Notas iniciais
Leiam as notas finais, é importante!

Boa Leitura!!

Epílogo

Eu podia ouvir os murmúrios chegarem aos meus ouvidos. Uma mão segurava a minha, quente e aconchegante, fazendo carinho em meus dedos.

Eu sentia um cheiro familiar, o perfume que eu amava. Ouvi movimento ao meu redor.

- Ela já deveria ter acordado – ouvi a voz familiar. Era Edward que estava ali. Sua voz tinha um tom de preocupação, agonia, talvez medo.

- Acordara em breve, a anestesia que demos a ela faz com que durma por 12 horas seguidas.

- Tudo bem, eu só estou ansioso.

- Vai ficar tudo bem filho.

Carlisle?

- Eu... eu me sinto culpado. Ela fez isso por mim e se não fosse...

- Edward, pare de se culpar. Bella fez isso pelo bem de todos, deveria ser orgulhar dela, porque ela é a pessoa mais corajosa que já conheci.

Eu queria poder abrir meus olhos, abraçar Edward e dizer que tudo estava bem, mas algo me impedia. Eu não tinha forças para abrir os olhos.

- Na verdade, eu acho que deveria sair um pouco, vá pra casa descansar filho.

- Não, vou ficar com ela aqui, até que ela acorde.

Edward estava cansado? Eu estava inerte há quantas horas? Eu tinha que acordar, ele tinha que descansar.

- Ok, eu não vou te forçar a nada. Mas Melanie sente sua falta.

Melanie, Renesmee, Charlie, Renée, como estavam todos? Há quantos dias eu estava ali?

Ouvi movimento novamente no quarto e a porta se fechou. O silêncio seguiu por minutos.

Ouvi Edward suspirar. Sua mão soltou a minha.

Não, por favor, fique.

Ainda podia sentir sua presença ao meu lado.

- Eu fui o cara mais idiota e incapaz de proteger você. – Ele murmurou. Sua mão voltou a segurar a minha. – Sei que você pode me ouvir, meu amor. Por favor, me perdoe. Se eu soubesse ao menos que você faria isso eu a teria impedido. Eu... te perdi de tantas formas Bella, tantas vezes. Eu fico imaginando se um dia tudo vai acabar ou se sempre irei perder você. Quando eu vi você ali, no chão toda machucada a única coisa que eu queria era morrer. Tudo o que você tem vivido é por minha culpa. Já machuquei você de todas as formas possíveis. Eu não sou uma boa pessoa. Não sou um bom namorado, quem dirá um bom marido. Eu não quero te ver mais assim. Eu não quero te machucar mais. Eu não posso mais permitir isso...

Ah Edward, a culpa não é sua.

- A primeira vez em que vi você, toda suja de farinha – ouvi a diversão em sua voz, mas logo voltou a angustia, sua voz embargada. – Eu pensei que um anjo tinha invadido minha casa e estava ensinando minha filha a cozinhar. Nessie me falou tantas vezes de sua amiga Isabella, eu nunca dei a mínima, para mim era só mais uma garota. E então eu olhei em seus olhos e toquei suas mãos. Tudo mudou naquele dia. Eu não sei explicar o que senti, porque foi diferente. Como se no mundo existisse apenas eu e você. Eu me apaixonei tão rapidamente por você, seu sorriso de repente era tudo pra mim...

Eu também meu amor, por favor, você pode me ouvir? Não se sinta assim Edward.

- Eu passei a perguntar mil e uma coisas sobre você a Renesmee, eu simplesmente sentia a necessidade de saber mais sobre você. Eu queria saber tudo sobre a mulher que me fez sonhar todas as noites, como seria tocar seus lábios. Nessie me dizia suas qualidades e cada vez mais eu ficava encantado. Eu sentia a necessidade de te ver novamente, de ouvir sua linda voz, de ver seu sorriso. Eu te procurei, mas se eu soubesse que tudo seria assim eu jamais teria feito isso. Eu fui egoísta, tantas vezes eu fui idiota o bastante de te ver sofrer e não ser forte para dizer adeus...

Não podia dizer adeus Edward, para mim também era tarde demais, por favor, pare.

- Eu pensei muitas vezes em desistir de tudo. Eu nunca fiz nada para que pudéssemos ser felizes, foi sempre você. Você fez tudo, amor...

Não Edward, você fez tudo, você mudou tudo.

- Eu nunca tenho certeza de quando as coisas estão boas. Quando eu penso está te fazendo feliz às coisas parecem dar um nó e eu te magoo. Me desculpe, eu nunca serei uma boa pessoa. Você merece alguém que te proteja, que cuide de você, te de carinho e que te faça feliz todos os dias. Alguém que só te faça chorar de felicidade e quando estiver mal a presença dessa pessoa mude tudo e faça se sentir melhor imediatamente...

