A Namorada Do Papai
17 A Autora
Notas iniciais
Isabella.
Acostumar. Acostuma-se.
É incrível como a gente se acostuma com as coisas. Com a rotina, com as pessoas. Eu vinha de uma cidade pequena, onde conhecia a maioria das pessoas e era conhecida por todas. Eu dizia bom dia para cada pessoa que cruzava o meu caminho e para muitas delas o meu ‘’como vai?’’ era sincero, eu realmente queria saber a resposta. Com quase um mês completo vivendo em Los Angeles, eu já conhecia as pessoas que moravam na minha quadra, a dona da venda da esquina, e tinha me acostumado a passar tempo com o elenco do filme.
E com James Connor.
Ele tinha descoberto o meu endereço, e as primeiras flores chegaram na manhã seguinte ao seu show. No terceiro dia um bilhete me convidando para jantar ao qual aceitei.
James queria a oportunidade de compor para meus vampiros, cantar a música tema do filme e depois de ouvir a sua voz ao vivo eu não poderia pensar em outra pessoa. Quando contei para Alice que o interesse do cantor em mim era apenas ‘’social’’ ela deu um grito de raiva. Eu particularmente gostei, realmente não queria esse tipo de atenção e ter que dar um fora num homem tão bem… afeiçoado. Como eu não tomava essas decisões, conversei com Angela e disse que tinha gostado muito dele, e de suas músicas e ele queria compor algo original, ela fez a ponte e até a onde eu sabia as coisas estavam muito bem encaminhadas. Apesar de não termos nos envolvidos romanticamente, James era uma ótima companhia e estava me levando para conhecer várias lugares em Los Angeles, então quando eu não estava escrevendo, estava em algum lugar com ele.
Meus pais vieram no meu aniversário, eu estava com o humor bastante sombrio no dia — a rejeição de Edward ainda doía — por isso ficamos no meu apartamento e eles compraram um bolo para o parabéns. O auge para eles foi conhecer o estúdio onde o filme era gravado, tirar foto com cada ator -por mais desconhecidos que eles fossem — e claro, visitar alguns pontos turísticos. Contei a eles sobre o fim do meu namoro com Edward e minha mãe foi categórica em dizer que era o certo, um homem com uma vida tão formada não poderia ser bom para mim, mas o meu pai preferiu o silêncio, e quando pode ter um tempo da minha mãe, conversamos em particular.
—Bela. — ele havia dito daquele jeito meio travado dele, como quem preferia estar em qualquer outro lugar do que tendo aquela conversa. — Você parecia gostar muito daquele rapaz. Eu nunca tinha visto um brilho tão intenso em seu olhar ao falar de alguém.
—Eu amo o Edward. — Sussurrei para ele, preferindo olhar para a pia com um pouco de louça do que para ele do outro lado da pequena mesa. Minha mãe estava no banho.
—Se vocês se amam… porque é tão difícil?
— Eu não posso amar por nós dois, pai. — Gemi fechando os olhos.
—Achei que ele também te amasse. — Abri os olhos vendo a expressão confusa de Charlie, ele queria muito entender. Respirei fundo para me lançar numa explicação curta, minha mãe não poderia participar, ela já tinha montado um clube anti-Edward.
—As vezes só amar não basta. -Comecei. — Existem outras coisas… pessoas… eu queria continuar amiga dele, entende? Assim não estaríamos afastados e ele poderia… melhorar, e quem sabe…
— Ele não quis sua amizade — Ele concluiu.
—Isso.
—É difícil demais ser amigo de quem a gente ama de… outra forma. — Charlie disse sério.
—Imagino. — Suspirei.
—Você tem certeza de que ele te ama? — Charlie perguntou firme de repente.
—Eu não posso ter certeza.
—O que você sentia quando estam juntos?
—Ah pai… — eu me perdi, era fácil as vezes conversar com meu pai. Muitas vezes era como pensar em voz alta, Charlie me permitia esse tipo de espaço. — era perfeito, Era… completo. Eu sentia que era certo, era bom. O olhar dele, o sorriso, o jeito como ele fala… eu sinto falta de tudo. Ele… me amava em cada gesto.
Terminei de falar tendo a certeza do amor de Edward por mim.
Charlie abriu o tipo de sorriso que acentua suas rugas ao redor dos olhos.
—Então dê tempo ao tempo. — Ele se recostou na cadeira, cruzando os braços em cima da barriga proeminente.
—Ele vai me esquecer. — Sussurrei.
—O amor não funciona assim, querida.
Eu queria muito acreditar no meu pai, mas a decisão de Edward de se afastar de mim nas últimas semanas me diziam o contrário. E ainda teve o aniversário da filha deles, onde num momento íntimo de família, pai e mãe comemoram. Renesmee tinha postado fotos dos três juntos na noite do seu aniversário. Quem sabe esse fosse o momento dessa família finalmente existir?
—Eu ainda acho que devíamos ficar mais tempo. — Renee saiu do banheiro reclamando com uma toalha de banho presa ao corpo.
—As coisas vão se ajustar ao seu tempo. — Papai estendeu a mão sobre a mesa para segurar a minha.
—Obrigado, pai. — Sussurrei.
—Por nada, princesa.
