A New Chance

15 Capítulo 15 - "Está tudo bem?"


Notas iniciais
VOLTEI! Mil desculpas pela demora! Essa história tem um teor emocional muuuuuito pesado e eu preciso escrever com calma. O próximo sai logo logo, já está quase pronto! Sobre esse capítulo, ele não está tão grande, mas ele é essencial exatamente nesse tamanho. Boa leitura!

Destruída, era isso que Storybrooke estava. Aos olhos do povo, Gold era o herói de todos, e agora ele estava morto. Pouco tempo depois, a casa dos Nolan parecia a própria cena do crime, a maioria havia ido para lá, já que eram vizinhos de Gold. Enquanto a polícia começava as primeiras investigações, Alice ajudava a viúva de Gold com o que fosse preciso. Na sala da casa dos Nolan, estavam Regina, Emma, David e Mary. Todos em silêncio, apenas as palavras necessárias eram proferidas.

“Que tragédia meu Deus! Ele não merecia isso!” Alice disse entrando pela sala, cabisbaixa, incrédula.

“Talvez merecesse!” Emma pensou alto, talvez alto demais. Recebeu um olhar curioso de Regina e de todos os presentes ali. “Digo, ninguém sabe o que realmente aconteceu ainda!” Se apressou em corrigir.

“Filha, Gold sempre foi um homem bom, não fale assim! Eu vou até a cozinha preparar um café porque pelo visto a noite será longa!” Alice falou saindo diretamente para a cozinha.

“Eu vou deitar porque estou com um pouco de dor de cabeça. Você vem comigo?” Emma disse levantando-se do sofá estendendo a mão para Regina.

“Não! Não quero deitar agora. Vou ajudar sua mãe com o café!” Regina disse seca, ríspida e saiu deixando Emma sem entender o que estava acontecendo.

“Hey, o que houve?” Emma perguntou puxando o braço de Regina antes que ela adentrasse a cozinha.

“Nada, só não quero deitar!” Abaixou o olhar enquanto falava e isso denunciava o quanto tudo estava errado. “Eu vou ajudar a sua mãe, vá deitar que depois eu vou!” Tentou amenizar seu tom, mas já era tarde, tarde demais.

“Talvez eu deva subir mesmo. Preciso descansar!”

“Precisa?” Regina perguntou de imediato.

“Talvez!” Emma respondeu desconfiada e disposta a por um fim naquele clima. “O que está acontecendo?”

“Me responda você!” Regina retrucou num tom alto, sem conseguir controlar suas emoções.

“Como?”

“Você some enquanto eu estou tomando banho, surge do nada e agora o cara aparece morto. Você quer que eu pense o que?” Alto demais, mais uma vez.

“O que está acontecendo aqui?” David disse aproximando-se das duas que estavam visivelmente alteradas.

“Nada, eu já estava de saída! Vou pro meu quarto!” Emma, por fim se manifestou e saiu rumo a seu quarto.

“Está tudo bem?” David perguntou enquanto Regina apertava a ponte dos olhos.

“Sim! Eu apenas me alterei, mas está tudo bem! Eu vou ajudar sua mãe!” Forçou um sorriso e saiu de vez para a cozinha.

~~X~~

O dia já amanhecia, e ninguém havia pardo até aquele momento. Regina não foi atrás de Emma, a deixou no quarto e preferiu ficar ajudando no que fosse preciso. Ela sabia que havia sido ríspida e rude demais com Emma, mas, ela não estava gostando nada daquilo tudo. Não queria desconfiar de Emma e tinha consciência do quanto poderia estar sendo injusta, mas, era tudo muito real. Sua mente trabalhava a milhão enquanto ajudava Augusto com algumas questões da funerária.

“Acho que agora podemos nos arrumar para irmos ao velório. Acredito que toda a burocracia da funerária foi resolvida.” Augusto falava enquanto tomava seu mate quente. Tinha um olhar triste, mas era difícil demais demonstrar seus sentimentos.

“Sim, eu vou tomar um banho e volto para irmos.” Regina esboçou um sorriso sem mostrar os dentes, enquanto retirava a bandeja de café da mesa de centro.

“Regina, obrigado pela ajuda! Desculpe toda a confusão, justo em seu primeiro final de semana aqui! Mas, quero que volte logo e na próxima tudo será diferente!” O velho Augusto falava de maneira terna, e Regina sabia que existia verdade.

“Espero que tenha uma próxima!” Pensou alto demais, mis uma vez.

“Como?”

“Não, nada! Eu vou levar o café e me arrumar!” Saiu em direção ao quarto, sabendo que teria uma longa conversa com Emma.

“Regina, você viu Emma?” David disse encontrando-a num dos corredores da imensa casa dos Nolan.

“Ela está no quarto, disse que ia deitar, mas não a vi mais.”

“Não, ela não está! Já a procurei pela casa toda e nada! Tentei ligar, mas o celular só chama! Estou realmente preocupado e você sabe o motivo!” David tentava falar o mais baixo possível. Sabia que ninguém poderia ouvir aquilo e só poderia conversar com Regina.

“Pelo amor de Deus! Como assim não está? Onde será que ela se meteu?” Regina tentou não se desesperar, precisaria de calma para tentar raciocinar, mas isso era impossível quando se tratava de Emma.