Esse alguém é você.

Eu queria poder falar, fazê-lo parar. Não era para se sentir culpado. Concentrei-me forçando a mente me obedecer enquanto ele falava e se sentia culpado.

- Você é a pessoa certa – meus lábios proferiram.

Edward parou no mesmo momento de falar e suas mãos apertaram a minha.

Eu tinha conseguido.

- Bella? – sua voz agora tinha uma felicidade e emoção contida.

Senti a lágrima escorrer pelo meu olho direito e apertei sua mão. Abri meus olhos, mas logo os fechei por conta da claridade e depois os abri aos poucos, piscando repetidas vezes até enxergar seu rosto turvamente.

- Bella! – sua voz rouca veio acompanhada de um sorriso e seus lábios beijaram cada parte de meu rosto. – Bella!

- Oi! – sorri. Minha voz sairá rouca, e minha garganta estava seca.

- Bella, eu te amo tanto. Perdoe-me meu amor...

- Eu também te amo...

- Eu... eu tive tanto medo de te perder.

- Shh! Eu estou aqui Edward – apertei sua mão novamente e sorri.

Seus olhos verdes brilhavam e lágrimas escorreram. Edward meneou a cabeça negativamente se desculpando repetidas vezes e chorou em meu colo, era um choro de alivio, eu sabia que era. Acaricie seus cabelos.

- Ei, eu estou bem amor.

- Não, você está em um leito de hospital internada por minha culpa. Nunca irei me perdoar por isso.

- Edward você só pode me fazer mal de verdade se um dia desistir de nós dois, se um dia disser adeus você vai realmente me machucar. Não foi sua culpa, por favor, pare, eu... eu vou ficar bem.

Edward levantou sua cabeça e olhou em meus olhos. Seus lábios encostaram-se aos meus e limpei um pouco de suas lágrimas.

- Vou chamar o Carlisle – Ele se levantou e apertou um botãozinho perto á maca em que me encontrava deitada. E depois se sentou novamente. Engoli em seco. – Está com sede?

Assenti rapidamente e o vi enchendo um copo plástico com água. Percebi que algo me impedia de mexer o braço esquerdo, olhei para o lado e vi o gesso e uma tala, ambos branco, em meu braço.

- Seu braço esquerdo quebrou, foi preciso passar por uma cirurgia.

Assenti e Edward pareceu chateado novamente.

- O que foi? – murmurei.

- Como pode encarar isso assim?

- Assim como?

- Você está calma e...

Meneei a cabeça negativamente.

Estendi minha mão direita e vi os machucados e hematomas na mesma, mas ignorei, eu precisava de água.

- Não... deixa que eu faço isso – Edward murmurou e senti o copo plástico encostar-se aos meu lábios e a água molhar os mesmos.

Com cuidado, como se eu fosse um bebê Edward me deu toda a água na boca. Senti um alivio enorme.

Carlisle passou pela porta e sorriu ao olhar em meus olhos.

- Olha só quem acordou! – Ele sorriu e se aproximou. – Como se sente?

Eu não sabia ao certo.

- Bem? – Edward pareceu incomodado, ele sabia que eu estava mentindo.

- Nenhuma dor? – Carlisle ergueu as sobrancelhas.

Suspirei e senti minha coluna reagir com a atitude, uma pontada dolorida.

- Minha cabeça está doendo um pouco e acabei de sentir uma pontada na coluna – murmurei.

- Certo. – Carlisle tinha uma prancheta em suas mãos e anotou algumas coisas em uma folha de relatório médico.

- O seu braço dói? – perguntou.

- Não exatamente, mas está me incomodando não poder mexê-lo.

- Tem que ficar imobilizado, por enquanto, vai ser melhor.

- Tudo bem.

- Você está ótima pra quem acaba de fazer duas cirurgias.

- Duas?

- Sim, uma no braço e...

- E?

- A outra foi na coluna Bella.

Na coluna? E por que de repente eu sentia que tinha algo grave naquele assunto.

- E? – eu me sentia de repente assustada.

- Ei, tem que ficar calma – Carlisle colocou a mão em meu braço.

- Me diz logo, por favor.

Meus batimentos cardíacos aumentaram. Carlisle olhou para Edward.

- Nós fizemos de tudo para que você...

- Diga Carlisle... Edward – minha voz estava embargada. Edward sussurrou que tudo ficaria bem.

