POV Sam


S: Toalhas, escova...hmm- puxa, há tanto tempo não sou eu mesma quem faço minhas malas que até desacostumei, o Linch faz falta aqui, mas fico feliz que ele agora é dono do seu próprio negócio.

Linch foi meu braço esquerdo e direito, um ótimo profissional e um ser humano doce.

R: Amor, você já terminou? — gritou Ryan.

S: Faltam só alguns detalhes. — menti, não arrumei nem as malas da Amber.

Ryan tem sido muito compreensivo comigo, ultimamente estou viajando a cada 2 semanas para eventos culinários, e ele tem me acompanhado, porém, dessa vez vou sozinha, Amber vai para a casa da madrinha, e Ryan ficará na cidade comandando uma de nossas lojas.

Confesso que me sinto mal às vezes, não gosto da ideia de trabalhar e não aproveitar 100% a Amber.

Tanta coisa aconteceu e Amber já está com 13 anos, aquela querida fase em que pensamos que podemos dominar o mundo e viver de forma despretensiosa sobre tudo, porém, somos muito ligadas, entendo que essa fase de descoberta e desenvolvimento é cheia de novidades, eu já fui uma adolescente e não fui uma adolescente fácil.

Combinamos de matar a saudade através das telas, passará rápido e Amber ama ir ao sítio da madrinha.

R: Amor, a Kim chegou, desce aqui. — disse Ryan anunciando a chegada da irmã, Kim era a madrinha de Amber, e veio busca-la.

S: Oi Kim, como vai?! — perguntei com um leve sorriso indo abraça-la.

K: Estou bem Sam, você está radiante! Ryan me contou que vai á Seattle essa semana, fico feliz que agora é uma figura importante da culinária em sua cidade natal, você merece tanto minha amiga. — disse com a voz embargada.

Conheci a Kimberley em um restaurante onde erámos garçonetes, e logo após longos 3 anos trabalhando como garçonetes, pedi as contas e resolvi investir tudo o que aprendi nos restaurantes alheios no meu próprio negócio.

Nesse meio tempo conheci Ryan, meu esposo há 14 anos.

Nos casamos quando eu comecei a empreender, logo quando ele terminou a faculdade, já tínhamos 3 anos de relacionamento.

S: Obrigada Kim, estou tão feliz, é muito gratificante chegar até aqui, se não fosse por você eu teria pulado do barco nos primeiros meses.

K: Tenho certeza que você cruzaria o mar sozinha Sam. — disse com um largo sorriso.

S: Kim, faz a Amber sair um pouco do celular lá, por favor? — disse sussurrando e fazendo bico, ela sorriu.

K: Pode deixar.

A: Deu pra ouvir mamãe. — disse Amber com um tom de tédio.

S: Para o seu bem filha.

A: Mãe, eu tenho idade o suficiente para entender o que me faz bem ou não.

Kim e eu nos encaramos e caímos na gargalhada. Essa fase é tão complicada.

Kim e Amber foram para casa de campo, Ryan voltou ao restaurante e eu estou agora embarcando para Seattle.

Uma pena Carly estar na Itália, queria tanto vê-la, se passaram muitos anos do ensino médio, e ir pra lá confesso que me dá um frio na barriga.

Ás vezes penso em como ela nunca me mandou um texto.

Chegando lá quero e preciso de uma vitamina do T-Boo, antes do meu checkin no hotel vou direto para as vitaminas, relembrar dos tempos onde minha única preocupação era fazer o iCalry com minha melhor amiga do lado.

Me virei de lado e fiquei admirando o céu.

Pensando em como tudo é tão lindo lá fora e quase não aproveitamos.

Notas finais
Gostaram? é só para retratar o contexto da Sam estar indo para Seattle.