A New Life

1 1 Capitulo - O começo de uma nova vida


Notas iniciais
Espero que gostem deste capitulo. Comecei a escreve-lo num dia em que estava em baixo, o que me ajudou mais a escreve-lo.

|| Num dia chuvoso, num beco escuro ||

- Deixem-me em paz! – Disse a tentar fugir a um grupo de cinco rapazes que me estavam a tentar agarrar.

- Oh vá la fofinha! Nós não te fazemos mal. – Disse um dos rapazes, tentando agarrar-me.

- Deixem-me! – Dei um pontapé na canela dele. Olhou para o pé e depois para mim.

- Isso não me aleija linda.

- Ela pensa que um simples pontapé nos aleija! – Disse outro rapaz e começaram todos a rir. Comecei a olhar em volta e só via rapazes ao meu redor. Estava encharcada e começava a sentir-me tonta.

- Deixem-na em paz! – Ouvi uma voz a aproximar-se e tentei focar o olhar para ver a cara dele, mas não conseguia, estava a ficar cada vez mais tonta e já mal tinha força nas pernas para me aguentar.

- Olha, olha, se não é um corajoso! – Disse um rapaz atrás de mim.

- Não vos volto a avisar! Afastem-se dela! – Disse o tal rapaz.

- Isso era o que mais faltava!

- Ok, se é assim que querem é assim que vai ser. – Apesar de muito tonta consegui vê-lo a atacar o grupo de rapazes que estava a minha volta. Pelo que me pareceu serem meros segundos, já estavam todos no chão a queixarem-se de dores e foi aí que não aguentei mais e caí, mas assim que caí o rapaz apanhou-me e pegou-me ao colo.

- Calma, vou levar-te para um sítio seguro. – Disse ele e começou a andar. Não aguentei e fechei os olhos entrando, no que me pareceu, num sono profundo.

Comecei a abrir os olhos muito lentamente, olhando à minha volta. Já consegui ver com nitidez, mas continuava a sentir-me molhada. Olhei para cima e vi umas luzes fortes nos olhos, mas não senti necessidade de me proteger pois não me estavam a afectar a visão. Depois comecei a aperceber-me de onde estava, estava dentro de água! Quando me apercebi levantei-me e finalmente comecei a respirar. Vieram algumas pessoas com batas brancas na minha direcção e tentei afasta-las, pois estava assustada.

- Não! Parem! Quem são vocês? – Perguntei atordoada. Olhei em frente e fiquei a olhar para um rapaz que estava um pouco longe de mim. – Eu conheço-te! – Ele começou a aproximar-se e sorriu.

- Vejo que tens boa memória. – Disse ele.

- Tu salvaste-me daqueles rapazes. – Disse ainda a afastar todas aquelas pessoas que estavam à minha volta. – Hey! Eu não vou levar vacina nenhuma! – Disse para uma mulher que se aproximava com uma seringa.

- É melhor. Não queremos que fiques constipada. O teu sistema imunitário ainda não está habituado ao que tu és agora. – Disse o rapaz.

- Ao que sou agora?! E porque é que estou dentro deste…caixão ou o que é isto, cheio de água?! – Ele começou a aproximar-se, pediu a seringa à senhora e fez sinal para todos saírem. Quando saíram ele veio ter comigo.

- Se me deixares dar-te a vacina eu explico-te tudo.

- Está bem. – Ele agarrou no meu braço.

- Chamo-me Taylor e tu estás dentro desse “caixão”, como lhe chamás-te, porque foi a forma de te curar e de te transformar numa de nós. – Disse ele enquanto me dava a vacina e depois pressionava com um pouco de algodão no meu braço. – Faz pressão. – Disse ele. Agarrei no algodão e fiz pressão.

- Mas o que é que sou? – Ele agarrou num penso, tirei o algodão do braço, e pôs-mo.

- Digamos que continuas com uma forma humana, apesar de mais trabalhada e mais bonita, e vais ter poderes.

- Poderes?! Só podes estar a brincar comigo! Os poderes não existem! – Disse.

- Levanta-te. – Levantei-me e ele agarrou-me e pôs-me no chão. – Bem, tu podes achar que não existem, mas na verdade existem. E os teus vão começar a revelar-se ao longo destes dias. – Disse ele enquanto agarrava numa toalha e começava a secar-me o cabelo.

- Ai é, então diz-me qual é o teu.