A gente se acostuma. Eu estava acostuma a fazer historys no instagram, colocar a minha cara para falar com meus fãs e estava muito confortável com isso. Estava acostumada a receber parte do elenco no meu apartamento e expulsá-los quando queriam ler o que eu já tinha escrito da continuação do livro.
Estava acostumada a falar com Rosalie, mesmo que ela nunca me contasse como realmente estava se sentindo sobre Emmett. E por falar nela…
—Bella?! Por que você demora tanto a atender o telefone?
—Bom dia para você também, Rose. — Falei com deboche. — Estava escrevendo.
—Ah que bom que você está sendo útil. Eu não tenho sido muito, por isso pedi um afastamento da emissora.
—Isso é bom? — Com os Cullens eu nunca tinha muita certeza.
—É sim, eu nunca tirei ferias. Eles que se virem! Mas não vou me afastar muito, você sabe, podem encontrar alguém que me substitua.
—Você é insubstituível, Rose.
—Acho fofo seu jeitinho, sério. Mas ninguém é insubstituível, Bella. Precisamos lutar pelo nosso espaço.
—Ok, não acho que você me ligou para algo tão desmotivador. — A lembrei.
—Não… liguei apenas para bater papo. — Eu duvidava, mesmo estando de licença, ou férias, Rosalie não era de jogar tempo fora.
—Aconteceu alguma coisa.
—Por que precisa acontecer algo para eu te ligar?
—Não sei…
—Ok, não aconteceu, mas vai.
Pronto.
—Edward está bem? — Sim, eu sempre perguntava por ele a ela.
—Sim, me parece ótimo! Não vamos falar dele! Eu pensei em fazer uma inseminação.
—Ter um bebê sozinha? — Falei em dúvida.
—Isso! O que você acha?
—Acho que você será uma mãe incrível. Mas não é meio… precipitado?
—Precipitado? Bella eu estou cada dia mais próxima dos trinta e seis!
—Não estou falando de idade. — A parei. — Estou falando que com tudo o que está acontecendo agora…
—É o momento certo! — Ela me cortou. — Emmett vai ver que não preciso dele para nada! Você parece a Alice falando isso!
—Se a sua irmã está falando isso, e ela conhece você melhor que eu, deveria ouvi-la. — Falei de forma suave. — Você acabou de terminar um relacionamento de uma vida inteira com o Emmett.
—Acha que não posso fazer isso sozinha?!
—Não é sobre isso, Rose…
—Quer saber? Achei que fossemos amigas! Que iria me apoiar. Vou desligar, Nessie chegou aqui.
—Tudo bem, depois… — mas eu falava para o telefone mudo. Deixei o aparelho na cama, Rosalie era muito...intransigente.
Intransigente! Era isso! Samantha precisava de uma amiga como Rosalie… peguei o notebook que tinha ficado de lado, voltando a digitar furiosamente com a ideia da nova personagem borbulhando na minha mente.
…
—James, quando me chamou para um café, pensei que iriamos no meu bairro mesmo. — Falei adentrando a cafeteria que ele me levou, localizada num bairro muito movimentado.
—Precisamos de novos ares. -Ele disse sorrindo, tirou os óculos escuros. Vi três cabeças virarem na nossa direção e o brilho de reconhecimento ao vê-lo. James também devia ter percebido, colocou uma mão no meio das minhas costas e me guiou para uma mesa perto da janelas. Era umas dessas cafeterias bem abertas com dois ambientes, onde o ambiente interno tinha paredes de vidros para a rua. Eu achava que aquilo era para facilitar o trabalho dos paparazzo. Sentamos um de frente para o outro.
—Eu precisava te agradecer por me da essa oportunidade de cantar no seu filme. — Ele disse pegando minhas mãos em cima da mesa.
—Que isso? O filme não é meu, eu só dei uma dica. Você fez todo o trabalho. — Falei sem jeito, o olhar dele sobre mim era intimidador às vezes.
—Eu não teria conseguido sem você. — Ele sorriu brilhante, uma mão acariciou meu rosto. Então tudo fez sentido e eu olhei para fora.
Lá, do outro lado da rua um homem com uma grande câmera na mão. Fiz uma careta, tarde demais percebi que a expressão poderia ter sido captada pelo homem da câmera e ser interpretada errada.
—James, por que me trouxe aqui? — Tirei a mão dele do meu rosto e me recostei.
—O que vão querer? — Uma garçonete nos interrompeu, seus olhos faiscando para ele.
—Bella?
—Não vou querer nada. -Falei ríspida, eu só ficaria ali tempo o bastante para ele me responder o que pretendia com aquilo.
—Dois café expresso, pão doce, aquele grande com cobertura de creme? Eu amo! e duas fatias de torta.
—James, eu não vou comer. — Sublinhei.
—Bella, querida? Por favor, eu sei que está com fome.
—Volto em um minuto com seu pedido. — Ela sorriu para ele mostrando todos os dentes e se retirou.
—Que porra, James?! — O olhei exasperada.
—Preciso da sua ajuda. — Ele disse muito baixo se inclinando para mim.
—Quer fazer uma cena para a mídia? — Debochei.- Deveria ter me dito antes de sair de casa!
