A Noiva do Rei

11 Capítulo 11


CAPÍTULO XI

Rin sentiu o coração disparar loucamente no peito. Ficou imóvel, com medo de acreditar em seus ouvidos.

- Sesshoumaru? — murmurou.

- Sim.

Ela se virou, os olhos azuis imensos e incrédulos. Ele parecia abatido, como se as últimas semanas o tivessem esgotado. Havia Três homens ao seu redor. Todos muito altos e morenos. Shippo os fitava, fascinado. Sesshoumaru trajava uma roupa impecável. Um terno azul-marinho com risca-de-giz e camisa de seda branca.

- Oi — cumprimentou-o, hesitante. Não sabia o que fazer. Deveria se inclinar? Deveria chamá-lo de “Majestade”? Seu constrangimento deveria estar tão evidente que

Sesshoumaru a chamou.

- Rin?

- Eu...você não quer sentar? Na sala? — Ela deu um passo para trás. — Shippo e eu o vimos pela televisão. Ficamos contentes que os culpados tenham sido apanhados. Ainda bem que sua irmã era inocente. Você deve estar muito aliviado.

- Sim — ele respondeu, sério e formal.

Ela olhou em direção à sala. Shippo voltara para lá e conversava animadamente com um dos seguranças.

-Shippo está quase se recuperando. Logo poderá voltar para a escola.

- E você, Rin como está?

- Estou ótima, como pode ver. — O sorriso forçado estava começando a magoar os músculos do seu rosto. — Aceita uma xícara de café?

- Iria bem.

Ela se virou para pia e depois para o armário. Apanhou uma xícara trincada e devolveu-a rapidamente. Precisava encontrar algo que servisse para um rei.

Ele se aproximou por trás e prendeu suas mãos frias nas dele.

- Não! — Sesshoumaru suplicou. — Pelo amor de Deus, não me trate como a um estranho!

- Mas você á. — Rin fechou os olhos para impedir que as lágrimas deslizassem por seu rosto, mas foi em vão.

- Você é um rei!

Ele a fez girar e se amoldar ao seu corpo conforme se inclinava e se apossava dos seus lábios que tremiam sob os dele. Sesshoumaru parecia ter se esquecido de que não estavam sozinhos.

As lágrimas chegaram até a boca de Rin e ele as secou com beijos.

- Tantas lágrimas — ele sussurrou — Salgadas, quentes e doces, ao mesmo tempo. Elas me dizem que você me ama chérie.

Por alguns segundos, Rin se entregou a mais um novo beijo, com todo o desespero da saudade. Mas não podia se esquecer de quem ele era. Afastou-se e baixou a cabeça.

Ele segurou-lhe a mão e a levou para junto do coração que batia muito forte e rápido.

- Ela apareceu na televisão — Rin informou.

- Yasmin?

Rin negou com um movimento de cabeça.

- Kagome? – Sesshoumaru a obrigou a encará-lo. — E você pensou... Sim, já percebi. Seu rubor foi à resposta.

- Ela é linda.

- Mas não é você — Sesshoumaru retrucou, simplesmente. Tocava-a ao rosto a todo instante, como se tivesse se esquecido de suas feições ou como se estivesse ansioso por revê-las. — Não telefonei porque achei muito difícil falar com você do outro lado do mundo. Eu precisava tê-la por perto, como agora, para poder fita-la , para poder sentir seu calor, sua respiração, quando fala comigo.

- Eu pensei que você me esqueceria assim que chegasse em sua casa. Pensei que o que aconteceu seria lembrado apenas como um pesadelo.

- Eu não dormi — Sesshoumaru declarou. Trabalhei sem cessar para a libertação da minha irmã. Foram dias difíceis e exaustivos. Assim mesmo não pude me esquecer do sabor de seus beijos e do calor dos seus braços.

Ele a segurou pelo queixo.

- Você disse, um dia, que me amava o bastante para arriscar a casar comigo. Ainda me ama?

Rin hesitou.

- Sesshoumaru você é um rei. Eu poderia... Eu poderia ser sua amante. Eu poderia fazer parte de sua vida nesses termos. Você não precisa se expor. Há tanta gente em seu país que não gosta dos americanos.