- Eu tenho mais do que um e tu podes vir a ter mais do que um também. Eu estava a estudar para ser médico porque sempre gostei de ajudar as pessoas, mas depois comecei a adoecer e vim cá parar, ficando com o poder de “anestesiar” as pessoas, fazendo com que elas adormeçam o tempo que eu quiser e consigo curar uma ferida com um só toque, quer seja interior ou exterior.

- A sério?! E já agora que idade é que tens?

- Sim. E tenho 19 anos. – Ele ia começar a tirar-me a blusa, mas eu impediu-o.

- O que é que tu pensas que estas a fazer?

- Tens de tirar essa roupa molhada e pôr uma seca. – Apontou para uma roupa que estava atrás dele.

- Está bem, mas eu sei fazê-lo sozinha. – Olhei em volta. – E além disso eles vão ver assim. – Disse. Era uma sala grande cheia de máquinas e tinha vidros à volta.

- Não te preocupes, estamos fartos de fazer isto, eles já viram muita gente a vestir-se aqui. E eles precisam de ver como está o teu corpo, de qualquer forma.

- Ver o meu corpo? – Perguntei, sem perceber porque é que queriam ver o meu corpo.

- Sim, para saber se fizeste as mudanças todas bem.

- Não podem ver depois? Eu tenho vergonha… — Disse baixinho, um pouco envergonhada.

- Chloe, não tens de ter vergonha. Tenho a certeza que estás com um corpo óptimo. – Disse ele com um sorriso. Dei um pequeno sorriso. – Mas hoje podes vestir-te no teu quarto, já estás constrangida e assustada demais. – Ele virou-me, agarrou nas roupas secas, e ia começar a guiar-me até fora da sala quando parei.

- Como é que sabes o meu nome?

- Nós andamos a investigar-te há muito tempo. Normalmente escolhemos pessoas que sejam mais reservadas ou que estejam seriamente doentes. – Recomeçámos a andar. – Podes não ter reparado, mas eu tenho te seguido a todo o lado.

- Eu bem que me sentia observada.

Saímos da sala e virámos à direita. Havia um grande corredor, começámos a andar até quase ao fim do corredor. Parámos à frente de uma porta que tinha escrito numa placa “Chloe A.”. Era o meu nome Chloe Adam.

- Põe a tua mão em cima deste rectângulo. – Olhei para o lado e estava um rectângulo verde na parede, fiz o que ele disse e vi um raio passar pela minha mão. Em cima do rectângulo estava outro rectângulo na horizontal onde apareceu “Chloe Adam”. Em seguida a porta abriu, fazendo com que entrá-se na parede. Quando entrámos, estava uma janela e uma secretária com um computador à nossa frente; do lado esquerdo estava uma cama de casal, que parecia ser muito confortável; ao lado da cama estava uma mesa-de-cabeceira com um relógio digital e uma moldura.

O Taylor entrou numa pequena divisão que estava ao pé da cama e fui ver o que era: era a casa de banho. À entrada havia um lavatório, com um copo uma escova de dentes e uma pasta de dentes e com um espelho em cima; em frente uma sanita e um bidé; na mesma parede que a porta um pequeno armário, que devia ter toalhas e produtos higiénicos; na outra parede uma banheira, um pouco maior do que o habitual.

- É melhor tomares um banho. – Disse ele, enquanto abria a torneira da banheira. – Queres tomar um duche ou um banho de espuma?

- Um duche. Já estive tempo demais debaixo de água hoje.

- Está bem. – Disse ele enquanto dava um riso abafado.

Sai da casa de banho e fui direita ao roupeiro. Era grande e estava ao pé da porta de saída. Quando o abri vi montes de roupa. Alguma de marca e eram do estilo que eu costumava usar, chic, mas também roqueira. Tinha umas gavetas em baixo e em cima delas estavam umas caixinhas, abri-as e tinham anéis, pulseiras, colares e coisas para o cabelo.

- Este quarto está fantástico! – Disse. O Taylor encostou-se à parede, quando saiu da casa de banho.

- Bem, nós gostamos que os novos habitantes fiquem confortáveis.

- Novos habitantes?

- Sim, tu vens viver para cá.

- Mas eu não posso! Eu estou no colégio, tenho lá o meu quarto.

- Já não tens. Tratámos de tudo. Agora tens aulas aqui, a tua colega de quarto até já tem uma nova companheira.

- A Mandy? – Ele acenou com a cabeça, dizendo que sim. – Não posso crer. Ela é a minha melhor amiga…e a Zoe! Também não a vou ver mais?