—Você teria aceitado? — Ele me olhou com esperança.
Teria?
—Nunca vamos saber, você tirou a decisão de mim!
—Bella, só você pode me ajudar! Eu fiz uma merda enorme, e quando isso cair na mídia eu vou estar arruinado. — Ele parecia sincero.
—É… Iza? — Duas adolescente pararam ao lado da nossa mesa. Pareciam muito envergonhadas. — Amamos o seu livro. Desculpe mesmo interromper, mas a gente veio de muito longe! Nunca imaginei que te encontraria aqui!
Uma delas disse, meio embolado, parecia muito nervosa.
—É um prazer conhecer vocês. — Sorri para elas. Angela vivia me dizendo para ser muito simpática com possíveis fãs, não que fosse difícil, só era um momento ruim quando eu estava tão agitada por James.
—Pode tirar uma foto com a gente? — A outra perguntou e eu não consegui decidir de onde era o seu sotaque.
—Claro! Da onde vocês são? — Perguntei me levantando. A Primeira estendeu o celular para mim, as mãos tremiam. — Respira, calma. James tira uma foto nosso?
A outra disse algo numa língua que me lembrou espanhol, e o nome de James com um sotaque muito diferente. Começou a chorar. A que estava perto de mim claramente a repreendeu, repreensões eram reconhecíveis em qualquer língua.
—Relaxe meninas. Vamos tirar a foto? -James disse muito simpático. Fiquei entre as duas, e ele registrou o momento.
—Agora olha a selfie. — Ele estendeu o braço e fez a selfie.
—Muito obrigada! Ah e somos do Brasil. — A primeira mais controlada disse.
—Brasil! Que legal, é tão surreal meu livro ter chegado tão longe. — Sorri para elas.
—Suas fanfic’s chegaram lá primeiro. — Ela respondeu. Era verdade, tinha uma conta de parceiras brasileiras que pediram autorização para traduzir minhas fanfictions.
—Isso é muito, muito legal. — Afirmei.
—Aqui o pedido de vocês. — A garçonete voltou com uma bandeja.
—Espero que você vá ao Brasil divulgar o filme. — Ela disse com os olhos brilhando.
—Eu adoraria.
—Está bem, as senhoritas vão querer o que? — A garçonete disse azeda. As meninas pareceram nervosas.
—Elas… — eu iria da uma resposta grossa a mulher.
—Elas já estão de saída. Obrigado pelo carinho meninas. — James disse para ela daquele jeito encantador dele que fez até a expressão da garçonete suavizar.
—Sim! Muito obrigada Iza! Você é nosso autora favorita!
Elas saíram da cafeteria falando naquela língua difícil que soava tão bonita.
—Regra número um: evite ser grosseira em público.
—Aquela mulher foi rude com prováveis clientes dela mesma! — Reclamei me sentando.
—Mas quem iria virar notícia seria você. Ou melhor nós.
Deixei passar, olhei pela parede de vidro de novo. Agora haviam outros dois paparazzo.
—O que você precisa, James? — Reclamei.
—Podemos comer? Depois te levo para casa e te explico porque precisava disso.
Olhei para ele em dúvida.
—Por favor, Bella? Pensei que fossemos amigos.
—Não somos mais, você decidiu isso quando me trouxe aqui para algum tipo de ceninha sem o meu consentimento.
—Me perdoa. Eu… estava desesperado. A minha carreira vai acabar.
Suspirei.
—Vamos comer, James.
Ele sorriu para mim.
—Você é a melhor!
…
—James… a sua lógica é horrível. — Falei séria depois de ouvir tudo o que ele tinha a dizer. — Na melhor das hipóteses eu vou ser taxada de corna.
—Claro que não! No momento em que surgir as fotos de ontem, e então as de hoje, todos vão acreditar que eu só estava ajudando um amigo bêbado, e os ângulos foram… ruins. — Ele apertou os olhos em dúvida.
—E o seu amigo? Ele está de acordo?
—Ele não tem que estar na acordo ou não! Ele não é importante… ele foi um erro! Um erro estúpido que eu nunca mais vou cometer!
James estava muito nervoso, andando de um lado para o outro no meu apartamento. Me reservei o direito de permanecer na cama.
—James… não acho que esconder a sua sexualidade seja uma boa ideia.
Ele parou de andar e me olhou indignado. Segurei o riso porque sua expressão de chocado era cômica.
—Eu não sou gay!
—Tudo bem, eu entendi. — Levantei as mãos em rendição. — Você… fica com alguém do mesmo sexo de uma forma muito heteronormativa.
—Isabella!
—Desculpa, James. — Falei tentando me recompor.
—Eu não gay. Eu… acho que sou Bi.
—Tudo bem. -Falei devagar. -Por que não… diz isso. você com certeza terá muito apoio.
—Apoio! — Ele desdenhou se jogando no chão. — Eu não quero esse tipo de apoio. Eu estou começando agora, não quero ser esse tipo de cara. Quero impor respeito, quero que me respeitem.
—Sua sexualidade não vai e não pode definir como você será tratado, James. — Falei agora totalmente séria. -Suas atitudes sim.
