A New Order

9 Extra de Halloween: Histórias da Shibusen


Notas iniciais
HAPPY HALLOWEEN!! Aos que me conhecem, bem vindos a minha conta do Nyah!~ Aos que me conheceram agora, igualmente~ Não uso muito esta plataforma, prefiro mais o Spirit, porém abri uma exceção para esta história (o mesmo vale para o Wattpad) Aos que se interessarem, deixarei os links nas notas finais Boa leitura!~

Após toda a comoção causada por Erin pela ideia absurda de descer a enorme escadaria da Shibusen em uma cadeira de rodinhas, Erwin e Oliver chegam ao final, a encontrando em um estado terrível. Mas viva. E rindo. Um pedaço de metal que antes era a cadeira perfurava sua perna direita, e mesmo sem analisá-la com mais exatidão, podia ver que tinha diversos ossos quebrados. Na visão de Oliver, aquilo era absurdamente doloroso, mas a garota ria a plenos pulmões como se não fosse nada, dizendo logo depois “valeu a pena cada segundo!”. Oliver a cada dia tinha mais medo dessa garota.

Discutindo com o loiro alguma forma de levá-la até Kim sem piorar seu estado, podia ver logo depois um trio de bruxas, Kim indo na frente, descendo a escadaria e “voando de forma controlada”, ao contrário da tentativa de Erin. Pareciam ter sido notificadas por seus parceiros, o loiro suspirando aliviados ao saber que mesmo parecendo suspeitos, eram boas pessoas. A rosada encara Erin furiosa, a dando diversas broncas que iam desde o roubo da cadeira até o motivo que a levou a fazer isso, as outras duas a levitando com magia e subindo da mesma forma que desceram, sendo obrigadas a fazer o mesmo com Oliver algumas dezenas de degraus depois. Agora que ele estava mais tranquilo, todo o cansaço ignorado pelo desespero voltou como um tiro, e aquilo foi seu gatilho para aceitar os treinos de Tsuki. Sua forma estava péssima, e precisaria melhorá-la para controlar sua parceira de fazer isso novamente. Ou algo pior.

Já no topo da escadaria, a morena que havia cruzado caminho com Erin ainda conversava com Tsuki e Erika, a ruiva parecendo mais tranquila que quando a conheceu, agora Akira e Ártemis junto a eles, Kath e Keith aguardando pacientes por seu artesão, o grupo agora seguindo-as até a enfermaria. Como esperado, boa parte teve de esperar do lado de fora enquanto Kim tratava dos diversos ferimentos da albina, apenas Oliver sendo permitido de entrar já que era seu parceiro, a enfermaria agora vazia por Kim ter liberado Hito ao saber do “acidente”. Não que isso adiantasse muito, ele também teve que ouvir as repreensões da bruxa tanuki, mas ao menos ela ficaria bem. Ao menos fisicamente, via que sua mente não era “nada saudável”, segundo os ensinamentos da escola. Mas também, ninguém que conheceu até agora possuía uma.

Ao final do tratamento, Kim estava exausta, não usava tanta magia desde a guerra com as bruxas, mas felizmente a garota não se encontrava mais em um estado grave. Porém boa parte de seus ossos ainda estavam “frágeis”. Deveria ficar de repouso pelas próximas duas semanas até que eles se recuperassem sozinhos. E também que, ao menos essa noite, ela deveria ficar na enfermaria. Obviamente, Erin ficou devastada, implorando para que Kim continuasse a usar sua magia de cura.

—Escuta aqui, eu não faço milagres. Se bem que depois do seu estado, posso dizer que faço! Você caiu por metros a uma velocidade absurda, rolou por outros muitos e ainda continua viva! Deveria estar agradecendo que sua recuperação vai se resumir apenas a quatorze dias em casa!

—Mas...!

—Sem “mas” ou meio “mas”! Você! – Kim aponta para Oliver, ele se assustando e ficando ereto, sua total atenção indo para a rosada. – Falarei com o Shinigami-sama amanhã para que fique afastado nesse tempo para cuidar dessa louca. Um dos amigos aí fora deve trazer a matéria do dia pra vocês, então acho que não vai ser problema.

—Certo... – O moreno encara a porta, indo depois para a rosada. – Eles... podem vê-la?

