A Namorada Do Papai

24 A mulher que eu admiro


Notas iniciais
Chegamos a 500 comentário! Na verda passamos kkkk eu tô muito emocionada :'''') todo o carinho de vocês com essas fic e comigo ♥️ muito obg meninas! Boa leitura!

Renesmee

*Começa dias antes dos eventos do capítulo anterior*

—Pois é, Jane é isso mesmo o que eu acho. -Sussurrei com o meu telefone no ouvido.

—Mas você acha que eles vão acobertar?

—Pior, pela forma como ela falou com a mãe, foi tudo armada, Jane. Aquele lugar é uma espécie de matadouro, onde eles abusam de mulheres.

—Não pode ser!

— Pode e, é. Prefiro acreditar nela, e eles que lutem para se explicarem.

—E você vai ficar aí até quando?

—Eu liguei para minha mãe, ela vai vir me buscar e ajudar elas. São pessoas mais humildes, a mãe é professora, solteira. A menina tem uns cinco mil seguidores, elas não devem ter muitos recursos.

—Vai pedir a sua mãe que assuma o caso?

—Claro. A Bryena não quer denunciar, foi uma luta para ela contar as médicas o que realmente tinha acontecido. As médicas conseguiram convencer ela a recolher todo o material necessário, tirar as fotos e essas coisas para fazer a denúncia.

—Ela não pode se calar!

—Claro que não pode, minha mãe vai convencer ela, tenho certeza. Mas ela sabe que irá contra gente muito poderosa, não tem só o nome Black envolvido.

—E ela disse quem foi que fez isso com ela?

—Não.

—Você não acha possível que o Jacob…

—Não. -A cortei no mesmo momento. -Ele poderia ter me forçado, acredite ele teve oportunidades, mas não fez. Ele… me induziu a querer.

Falei mais baixo ainda a última frase, admitindo pela primeira vez para minha amiga como me sentia boba sobre tudo aquilo, agora.

—Mas se tiver sido ele?

—Ele vai pagar. Não vai se esconder atrás do papai político. Seja lá quem fez isso com ela, não pode sair impune.

—Claro que não.

—Renesmee!

Ouvi a voz da minha mãe vindo do começo do corredor onde eu estava.

—Tanya chegou, preciso desliga.

—Me mantenha informada!

—Pode deixar! Mãe! -Acenei para ela.

—Outro problema com aquele clube? -Ela logo atirou.

—Não meu. Eu não assinei nada com eles, então nem vou procurar eles para romper nosso contrato verbal. De manhã eu queria, e encontrei essa menina, a Bryana.

Contei para Tanya tudo o que tinha acontecido naquela manhã e o pouco que eu sabia sobre Bryena e sua mãe, tentando convencer a minha de agir em favor delas na justiça.

Durante meu relato, Tanya sentou em umas cadeiras e parecia resignada.

—Não pode dizer não.- A disse.

—Renesmee…

—Mamãe, por favor? Podia ser eu! Eu estive naquele clube, bebi lá dentro, fui convidada a trabalhar para eles! Ela trabalha para eles!

—Tem noção do quanto essas pessoas são poderosas? É um clube de sócios, os Black são os menores dos nossos problemas lá dentro.

—A justiça é representada por uma mulher com os olhos vendados! Ela não vê o poder das pessoas, não faz distinção delas! Eles não podem sair impunes! Você é mulher, pelo amor de Deus!

Tanya estava sacudindo a cabeça antes de eu terminar de falar. Um sorriso contudo.

—Nada disso tem graça, Tanya!

—Desculpa, filha, sei que não tem. Só estou admirada com você.

Aquilo me pegou de surpresa.

—Você defendendo com unhas e dentes uma moça que não conhecia até hoje de manhã. Querendo brigar com pessoas muito poderosas por ela. Falando de justiça… eu era assim na sua idade. Por isso quis cursar direito, mas me perdi um pouco no caminho.

—Então vai me ajudar a ajudar elas?

Tanya suspirou alto.

—Vamos lá! Vamos colocar o direito em prática!



—Sua mãe é incrível! Ela fechou o clube enquanto estiverem sobre investigação! -Bree disse alto. Estávamos na sala de visita na casa da minha avó Esme.