- Nós fizemos de tudo para que não ficasse paraplégica, foi uma cirurgia complicada, a violência de James foi tão brutal que tivemos que reconstruir um de seus ossos, mas não sabemos se tivemos êxito nisso, me desculpe.

Eu poderia ficar paraplégica? Como assim? Deus...

- Não. – Chorei, realmente sentia medo e Edward pediu diversas vezes para que eu ficasse calma. – Não, não, não, não.

Ouvi a voz de Carlisle e Edward ao longe. Minha visão turva encarou a enfermeira que acabara de aplicar algo em meu soro e a escuridão tomou-me novamente.

***

Quando abri meus olhos o quarto estava escuro, o barulho constante do bipe e a respiração de Edward ao meu lado era como calmantes. Eu lembrava as coisas que Carlisle me disse, era difícil de aceitar, eu não podia...

Edward passou a mão no rosto e se aproximou da minha cama, puxando a cadeira. Olhei em seus olhos, ele parecia tão cansado.

Sua mão acariciou a minha.

- Eu sinto muito – sussurrou para mim.

Assenti deixando as lágrimas descerem pelo meu rosto.

- Mas Carlisle disse que você tem chances meu amor, e eu acredito nessa pequena porcentagem. Você vai voltar a andar Bella, eu sei que vai.

- Quais são as chances?

Edward deu de ombros.

- Você precisa acreditar ok? Eu estarei ao seu lado para sempre, aconteça o que acontecer eu vou estar com você.

- Vai me querer mesmo assim? – sussurrei soluçando.

- Você é a minha vida, eu jamais abandonaria você.

Assenti novamente.

- Volte a dormir, eu estarei aqui quando acordar.

***

Na manhã seguinte Edward estava lá, como prometerá.

Eu fingi esquecer o fato que poderia nunca mais andar na minha vida. Carlisle me visitou trazendo analgésicos para a dor na cabeça e nas costas.

Achei estranho ninguém ter ido me visitar naquele tempo em que tinha acordado. Somente Edward estava ali, o tempo todo.

- Ei, há quanto tempo estou aqui no hospital? Dormi por quantas horas?

- Hoje faz uma semana e depois da cirurgia você dormiu por 12 horas seguidas.

- Uma semana.

Edward sorriu e beijou minha bochecha.

- Carlisle disse que está se recuperando muito bem e logo pode ir pra casa.

- Onde estão todos? Renée, Charlie...?

- Eles estiveram aqui ontem, todos, mas você estava dormindo. No entanto, não se preocupe, você os verá em breve.

Arrisquei dar um sorriso.

- Nessie e Melanie? Elas estão bem, certo?

- Sim, estão ótimas! Melanie sente sua falta – ele sorriu. – Mas evito trazer ela aqui, está um pouco gripada e o ambiente hospitalar não é bom para ela.

- Também sinto falta dela e de todos.

- Estarão aqui em breve, eu prometo.

- E você?

- Eu o que?

- Está esperando eu levantar dessa cama e mandar você ir embora?

Edward olhou-me assustado não entendendo.

- Quer que eu vá embora? – murmurou.

Não pude deixar de sorrir.

- Quero que vá descansar e se alimentar direito.

- Eu estou me alimentando, não se preocupe comigo.

- Me preocupo sim. Aliás, você está horrível.

- Obrigado – ele sorriu.

- Eu sei que vai estar sempre comigo, mas precisa mesmo de uma cama e conforto. Não vou ficar sozinha. Está aqui desde o começo, certo?

Edward assentiu.

- Vou socar você quando puder levantar esse braço – ameacei apontando para o braço engessado. Sorri.

Edward gargalhou e me beijou. Sentia falta de seus lábios, foi tão bom que não o deixei se afastar aprofundando nosso beijo. Rimos quando o bipe soou mais rapidamente.

- Desse jeito você mata minha filha — ouvi a voz de meu pai. Olhei para o lado e nunca me senti tão feliz ao ver Renée e Charlie.

Depois de muitos beijos e choros aliviados o clima se acalmou no quarto.

- Eu fico tão feliz em ver você assim – Charlie sorriu.

- Nós te amamos Bella, e imaginar perder você foi a pior coisa para mim e para o seu pai, nunca mais faça nenhuma loucura, entendeu?

Sorri assentindo.

- Eu faria isso por qualquer pessoa mamãe.

- Eu sei meu anjo, sempre soube que era imprudente o bastante – todos riram.

Renée e Charlie ficaram algumas horas ali comigo e com Edward.

Mesmo podendo fazer sozinha todas as refeições Edward insistiu em dar na minha boca, café da manhã, almoço, café da tarde e o jantar.