- Eu não quero uma amante. Eu quero uma esposa. Você. Quero que seja a mãe dos meus filhos, que tenha o meu nome, que seja minha rainha.

- Nossos filhos seriam meio-americanos.

Ele sorriu.

- Quer vantagem política maior do que essa? Não acha interessante eu ter uma esposa americana nessa situação complicada dos dias atuais? Já fiz todas as comunicações necessárias. Já acalmei os ânimos, convenci os adversários e aplaquei iras. Fiz tudo isso desde que parti — E já tomei todas as providências para o nosso casamento. — Ele a beijou, tirando-a do transe. — Até o vice-presidente da empresa, onde você trabalha, prometeu ir. E Kouga,é claro.

- Não será uma cerimônia simples. — Ela mordeu o lábio. — Pare de fazer isso –

Sesshoumaru protestou. — Como poderei beijá-la, caso se machuque? Não, não será uma cerimônia simples. Será um casamento magnífico. O mundo inteiro o televisionará. Seu vestido de noiva será trazido de Paris, juntamente com a melhor costureira. Ela estará à sua disposição, no palácio, para fazer os ajustes necessários.

- Palácio — Rin repetiu, sonhadora.

- Eu sou um rei, lembra-se? — Sesshoumaru roçou seus lábios nos dela. — A maioria dos reis vive em palácios. A menos que sejam pobres, é claro. Eu não sou. Meu país é muito rico. Meu povo é cosmopolita e nossa economia excelente.

- Eu serei uma rainha!

- E Shippo terá tudo que quiser. Contratarei os melhores professores do mundo para ele.

Poderá estudar em Oxford, se quiser, quando chegar a hora de ingressar em uma faculdade.

Rin se perguntou se estava sonhando. Chorava tanto, sofrera tanto, e agora Sesshoumaru estava abraçando-a e dizendo que a queria como antes, que a queria para sua esposa.

- Só mais uma pergunta.

- Qual?

- Você me ama?

Os dedos de Sesshoumau deslizaram lentamente do rosto de Rin até seus lábios, queixo e pescoço.

- Essas palavras só podem ser ditas na privacidade de um quadro — ele declarou, solene.

- Tenha paciência. Eu nunca as disse antes.

Rin sentiu um intenso calor. O brilho dos olhos de Sesshoumaru dizia tudo o que ela queria saber.

- Diga que se casa comigo — ele repetiu. — Diga que sim.

- Sim, eu me casarei com você.
Nesse instante, ele beijou sua testa com uma ternura diferente.

- Agora — ele sussurrou — começa o protocolo.

Até aquele momento Rin não tinha idéia do que seria um casamento com um chefe de Estado. Ela e Shippo foram levados para Mozambara, a capital de Saudi Mahara, como pássaros migratórios. Não houve tempo para arrumar as bagagens, nem providenciar a mudança, nem fechar o apartamento. Os homens de Sesshoumaru se incumbiram de todas as providências.

Shippo foi instalado em uma suíte e um empregado pessoal foi designado para assisti-lo. Vestiram-no com roupas caríssimas. A qualquer espirro, poderia se consultar com o médico da corte. No dia seguinte, recomeçaria com as aulas, dada por um excelente professor. O luxo do palácio era tanto que ele se recusava a fechar os olhos. Seus menores desejos eram prontamente atendidos.

Preocupada, Rin pediu uma audiência com o rei. Depois de sua chegada, não tornaram a se encontrar a sós. Era contra os costumes.

- Ele ficará muito mimado — protestou.

- Deixe que fique — Sesshoumaru afastou seus temores. – Shippo já sofreu muito para um menino de sua idade. Deixe que aproveite enquanto pode. E, por favor, pare de se preocupar.

Ela examinou a sala do trono. A mesma que vira pela televisão e que estava quase sempre cheia de consultores, potentados estrangeiros e políticos.

- Não podemos nem jantar a sós?