—Tem a minha família também… meus pais… eles sempre foram contra eu cantar. Quando eu vim para Los Angeles meu irmão mais velho disse para eu tomar cuidado e não virar um ‘’viadinho’’.
Respirei fundo.
—Eu entendo. Quer dizer, não pessoalmente, mas… entendo que esteja com medo. Mas se você tentar esconder isso tudo só vai piorar, e ao invés do mundo se tornar um lugar melhor para pessoas que sintam medo como você está se sentindo agora… ele só vai piorar.
Ele recolheu os joelhos em direção ao peito. Tomada de compaixão me sentei ao seu lado, passando um braço pelo seu corpo grande.
—Olha, eu não vou postar uma foto nossa falando que estamos juntos, ok? -Ele gemeu. -Mas também não vou falar nada negando, ou justificando o nosso café. Não é da conta de ninguém.
—Obrigada. — Ele sussurrou e me abraçou.
—Leve o tempo que precisar para entender sua sexualidade. Não fale nada também, deixe a mídia criar as teorias dela. Faça a sua música, seja bom para seus fãs. Seja esse cara incrível que eu estou conhecendo, e quando você se entender se abra com sua família primeiro.
—Eles vão me odiar. — Os olhos de James estavam tomados de lágrimas. Senti os meus marejados.
—Talvez eles irão agir como se te odiasse no primeiro momento. E eu estarei lá por você, e muitos amigos seus, e incontáveis fãs! E se não melhorar… minha mãe sempre quis ter mais um filho.
Sorri no final.
—Você não existe Isabella Swan.
—Eu sei sou incrível. — Dei de ombros.
James ficou comigo até tarde da noite, quando ele foi embora, vi da janela alguns paparazzi tirando fotos do carro e gritando perguntas. Ele cantou pneus pela rua. Pensando em toda a situação de James e como me sentia sobre isso, decidi que precisava criar mais um personagem.
Os primeiros raios da manhã invadiram minha janela quando finalmente parei de escrever, e tomada de satisfação pelo trabalho que tinha feito e coragem, decidi eu mesma mandar uma mensagem para Edward.
Eu: Me acostumei com Los Angeles. Você tinha razão.
Podia ser meio enigmático para as semanas em que não nos falamos, mas já era algo.
Sabendo que ele não me responderia tão cedo, dormi com o telefone ao lado do cabeceira da cama, para ser acordada por ele algumas horas depois.
Apertei os olhos para me acostumar com a claridade, passava do meio dia.
—Alo?
—Bella?
A voz dele! A voz dele dizendo o meu nome.
—Ei. — Que coisa mais estúpida de se dizer.
—Eu sabia que iria se acostumar com Los Angeles, é uma camaleoa. — Seu tom era divertido.
—Pois é, você acertou algo sobre mim. — Brinquei. Ouvi Edward suspirar do outro lado.
—Edward? — Aquilo me pareceu triste.
—Kaure disse que eu devia esperar você me procurar. Eu não concordei com aquilo, mas eu estava um merda esses dias. Eu sabia que se ligasse para você acabaria levando parte do meus problemas para você e eu não queria isso.
Eu não sabia como responder.
—Então… eu vi que você seguiu em frente. Eu sou um grande idiota, não é mesmo? Eu deveria ter ouvido os meus instintos e ter comprado a primeira passagem para Califórnia quando você me deixou!
—Edward, do que você está falando?
Mas ele não me ouvia, perdido como estava em sua lamentação.
Quando eu vi as fotos hoje de manhã eu quis ligar para você, voar até ai… mas o Emmett disse que era estupidez, então eu vi sua mensagem…
—Edward você está falando das fotos com o James?
Aquilo já estava na internet?
—Nessie disse que deve ser fofoca.
Endureci a voz ao apelido da filha dele.
—E o que você acha?
—Eu… não sei oque pensar. — Eu podia imaginar com clareza a forma como ele dava de ombros quando falava assim.
—Eu não vi as fotos dos sites de fofoca ainda.- Esclareci.
—Então é verdade?!
—É nisso que acredita? — Rebati.
—Bella eu não quero brincar de gato e rato! Apenas me conte!
—Por que eu mandaria uma mensagem para você justo hoje?! Quando nós deveríamos estar fazendo quatro fudidos meses juntos?! Não faria sentido se eu estivesse com outro!
—Ah. Ainda bem.
Ainda bem?!
—Ah Edward você é tão estúpido! — gritei para o telefone desligando. Senti meu coração bater rápido, como a semanas eu não sentia. Andei decidida até a cozinha pois precisava de um copo de água. Quem ele pensava que era?! Como podia acreditar naquelas fotos? Só me ligar por isso?
Voltei a cama pegando o celular e mandando uma mensagem para ele.
Eu: Foi você quem decidiu se afastar de mim! Não te devia nada, poderia ter ficado com James ou com qualquer outro!
Minha respiração estava ofegante. Ainda não era o bastante. Voltei a digitar.
Eu: Se queria tanto vir ficar comigo talvez fosse o que devia ter feito!
Mandei. Ótimo, aquilo não estava bom. Eu me afastei dele porque queria que ele se concentrasse na filha. Comecei a digitar de novo.
Eu: Talvez vir atrás de mim não fosse a melhor das escolhas, mas ter feito algo para eu saber o que sentia? SERIA MUITO BOM!