Kim suspira, indo até a porta e a abrindo, um a um entrando para ver Erin quase inteiramente engessada chateada por ser obrigada a passar tanto tempo parada. Mas Tsuki e Erika a animaram, nem ao menos acreditando que ela realmente foi capaz de fazer aquilo. Até mesmo Akira a parabenizou por aquele feito absurdo que com certeza entraria na história da Shibusen, Erwin dando apenas um peteleco na testa dela como punição. A novata também se apresentou rapidamente, uma bela artesã chinesa chamada LianYu, e mesmo com um costume e vocabulário bastante diferente, seu inglês era perfeito e agia como uma princesa, causando breves suspiros da ruiva.

As horas se passavam e, infelizmente, Kim estava quase a ponto de expulsá-los da enfermaria para que pudesse voltar para casa. Oliver e Katherine, calmamente, falaram com Kim e suas assistentes, pedindo-as para que fizessem companhia a Erin. De alguma forma, o moreno sentia que ela seria insuportável sem alguém para distraí-la nessa noite, e para não ser uma dor de cabeça maior para a rosada, ela permite que eles façam essa “festa do pijama” estranha, contanto que uma das duas que a acompanhou permanecesse para ficar de olho no estado de Erin. E rapidamente foi aceito por ambas, assim poderiam revezar durante a noite.

Após uma rápida saída de Tsuki, Akira e Ártemis, o grupo volta com alguns sacos de dormir que, segundo eles, foi usado por soldados da Shibusen na época da guerra, e estavam guardados em algum depósito desde então. Cortesia de seu pai, o artesão mais poderoso da Shibusen. E, de alguma forma, conseguiram acomodar todos na enfermaria, deixando a outra cama disponível para a dupla de enfermeiras que deveriam cuidar da albina. Então, começaram a conversar sobre coisas aleatórias, o assunto chegando de alguma forma na própria Shibusen.

—Hey, hey! Lembrei de uma história que minha mãe me contava. – Akira se vira para Tsuki e Erwin, animado. – Lembram? Os “Oito Mistérios da Shibusen”.

—Ah, sim! Não acredito que a gente acreditava nisso.

—O que seria? – LianYu a pergunta, Tsuki e Akira virando-se na direção dela.

—São “histórias” que os alunos da NOT contavam sobre as Deathscythes, quando nossos pais eram alunos. Quando eles e os outros senseis eram mais novos, só haviam oito Deathscythes, então era muito raro encontrar um pela escola. Então, eles acabaram se tornando os “Oito Mistérios”.

—Quando a gente era criança, tentávamos descobrir os oito pesquisando na biblioteca sempre que tínhamos que acompanhar eles e vir pra cá. Acabamos descobrindo a identidade de quatro deles.

—Incrível! Conta! Conta! – A pequena albina estava animada, aquela escola a deixava cada dia mais impressionada. Mas, como se mexeu demais, acabou soltando curtos gemidos de dor ao perceber que tinha exagerado.

—Primeiro, meu preferido. – Akira tinha um brilho nos olhos, mesmo naquela sala escura era possível se ver. – Segundo a história, há uma sala de torturas escondida debaixo da Shibusen. – A voz do moreno de mechas se torna mais assustadora, usando uma lanterna a pilha que estava entre o grupo para criar um ar assustador. — Se um aluno quebra uma regra da escola e foge, é perseguido, torturado e morto por um executor que surge com estrondos de explosão.

—N-Nossa... – Oliver segurava a mão de Erin, claramente assustado e temendo pela vida da artesã ao seu lado. Se aquilo fosse verdade, ela com certeza seria uma vítima.

—Uma história interessante, vinda de uma escola que prega a ordem. – Keith prossegue, soltando breves risos junto à irmã.

—Segundo nossas pesquisas, ele se chama Justin Law. E era uma arma sem artesão! – Akira conseguiu arrancar diversas expressões de surpresa vindas de sua “plateia”, prosseguindo. – Ele também foi o mais jovem a se tornar Deathscythe, com treze anos.

—Whoa, mais novo que eu! – Erin prossegue.

—Que todos nós! Ele se aposentou antes da guerra, então se afastou da Shibusen, mas mesmo assim... não vou mentir, eu tenho ele como minha inspiração. – O moreno sorri. – Vai Tsuki, conta o próximo.

—Uhuhu... – Tomando a lanterna das mãos do irmão, Tsuki continua. – O próximo era mais comum entre os alunos, visto que tem espelhos pela escola inteira. Esse “Mistério” é um homem usando uma cabeça de “urso de pelúcia” que vive refletido nos espelhos. E se você o ver em um... sua alma é puxada para dentro dele! – Oliver e Erika gritam, claramente não acostumados a esse tipo de história. – Ele se chama Tezca Tlipoca, e era o Deathscythe da América do Sul.