- Bem, ver podes ver, mas não podes é estar na mesma escola que elas e nestes primeiros dias não vais poder sair, porque o teus poderes vão começar a formar-se. E é verdade antes que me esqueça. Para fechares a porta é naquele botão azul, ela fecha-se sozinha passado um minuto. – Apontou para o botão que estava ao lado da porta. – Para abrires é o verde e o vermelho, em baixo, que está coberto pela caixa de plástico é em caso de emergência, caso sejamos assaltados ou algo do género, isto vai fazer com que a porta seja à prova de muita coisa. Como balas.

- Está bem. – Ele veio ter comigo.

- Vá, vai tomar banho agora. Eu fico aqui.

- Ok. – Ia agarrar nas roupas, mas ele agarrou nelas, fiquei a olhar para ele.

- Não só te vestes aqui. Eu tenho de ver se já fizeste as mudanças todas.

- Tem mesmo de ser?

- Sim. Tens lá roupa interior do teu tamanho. Vai. – Disse ele apontando para a casa de banho.

Quando entrei na banheira, fechei a cortina, e deixei a água correr um pouco pela minha cabeça e costas a baixo. Após acabei de tomar banho, sequei o cabelo e depois enrolei-me na toalha. Abri o armário e logo na primeira prateleira tinha cuecas e soutiens. Agarrei nas primeiras coisas que vieram à mão. Estava tudo dividido em pares de cuecas com soutiens, todos com a mesma cor. Boa roupa interior preta, como é que eles sabem que tipo de roupa, interior neste caso, é que eu visto? Sequei-me e depois vesti-me, voltando a enrolar-me na toalha. Quando sai da casa de banho o Taylor estava ao lado de uma coisa alta que tinha um pano preto em cima.

- Pronta para conhecer e ver as melhorias que fizemos ao teu corpo? Quer dizer, que ele fez a si próprio. – Disse o Taylor. Assenti com a cabeça ao mesmo tempo que mordi o lábio inferior, na verdade durante o banho tentei não olhar muito para o meu corpo pois queria que fosse surpresa, foi por isso que fiquei assim. Ele tirou o pano e ficou à minha frente um grande espelho rectangular. Pus a mão à frente da boca, não conseguia acreditar no que estava a ver! A minha cara tinha mudado, tinha os contornos bem feitos; os olhos castanhos continuavam os mesmos, mas tinham um brilho que só costumavam ter de vez em quando e que elas diziam que era o meu olhar selvagem; os lábios pareciam mais provocadores, vamos assim dizendo, e tinha uma cor diferente. Parecia que tinha acabado de vir da praia depois de um dia inteiro ao sol, estava com uma cor bronzeada e tinha a pele brilhante. O Taylor pôs-se atrás de mim.

- Agora só falta o resto. – Disse ele enquanto me tirava a toalha com uma mão. Após olhei para o resto do meu corpo virei-me e pus a cara nas mãos.

- Isto não é verdade! – Voltei a virar-me para o espelho. – Parece que exercito o corpo todos os dias! E tenho ainda mais curvas!

Olhei para ele, pelo espelho, e vi um brilho nos olhos dele, enquanto olhava para mim de cima a baixo.

- Então fiz as mudanças todas? – Perguntei virando-me para ele. Ele assentiu, sorri. – Bem vou vestir-me. Disse enquanto apontava para as roupas que estavam em cima da cama. Comecei a andar.

- Pensei que ficasses mais feliz. – Disse ele, virei-me.

- E estou, mas não é preciso fazer uma festa.

- Não é preciso ou estás com vergonha? – Na verdade estava com vergonha, só me apetecia abraçá-lo e celebrar a minha mudança.

- Bem…na verdade… — Ele interrompeu-me.

- Tens vergonha. – Disse ele, vindo na minha direcção com um sorriso. Dei um sorriso envergonhado.

- Sim… — Ele abriu os braços.

- Vá, vem cá. Podes abraçar-me se quiseres. – Hesitei, mas depois saltei para os braços deles, com um grande sorriso. Senti as mãos dele nas minhas costas, macias, estavam a ir para baixo e cada vez mais para baixo até chegarem ao fundo das minhas costas. – Parabéns. – Disse ele com uma voz, que me parecia, um pouco sedutora. Não posso dizer que não estava a gostar, mas tinha acabado de o conhecer e não queria parecer uma galdéria que se atira a todos.

- Obrigada. Acho que já celebrei o suficiente. – Disse. Afastei-me um pouco dele, mas ele não me largou. Começou a aproximar-me e depois deu-me um beijo na cara. Sorri e retribui o beijo. Ele pôs-me no chão e comecei a vestir a blusa.