Rose e Emmett apareceram naquela tarde, e bem tinha sido divertido.

A noite chegara e eu Edward estávamos sozinhos. E lembrei-me de algo.

- Edward, como me encontrou?

- Humm, Alice me ligou perguntando se você estava comigo, ela queria entender porque você mandou um SMS com um endereço. Eu disse que não estava e assim que finalizei a ligação eu liguei para o seu celular. Mas você não atendeu, eu achei estranho, então a Nessie me deu o número da Angela e ela desmentiu toda a versão e que você não estava com ela na casa do Mike. Eu não sabia por que tinha mentido e confesso que fiquei furioso, mas eu me lembrei da noite passada o quão ficou nervosa quando voltou do jardim com Melanie. Uma agente bancária me ligou informando o valor sacado de minha conta por Isabella Swan. Eu pensei que tinha fugido Bella então pedi para Scott rastrear o GPS do seu celular e os endereços na mensagem eram os mesmos. E percebi que tinha algo de errado. Liguei para Alice e para a polícia e fomos para o local e o resto você sabe.

- James e Rachel?

- Eles foram presos em flagrante.

- Se você não chegasse...

- Shhh! Você é a mulher mais inteligente e corajosa que já conheci. – ele sorriu.

- Já ouvi isso antes – sorri e nossos lábios se tocaram. – Dá pra me beijar direito? Eu não vou quebrar.

Edward hesitou e me beijou, mas não da forma que eu queria.

- Poderia até fazer sexo com você bem aqui – reclamei.

Edward gargalhou.

- Descanse meu amor, amanhã será um grande dia.

- Vai ser?

- Sim, amanhã você terá alta.

- Ótimo! – sorri.

***

Quando acordei no dia seguinte parte do quarto estava iluminado pela luz do sol. Ouvi murmurinhos ansiosos. Abri meus olhos e um largo sorriso preencheu meu rosto. Metade do quarto era ocupada por balões e flores e a outra metade por toda minha família.

Renée e Charlie. Rose e Emmett. Esme e Carlisle, Nessie, Jasper e uma Alice chorosa no cantinho.

Todos gritaram “Surpresa” e sorri olhando para Edward ao meu lado.

- Meu Deus, Bee nunca mais faça nenhuma loucura dessas, ouviu? – Alice me abraçou chorando e a abracei de volta.

Carlisle sorriu se aproximando.

- Se senti bem?

Assenti.

- Definitivamente sim.

- Você pode ter alta hoje, mas primeiro você vai passar por alguns exames, tudo bem?

- Tudo bem.

The Climb

Tomei meu café da manhã, quer dizer, Edward me deu o café da manhã. Ele tinha um sorriso bobo no rosto. Era tão bom vê-lo sorrir daquela forma.

Todos foram para a sala de espera juntamente com Edward e provavelmente aquele era o exame mais importante de toda minha vida. O diagnóstico que definiria minha vida, que definiria se eu passaria os dias restantes em uma cadeira de rodas ou se poderia usar minhas próprias pernas.

Uma equipe médica estava preparada.

Alguns enfermeiros empurraram minha maca para fora do quarto. Edward estava do meu lado e sorri para ele.

- Vai ficar tudo bem, eu estou torcendo por você.

Assenti.

- Eu amo você Edward – sussurrei.

- Eu te amo Isabella, você é a minha vida.

Edward soltou minha mão e entrei em outra ala do hospital.

Carlisle sorriu forçadamente. Eu sabia, ele sabia, as chances eram tão mínimas, eu já estava ciente de tudo, eu já estava tentando me conformar, eu tinha que ser forte.

Eu não me arrependia de nada que tinha feito. Foi por amor e saber que eles estavam bem me fazia bem.

Fechei meus olhos e suspirei. Pedi a Deus que se fosse para ser o resultado esperado por todos que ele me desse força para me manter forte e seguir em frente. Eu nunca havia desistido de nada antes e não seria agora que iria desistir.

Fiz uma porção de exames, os médicos conversavam entre si, mas eu estava tão inerte em meus pensamentos que mal podia ouvi-los. Eu não sei exatamente quando teria as respostas, mas estava preparada.

Carlisle e os outros me levaram de volta para o quarto e logo trariam os resultados.

O silêncio no quarto era evidente o medo de todos. Apenas Renée, Charlie e Edward estavam ali.

Edward ficou em silêncio. Renée orava baixinho e Charlie estava ao meu lado segurando minha mão na sua e eu fitava o teto pensando em tudo que já havia feito na minha vida, mas havia tanto ainda a se fazer.