- Só mais uma semana — Sesshoumaru prometeu, os olhos escuros de desejo. — Depois poderemos ficar sozinhos o quanto quisermos. Sonho com você todas as noites, Rin.

- E eu com você

Ele respirou fundo.

- Poderia me deixar agora? Daqui a pouco estarei tão excitado que todos os guardas perceberão.

Rin sufocou o riso e saiu sob os olhares curiosos de diversos homens.

Os dias demoravam a passar. Ela se entretinha com seu vestido de noiva que não poderia ser mais deslumbrante. Feito de renda, em Paris, deveria ser mais caro que um iate. Mas era preciso, conforme Sesshoumaru lhe dissera. Estava se casando com um rei. A rainha Rin precisava estar a altura de seu noivo. Rainha Rin. Ela balançou a cabeça. Levaria muito tempo até se acostumar com essa súbita mudança em sua vida.

Tinha a companhia de Shippo algumas horas do dia. O restante era dedicado aos sonhos do casamento que se realizaria nos jardins do palácio entre as flores e as fontes. Só em olhar para Sesshoumaru, à distância, ela sentia o coração bater mais depressa. Logo estariam juntos sem olhos os espionando. O pensamento lhe tirava o fôlego.

O grande dia finalmente chegou. O buquê de orquídeas tremia em suas mãos geladas. Shippo, tão ricamente vestido quanto o noivo no altar, procurava acalma-la.
Jornalistas e repórteres se espalhavam por toda a parte. A multidão era enorme. O povo de Saudi Mahara, para sua alegria, não parecia relutante em saudar a rainha americana.

Ela manteve os olhos fixo em Sesshoumaru conforme caminhava pela nave da igreja. O altar parecia inatingível. Estava aterrorizada. Quanto mais se aproximava, mais o terror aumentava. Estava reconhecendo, nas primeiras filas, as figuras mais ilustres do mundo. Pessoas que só pudera ver pela televisão. Mas, embora com os nervos em frangalhos, Rin seguiu de cabeça erguida, o porte perfeito.

O orgulho de Sesshoumaru era evidente. Ele lhe estendeu a mão e juntos se entreolharam perante o padre que conduzia a cerimônia.

Mais tarde, ela não se lembraria de muitos detalhes, exceto de que a emoção a fizera chorar. Depois de trocarem as alianças, e de serem pronunciados marido e mulher, Chorou. Sesshoumaru segurou seu rosto com ambas as mãos e olhou-a de um jeito que jamais esqueceria. Depois se inclinou e beijou-a, diante da audiência que murmurava sua aprovação.

Foi um casamento de contos de fada. Os cumprimentos foram efusivos. Sesshoumaru permaneceu a seu lado durante todo o tempo, apertando as mãos de todos os convidados. A recepção se prolongou por toda a noite. Rin tinha certeza de que nunca se sentira mais cansada na vida. O que era uma pena, pois queria estar bem acordada e vibrante para o momento em que passaria a ser verdadeiramente a esposa de Sesshoumaru. Para sua noite de núpcias.

No entanto, quando ele a levou par a suíte real e fechou a porta, ela quase rompeu em lágrimas.

- O que foi? — Ele perguntou gentil.

- Estou tão cansada. Foi um dia maravilhoso mas muito longo, e eu queria me sentir forte e excitada...

Ele a fez calar com um beijo.

- Está me dizendo que está cansada demais para fazer amor, mas eu já sabia. Pobre pequena! Os deveres de uma rainha às vezes são difíceis de cumprir. Mas não se preocupe. Esta é apenas a primeira noite de toda uma vida.

-Mas eu quero você. Nós esperamos tanto!
Ele tornou a beijá-la.

- Vou despi-la agora e deita-la em minha cama. Depois me despirei também e deitarei ao seu lado. Dormiremos nos braços um do outro. Pela manhã, quando você estiver bem descansada, faremos amor até que seu corpo se canse de receber o meu.

Ela se sentiu derreter ao ser despida do vestido e das peças íntimas. Tinha certeza de que não conseguiria ter chegado até a cama de ouro e prata, não fosse Sesshoumaru carrega-la em seus braços.
Depois, enquanto ele se despia, ela tentou puxar o lençol.