—E outras quatro meninas estão denunciando que foram estupradas lá. -Jane disse de boca cheia.

—Tanya disse que isso iria acontecer, que quando uma tomasse coragem de denunciar, como foi o caso da Bryana, outras vítimas criariam coragem. -Contei.

— Inacreditável. Quem poderia dizer que esse tipo de coisa acontecia ali? -Jane perguntou de forma retórica.

—Sabe o que me dá mais nojo? A gerente de lá sabia de tudo isso e ainda acobertava. Foi ela quem deu a droga que deixou a Bryana mole.

—E a tal Vanessa? -Bree perguntou.

—Ela sabia é claro, mas também é uma vítima.

—Ela foi vítima. Então se uniu a eles. -Jane fez pouco caso.

—Pelo menos ela forneceu as provas, o que está sendo de muita ajuda. — Vanessa tinha tentado me alertar naquela primeira noite no clube, para eu ficar longe ou coisa assim. Depois da denúncia de Bryana, ela tinha pegado as fitas de segurança antes que pudessem ser adulteradas. Deixava claro a imagem do homem que entrou no quarto com ela. Guiando uma Bryana groge.

—O que Vanessa fez antes disso, ela vai responder. Vamos nos concentrar no fato de que ela nos ajudou.

—Então agora você é uma futura advogada? -Jane brincou e fiz uma careta.

—Tem muita gente aí sofrendo injustiças, que não tem voz para dar um basta. E quanto se levantam, na maioria das vezes são massacrados.

—Quer ser a voz dessas pessoas?

—Eu não sei se serei advogada, mas vou fazer o que puder para ajudar as mulheres, para que como Bryana sejam ouvidas e a justiça seja feita.

—Meninas, trouxe um bolinho e um suco. -Vovó Esme entrou com a ajuda de Amum trazendo uma bandeja com fatias de bolo, e ele uma jarra de suco e copos.

—Ah vovó não precisava.

—Só Nessie acha isso, senhora Cullen. -Bree disse.

—Eu conheço bem a falta de apetite da minha neta. -Vovó apertou minha bochecha. -Comam meninas.

Ela não precisou repetir para que Jane e Bree atacassem o bolo. Me permiti comer um pequeno pedaço.

—Hum… e sobre Diego, Bree? Conseguiu decidir se vai ou não apresentar sua família a ele? -Perguntei.

—Terminei com ele. -ela disse com naturalidade se servindo de suco.

—Como é?! -Jane e eu gritamos.

—Eu não pude dizer a verdade. Ele iria me odiar. Então falei para ele que tínhamos que terminar, que eu tinha que me concentrar na escola e ele na faculdade.

—E ele aceitou assim? -Jane perguntou.

—Claro que não, mas eu disse que não queria mais. O que ele poderia fazer?

—O que ele está fazendo? -Perguntei.

—Me manda mensagem todos os dias. -Ela fechou os olhos. -Aparece na escola, me liga… mas não posso. Não posso.

—Tem certeza que ele vai terminar com você se descobrir que você é…Pobre? -Jane vacilou na última palavra. -Claro que vai. Vocês tinham razão, eu não devia ter mentido para ele no começo de tudo.

—Então diga a verdade agora. -Falei.

Bree me olhou como se eu fosse louca.

—O problema agora é ele está no seu pé, certo? Diga a verdade, vocês já terminaram mesmo. Agora você pode jogar toda a verdade para cima dele até mesmo com raiva. Você já terminou com ele, o que ele achar agora…Nao te importa mais.

Bree pareceu assustada. É claro que ela não queria fazer isso.

—Bree, não tenha vergonha das suas origens. Você é incrível, e está aproveitando muito bem as oportunidades que a família Volturi está te dando de estudar. Um dia você vai ter um casão maior que essa aqui, não porque seu marido rico comprou, talvez ele compre junto com você de qualquer forma, o que quero dizer é que você vai ganhar muito dinheiro na profissão que escolher. Vai poder comprar o que quiser. Mas nunca se envergonhe de não ter vindo de uma família rica.

—Quem é você e o que fez com a Renesmee? — Jane disse com os olhos arregalados.

—Aproveitem meu surto de maturidade. -brinquei.

