A New Life

3 Chapter Three.


Notas iniciais
Eu ia postar mais cedo, mas ocorreu um imprevisto e eu tive que sair de casa. Acabei de chegar, terminei de revisar o capítulo e aí está. Não ficou do jeito que eu queria, mas vou tentar compensar no próximo. Enfim, sem mais delongas, aproveitem!

POV. Jay

Os minutos seguintes foram os mais longos e estressantes da minha vida. Enquanto estava sentada dentro do elevador, menos mal. Eu e Liam ficamos conversando por um tempão e ele era realmente fantástico. Contei um pouco sobre como era a minha vida no Brasil, descobri que tínhamos muitas coisas em comum e fiquei bastante surpresa quando ele me revelou algumas coisas... Inesperadas sobre ele, como seu medo de colheres e sua paixão por Toy Story. Tenho certeza que muitos já sabiam disso e provavelmente outras coisas sobre ele, mas eu nunca fui muito... Fanática, do tipo que entra em sites de notícias ou até mesmo os segue no twitter, então eu não imaginava esse tipo de coisa.


Flashback On:

– Hm... Me diga um filme que marcou a sua infância. – eu perguntei para ele que sorriu abertamente.

– Toy Story! Sem sombra de dúvidas. – respondeu e eu soltei um risinho baixo. – E você?

– A Pequena Sereia. – cobri o rosto com as mãos, envergonhada, quando ele ergueu as sobrancelhas. – Ah, qual é! O filme é perfeito! Eu até sei as músicas. – eu disse e ele riu.

– Ah, pois fique sabendo que depois de resolvermos isso tudo... Você vai cantar para mim.

Não me segurei e comecei a gargalhar até o ar me faltar.

– Você está bem? – Liam perguntou preocupado com a minha sanidade mental enquanto se endireitava, preparando-se para me acudir.

– Estou sim, é só que isso é estranho. Liam Payne me pedindo para cantar... As músicas de “A Pequena Sereia”! – ele apenas revirou os olhos e depois soltou um riso abafado. – Enfim, vamos continuar. Diga algo de que você tem medo.

– Hm... – ele coçou a parte de trás da cabeça e sorriu meio envergonhado. – Pode ser meio estranho, mas... Eu tenho medo de colheres. – soltei um riso pelo nariz.

– Nem tanto. Conheço gente que tem medo de coisas mais absurdas.

– Mas e você?

– Eu? – suspirei e o encarei. – Eu tenho fobia à fogos de artifício... – respondi e vi ele erguer uma sobrancelha.

– Sério, Jay?

– Queria que fosse mentira. Desde pequena fico pouco à vontade quando soltam fogos, mas nunca foi muito forte. Eu apenas tapava os ouvidos e ficava um pouco incomodada, mas foi aumentando e... Chegou a um ponto em que eu simplesmente entro em desespero, meu coração acelera, fico ofegante, suando frio e começo a correr.

– Mas... Do que exatamente você tem medo? Digo, do barulho, da explosão...?

– Aí está a pergunta. Não faço ideia. Acho que é o conjunto, sabe? A explosão de cores, o barulho, toda aquela luminosidade se espalhando pelo céu... Enquanto está longe, eu só fico incomodada, mas quando está mais perto... Não espere mais me ver, porque eu saio correndo. Já pensei em procurar ajuda, mas... – dei de ombros sem concluir a frase.

– Entendo... Bom, minha vez. Qual sua cor favorita?

– Hm... Vou te contar uma coisa que poucos sabem. – eu falei baixinho, semicerrando os olhos para dar um ar de mistério. – Até meus quinze anos, eu passei por uma fase onde tudo meu era lilás. Eu até hoje gosto de lilás e roxo, mas o que poucos sabem é que, na verdade, vermelho é a minha cor favorita. – eu disse sorrindo.

– Eu gosto de vermelho. – Liam sorriu meio abobado.

– Vermelho é a cor do Sebastião. – soltei um risinho e ele balançou a cabeça como se não acreditasse que eu tinha dito aquilo, mas logo depois riu também. E assim seguimos com as perguntas para nos conhecer mais um pouco.

Flashback Off.

Assim que as portas do elevador se abriram, percebi que nossa situação era menos pior do que imaginávamos. Os freios de segurança foram ativados um pouco depois de passarmos pelo térreo, mas ainda havia espaço o suficiente para sairmos. O problema é que além do chão do andar que estava um pouco acima de nós, não tínhamos onde nos apoiar para subir e passar pelo espaço, e por isso precisaríamos ser puxados. Ok, fácil. Água com açúcar.

Quando eu menos esperava, senti duas mãos firmes na minha cintura. Instantaneamente olhei pra trás e corei levemente quando percebi o quão próximo Liam estava de mim.

– O que está fazendo? – perguntei arregalando os olhos.

– Te ajudando, oras. Primeiro as damas. – ele sorriu de lado e eu teria derretido se não estivéssemos naquela situação.

– Aqui, segure em mim. – ouvi uma voz grossa falar. Segurei em suas mãos firmemente e apoiei um pé na parede. – No três. Um, dois... Três! – ele exclamou e entramos em ação. Peguei impulso na parede enquanto era puxada pra cima pelos braços, e Liam me ajudava, empurrando-me. Naquele momento, ignorei totalmente o fato de suas mãos terem percorrido toda a extensão da parte de trás das minhas coxas.


POV. Liam

Ufa! Finalmente conseguimos tirar Jane de dentro do elevador, e depois foi a minha vez. Um sufoco dos infernos, já que não tinha ninguém lá dentro pra me ajudar, mas ainda assim, tudo ocorreu quase bem. Eu estava quase lá, duas pessoas me puxando pelos braços, até que eu errei um cálculo e me dei mal; tentei passar a minha perna para cima, mas... “TRRRRRRA!” (N/A: É melhor imaginar o barulho, porque eu não sei digitar ele. KKKKKK)

A única coisa que eu consegui foi um belo de um rasgão BEM NO MEIO da calça. Na hora, pouco me importei. Deixei para me preocupar com isso mais tarde.