“Calma! Nós vamos encontra-la! Ela deve só estar precisando andar e ficar sozinha um pouco. Você sabe que não deve estar sendo fácil!” David tentava acalmá-la, mas sua voz denunciava seu desespero e medo.

“Calma? Eu praticamente falei que desconfiava dela! Justo hoje que eu prometi que a ajudaria em relação a tudo! Eu ainda estou muito confusa com tudo, não sei o que pensar, mas pelo amor de Deus, eu preciso encontra-la!” Regina lutava para não deixar as teimosas lágrimas caírem, mas era em vão, elas desciam queimando, talvez por culpa.

“Calma! Vá tomar seu banho e depois a gente dá uma volta atrás dela, antes de irmos pro velório!”

~~X~~

Enquanto todos choravam inconformados naquela sala de velório, Regina sentia nojo de tudo. Queria poder gritar que todos estavam terrivelmente enganados quanto a Gold, mas, tentava se conter e disfarçar sua raiva sentada junto a Mary. Depois de andar durante quase uma hora de carro por Storybrooke a procura de Emma, ela e David foram para o velório e ali esperavam que ela desse um sinal de vida, enquanto tentavam mudar o foco de Alice e Augusto que perguntavam por ela. Enquanto esperavam por algum sinal de Emma, perceberam um movimento sendo formado perto da porta. Gritos eram ouvidos do lado de fora e em segundos todos estavam lá para ver o que acontecia.

“O que está acontecendo?” Perguntou o velho Augusto ao ver todos em volta de Elsa, sua sobrinha que aparentava estar completamente transtornada. Enquanto tentava entender o que acontecia, sirenes de polícia ecoavam anunciando a chegada de pelo menos duas viaturas.

“Essa menina está completamente descompassada! Assassina, mentirosa!” A viúva de Gold gritava enquanto era apartada por David e Regina.

“Assassina? O que está havendo aqui Elsa?” Alice perguntou incrédula com tudo aquilo que acontecia.

“Essa louca acabou com a minha vida! Matou meu marido! E eu só te pergunto, por que Elsa? Por que você está inventando esse monte de mentiras?” A viúva de Gold tinha mágoa e raiva em seu tom de voz, Elsa era como uma filha para ela e seu falecido marido.

“Você...você matou o senhor Gold?” Regina perguntou incrédula, num misto de arrependimento por tudo que havia falado para Emma e um alívio que a dominava. Sorriu, mesmo sem perceber.

Elsa não teve tempo de responder, policiais a renderam com algemas e seu choro podia ser ouvido até no mais escuro e escondido canto da floresta.

“Eu juro que foi em legítima defesa! Ele tentou...”

“CALA A BOCA GAROTA! VOCÊ É IMUNDA! LIMPE A SUA BOCA PARA FALAR DO MEU MARIDO!” A viúva de Gold indignada com tudo que Elsa falava tentava limpar a honra de seu marido.

“Alguém pode me explicar o que está acontecendo?” Augusto por fim se manifestou tentando botar um fim naquelas informações desconexas.

“Essa garota matou o meu marido e está falando coisas absurdas a respeito dele! Disse que ele a molestou e...QUE HORROR! Não consigo nem repetir!” A viúva de Gold soltou um choro preso, compulsivo, sem conseguir se conter.

“Elsa! Que absurdo! Minha querida, se você fez isso com Gold, você precisa pagar! Me conte o que te levou a isso, nós te ajudaremos, mas por favor, não invente essa calúnias, deixe esse homem descansar em paz!” Alice falava com todo seu jeito manso e meigo, tentando entender o que se passava, ainda que indignada com o que sua sobrinha havia feito. Regina e David trocaram um olhar cumplice e cheio de compreensão. Sabiam que Elsa falava a verdade e que provavelmente seria ela contra o resto do mundo para provar a verdade. Storybrooke era uma cidade pequena, Gold era o cara que mandava na cidade e provavelmente esse crime ficaria por isso mesmo. Mas o crime que Elsa cometeu contra Gold, com certeza teria destaque, era assim que tudo funcionava desde sempre na pequena cidade.

Em segundos os burburinhos começaram, todos que estavam no velório e assistiam aquilo, pronunciavam palavras de ódio contra Elsa. Era inadmissível tudo que ela falava, Gold era um grande homem e não merecia tudo aquilo. Os policiais tentavam acalmar a situação, o choro de Elsa tornava-se cada vez mais alto, e todos tentavam consolar a viúva do “grande homem”.

“Vamos leva-la, temos muito o que conversar!” O delegado disse após conter a multidão, dando sinal para que os guardas levassem Elsa.

“Não, por favor, eu posso explicar! Eu juro que estou falando a verdade, eu faço qualquer exame, por favor!” A voz de Elsa saía baixa, como uma suplica desesperada.

“Você vai explicar sim, amanhã, depois de uma bela noite na cadeia!” Um dos guardas falava enquanto caminhava com Elsa.

“David, pelo amor de Deus, temos que fazer alguma coisa!” Regina, tentava conter seu desespero e sua voz, mas não podia simplesmente deixar aquela injustiça acontecer.

“Elsa não está mentindo e eu posso provar!” Uma voz, no meio da multidão se fez presente, ainda que fraca e embargada por um choro, preso há anos.

Notas finais
Até o próximo! Quero muito comentários, façam o favor de serem gentis!