querendo brincar, eu a convido para uma partida de xadrez.

- Sinto muito, mas não sei jogar.

- Eu ensino.

Rin fez um movimento negativo com a cabeça.

- Estou muito cansada. Foi uma semana difícil. Para todos nós — acrescentou. — Você está abatido.

- Estou. Sinto-me cansado e também desapontado.

- Por quê?

- Eu tinha certas esperanças, mas elas deram em nada.

- Mas... e aquela mulher em seu país? — Rin indagou, perplexa.

- Ela era minha amante. O relacionamento acabou.

- Não estava me referindo a ela, mas à outra.

- Que outra?

- Aquela com quem você vai se casar! Rin quase gritou.

Sesshoumaru prendeu o fôlego. Não conseguia encontrar palavras adequadas.

- Então eu vou me casar?

- Kouga me comunicou.

A expressão de Sesshoumaru se tornou homicida.

- Ainda bem que aquele sujeito não está aqui neste momento e que não tenha planos para viajar ao meu país quando o enigma terminar. Tenho certeza de que ficaria muito interessante na ponta de uma cimitarra!

- Porque ficou tão zangado? Ele só me transmitiu a notícia.

- Só!

Da raiva, Sesshoumaru passou à mais absoluta calma. Rin estava com ciúmes. Estava magoada, também. Sua mudança de comportamento, de repente, fazia sentido. Ela o queria. Tudo daria certo. O alívio foi tão grande que uma paz celestial o envolveu. Precisava levar Rin ao altar o mais rápido possível.

Não parou para pensar que seus planos poderiam não ser justos para ela. Sempre agira de acordo com seus próprios impulsos, sem levar em conta os sentimentos dos outros. Estava se comportando como sempre se comportara. A seu ver, não havia uma única razão pela qual Rin pudesse recusá-lo. Ela se tornaria uma rainha. Seu irmão teria tudo que desejasse na vida.

- Meus planos para o casamento ainda não estão finalizados.
Ele informou friamente. — A noiva em questão ainda não foi participada.

- Ela te ama? — Rin perguntou, antes que pudesse se controlar.

Seus olhos desmentiram qualquer negativa, Sesshoumaru pensou. Aqueles olhos o fitavam com adoração.

- Sabe, chérie, eu acho que sim.

- Nesse caso, desejo felicidades — Rin murmurou com um sorriso triste.

Ele não tinha forças para afastar os olhos dela. Rin era tão linda.

- Sentirá minha falta quando eu voltar para meu país?

- Eu e Shippo sentiremos.

- Eu também sentirei falta de vocês.

Que Rin gostava dele, era óbvio. Mas e quanto a amar?
Seu sentimento era tão profundo assim? Inclinou-se lentamente para beijá-la. Era incrível, mas embora tivessem dormido em uma mesma cama e se entregue a carícia íntimas, ainda não haviam trocado um beijo.

Ela recuou.

- As câmeras...

Sesshoumaru a tomou pela mão e puxou em direção ao banheiro.

- Para onde está me levando? Oh, não, ai não!

- É o único lugar da casa onde Kouga não deve ter instalado Câmeras ou microfones — Sesshoumaru explicou.(Bem foi o unico lugar que talvez não houvesse cameras, eu acho)

Com as costas apoiadas contra a porta, Rin se sentia excitada e ao mesmo tempo assustada.

- Não quero!

- Sim, você quer. Acha que eu estou traindo a mulher com quem pretendo me casar. Isso a faz se sentir culpada por aceitar meus carinhos.

Ela não teve de responder. A resposta estava escrita em seu rosto.

- Conforme eu pensei — Sesshoumaru murmurou com um sorriso. — você é tão jovem, chérie. Tão pura...

Ao sentir o contato dos lábios mornos, Rin prendeu a respiração. Em seguida, com a ponta da língua, Sesshoumaru tentou experimentar o interior da boca.
De tensos, os músculos e nervos de Rin passaram a rígidos. Ele se afastou e tornou a beijá-la bem devagar, com toques suaves dos lábios. Quando a sentiu relaxar, tentou introduzir a língua novamente entre os lábios. Rin não sabia sequer beijar. Era maravilhoso.

A idéia de fazer amor com uma virgem era excitante. Conforme sentia Rin pouco a pouco corresponder e abraça-lo. Primeiro timidamente, depois com paixão, ele sorriu. Seus corpos agora estavam pressionados um contra o outro. Ela não protestava mais. As carícias, então, foram se tornando mais ousadas.
Rin agora abria a boca aos movimentos sensuais de sua língua. Seu corpo se submetia à pressão ardente de seu sexo firme. Estava se entregando às experiências amorosas. Dava-lhe tudo o que ele pedia.