Seguindo com as histórias, Tsuki e Akira revezavam para contar as duas restantes: a mulher clarividente que sempre observa os passos de qualquer aluno da escola, Azusa, a atual supervisora do dormitório feminino; e o pervertido que fica extremamente feliz em vestir mulheres com roupas sensuais, Spirit, o Deathscythe do Shinigami anterior e pai de Maka-sensei. Após falarem estas, os contaram as três histórias restantes que frequentemente ouviam de seus pais, restando apenas uma.

—Deles, o único que não descobrimos nada foi o oitavo. Parece até que foi apagado da história.

—Sim, Tsuki... a mulher de tapa-olho que destrói banheiros durante a noite. Tudo o que descobrimos é que uma possível mulher de tapa-olho foi a antiga parceira do Hito-sensei, mas ele ou qualquer outro professor se nega a contar quem ela era para nós desde sempre.

—E os registros dela sumiram do Nível Um da biblioteca. Digo, as informações básicas dos Deathscythes deveriam ser ditas para os alunos, por muitos motivos, o principal deles para provas visto que ainda somos NOT, mas... qualquer registro de uma “deathscythe de tapa-olho” não está acessível para nós.

—Erwin suspeita que pode estar relacionado à cicatriz do Hito-sensei, vendo como ele nega ambos os assuntos, mas... é apenas uma teoria.

—O sensei disse um nome estranho hoje... — Erwin encolhia-se e abraçava as próprias pernas, não estava acostumado a tantos olhares. — Ele... desmaiou mais cedo e ajudei Maka-sensei a trazer ele aqui.

—Que nome, Erwin? — Tsuki o perguntava.

—Marie... talvez ele e esse "mistério" desconhecido tenham sido parceiros...

—Oh! Temos um nome! Akira, vamos amanhã mesmo pra biblioteca!

—Com certeza!

—Ooh! Incrível! Eu ouvi uma história parecida de nossos senpais, mas não era sobre os antigos Deathscythes. – O grupo encara Erin, encarando-a como se quisessem ouvi-la. – Posso mesmo contar? Oliver e Erika não pareceram lidar bem com as anteriores.

—A gente aguenta! – Erika tentava parecer corajosa, causando breves risos da morena ao seu lado.

—Então. Bem... anos antes da guerra, existia um gentil professor que prezava muito por seus alunos, e sempre os colocava como prioridade. Porém, uma bruxa infiltrada mudou sua cabeça após ele descobrir seu segredo. O fez ver que tudo o que acreditava estava errado, convenceu-o que a Shibusen não deveria comandar o mundo da forma que faz, e o convidou a segui-la para mudar esta ordem imposta pelo antigo Shinigami. Sua resposta foi positiva. Depois disso, é dito que ele enlouqueceu e retalha qualquer aluno que tenta se pôr em seu caminho ou no de sua bruxa, alguns acreditando que ele ainda está vivo, mas nenhum voltava vivo para contar história. Então, cuidado ao ouvir “cliques” vindo do escuro, você pode ser a próxima vítima do professor.

Como esperado, a ruiva estava agarrada à LianYu, tremendo assustada e crendo que não seria possível dormir naquela noite. Oliver esforçava-se para não demonstrar, mas estava no mesmo estado, vendo-a rir tranquilamente após o fim junto aos gêmeos Star. Kath e Keith estavam surpresos, claro, mas ainda duvidavam um pouco que aquilo fosse verdade, assim como Erwin. Já Tsuki e Akira estavam impressionados e motivados, ávidos por descobrir mais sobre aquela história, ao mesmo tempo que riam com a garota albina.

Do lado de fora, um homem ouvia tudo encostado na porta, suas listras simétricas contornando a cabeça sendo vistas em destaque no cabelo escuro graças à luz da lua entrando pela janela, brilhando assim como os olhos dourados. Ao ouvir de Kim que as crianças passariam a noite na escola, pensou em sair da Death Room para checar se tudo estava ok, mas após ouvir a história de seu antigo professor, ou melhor, ao ouvir que seu antigo professor havia se tornado uma das "lendas da Shibusen", desistiu instantaneamente, retornando para a Death Room a passos lentos, desmotivado e um tanto depressivo até mesmo para ver seus alunos. Sabia que cada uma das histórias ditas por aquelas crianças era real, e isso que doía em sua alma. Não foi capaz de ajudar um professor querido, e agora é obrigado a colocá-lo em “sua lista”.

—O que aquela cobra fez com você, Stein-hakase...?

Notas finais
Link no Wattpad: https://www.wattpad.com/story/244371258-a-new-order Link no Spirit: https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-new-order-19043568 Amanhã mais um capítulo! >7