—E quando aquele homem vai ser preso? -Questionei minha mãe. Estávamos almoçando no apartamento.

—Entrei com uma medida protetiva. Alegando que ele solto pode intimidar as vítimas.

—Como ele pôde sair com fiança?

—Estamos falando de um empresário muito rico e influente, Renesmee. Alexandre Marcus tem apenas 38 anos e é um cara muito poderosos.

—Devia ser um crime infiançavel.

—Estamos lutando para que se torne. — Tanya parecia muito cansada.

—Esse caso vai te trazer muitos problemas não é?

Ela fechou os olhos.

—Sim. Os Black me demitiram e a firma está muito irritada comigo. Mas sou uma das sócias, não é como se eles pudessem me demitir.

—Um dos irmãos de Jacob também foi acusado. -Lembrei.

—Agora temos um vereador no pódio. -Ela resmungou. -O que essa garota começou com a denúncia dela e as outras que a seguiram, não só destruíram a imagem daquele clube, mas de tudo ao que o nome dos envolvidos estão associados. Vai ser um caso longo e exaustivo.

—Você não acha que elas deveriam desistir, não é?

—Claro que não! O que você pensa que eu sou? Também sou mulher filha, lido com homens me subjugando porque sou bonita e venho de uma família rica a muito tempo. Acho admirável a coragem dessas meninas e espero que isso dê forças a outras mulheres a denunciarem, não só nesse caso, porque acho que existem mais vítimas daquele clube, como as mulheres do mundo todo.

—Bom. — Foi tudo o que pude dizer, o discurso da minha mãe me deixou contente e admirada com ela. -Acho que eu… quero ajudar essas mulheres. Estive pesquisando e existem casas, abrigos para mulheres que sofrem violência doméstica, estupro… e existem muitas meninas também, mais novas do que. Quero ajudá-las.

—Estou muito orgulhosa de você. -Ela disse segurando meu braço por cima da mesa. -Agora coma! Acha que não estou vendo você jogando a comida de um lado para o outro?

—Hehe.

A campainha tocou.

—Maria? Alguém interfonou?

—Desculpa Senhora Tanya. -Maria entrou afobada. -O porteiro não disse nada.

—Está esperando alguma de suas amigas querida?

—Não…

Quem estivesse do outro lado estava sem paciência. Tocou a campainha repetidas vezes e bateu na porta.

—Já vai! -Maria gritou.

—Que estranho… -Sussurrei.

—Senhora…

—Tanya Danali? -Um homem vestido todo de preto tirou um distintivo do bolso. Minha mãe se levantou no mesmo momento.

—Espero que o senhor tenha um ótimo motivo para invadir a minha casa.

—A senhora está presa pelo assassinato do promotor de justiça Jorham Williams.

Ele não deu nem tempo para ela se afastar da mesa, três homens a cercaram e um deles a algemou.

—Mãe… o que ele tá dizendo?

—Liga pra sua tia Rosalie. Maria, não deixa Renesmee sair daqui.

—Mas eles não podem levar você assim!

—Saia da frente, senhorita.

—Mãe!

—Filha, está tudo bem. Apenas ligue para sua tia.

Vi minha mãe sair algemada da nossa casa.

—Nossa, mamãe, a senhora não pode procurar saber o que está acontecendo com Tanya? Ou sei lá… mexer os seus pauzinhos para soltarem ela? Que pauzinhos? Eu não sei mamãe, a senhora que é juíza! Ok… Renesmee está bem! Nervosa com tudo isso…Tudo bem, assim que você tiver notícias me ligue. -Tia Rosalie desligou o celular.

—Eu não acredito que você falou "mexa seus pauzinhos" para a vovó!

—Dona Esme é juíza, influente e conhece muita gente. Ela pode dar um jeito, ou pelo menos nos dar alguma notícia.

—Eu não acredito que a minha mãe matou um cara. -Sussurrei.

—O que ela te disse?

—Só mandou eu ligar para você. O que você sabe?

—Nada, meu amor! Eu nem ao menos tenho conversado muito com a sua mãe por esses… que cheiro horrível é esse?

Dei de ombros sem me preocupar em responder.

—Essa comida está estragando! Maria! Maria!

