A New Chance
8 Capítulo 08 - É mais fácil assim eu evito sofrer
Notas iniciais
Oi!
Mas nossa, que povo animado e curioso!
Cheguei com a resposta de Regina e a explicação para tal.
Boa leitura!
Regina mudou seu foco totalmente para Emma a encarando tentando achar um resquício de brincadeira, mas não encontrava. Para o seu desespero encontrou somente verdade e expectativa.
Mudou seu olhar para qualquer outro ponto na tentativa de acordar daquilo, não podia ter ouvido o que ela realmente tinha dito.Voltou seu olhar para Emma que sorria tranquila, pois sabia o quão intensa e confusa Regina era e precisava de um bom tempo para assimilar o que ouvira."Emma.." Regina tentou falar mas sua voz falhou e saiu mais rouca e baixa do que imaginou."Regina, eu sei, eu tenho consciência que eu sou uma pessoa complicada, que eu tenho uma história pesada e talvez você não possa e não queira lidar com isso." Emma dizia determinada, pois era o que ela se sentia no momento."Emma, entenda que para mim é complicado, não por toda sua história, agora que eu sei de toda a verdade, mas, não sou só eu, tem Henry e vê-lo sofrer com alguma briga de um futuro relacionamento é o que eu menos quero. Eu não sou mais a mesma Regina de anos atrás, eu gosto muito de você, mas não sei se estou pronta e se quero encarar um relacionamento a essa altura." Regina tentava ser sincera mas tinha cuidado com as palavras, não queria magoar Emma."Eu tenho consciência de tudo o que me disse, e não pense que para mim foi fácil te falar isso. Eu te conheço muito bem e sei o quanto é difícil para você confiar em alguém, mas, eu simplesmente não poderia deixar de tentar." Emma sorriu sincera, pois entendia perfeitamente os motivos de Regina."Eu não posso te dizer não e nem sim por agora. Eu preciso apenas resolver minha vida, preciso pensar. Você é uma pessoa especial, e eu jamais imaginei que te encontraria depois de tantos anos. Mas, eu não posso mais tomar uma decisão sem pensar na minha família." Regina tinha seus olhos fixos nos de Emma e segurava uma de suas mãos."Eu te entendo e sei que está sendo sincera. Eu espero a sua decisão, te deixarei livre para tomá-la." Emma agora sorria e sentia uma pontada de esperança no peito."Ai garota, por que não pode ser tudo mais fácil?" Regina falou a abraçando e sentiu Emma rindo contra seu pescoço.Diferente do que a maioria, a volta para a universidade foi tranquila e sem um clima estranho. Emma deixou Regina na porta recebendo um beijo na testa e um sorriso que ela jamais imaginou receber naquele momento, voltou para seu trabalho com um coração leve e cheio de esperança.Regina travava uma batalha interna de fazer inveja a qualquer gladiador. Uma mistura de sentimentos se apossavam dela, e a única coisa que ela conseguia sentir era angústia, por não estar pronta para dizer sim e por ter medo de tentar mais uma vez. Pensou em cancelar seus compromissos, mas achou que seria pior, ficar ociosa simplesmente a destruiria.Afundou em seus relatórios, resolveu tudo que tinha de pendente e fez uma reunião com alguns professores, ao final do dia Regina estava acabada.Chegou em casa tão cedo que Granny até estranhou."Aconteceu alguma coisa?" Granny perguntou saindo da cozinha e indo em direção a sala."Tudo e nada! Minha mãe tá em casa?" Regina perguntou massageando as têmporas."Quer que eu a chame?" A mais velha perguntou e Regina apenas assentiu, não tinha forças para mais nada.Cora ao adentrar a sala se deparou com uma Regina acabada, e como uma boa mãe, leu exatamente tudo que se passava por dentro dela. Poucas vezes na vida viu Regina tão frágil como naquele momento. De uma coisa ela tinha certeza, Emma Swan. Se aproximou devagar, e sentou perto de Regina, puxou a cabeça da filha para que ficasse em suas coxas e apenas esperou, sabia que Regina tinha seu tempo e logo começaria a falar. Fazia cafuné enquanto a filha sorria com o gesto."As vezes eu sinto falta de ser adolescente!" Regina falou de olhos fechados."Só as vezes?" Cora perguntou focada em suas mãos que brincavam com os fios da filha. Regina apenas afirmou com a cabeça."Mas mesmo agora com 38, eu vejo a minha menina, aquela cheia de sonhos, de amor e de esperança e que você fez questão de esconder depois do que houve com o seu pai." Cora sabia que todo aquele sofrimento, tinha uma base. Que a maioria dos problemas e das dores da filha, eram estruturados na briga com o pai."Não é sobre isso que quero falar!" Regina falou deixando uma lágrima escapar."Você nunca quer falar sobre isso." Cora retrucou, mas o carinho nos cabelos da filha continuava incessante."Ele não merece que eu perca meu tempo falando sobre ele." Regina falou com a voz embargada, não queria se dar ao luxo de chorar mais pelo pai."Não estamos falando sobre ele, estamos falando sobre você! Você tomou aquele problema para você e o interiorizou de uma forma que isso te controla até hoje. Regina, você não confia nas pessoas, as vezes não confia no seu próprio filho. Você acha certo as pessoas que te amam pagarem por uma coisa que você projetou nelas? Nem todo mundo é igual ao seu pai." Cora tinha a voz mansa, parecia cantar uma canção de ninar.
