A New Day
1 Capítulo 1 - Lembranças...
Notas iniciais
-Acorda!!! Acorda vai, mamãe está chamado!!
“Ainda lembro daquela voz como se fosse ontem”
-Aaaahhhh deixa papai dormir mais um pouco...
-A não, vamos logo pai!
“Aqueles lindo cabelos caindo no meu rosto e fazendo cócegas”
-Ok, mas fala para sua mãe que ela é uma chata!
-Mamãe!!! Ele disse que você é chata! De novo.
Enquanto ela saia do quarto eu ia me trocando, coloquei uma camiseta branca, uma calça jeans e uma bota que tinha ganhado de dia dos pais, nela estava escrito “Melhor Pai do Mundo” e um colar do meu pai.
-Então eu sou chata né?
-Chata? Quem diria algo como isso?
-Mas você disse pai...
-Você não quer biscoitos filha?
“Eu tinha enfiado alguns biscoitos na boca dela”
-Eu sei que você realmente disse.
-Hum... eu te amo sabia?
-Acho que cinco anos de casamento diz isso.
-Ai! Isso vai para o meu coraçãozinho sabia?
-Eis a intenção, acho que estamos prontos para ir. Certo?
-Sim!
“Metade dos biscoitos que comia caíram da boca”
-Tenho outra opção?
Pegamos algumas sacolas e déssemos a rua em direção à praia. Enquanto minha esposa, Elisa, pegava Sol, e minha filhinha, Yasmin, brincava na areia, eu lia um livro.
“Nunca poderia imaginar no que ocorreria a seguir...”
Yasmin começou a se distanciar, foi seguindo um sorveteiro na praia. Eu chamava ela, mas parecia não me ouvir, foi andando... andando... andando... e eu gritando:
-Yasmin!! Você está muito longe.
Eu levantei e comecei a correr atrás dela, quando minha mulher gritou:
-Cuidado Filha!!
Apareceu um homem e a pegou pelo braço.
“Não sabia na época, mas seria a última vez que eu veria ela”
-Pararem aquele homem!! Ele pegou minha filha!!
Poucos conseguiram entender, então continuei correndo atrás dele. Cada vez estava mais longe... mais e mais longe...
Então ele entrou em uma van branca e só conseguir ver o rosto dela sendo tampado enquanto dizia:
-Papai, socorro...
Acordo assustado e vejo que não passava de um pesadelo, não importa o que dizem, eu podia ter evitado.
Seis e meia da manhã, tenho apenas vinte minutos para arrumar minhas coisas e ir para outro lugar, se eu ficar mais de três horas no mesmo lugar esses malditos infectados conseguem me encontrar. Desarmo minha barraca e a coloco na minha mochila, apago a fogueira e qualquer vestígio de que estive ali, afinal, se fossem apenas os infectados como problema estava ótimo. Coloco o capuz do meu sobretudo e uma máscara de gás improvisada, o cheiro de carne podre é o melhor que você pode sentir.
Com tudo pronto, subo no telhado da casa para ver qual o melhor caminho para seguir, as ruas, casas, prédios, lojas, tudo está destruído, pedaços de aviões deixaram enormes buracos no nas ruas e avenidas, além dos vários carros corroídos pela ferrugem. Ao Sul consigo ver um pequeno mercado, com certeza terá vários infectados, mas minha comida está acabando, tenho apenas uma lata de feijão amassada, essa é a única opção.
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