Mesmo quando sentiu que Sesshoumaru tentava separar-lhe as pernas com um movimento do próprio corpo, para senti-la com se fosse verdadeiramente sua amante, não se recusou. Apenas as roupas os separavam. Ele até se movia ritmicamente para lhe proporcionar uma idéia de como seria o momento supremo.
Era quase tarde demais para interromper o que haviam começado. Ele não conseguia se afastar e ela não queria que ele se afastasse.

- Por mil razões, não pode ser — Sesshoumaru disse, trêmulo.

- O prazer está se tornando urgente demais, e doce demais. Tudo o que preciso fazer é nos livrar das roupas. Não é certo. Não quero que me conheça completamente, de pé, contra a porta de um banheiro. Deixe-me parar enquanto posso. Estou excitado demais para ser gentil. Você sentiria dor.

Ela beijou-a no rosto, com gentileza, para fugir da tentação. Depois a abraçou e beijou os olhos.
No início ela tremeu muito. Depois se acalmando. Não sentia vergonha do que fizera. Relutante, abriu os olhos.

- Você não sabe nada sobre homens — Sesshoumaru afirmou, rouco. — Acredita realmente que eu já experimentei tanto desejo e paixão por alguém?

- Rin, só uma vez na vida um homem sente uma emoção tão avassaladora, e isso se tiver sorte. Pela magia dos nossos sentimentos, não quero transformar nossa relação em uma simples entrega de corpos sobre uma cama.

Ela corou.

- O que sinto por você não é apenas sexo.

- Como você não quis mais se aproximar de mim, depois da noite que passamos juntos, eu pensei que tivesse considerado nosso impulso um erro e decidido me esquecer.

- Eu tenho vivido em fogo desde aquela noite — Sesshoumaru confessou. — No início eu não parava de pensar em despi-la e aliviar a dor que você me provocara. Aquelas idéias, porém, me envergonham. Eu não podia querer apenas algo tão físico, sabendo o quanto você era frágil e vulnerável.

- Foi por esse motivo que passou a me ignorar?

- Foi única arma com a qual eu pude me proteger. Depois nos mudamos, e Kouga instalou câmeras e microfones por toda a parte.

- Mas você me trouxe ao banheiro.

- Onde recuperei a razão a tempo — ele a lembrou. — Gosto demais de você para usá-la, por mais que a queira. Um homem que se preze, por mais inflamado que esteja, precisa se controlar ao extremo se quiser dar prazer a uma virgem.
Ele precisa imitar o vento sobre o deserto. Ser lento, suave e delicado até que ela esteja preparada para recebê-lo.

Rin sentiu o sangue lhe ferver nas veias e abaixou os olhos.

- Você ainda evita olhar para mim. Por quê?

- Porque ainda sinto um pouco de vergonha.

- Mesmo depois de termos dormido juntos, sem qualquer peça de roupa para nos cobrir?

- Não nos tornamos amantes.

Ele puxou a cabeça de Rin de encontro ao peito e acariciou seus cabelos.

- Nos tornaremos em breve, mas não como conspiradores que precisam se esconder pelos cantos.

- Não estou entendendo.

- Acha que sou um miserável, Rin? Acha que eu poderia fazer amor com você se tivesse uma mulher esperando em casa, prestes a se tornar minha noiva?

Ela não havia parado para pensar sobre isso. A curiosidade a invadiu.

- Mas Kouga me contou que...

Ele a fez se calar com um rápido beijo.

- Kouga lhe disse que eu estava impaciente para terminar logo com essa charada porque queria me casar. Eu ainda quero, e o mais breve possível, mas haverá uma série de obstáculos e dificuldades até chegar esse dia.

Rin sentiu um arrepio. Sob suas mãos, o coração de Sesshoumaru batia com força. Incapaz de se controlar, ela começou a desabotoar a camisa de seda.

- Adoro toca-lo.

- Tenha paciência — ele pediu.

Ela ergueu os olhos e, dessa vez, não os afastou.

- Acha errado?

- Sim tenho planos para me casar com alguém do meu país, embora a cerimônia precise ser realizada lá. Faço parte do governo. Não posso me casar em segredo. Você entende?

- Sim. Isto é, não.

- Rin, eu quero me casar.

- Com quem?

- Com você, é claro. — Um beijo impetuoso os uniu. — quem mais é a dona de todos os meus pensamentos?

Rin, case-se comigo!