A New Me
28 O Sonho de Lucy-Parte 1
Notas iniciais
LER NOTAS INICIAIS!!!!!!!!!!!!
Anteriormente…
#Lucy POV
Então é assim que tudo irá acabar? Eu, eu perdi? Mesmo depois de tantos anos de treino ainda não sou capaz de proteger aqueles que amo.
Natsu por favor perdoa-me, eu juro que tentei e que dei o meu melhor mas acho que não sou forte o suficiente, continuo a ser uma princesa em apuros.
Noto que uma fina lágrima escorria pelo meu olho. Já não há nada que eu possa fazer mesmo usando um dos meus mais poderosos unison raids não consegui vencer a batalha. Não me interessa o que me vai acontecer mas por favor alguém que salve aquele que amo!
“Chegou a hora”
Arregalo os olhos quem é que está a falar, nunca tinha ouvido esta voz antes.
“Chegou a hora dos guardiões reclamarem o poder que é deles por direito”
Lucy POV OFF
#Angel POV
Antes de o ataque atingir a loira um enorme círculo mágico apareceu perante os seus pés criando uma enorme coluna de luz que a protegeu.
–O-oque é isto?!?!?!?!- Moonlight estava assustada, aquela coluna de luz emanava uma quantidade de magia impressionante.
–Que os novos guardiões do universo venham até nós!-falou a vós desconhecida.
E então a enorme coluna de luz começou a expandir-se cada vez mais engolindo todos os nosso heróis e teletransportando-os para o lugar onde finalmente tomariam conhecimento do seu destino e que este era muito maior do que eles ou qualquer pessoa daquele planeta poderia imaginar.
Agora…
#Lucy POV
Caminhava sem rumo. A escuridão e o som das folhas a baloiçar por ação daquele vento gélido eram a minha única companhia. A lua era grande, redonda e de um brilho pálido como se anunciasse que a morte se aproximava. Não havia estrelas para iluminar o caminho. Estava sozinha, perdida nesta floresta medonha. A floresta que constantemente aparecia nos meus sonhos. Árvores negras, frágeis e sem vida eram a paisagem característica e com a qual já estava familiarizada, existiam algumas roseiras mas em vez de trazerem alegria ao local apenas o tornavam mais sombrio. Rosas negras, a cor das trevas, e com espinhos tão afiados como facas.
Continuava a caminhar, lentamente, na tentativa de conseguir sair daquele lugar sombrio.
Ouvi um grasnar de um corvo que se encontrava num ramo de uma árvore à minha frente e então apareceram mais, rodeando-me, cercando-me. Eu já sabia o que iria acontecer e sem pensar duas vezes comecei a correr. Eles vinham atrás de mim na tentativa de me apanharem para depois dilacerarem-me com as suas garras afiadas e bicos pontiagudos. Continuem a correr até que cheguei a uma pequena possa de água. Os corvos voavam furiosamente para me apanharem e eu mergulhei. Nadei como se a minha vida dependesse disso, o que de certo modo dependia.
Voltei à superfície e então o vi, aquele velho castelo em ruínas com a lua e o sol em cada uma das extremidades. Comecei a caminhar pelos enormes corredores e já sabia para onde deveria ir. A enorme sala do trono continuava na mesma, o trono de pedra rachado continuava imóvel no seu local e os 15 pedestais vazios como da segunda vez que cá estive.
O sol e a lua começaram a se esconder, o eclipse tinha começado e a escuridão envolveu aquele local. Os astros estavam em agonia, eu sentia-o dentro de mim, gritavam e pediam socorro enquanto a escuridão os envolvia e então calaram-se, o eclipse era total.
Esperei, normalmente esta é a parte onde algo acontece. Esperei os cavaleiros atacarem, esperei que o trono se movesse revelando uma passagem mas nada aconteceu. Estranhei e subitamente comecei a ficar preocupada. Nada acontecia, o eclipse permanecia total não deixando que nenhum vestígio de luz escapasse mas não estava a acontecer nada como das outras vezes.
Saí daquele salão e comecei a andar, nunca tinha explorado o castelo e por isso andava com cautela afinal nunca se sabe o que é que posso encontrar aqui. Fui abrindo as diversas portas, a maioria eram quartos simples que assumi que seria onde os cavaleiros dormiam, cada cama tinha à sua frente um pequeno baú onde possivelmente guardavam os seus pertences mais importantes. Aproximei-me da cama mais próxima a mim, possuía lençóis rosa pelo que deveria ser a cama de uma das cavaleiras. Abri o pequeno baú onde se encontrava um pequeno dragão de peluche vermelho, sorri para o pequeno brinquedo, aposto que o Natsu adoraria aquele pequeno dragão e que entusiasmado iria se virar para mim com aquele enorme sorriso que eu tanto amo e diria “Ei Luce este parece-se com o Igneel! Podemos ficar com ele?”
Ri com o meu próprio pensamento sim realmente seria algo que ele diria. Continuei a remexer até que encontrei uma pequena folha. Era um cartaz de desaparecidos com a cara da Leonora que aparentava ter nove anos.
“Procura-se, estamos desesperados caso saibam algo sobre a nossa filha contacte-nos”
Era o que dizia o cartaz seguido da fotografia e do nome. Este último estava desfocado mas ainda dava para perceber a primeira letra do apelido-“D”.
Voltei a colocar tudo no lugar e sai do quarto. Continuei a caminhar pelos corredores, continuava a achar estranho tudo aquilo mas não dei grande importância. Vi a cozinha, um salão que parecia ser um salão de bailes, a adega, uma sala de armas, a biblioteca e uma sala de torturas que me deixou horrorizada. Tinha todo o tipo de instrumentos que qualquer maníaco lunático adoraria ter para matar quem quer que seja. Saí dali o mais rápido que pude.
Estava cansada, não sabia à quanto tempo andava a explorar o lugar do inimigo mas tinha a sensação que faltava alguma coisa. Voltei a andar e então cheguei a uma enorme escadaria que possivelmente levaria ao lugar mais alto do castelo. Subi lentamente, o único som presente era o dos meus pés sobre a escadaria íngreme.
No fim da escadaria encontrava-se uma enorme porta que ao contrário das outras era linda. O negro e o dourado misturavam-se dando uma cor magnífica que cobria toda a porta. Abri a porta e entrei.
O quarto era enorme, talvez do mesmo tamanho que a sala do trono. Possuía uma cama gigante com lençóis vermelho-sangue e em edredom negro, uma enorme lareira que se encontrava acesa e ao pé da mesma uma pequena mesa de cristal e uma enorme poltrona enfeitavam aquele espaço. Existia uma enorme estante de livros, um pequeno guarda-roupa de madeira negra e uma enorme janela com um pequeno banco de pedra de onde se podia ver o céu noturno.
Caminhei para dentro daquele aposento e então tive um arrepio na espinha. Algo estava para acontecer.
Um vento gélido se fez presente naquele lugar apagando a única fonte de luz que existia. A lua e o sol eclipsados ganharam uma tonalidade vermelho-sangue dando um brilho sinistro ao local.
Uma risada maléfica fez-se presente no local e aí eu tive a certeza de uma coisa…
–Olá querida Lucy, nunca te disseram que é feio entrar num local sem se ser convidado?
… o “Ele” encontrava-se ali!!!!
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