- Já agora. – Olhei para ele. – A tua temperatura também está boa. Nós somos quentes, estamos sempre com esta temperatura.

- Ok. Ainda bem. Isso vai-me dar jeito, já que andava sempre gelada. – Sorrimos um para o outro. – É verdade, foste tu que me fizeste “adormecer” esta madrugada?

- Sim. E já agora, já são oito da noite.

- O quê?! – Olhei para ele de olhos arregalados e depois olhei para o relógio da mesa-de-cabeceira. – Eu estive a dormir 14 horas seguidas?

- Sim, estiveste sempre a dormir. E bem que precisavas. Estavas com um aspecto muito cansado.

- Sim, discuti com os meus pais. Mesmo tendo sido pelo telefone cansou-me muito.

- Deve ter sido uma discussão e peras. – Ele sentou-se na cama, assenti.

- Se foi! Eles estão em New York e mesmo assim não me largam. E estamos em L.A.! Onde está a escova?

- No armário da casa de banho. – Fui busca-la e depois voltei para o quarto e pus-me em frente ao espelho a pentear-me.

- Quer dizer, eles sabem que me porto bem e que tenho juízo, não faço maluqueiras, tenho boas notas, mas mesmo assim arranjam sempre algum assunto para discutir comigo… Eles sabem que estou aqui?

- Não. Eles pensam que ainda estás no colégio. O teu telemóvel está aqui. – Tirou o telemóvel da gaveta, da mesa-de-cabeceira. – O outro estragou-se, mas o cartão aguentou-se por isso pu-lo neste.

- Obrigada. – Agarrei no telemóvel.

- Sempre às ordens. – Disse ele com um sorriso. Pus o telemóvel no bolso das calças. Estava com uma blusa branca um pouco larga e umas calças de ganga pretas. Fui ao roupeiro e tirei uns ténis brancos, calcei umas meias, que estavam na casa de banho, e calcei os ténis.

- Bem, vamos jantar? – Perguntou enquanto se levantava e ia em direcção à porta.

- Sim, estou cheia de fome. – Disse. Fui ter com ele. Abri a porta no botão verde como ele disse e depois saímos, voltei a carregar no botão, agora, azul. Seguimos até ao fim do corredor e virámos à direita, sendo a única saída daquele corredor, depois voltámos à esquerda. A menos de um metro de distância estavam duas portas brancas, abri-as e vi uma imensidão de pessoas. Umas com batas brancas que se encontravam de um lado da grande sala e outras vestidas com roupas normais e confortáveis. As paredes eram de madeira e as mesas redondas, dando para umas seis pessoas cada. O Taylor guiou-me para a frente onde estavam umas mesas, que pareciam de bufet, onde estavam algumas senhoras.

- Só precisas de agarrar num tabuleiro e elas dão-te a comida. – Disse ele ao meu ouvido. Agarrámos cada um num tabuleiro, que se encontravam numa pilha de tabuleiros ao lado das mesas e fomos para a fila.

- Olá Dona Júlia. – Disse o Taylor.

- Olá meu querido. Como estás?

- Bem, obrigada. Hoje tenho uma companhia diferente. – A senhora olhou para mim, e fez um sorriso bondoso e caloroso. Retribui.

- Olá. – Disse, um pouco envergonhada.

- Olá minha querida. Sou a Júlia. Como te chamas?

- Chloe. Chloe Adam.

- Ora muito bem Chloe, espero que gostes do jantar de hoje! – Ela pôs-me um prato de sapo no tabuleiro. Olhei para a sopa. – É sopa de feijão verde.

- A minha favorita. – Disse com um sorriso.

A dona Júlia serviu o Taylor e depois continuámos a andar.

- Dona Beatriz. – Disse o Taylor.

- Taylor, meu querido! – Disse ela com um grande sorriso. – Hoje vais gostar do que temos para sobremesa. Ela pôs-nos, no tabuleiro, uma taça com maça assada.

- Você conhece-me bem. Já agora esta é a Chloe.

- Olá Chloe. Também gostas da sobremesa de hoje? – Perguntou ela com um grande sorriso.

- Bastante. Obrigada.

- De nada minha querida.

Começámos a andar em direcção às mesas.

- Anda, já estou a ver o Kellan.

- Kellan? – Perguntei.

- Sim. É uma das pessoas que te quero apresentar. – Continuamos a andar.

