A New Soul In Wonderland.
2 Na Toca Do Coelho Branco...
Notas iniciais
A floresta era escura, sombria como a que eu vi no filme e se eu realmente sei onde estou então ele esta aqui...
–Ora, se não é Diana-Disse uma voz já conhecida fazendo-me olhar para cima e ver na lua o sorriso daquele gato.
–Onde esta você? –Ouvi risos vindos de uma árvore e logo me virei devagar para encarar a figura.
–Olá... –Disse ele com a voz arrastada.
–Cheshire?-Sussurrei.
–Por favor, Chester. –Disse o gato no tronco da árvore desaparecendo dali e reaparecendo na minha frente, seus grandes olhos azuis me assustavam desde que era pequena tinha medo de Chester, e realmente não era à toa Chester era uma criatura mágica e o fato de ser mágica já era assustador demais.
–Você viu o...
–Coelho branco? Sim eu o vi. –Disse ele se aproximando de mim
arregalando mais os olhos enquanto eu recuava rapidamente pisando nos pequenos galhos ali presentes.
–Onde, onde ele...
–Ele foi para lá. Quer que eu a leve? –Disse ele mostrando um sorriso assustador enquanto eu respirava fundo.
–Por favor... –Falei por que com certeza se eu negasse algo ruim me aconteceria, era um mau pressentimento, com certeza.
–Então venha. –Disse ele evaporando enquanto eu me virava tinha certeza que ele estaria a alguns metros a frente assim como fez com Alice, eu tinha razão.
Comecei a caminhar em sua direção nervosa, com medo talvez, enquanto Cheshire ora desaparecia a minha frente e reaparecia a meu lado.
–Como me conhece? –Perguntei com receio.
–Absolem... –Disse ele mencionando a lagarta azul que sabe de tudo.
–Entendo, porque estou aqui? –Perguntei, precisava de respostas.
–Curiosa, sempre curiosa, assim como Alice. –Disse ele sorrindo para mim.
–Alice, porque todos aqui só falam dela? –Perguntei mais para mim mesma do que para Chester.
–Suas respostas serão concedidas pelo Chapeleiro Louco... –Disse ele friamente enquanto ia em direção a uma luz verde que vinha de traz de uma cortina de plantas, o segui com receio, quando passei pelas plantas comecei a observar o local, parecia um pântano verde e cheio de água e um grande navio encalhado em um lago quase seco.
–Eu conheço este navio... –Sussurrei para mim mesma.
–É lindo não é? Este é o grande Perola Negra... –Disse ele a meu lado sorrindo ainda mais com minha expressão assustada.
Se aquele era o mundo de Alice o que o navio do capitão Jack Sparrow fazia ali?
–É muito triste, desde que aquela pessoa apareceu aqui tudo esta confuso nem mesmo Jack pode resistir... –Disse ele ainda sorrindo.
–Diana! –Gritou alguém que estava no navio e este alguém era Helen.
–Helen! –Gritei começando a correr até ela tropicando nas pedras e escorregando no musgo.
Consegui subir no navio por uma corda que Helen jogou para mim e quando pousei meus pés no convés abracei Helen!
–Oh! Helen onde estava? –Ela riu enquanto eu a observava e não me surpreendi à vela com um vestido azul e um avental branco.
–Eu não lembro! Mas este é o navio do capitão Jack não é? –Perguntou ela correndo pelo convés Helen sempre gostou de piratas e sempre brincávamos de piratas nas horas vagas.
–Sim... –Falei desanimada tudo estava confuso.
–Como me achou? –Perguntou ela.
–Chester me trou... –Travei ao reparar que Chester não estava mais ali.
–Saiam sai! –Ouvi um grito assustado vindo de baixo e pude ver o Coelho Branco tremendo. –Obedecemos e quando chegamos lá em baixo seu nariz tremeu.
–Venham, sigam-me! –Disse ele
correndo de quatro enquanto Helen e eu corríamos para alcançá-lo.
Passamos pelo pântano, pela
floresta e por um lugar repleto de flores que se viravam quando passávamos por elas. Não soltei a mão de Helen mesmo quando necessário com medo de perdê-la de novo e quando o Coelho parou e nos encarou nós nos encolhemos.
–Entrem e façam silencio, por favor. –Disse ele adentrando uma pequena toca enquanto Helen o seguia e eu ficava parada como uma tonta pensando em como eu havia me metido nessa.
Entrei rastejando pelo chão com cuidado, pois já tinha idéia do que ia me acontecer agora e eu estava certa, cai, e comecei a ver objetos passando em uma velocidade incrível a meu redor e logo eu estava caída no chão, ou melhor, no teto.
–Consegue descer? –Perguntou minha irmã.
–Sim, eu acho! –Gritei enquanto despencava do teto caindo no chão de joelhos.
Helen e o Senhor Coelho estavam sentados ao redor da mesa conhecida onde não a frasco de encolhimento algum.
–Sente-se... –Disse o coelho puxando uma cadeira para mim, sentei-me e vi que agora teria respostas...
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