Logo meu celular tocou de novo.
—Você foi péssimo, Edward! Nem ao menos no meu aniversário…
—Eu sei, meu amor, me perdoe. — A voz dele estava toda mansa.
—Não me chame de amor! Não sou o seu amor!
—Claro que é, e sabe disso. — Ele estava presunçoso agora. — Por isso não tem nada com James Connor.
—Você é péssimo, Edward. Só me procurou porque seu ego estava ferido. — Acusei.
—Eu senti que não tinha mais tempo! Bella você não sabe…
—E não quero saber! Passar bem! Ou não, não me importa! -Desliguei o aparelho para que ele não me ligasse de novo.
Uma grande merda tudo isso! Meu rosto estava e chamas! Eu queria socar alguma coisa! Ou melhor alguém. Peguei um travesseiro descontando minha raiva nele, lembrando como seu olhar ficava quando ele tendia a ser presunçoso, como sempre parecia ter certeza do meu amor…
—Ah eu odeio você, Edward Cullen!
Eu precisava sair dali ou cometeria um crime de ódio! As gravações do filme haviam sido encerradas, a festa de encerramento seria daqui a dois dias, dessa forma eu realmente não tinha o que fazer no estúdio, mas poderia arrumar algo. Peguei minha bolsa e sai batendo a porta.
Me arrependi assim que cheguei a entrada do prédio, havia paparazzi ali. três deles, e eu me detive por um momento, estava sem óculos. Eu não podia deixar aquilo me deter, abri as portas e passei por eles rapidamente.
—Iza, você e James Connor estão namorando?
—O que você achou das fotos íntimas dele com um homem?
—Vocês tem um relacionamento aberto?
—Ele é bissexual?
—Você traiu Edward Cullen com ele?
Essa última me fez parar na calçada.
—Escuta aqui seu…
—Bella! — Angela surgiu de um carro preto.
—Sem declarações! — Ela gritou para eles e me jogou dentro do carro.
—Quando você ficou tão forte? — Reclamei já dentro do veículo. Não reconheci o motorista.
—Quando você ficou tão estúpida? — Ela rebateu. -Iria para onde?
—Estúdio? — saiu como uma pergunta.
—A essa hora? caminhando? eles iriam te encher de perguntas até lá!
Me encolhi no banco.
—Onde está seu telefone? Estou tentando te ligar a horas.
Eu quis dizer que aquilo não era possível, porque só tinha desligado meu telefone recentemente, mas fiquei quieta.
—Deixei em casa.
—Ótima hora para você fazer isso! Por que tem fotos suas com James na internet? Eu não vi nada demais nelas, mas estão dizendo que vocês são um casal! Isames! Isso lá é nome pra shipper?
—Parece horrível. — murmurei.
—E as fotos dele de chamego com um cara?! Não te chamego, aquilo era atentado violento ao pudor. Isso é péssimo Bella! Não podemos ter você associada a esse tipo de escândalo às vésperas de lançarmos um filme!
Aquilo me espantou.
—O filme não é só no ano que vem?
—Que importa? Escândalo é escândalo! Vão lembrar disso no próximo ano!
—Mas eu só sai com o James para um café! — Gritei.
Angela me olhou atentamente.
—Só isso?
—Sim.
Ela fechou os olhos.
—Graças a Deus. Vamos mandar uma nota para a imprensa declarando que você e James são apenas amigos.
—Na verdade não podemos. — Fiz uma careta.
Angela fechou os olhos respirando fundo.
—Você trocou a armação dos óculos? — Perguntar de repente notando a cor roxa que substituiu a anterior vermelha e querendo destruí-la.
—Por que não podemos? — Ela perguntou devagar e baixo.
—Eu meio que... prometi a ele.
—Isabella Marie Swan, porque você faria isso?
—Por que ele é meu amigo e precisa de ajuda.
—Vocês se conhecem a dois segundos!
—James precisa de ajuda, Angela!
—Ah, sim, James precisa de ajuda! Mas não da sua ajuda! Não algo que vá prejudicar você!
—Não sei porque isso iria me prejudicar
—Você sabe o que estão falando de James hoje?
—Provavelmente que ele foi visto com um homem. — Tentei.
—Não só isso Bella. Estão dizendo que ele é um drogado descontrolado. Ele foi visto saindo de uma boate com uma galera bem alternativa. Só que ele estava seminu, visivelmente alterado, fazendo gestos obscenos, beijando um cara, pegando nas partes desse cara… uma bagunça completa. Aqui, veja.
Angela me estendeu o celular mostrando o video. Nem de longe era como o James me contou, ele estava fora de controle.
—Pelo menos ele não agrediu ninguém.
—Ele não me disse que era isso. — Me defendi. -Mas eu não quero voltar atrás no que prometi a ele.
—Bella, as pessoas estão falando que vocês tem um caso. Sua imagem vai ser distorcida pela dele.
—As pessoas não me conhecem, não me viram fazer nada!
—Isso aqui é Hollywood, bebê. Não importa a verdade, só o efeito das coisas. E o efeito da noitada de James? Vai respingar em você.