"É mais fácil assim, eu evito sofrer e me decepcionar." Regina falou dando de ombros."Se você faz isso evitando sofrer, está perdendo seu tempo, pois você está sofrendo muito mais. Filha, você não tem mais quinze anos e tudo o que você perdeu não vai voltar. Se decepcionar é tão normal, é tão corriqueiro, chega a ser vital. É como anticorpos, a gente precisa para ficar mais forte. Cada decepção nos amadurece e faz com que na próxima, a gente saiba lidar melhor. Você amadureceu tão rápido e antes do tempo, perdeu tanta coisa bonita da vida, por estar fechada. Você deu sorte de encontrar Daniel, pois ele te enxergou por inteiro, mas nem todo mundo é assim. Nem todo amor ou amizade verdadeira tem esse dom, é uma coisa que se constrói aos poucos, só que para isso é preciso confiança. Emma te enxerga melhor do que ninguém, acho que até melhor do que Daniel, mas você a deixou escapar uma vez, não cometa esse mesmo erro agora." Cora agora tinha seu polegar massageando a testa de Regina que agora sentia as lágrimas escorrerem sem permissão."Não é tão fácil assim." Regina colocou as mãos nos olhos para evitar que as lágrimas escorressem mais."Você não quer que seja fácil porque tem medo de se decepcionar de novo. Regina, ela tem uma história pesada, triste e digamos que não tem família, pois a dela não sabe a verdade, e a tratam como se fosse doida. Não estou dizendo isso para que você tenha pena e fique com ela, pelo contrário, o que ela menos precisa é de pena. Mas, ela aprendeu sozinha a lidar com tudo isso. Ela perdeu você anos atrás exatamente por isso, e tenho certeza que ela amadureceu. Não ache que hoje em dia ela irá fugir se vocês brigarem ou quando estiver sendo assombrada por lembranças, ela não vai, porque ela sabe que tem você e que pode confiar. Se ela não confiasse, ela não teria te contado nada e simplesmente deixaria tudo como está." Cora ainda tinha seu tom tranquilo, Regina não chorava mais, olhava para a parede a sua frente e refletia cada virgula que sua mãe dizia."Tenho medo de magoar Henry, tenho medo de deixá-lo exposto a tudo." Regina falava com a voa baixa, quase num sussurro."Você está vendo Emma como a família dela. Ela não é louca e nem vai surtar do nada e quebrar a casa inteira." Cora agora tinha um tom mais sério e repreensivo na fala.Regina não respondeu, mas Cora não precisava de resposta, sabia que a filha estava refletindo sobre isso. A conversa acabou ali, elas ficaram um tempo mais sem silêncio, com Cora sempre fazendo carinho nos cabelos da filha e logo depois Henry chegou, alegrando a casa e ansioso para o cinema, já que era quinta-feira, dia dedicado a ficar com a mãe."Mamãe?" Henry chamou enquanto Regina o ajudava a ser vestir."Hum?" Regina respondeu focada nos cabelos do menino que ela penteava."A sua amiga melhorou?" Henry perguntou tão centrado na resposta que Regina ficou confusa."Que amiga querido?" Ela tinha a atenção totalmente voltada a Henry que parecia preocupado."Emma, não é Emma o nome dela? Ela não estava bem aquele dia na festa da tia Elsa!" Henry falou tão sério, que Regina se perguntou, pela milésima vez, se ele tinha apenas oito anos."Sim meu amor. Ela já está bem!" Regina sorriu com aquilo, Henry era uma criança muito especial."O que ela tinha?" Henry perguntou diante de toda sua inocência e Regina queria apenas um buraco para se enterrar."Ela tinha um probleminha aqui." Regina falou apontando pro coração do menino."Ela é cardíaca?" Henry tinha uma expressão de dúvida que fez Regina rir."Não meu amor, os problemas de coração de adultos podem ser um pouco diferentes. Agora chega de papo que vamos nos atrasar!" Regina falou sorrindo e o pegando no colo para beijar seu pescoço.Foram ao cinema, assistiram um filme que Henry escolheu, e como sempre, o menino implorou por refrigerante e batata frita. Regina como sempre cedeu só para ver o menino mais feliz.Depois do cinema o menino pediu para jantar com Regina em algum lugar, ela estranhou, pois geralmente eles jantavam em casa, mas foi até um restaurante com ele. "Filho, por que quis vir jantar?" Regina perguntou estranhando o fato."Porque você gosta e você está triste!" O menino falou abaixando os olhos."Querido, a mamãe está triste com outras coisas, me desculpe se estraguei seu passeio!" Regina falou passando as mãos pelo rosto do menino."Você não estragou. É que eu percebi, mas você sabe disfarçar muito bem. É problema aqui também igual ao de Emma?" Henry perguntou colocando as mãozinhas no coração de Regina."Não exatamente igual ao dela, mas é aqui também. Mas, eu tenho você e logo eu vou me curar, tá bem?" Regina perguntou sorrindo e depois beijou o rosto do menino."Tá bem! Podemos tomar aquele sorvete que você gosta, bem grande!" Henry sugeriu e um sorriso verdadeiro se abriu em Regina. Era adorável a forma como Henry via o mundo, tão inocente e tão maduro ao mesmo tempo.Ao lado do filho Regina era aquela que sua mãe disse que enxergava de vez em quando, cheia de sonhos e esperança. Ela não precisava de barreiras para estar com ele, talvez fosse o próprio Henry que pudesse ajudá-la a derrubar as barreiras com as outras pessoas.
Notas finais
Tenham paciência, eu sei que vocês entendem o lado de Regina, até Emma ta entendendo. rs
Ainda aceito sugestões viu?
Até o próximo!
Fale com o autor