- Vejo que as pessoas gostam de ti aqui.

- Sim. Sou um rapaz que gosta de se dar bem com as pessoas. – Disse ele enquanto olhava para mim e sorria. Sorri.

- Ainda bem.

Chegámos à mesa. Estavam três rapazes e uma rapariga.

-Olá pessoal. – Disse ele, Olharam todos para nós.

- Olá. – Disseram os quatro. Sentámo-nos.

- Esta é a Chloe.

- Muito prazer em conhecer-te Chloe. Kellan Lutz. – Disse o rapaz loiro e de olhos azuis.

- Prazer. – Disse eu enquanto ele me agarrava na mão e a beijava.

- O Kellan tem o poder da força. É por isso que tem tantos músculos. – Disse o Taylor. Na realidade ele tinha bastantes músculos.

- E não te esqueças, também tem o poder de engatar raparigas. – Disse uma rapariga que estava ao meu lado. Tinha cabelo curto, castanho-escuro, e olhos verdes. – Sou a Ashley Greene. – Disse ela, estendendo a mão. Cumprimentei-a.

- Prazer.

- A Ashley tem visões. Vê o que pode acontecer no futuro, conforme as decisões das pessoas. – O rapaz que estava do outro lado da mesa ao lado do Kellan levantou-se e estendeu a mão, tinha cabelo castanho claro e estava todo despenteado, o que lhe dava um ar muito descontraído e natural e com olhos azuis.

- Sou o Robert Pattinson. Muito prazer Chloe. – Apertei-lhe a mão.

- Prazer. – Voltou a sentar-se.

- O Robert consegue ler pensamentos.

- Então deves saber que estou bastante envergonhada no meio de vocês todos. – Disse-lhe.

- Sim, é normal. Talvez o Jackson te ponha mais à vontade. – Olhei para o rapaz ao lado dele. Tinha o cabelo castanho-escuro e uns olhos incrivelmente verdes. Este levantou-se e estendeu as mãos, como os outros.

- Jackson Rathbone. Prazer.

- Igualmente. – Apertei-lhe a mão.

- O Jackson controla o humor das pessoas. Ora as põe mais calmas, ora as põe nervosas. – Comecei a sentir-me mais calma e relaxada.

- E resulta mesmo. – Disse olhando para o Jackson. Ele estava a olhar para mim, bastante concentrado.

- A Kristen e a Nikki? – Perguntou o Taylor.

- Estão a fazer alguns testes. – Disse a Ashley.

- Testes? – Perguntei.

- Sim. A Kristen consegue criar um manto protector, se estiveres debaixo dele não te atinge. E a Nikki consegue manipular as pessoas. Faz com que elas façam o que ela quer.

- Eu sei o que quer dizer. Obrigada na mesma, por me dizeres o que quer dizer. – Disse com um pequeno sorriso. Eles riram. Ele sorriu.

- De nada. Eu depois apresento-tas.

- Está bem. Começámos a comer e os outros continuaram a comer. Eles foram falando de vários assuntos durante o jantar.

- Então Chloe o que estás a achar disto até agora? – Perguntou o Kellan.

- Bem, acho que gosto mais da companhia do que do sitio…mas vou tentar ser optimista quanto ao estar aqui.

- Bem, é bom que gostes da companhia. – Disse o Jackson.

- Se precisares de alguma coisa é só chamares. – Disse o Robert.

- Obrigada, não me irei esquecer disso.

- Já está a ficar tarde, é melhor ires descansar. – Disse o Taylor, enquanto se levantava, agarrava nos nossos tabuleiros e os punha num carrinho, que estava praticamente cheia de tabuleiros. Levantei-me.

- Está bem. – Eles levantaram-se.

- Nós também vamos. – Disse o Robert. Arrumaram os tabuleiros e fomos me direcção à porta.

- Até amanhã! – Disseram eles às cozinheiras, com que eu e o Taylor tínhamos falado assim que chegámos ali.

- Até amanhã! – Disseram elas acenando, ambas com a mão esquerda, nas quais reparei que tinham uma estrela no pulso.

- Porque é que elas têm uma estrela no pulso? – Perguntei ao Taylor, que estava ao meu lado.

- É uma forma de sabermos quais são os seus estatutos.

- Estatuto?

- Sim. Uma estrela só com os contornos desenhados significa que são auxiliares e uma estrela completamente preta significa que fazem parte dos cientistas e responsáveis. Ah! Os auxiliares utilizam no pulso esquerdo, os responsáveis no pulso direito e os cientistas no meio do antebraço, sempre na parte de dentro. – Assenti com a cabeça. – Nós também temos um, mas digamos que isso explico-te amanhã.