…
Angela ainda ficou um bom tempo tentando me convencer a permitir que ela lançasse uma nota negando que eu tinha algum envolvimento com James. Eu não permiti. Eu fiquei no apartamento dela o resto do dia, ansiosa e sem ter o que fazer, ouvindo sua acusações e discussões ao telefone com gente do estúdio e da minha editora. A conversa com essa última me deixou nervosa.
Ela pediu pizza, e estávamos as duas sentadas no sofá esperando que chegasse, ela com o celular na mão absorvendo tudo o que a internet dizia de James, então de mim.
—Como amiga. — ela começou. -você deveria me contar o que deu no James.
—Como amiga dele, eu não posso.
Ela fez um bico.
—Não existe aquela regra? Não conto para ninguém, exceto minha melhor amiga porque conto tudo para ela?
—Nunca ouvi falar. — Sorri.
—Boba.
Ela se voltou para o telefone.
—Ai meu DEUS AMADO! DEUS É JUSTO! EU SEI QUE ELE ME SONDAS!
—O que foi?! — Me aproximei para ver o que ele via no aparelho que a deixou daquele jeito.
—’’James Connor grava vários storys no instagram e garante a seus seguidores que não tem nenhum tipo de envolvimento romântico com Isa.’’ Vamos ver isso!
Ela procurou a conta dele.
—Deixa eu ver também! — Grudei meu corpo ao dela olhando a tela do seu celular.
James parecia abatido.
‘’Oi, pessoal. Quero me desculpar pela minha atitude nesse vídeo que está circulando e deixar claro que não tenho envolvimento com nenhum tipo de drogas. Eu bebi demais, estava feliz demais e me excedi nas minhas atitudes. Deixo aqui um alarme; tenham limites na bebedeira, pessoal. — Ele disse a última frase de forma mais engraçada. — Não queria envergonhar meus fãs nem preocupa-los, eu estou bem. o que vocês viram foi isso, um grupo de amigos que passou dos limites na diversão. Quanto ao que diz respeito a minha sexualidade… no momento eu quero pedir a compreensão de vocês para que eu possa manter no privado esse assunto. Quero conversar com a minha família primeiro. -Ele parou e respirou fundo. — E ao que diz respeito a Bella, que vocês conhecem mais como Isa, quero saibam que ela é uma amiga incrível! Toda a demonstração de afeto entre nós está firmada sobre a mais profunda amizade. É recente, mas eu sinto a Bella mais próxima a mim do que muitos amigos que tive a vida toda. Ela tem sido… incrível. Realmente o tipo de amiga que todos nós queremos ter, então por favor, não fiquem… falando coisas ruins sobre ela. Ela é muito melhor que todos nós. De novo me desculpem pela minha atitude, eu amo todos vocês.’’
Era o último history dele.
—Uau.
—Uau. -fiz coro a Angela.
—Agora ele parece apaixonado por você.
—O que?!
Ela riu.
—Ele agiu bem, o melhor é sempre falar diretamente com os fãs. Aprenda isso, Bella. — Ela deu um beijo na minha bochecha.
—Acha que tudo vai ficar bem agora?
—Acho que ele deveria sair do armário logo, sabe lidar com a merda toda de um vez.
—Eu quis dizer sobre mim.
—Ah, isso. só amanhã para ter certeza, mas o jeito como ele falou de você… foi tão fofo. -Ela piscou os olhos falsamente apaixonada.
—Então você não está mais com raiva de mim?
—Não mesmo. — A campainha tocou. — Nossa pizza!
Após os storys de James o bom humor de angela voltou, tiramos fotos da nossa noite das meninas improvisado e ela postou em seu instagram.
—Como você me deixa o celular em casa?! — Ela me reprovou. Não quis contar para ela sobre a conversa que tive com Edward.
Eu não quis pensar mais nele.
—Tinha acabado a bateria e eu queria sair. -Dei de ombros.
—Que seja. Só me prometa que não vai prometer nada a ninguém nessa cidade sem antes me falar?
—É se for um amigo? -Brinquei.
—Sua única amiga aqui sou eu.
—Tem a Vick. -A lembrei.
Ângela pareceria irritada
—Entendi o que você quis dizer, Ang. Nada de me comprometer.
—Isso. Quer ficar aqui essa noite? Já está bem tarde.
—O que seria dessa noite das meninas se eu não ficasse?
—Ótimo! Espero que você não ronque mais.
—Eu não ronco! -Reclamei atirando uma almofada nela.
Quando voltei para minha casa no dia seguinte, a primeira coisa a ser feita foi pegar meu celular, ligar e enfrentar o que tivesse. Algumas chamadas de Edward e James. Mensagens dos dois e uma de Rosalie. Achei melhor começar por James.
James C: Bella por que não me atende? Você viu o vídeo não é? Eu não sabia que tinha um vídeo!
James C: Isso é um estrago e tanto eu sei! Por favor seja a minha amiga ainda?
James C: Bella a minha agente tá me enchendo para fazer uma declaração então eu vou ter que fazer.
James C: Você tinha razão falar a verdade ou parte dela é o melhor.
James C: Espero poder contar com a sua amizade.
James devia estar precisando muito falar comigo antes de dar aquela declaração. Mas pelo visto, ele saiu muito bem, sem falar comigo.