- Não, Rin- Sesshoumaru pediu. — Deixe-me admirar você.

Ela corou no início, mas logo começou a sentir prazer sob o olhar cobiçoso e apaixonado. Seu marido estava quase que inteiramente nu, também exceto pela cueca, que tirou propositalmente de frente para ela. Sua ereção era tão potente que ela estremeceu.

- Não se preocupe com isso — ele murmurou. — Não vou exigir nada de você, esta noite, além de sua proximidade.

Rin jamais imaginou que o desejo fosse uma cura tão poderosa para o cansaço. Não podia afastar seus olhos daquele corpo. Notando sua expressão, Sesshoumaru respirou fundo e se encaminhou para o leito. Ao se ajoelhar sobre o colchão, Rin estendeu a mão e tocou-o, tímida e involuntariamente. Sesshoumaru pediu que continuasse.

Em seguida ele se deitou ao seu lado e beijou-a enquanto a ensinava a explorar-lhe o corpo todo com gentileza e sensualidade. As luzes do quarto permaneciam acesas. Antes, Rin teria se sentido horrorizada ao prospecto. Agora achava natural. Seu marido a fazia se sentir amada e desinibida.

Depois de intensas carícias, Rin não sentiu medo ao perceber que Sesshoumaru a posicionava de forma a recebê-lo. Enquanto se tornava dono de seu corpo, ele beijou, parando apenas para deixá-la respirar no memento culminante. Conforme se sentia invadia pela dor, Rin abraçou-o com força, as unhas se cravando em seus ombros.

- Antigamente — ele sussurrou, a voz rouca de paixão, — o lençol nupcial era estendido na janela, na manhã seguinte, para exibir as manchas de sangue. Não farão isso conosco.

No entanto, quando trocarem os lençóis, amanhã, este será guardado e escondido para que, durante toda a nossa vida ninguém possa duvidar de que você jamais teve um amante antes de mim, e de que nossos filhos serão legítimos.

- Doeu muito — Rin respondeu, quase sem voz.

- É natural — Sesshoumaru respondeu, com um sorriso, — foi sua primeira vez. Mas o que te darei de agora em diante a compensará. Posso fazer uma demonstração?
Ela o sentiu se mover, os olhos não a abandonando nem por um segundo, até que a penetração a fez arquear o corpo e prender a respiração.

Nesse momento, Sesshoumaru começou a saborear sua boca. Nenhma experiência em sua vida lhe preparara para a súbita onda de paixão que a invadiu. O medo daquela sensação estranha foi ainda maior do que sentira há poucos instantes. Ele ergueu a cabeça e sorriu enquanto presenciava o orgasmo explosivo. Então, só então, depois de ouvir o pequeno grito da esposa, Sesshoumaru se permitiu acompanha-la no doce êxtase.

Por um segundo ou dois, ele sentiu que perdia a consciência. Mas o movimento suave de Rin sob o peso do seu corpo o despertou. Fitou-a. Seus olhos estavam brilhantes e inquiritivos.

Ele não falou. Nem ela. Ela deslizou o olhar até sua boca e depois voltou a fixá-lo em seus olhos com uma expressão surpresa. Depois gemeu baixinho e moveu novamente os quadris, como se quisesse experimentar mais uma vez a pressão que ele exercera nas partes mais secretas de seu corpo.

Sesshoumaru tocou-lhe o rosto e depois as coxas. Em seguida se deitou de lado, ainda unido intimamente a ela. Sem deixar de fita-la, pressionou seus quadris com as mãos convidando-a a se mover. Não a largou até sentir que ela o aceitava por completo.

- Sesshy, Sesshy, eu te amo tanto!

- Eu também te amo, com todo o meu coração.

Trêmulo, Sesshoumaru se deitou de costas, ainda levando-a consigo. Suas mãos acariciavam-lhe as costas e a conduziam a gentilmente ao ritmo.

- Sente-se sobre mim — ele pediu.

- Acho que não consigo — ela murmurou, corando.

- Você é meu amor. Minha vida.