Como Maria não apareceu, tia Rosalie resolveu ela mesma tirar os pratos da mesa. Mas quando olhou para o meu prato só remexido, fez uma cara de nojo e tampando a boca correu para o banheiro próximo.

—O que foi? -Maria apareceu.

—Tia Rose ficou enjoada com o cheiro do resto de comida. -sussurrei.

—Ah, eu fiquei tão atormentada que não vi! Vou limpar a mesa. Menina, eu vi que você não comeu nada! Voltou a greve de fome.

—Apenas não sinto fome, Maria.

Maria fez uma expressão de desagrado, sacudiu a cabeça e foi para a mesa de jantar retirar os pratos.

—Vou fazer um lacinho para você.

Resolvi não responder, eu também estava me sentindo um pouco enjoada.

Será que a minha mãe matou um cara? Teve aquela noite que ela chegou toda suja… não, isso não tem nada a ver! Tanya luta por justiça, ela usa a lei a seu favor. Ela não cometeria um crime como esse. Claro que não.

Puxei meus joelhos na altura do peito, me sentia melhor assim, encolhida.

Eu queria que meu pai chegasse logo.

—Desculpa, Ness, aquele cheiro… -tia Rosalie fez uma careta. Não a respondi.

—Filha, sua mãe vai ficar bem, ok? Deve ser um grande mal entendido.

—E se não for?

—Ela é inocente. É claro que é.

—Eu devia ir até lá ver como ela está.

—Aquilo não é lugar para você. É só uma criança!

—Tia, eu não sou criança! Posso muito bem…

—Não é maior de idade. Não se manda. Vai me obedecer, ouviu bem?

Minha respiração aumentou.

—Renesmee. -ela se sentou ao meu lado no sofá, me abraçando. -Sei que é muito ruim tudo isso, e confuso. Mas acredite em mim, sua mãe sabe o que está fazendo.

Eu vivia dividida entre achar Tanya muito inteligente e capaz, ou achar a minha mãe boba e inconsequente.

O que seria dessa vez? Inteligente? Inconsequente?

Logo agora que eu estava começando a admirar ela de verdade.

—Ela está dormindo, Edward. Acho que não deve acorda- lá, ela ficou acordada a maior parte do tempo e não consegui fazê-la comer.

Eu não estava dormindo e podia ouvir perfeitamente as vozes. Deviam estar próximos à minha porta.

—Obrigado por tomar conta dela. -A voz do meu pai saiu carregada de emoção.

—Eu a amo como se fosse minha Edward. -Foi a resposta de tia Rosalie que me deixou emocionada.

—E você, Rosalie como está? -Essa era a voz de Isabella.

—Eu…Vamos conversar lá em baixo.

—Vou ficar com ela. -Ouvi a porta abrir e mantive meus olhos fechados. O colchão ao meu lado afundou e senti os dedos do meu pai em meus cabelos.

—Pai…

—Estou aqui, querida.

O abracei forte pela cintura, descansando a cabeça em seu peito.

—Eles levaram a mamãe.

—É, eu sei.

—O que vai acontecer com ela? -sussurrei.

—Sua mãe já mobilizou os advogados da firma dela, Irina me disse.

—E eles vão soltá-la?

—Não querida. Mas a estão mantendo presa com base no testemunho da secretaria desse tal Williams, então isso não deve durar muito.

—Minha mãe não mataria alguém.

—Não, ela não mataria

Gostei da convicção na voz dele, me passou certeza.

—Aconteceram tantas coisas, pai.

—E você não tem me dito nada. -Ele usou um falso tom de magoado.

—Vou te atualizar -prometi. Era bom estar com meu pai, seu cheiro me acalmava. Me forcei a contar o que vinha acontecendo desde a briga entre Alec e Jacob, estar com sono me ajudava a ser sincera, e meu pai não me interrompeu hora nenhuma. Me vi colocando todas as minhas dúvidas e medo para fora. Papai saiu depois de algum tempo e voltou com leite e biscoitos. Depois de comer, logo peguei no sono.

Notas finais
Atenção as beward's de plantão: próximo capítulo vai ter muito mais deles, ok? Comentem por favor! Eu amo ler os comentários de vocês e isso me faz escrever! Beijão!