O respondi rápido.
Eu: Querido, me desculpe eu tive um grande imprevisto ontem e não estava muito bem, e sem o celular. Você se saiu muito bem na declaração! E claro, somos amigos!
De Edward havia apenas uma mensagem.
Edward: Isso de "a distância" não funciona bem para mim, ainda mais quando você recusa atender meus telefonemas. Vamos resolver isso, Bella. Você vai me entender, eu sei que vai.
Se eu iria entender ou não Edward eu não tinha certeza, o que eu tinha certeza era que a mensagem de texto dele era enigmática.
Por fim a de Rosalie.
Rosalie: Desculpe o meu mal gêmeo. Talvez você tenha razão e seja cedo demais para ter um bebê, com o fim entre Emmett e eu tão recente. Amigas de novo?
Sorri com a mensagem dela:
Eu: Mil vezes sim! Por que você não vem para Los Angeles? Novos ares e tudo mais. Dar um tempo de Nova York.
A resposta dela veio imediatamente.
Rosalie: Prepare um colchão para mim, ex-cunhada!
Ótimo, Rosalie estaria aqui.
Ela poderia aproveitar e trazer o irmão dela!
Não Bella, não seja absurda! Ver Edward agora não é a melhor coisa que pode acontecer.
Respondia a mensagem dele.
Eu: Eu não entendo você, Edward. Esse é parte do problema.
Deixei o aparelho de lado, pegando algumas roupas sujas que eu estava protelando lavar e deixando espalhadas por ali. Eu tinha uma trouxa de roupa para levar a lavanderia quando ouvi o som que indicava chegada de uma mensagem. Peguei o telefone não querendo me encher de esperanças e falhando miseravelmente.
Edward: O que não entende sobre mim? Explique se melhor.
Aquele era o Edward todo formal? Eu não sabia se gostava disso. Digitei rápido a resposta.
Eu: Uma hora você me quer. Uma hora você é todo decidido e dono da sua vida. E na outra… é um cara perdido!
Mandei essa e ele que interpretasse como quisesse.
Os minutos foram passando e como sua resposta não veio eu mandei outra.
Eu: Vamos deixar claro que a primeira hora foi o nosso tempo aqui na Califórnia. Você era um cara completamente diferente aqui! O cara por quem me apaixonei. E na outra hora… aí em Nova York você me mostrou um cara diferente e eu não tenho certeza se gosto dele.
Logo que enviei essa eu me arrependi. Ele poderia pensar que eu não gostava do Edward pai. O que não era verdade! Eu amava a forma como ele falava da filha e a sua preocupação com ela. A forma como parecia que ela era parte fundamental da vida dele e, eu estava disposta a me encaixar na vida dele. Eu me apaixonei pelo Edward pai, mas não pelo Edward pai passível.
Fiquei comendo a cutícula dos dedos enquanto esperava que ele me respondesse.
Edward: Acho que eu te entendo. Eu queria muito que nos dessemos certo, Bella. Eu queria tanto que Ness gostasse de você, só que baseado no que era melhor para mim não para vocês. Eu fui muito egoísta desde que te trouxe para cá e sinto muito por isso.
Uau. Edward Cullen acaba de reconhecer a burrada que fez. Eu estou em choque.
Eu: Eu também errei. Percebi que as coisas entre sua filha e eu não estavam bem e não te alertei sobre isso. Acho que nós dois erramos ao nos fechar. Eu também estava desesperada para que desse certo.
Meu coração agora estava batendo rápido. Minha respiração mais curta. Parecia que tínhamos começado a ter a conversa definitiva por mensagem de texto!
Edward: Que tolos nós fomos.
Foi a sua resposta. Seguida de um coração partido. EDWARD ME MANDOU A DROGA DE UM CORACAO PARTIDO?!
O que mais? O que eu poderia falar? Ele estava esperando uma resposta? Aquilo era um ponto final? Nós já tínhamos terminado, contudo isso tinha gosto de término! Como ele ousa terminar comigo por mensagem de texto?!
O que eu falo agora?
Há algo a ser dito depois de um coração partido?
—O que eu faço?!-Gritei pegando um travesseiro e apertando no meu rosto.
Edward não disse mais nada. Talvez esperando que eu dissesse algo. Talvez porque não havia mais nada ser dito.
Deixei o aparelho de lado. Me preocupei em limpar o apartamento, tendo convidado para Rosalie para ficar comigo, era bem capaz dela já estar arrumando tudo e estar aqui amanhã mesmo, bem a tempo da festa de encerramento das gravações do filme no fim de semana.
Limpei e esfreguei cada centímetro do apartamento, faxinar era um método infalível para se manter ocupada e não pensar. O sol já tinha se posto, estava escuro lá fora, quando eu finalmente dei meu serviço por encerrado e me joguei no sofá para recuperar o fôlego antes de tomar um banho para levar a roupa para lavar.
Não passaram dois minutos até que ouvi batidas na porta.
—Isso não pode estar acontecendo. -Choraminguei me levantando. Meu cabelo bagunçado escapava do rabo de cavalo, que já era difícil de fazer e manter graças ao corte curto, meu corpo suado e pegajoso. -Já vou!