- Está bem. – Disse. Saímos do refeitório e reparei que se andássemos sempre em frente haviam mais dormitórios.

- Neste corredor é onde os homens dormem. – Disse o Jackson, que provavelmente me viu a observar o corredor. Olhei para ele. – Nós dormimos em separado. É para não haver misturas. – Disse ele com um sorriso brincalhão. Sorri para ele.

- Eu levo-te ao quarto. – Disse a Ashley. Comecei a andar, mas o Taylor agarrou-me nos ombros fazendo-me parar.

- Eu sou responsável por ela. Por isso não tens de te incomodar, eu levo-a. – Disse ele.

- Sim, mas eu também a quero ajudar e quero conhecê-la melhor. Para sermos amigas. – Respondeu ela com um sorriso amistoso. Retribui o sorriso.

- Está bem. – Disse o Taylor. Largou-me os ombros e deu-me um beijo na bochecha. – Até amanhã.

- Até amanhã. – Disseram o resto dos rapazes.

- Até amanhã. – Disse eu e a Ashley. Virámos à direita, por onde tínhamos vindo, e depois à esquerda.

- Pode ser que a Kristen e a Nikki já tenham acabado os exames. – Disse a Ashley. Parámos a porta, que era do outro lado do corredor onde estava o meu quarto, que tinha “Kristen S.”. A Ashley bateu à porta.

- É a Ashley. – Disse ela. A porta abriu-se e vi uma rapariga um pouco mais alta que a Ashley, com cabelos pretos, olhos verdes claros e um sorriso amistoso. – Hey.

- Hi. – Disse ela.

- Esta é a Chloe. Veio hoje para cá.

- Prazer em conhecer-te. Sou a Kristen Stewart. – Apertei-lhe a mão, que ela tinha estendido.

- Igualmente. Chloe Adam. – Disse.

- Chloe Adam? A nova? – Disse uma voz que vinha de dentro do quarto. Ela fez sinal para entrarmos. Assim que entrei uma rapariga, de cabelo e olhos castanhos, chamou-me à atenção.

– Olá! Nikki Reed. – Disse ela, pondo o tabuleiro com comida que tinha no colo em cima da secretária. Apertei-lhe a mão.

- Prazer, Chloe. – Disse.

- Já deves estar farta de estar sempre a dizer isso hoje. – Disse a Ashley.

- Ya. Um bocado. – Disse. Sorrimos e ficámos a falar um pouco e depois comecei a ficar cansada.

- Acho que vou andando. – Disse, levantando-me.

- Desculpa, estava tão entretida que nem me lembrei que ficas cansada mais depressa. E depois de o teu corpo mudar ainda te cansas mais. – Disse a Ashley.

- Apesar de dormires durante muito tempo. – Disse a Nikki.

- Eu levo-te ao quarto. Senão o Taylor ainda se passa. – Disse a Ashley.

- O Taylor é quem te tem ajudado? – Perguntou a Kristen. Assenti com a cabeça. – Então estás em boas mãos. – Sorriu.

- Obrigada…por me dizeres isso. – Disse com um sorriso. – Até amanhã.

- Até amanhã. – Disseram a Kristen e a Nikki.

- Eu já volto. – Disse a Ashley. Saímos do quarto da Kristen e reparei que em frente era o quarto da Nikki, onde tinha “Nikki R.” escrito e que na porta logo ao lado era o meu quarto. Pus a minha mão no rectângulo e logo a seguir a porta abriu-se.

- Se precisares de alguma coisa o meu quarto é aqui à frente. – Disse ela, apontando para a porta que era em frente à minha, onde (claro) tinha “Ashley G.” escrito. – Boa noite.

- Boa noite. Obrigada, por me acompanhares. – Disse.

- De nada. – Disse ela, em seguida virou-se e voltou para o quarto da Kristen. Fechei a porta e fui lavar os dentes. Em seguida descalcei-me e deitei-me. Mas que dia de loucos…agora sou não sei o quê…e não posso falar com os meus amigos…é melhor dormir, já estou a ver que amanhã vou ter um dia preenchido… Passado um pouco adormeci, por estar tão cansada.

Notas finais
Se gostaram (espero que tenham gostado) digam aos amigos e digam-me fic's voças vou adorar ler.
Deixem a voça opinião e se tiverem ideias digam!
Beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.