- E você é o meu. Mas não posso! — ele escondeu o rosto, fazendo-o rir de sua timidez. Rin era uma raridade.

- Você me encanta, chérie. Você me dá prazer.
Conforme falava, Sesshoumaru a puxava firmemente de encontro ao seu corpo, fazendo-a arquejar.

De repente, ele parou e enrijeceu. Em seguida arqueou as costas em um movimento que a excitou ainda mais. O clímax foi ainda mais intenso que o anterior.
Finalmente relaxados, mas ainda abraçados, Rin perguntou:

- É sempre tão bom assim?

- Só quando duas pessoas se amam — ele murmurou e beijo-a, — Dieu! Você me dá tanto prazer que chego a me sentir exausto. Então, de repente, quero tê-la outra vez.
Ela sorriu, deliciada.

- Estamos casados. Poderemos dormir juntos todas as noites.

- O mais provável é que fiquemos acordados a maior parte das noites, você que dizer.

- Gostei de fazer amor.

- E eu adorei fazer amor com você. Nunca havia amado uma mulher antes. Deitar-me com você foi a experiência mais maravilhosa da minha vida.

- Podemos dormir pertinho um do outro?

Ele a abraçou e finamente adormeceram.
Rin descobriu que haveria dificuldades de adaptação apesar do amor que sentia pelo marido, mas nenhuma que não pudesse superar com paciência e dedicação. Ensinaram-lhe a se acostumar com o protocolo do palácio e a receber as esposas dos dignitários. Estava se tornando uma verdadeira rainha. Shippo também não teve problemas com os ajustes à vida na corte. Conforme o dr. Brown prometera, ele estava se desenvolvendo rapidamente e com saúde.

Alguns meses após o casamento, foi realizado um grande baile. Ela se vestiu com um modelo Dior preto com detalhes em ouro e prata, conforme a decoração do palácio,

Seus cabelos haviam crescido e foram presos sob a tiara de diamantes e pérolas. Até os mais severos ministros do gabinete de Sesshoumaru aprovaram sua apresentação.
Estavam dançando, ele e o marido, quando deparou com uma expressão perplexa em seu olhar e um toque exploratório em sua cintura.

- O que foi?

Sesshoumaru sorriu enigmaticamente.

- Há algo que queira me contar? Algo que tenha guardado só para si até receber uma resposta do médico da corte?

Rin olhou imediatamente para a cunhada, que sorria.

- Não culpe Yasmin – Sesshoumarupediu, — Ela sonha com uma dinastia, assim como eu. Conte-me.

- Ainda não tenho certeza – Rin confessou. – Senti enjôo ao acordar, duas vezes esta semana, e minha menstruação está um pouco atrasada. Achei que ainda era cedo para te contar.

- Por quê?

- Tive medo de que não pudesse mais fazer amor contigo. Tive medo de que nos afastassem

Sesshoumaru parou de danças e beijou-lhe os olhos.

- Teriam de me matar primeiro antes de tentar nos separa.

- Verdade?

- Eu não suportaria ficar sem fazer amor com você nem que estivesse em meu leito de morte.

- Apesar de minha inexperiência?

- Você está se tornando uma ótima aluna – ele sussurrou.

- Eu te amo!

- Eu também te amo – ele repetiu, ambas as mãos em seu ventre ainda liso, mas que atraiu muitos olhares curiosos e aprovadores.

O pequeno príncipe nasceu em um lindo dia de outubro e as igrejas badalaram seus sinos em comemoração. Sesshoumaru estava com o herdeiro Tarin nos braços, junto do leito de Rin. Shippo, ao lado dele. Rin, cansada mas gloriosamente feliz olhava para os três seres mais importantes de sua vida.
Sentindo seu olhar, Sesshoumaru ergueu a cabeça. Seus olhos estavam plenos de adoração.

- O tesouro do rei – Rin murmurou.

- Sim, ele é, mas você ainda é a mais preciosa, meu amor – Sesshoumaru declarou, entregando o filho à enfermeira, e se inclinando para beijar a esposa que sorria, radiante.

FIM

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