Depois de muito puxa-puxa, eu consegui sair rastejando, e finalmente percebi que estava agarrado à mão de Jay. Espera! Jay? Fiquei parado encarando-a, até que ela me ajudou a levantar. Passei a mão pela frente da camisa tirando um pouco da sujeira e sorri para ela.

– Obrigado. – agradeci e ela sorriu de lado.

– Não por isso. Você também me ajudou.

– É né, e por falar nisso, o moletom esconde bem, né? Mas ir a uma academia de vez em quando não faz mal, sabe... Perder uns quilinhos... – observei ela arregalar os olhos e corar fortemente. – Estou brincando, calma! Não precisa ter um treco não... – disse, rindo. Ela bufou e revirou os olhos. – Ah, vem cá!

Eu a puxei para um abraço e ela retribuiu. Mas que abraço delicioso! Não sei se foi pelo alívio depois de toda aquela situação, se foi de gratidão, não faço ideia. Mas acho que foi o melhor abraço da minha vida. Pena que acabou rápido.

– Err, a propósito, me desculpe pela camisa. – Ela disse e apontou para mim.

– Ah, não tem prob... – comecei a falar, mas logo senti um ventinho frio onde não devia sentir e quase morri ao me lembrar da calça. Fechei as pernas instantaneamente e ela deve ter percebido, pois quando olhou para baixo, caiu na gargalhada. – Ei, não tem graça! – eu disse abaixando a cabeça.

– Desculpa, mas tem um pouquinho de graça sim.

– Hunpf...

– Como faço pra te ajudar? – Jay perguntou parando de rir.

– Chama um dos meninos, pega um casaco ou algo assim pra eu amarrar na cintura.

– Tudo bem, espere aqui.


POV. Jay

Coitado do Liam! Ficar com a calça rasgada na frente daquele povaréu todo... Fui em direção aos meninos, mas não sem antes parar para observar os bombeiros que estavam falando com o pessoal do hotel e um homem que – aparentemente – era o empresário. Mesmo que não fosse, tinha alguma ligação com a banda porque estava aos berros com uma mulher dizendo que ia processar o hotel, que aquilo era um absurdo, que o Liam podia ter morrido e um monte de coisas assim. Deixei pra lá, afinal, a conversa deles não era problema meu. Por fim, me aproximei de um menino que estava de costas e toquei seu ombro.

– Er... Com licença. O-o Li-Liam tá... – gaguejei enquanto ele se virava e me encarava franzindo a testa.

– Espera, você? – Louis perguntou me olhando de cima a baixo, e imaginei o quão deplorável eu devia estar.

– É... Podemos deixar toda essa cena de filme para depois? – eu sorri meio constrangida, observando os outros meninos — É que o Liam tá todo rasgado lá e ele pediu para alguém emprestar um casaco para ele... – apontei para a parede atrás de mim, onde o Liam estava escondido com apenas a cabeça aparecendo.

Fomos até ele e assim que os meninos olharam pra ele, quase rolaram no chão de tanto rir e o coitado apenas tentou se cobrir com as mãos. Os outros ficaram rindo por um bom tempo até que um homem alto pigarreou e todos se calaram.

– Liam, está tudo bem? Tudo certo? Está machucado? – ele fez todas as perguntas de vez, se aproximando.

– Tudo no lugar, Adam. Estamos ótimos. – Liam respondeu passando o braço sobre o meu ombro, e eu apenas fiquei imóvel.

– Ah, claro. Desculpe-me pela falta de educação. Sou o Adam, empresário dos meninos. – ele esticou a mão formalmente e eu a apertei, cumprimentando-o.

– Eu sou Jane Dayme, mas prefiro que me chamem apenas de...

– Jay. – Louis e Liam disseram em uníssono e se olharam.

– Ué, você a conhece? – Liam perguntou semicerrando os olhos, descrente.

– Falei com ela hoje mais cedo antes da... – ele gesticulou com as mãos procurando a palavra cerda. – Antes desse fuzuê todo. – eu ri pelo nariz com o termo.

– Bem, meninos, já que está tudo bem, eu vou terminar de resolver umas coisas com os bombeiros e com a imprensa. Eles estão ensandecidos, já disseram até mesmo que você morreu, Liam. – olhei para ele que ergueu uma sobrancelha. – Enfim, vejo vocês depois. – todos assentiram e ele saiu apressado. Niall entregou seu casaco para Liam que amarrou na cintura como se fosse um avental, e estávamos indo subir as escadas quando um barulho muito alto atingiu nossos ouvidos. Olhamos em direção a recepção e parecia o apocalipse. Uma das portas de vidro havia se quebrado e com isso, vários paparazzis tentaram nos alcançar. Uma gritaria dos infernos do lado de fora, e os seguranças lutando pra controlar aquela loucura. Parei de raciocinar no momento em que vários flashes me cegaram e percebi que os meninos cobriam os olhos enquanto Adam surtava novamente tentando resolver tudo. Não sei exatamente quanto tempo fiquei ali, parada, em pé, mas o nervosismo me inundou e minha visão começou a embaçar. Tudo girou e ficou preto, perdi o controle sobre o meu corpo e a única coisa de que me lembro é que eu desfaleci nos braços de alguém.

Notas finais
Ok, não me matem! No próximo capítulo juro que todo esse drama acaba e as coisas começam a se encaminhar, weeee/ Beijos e até logo. :*