As batidas se tornaram mais insistentes, não me preocupei com o fato de que estava com um short curto e manchado de cloro e um top que só cobria meus seios. Abri a porta num rompante no meio de uma batida para dar de cara com…
Edward Cullen.
Uma calça de moletom da Adidas, o que ele gostava de usar para viajar. Uma camisa de manga curta branca e amassada. Havia um boné em sua cabeça, mas uns tufos embolados se destacavam aqui e ali. Os olhos verdes incríveis estavam cansados, e havia olheiras ali. O rosto parecia mais magro, ele tinha perdido alguns quilos.
—Edward? Eu não entendo… quando você chegou?
—A pouco, eu vim direto para cá. -Ele tinha um sorriso. -Isso de falar por telefone não estava dando muito certo, eu precisava arriscar e vir pessoalmente para fazer você entender que eu te amo e mesmo que eu não seja a sua melhor escolha, eu vou trabalhar todos os dias para ser, e vou ser sincero e te contar tudo, e…
—Quando você ficou tão tagarela? -Questionei sem dar espaço para ele me responder, puxei seu rosto para baixo colando meus lábios aos dele, ele ficou surpreso, mas agiu como esperado, um braço circulou minha cintura me puxando para si, uma mão nos meus cabelos desfazendo o laço mal feito. Boca com boca, corpo com corpo. Pele com pele. Mas havia muita roupa no caminho. O puxei para dentro batendo a porta atrás de nós.
—Tira isso. -Ordenei o que prontamente ele atendeu tirando a camisa e as calça de qualquer jeito. Me joguei em cima dele, surpresa com a fome que sentia. Eu não queria pensar, apenas sentir. Sentir sua pele, seu gosto, seu hálito. Ele me apertou em seus braços e percebi que ele também se sentia assim. Apertei minhas pernas ao redor da sua cintura o beijando com força.
—Você tem certeza disso? -Ele arquejou.
—Eu tenho certeza que eu preciso sentir você dentro de mim. -Ofeguei sentindo seus lábios em meu pescoço.
—Porra, Bella!
Nada mais precisou ser dito, ou esclarecido. Foi rápido, foi desajeitado, mas servil ao seu propósito. Em poucos minutos estávamos nus e ofegantes no chão do apartamento.
—Isso foi rápido. -O tom de Edward era de reprovação.
—Foi intenso. -Rebati.
—Senti sua falta.
—Percebi. -Me apoiei em um braço encarando ele. -Isso ainda não é o sexo de reconciliação.
Ele sorriu para mim, erguendo mão para tocar meu rosto.
—Estou ansioso por ele.
—E eu por um banho. -Me pus de pé.- nem acredito que fizemos isso comigo muito suja de cloro e suada. Vou tomar uma ducha rápida, não se mova!
Corri para o pequeno banheiro. Edward estava ali! Depois de um mês ele estava bem ali diante de mim e tínhamos pulado a parte da conversa para a parte do sexo de reconciliação. Como isso poderia dar certo desse jeito? Não, não era hora de pensar nisso. Eu quis transar com ele e foi bom, muito bom.
E talvez fosse melhor assim! Eu o queria e ele estava aqui! Isso queria dizer alguma coisa, e ele já tinha deixado claro que iria mudar, que estava mudando, que não haveriam mais segredos…
Ok, Bella calma. Uma coisa de cada vez. Um banho primeiro, então ofereço comida a ele e conversamos. Edward estava aqui, isso era a maior prova de que era real o sentimento dele de querer mudar.
Meu banho foi rápido, coloquei um short confortável e uma camisete e voltei ao quarta.
—Eu estou morrendo de fome e acho que você também, porque não toma um banho enquanto eu… -Parei no meio da frase chocada com a cena diante de mim.
Renesmee estava parada na soleira da porta com uma grande mala e uma gangue a tiracolo.
—Bella! Surpresa! -Rosalie entrou no meu campo de visão.
—O que vocês estão fazendo aqui? -Perguntei olhando para Edward.
—Desculpe aparecer assim, é que Seth ficou de fazer nossas reservas e fez errado! -Jane, amiga de Renesmee falou do corredor.
—Eu errei só um pouquinho a data! -O tal Seth se defendeu.
—Estamos sem lugar para ficar até amanhã. -Renesmee revirou os olhos e então sorriu e acenou para mim.
—Oi Bella.
—Oi…-Murmurei desconcertada.
—Hum… sinto cheiro de sexo! Sogrão não perdeu a oportunidade em? -Um rapaz moreno alto disse batendo nas costas de Edward, que o olhou com ódio o que o fez recuar.
—Hã… Edward. -Consegui falar. -O que está acontecendo aqui?
Edward passou as mãos na cabeça parecendo exasperado.
—Você me convidou, Bella! -Rosalie se defendeu.
—Sim…
—Nós viemos passar o fim de semana, mas o Seth errou nas datas da reserva, então estamos sem lugar pra ficar.
Renesmee disse falando diretamente comigo.
Então eu tinha quatro hóspedes indesejados? Já que Rosalie era minha convidada e Edward apareceu de surpresa.
—Ah… tudo bem. Vamos fazer assim…
e que Deus me ajude a acomodar toda essa gente no meu apartamento.
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