Os minutos passados pareceram horas. Edward estava inquieto. Seus lábios beijaram meus dedos.

- Bella, independente do resultado eu quero que saiba que eu vou estar sempre do seu lado.

- Eu sei amor, vai ficar tudo bem.

Carlisle entrou no quarto, e deixou que os outros entrassem novamente. A tensão nos olhos de todos era evidente. Carlisle estava sério e os relatórios em suas mãos me deu um leve frio na barriga.

Olhei para Carlisle.

- Diga-me Carlisle, eu vou voltar a andar? – minha voz fez eco no quarto silencioso.

Carlisle engoliu a saliva e se aproximou. Analisou os papéis.

- Bom, você já pode ir pra casa, os exames de sangue que fizemos não apontou nenhuma complicação. Sua pressão está ótima, os hematomas estão melhores. A dor na cabeça se voltar a ter é só tomar o remédio prescrito. Quanto ao seu braço quebrado você poderá tirar o gesso, dentro de dois meses no máximo. Você está indo muito bem, sua recuperação está ótima. Prescrevi as vitaminas...

- Carlisle, apenas diga sim ou não. – Interrompi.

Carlisle parou de falar e olhou em meus olhos.

Edward suspirou ao meu lado e senti minhas mãos ficarem geladas. A reposta era não?

Carlisle olhou para trás, todos o observava e Esme assentiu para que ele falasse.

Edward apertou minha mão.

- Bella... – Carlisle sorriu. – Você é a pessoa mais abençoada por Deus. Você vai voltar a andar querida.

Todos explodiram em alegria no quarto. Não tive reação, apenas olhei para Carlisle para ter certeza que tinha escutado certo.

Deixei as lágrimas de alivio tomar conta de mim enquanto Edward me abraçava, juntamente com Renée e todos os outros.

Era um choro de alegria, alivio, todo o medo e tensão foram tomados pela alegria.

Eu voltaria a andar!

- Claro, você terá ficar na cadeira de rodas até se recuperar totalmente e passara por sessões de fisioterapia, três meses no máximo e poderá usar suas próprias pernas. – Carlisle explicou.

Sorri como criança.

Edward me beijou e sussurrou:

- Você é a minha guerreira.

- E você meu protetor – murmurei em resposta.

Eu tinha alta prescrita por médico e estava louca para poder ir pra casa.

Alice e Rose me trocaram. Minhas pernas estavam totalmente imobilizadas. Alice escolhera um vestido azul, fizera questão de me maquiar.

- Socorro, eu simplesmente virei sua boneca agora que estou debilitada – sorri dizendo para Alice.

- Ah sim, vai ser maneiro tomar conta de você! – Alice bateu palmas.

- Tomar conta de mim? Como assim?

- Sim, vamos mimar muito você, se prepare.

- Gente, eu só não consigo andar, por enquanto, não virei um bebê.

- Acha que Edward vai sair de seu lado por um minuto se quer? – Rose sorriu.

Cobri o rosto com minha mão boa e morri internamente.

Quando Alice, Rose e eu saímos do banheiro Edward tinha um sorriso bobo no rosto.

Rose e Alice pararam a cadeira de rodas de frente a ele e correram para o canto.

Ele tinha um buquê de rosas vermelhas em suas mãos e um lindo sorriso no rosto.

Olhei para todos, eles tinha o mesmo tipo de sorriso, ansiosos.

O que estava acontecendo?

- São para você – ele me entregou as rosas. Segurei as mesmas e cheirei esboçando um sorriso.

- Obrigada.

No momento seguinte Edward se ajoelhou e segurou minha mão.

- Você é a pessoa que mudou minha vida, totalmente. Você é especial, linda, corajosa, determinada e tem o coração mais puro que pensei existir. Você me faz o homem mais feliz desse mundo, eu realmente não consigo imaginar minha vida sem você, porque eu sou você, eu preciso de você todo momento.

Passamos por momentos ruins e você nunca desistiu de “nós”. Eu não imagino meu futuro a não ser você. Te quero para sempre. Isabella Swan, você quer se casar comigo? – Edward abriu uma caixinha de veludo vermelha, na mesma havia um lindo anel. Era brilhante, mas modesto e lindo.

- Sim, sim, sim! – ri emocionada demais para realmente chorar.

Edward colocou o anel em meu dedo e todos aplaudiram e gritaram quando os lábios de Edward tocaram o meu.

Agora sim, nossa história estava começando...

Três Meses depois...

Eu estava completamente nervosa, finalmente o dia do meu casamento com Edward chegou... E eu estava com medo.

Não medo de perdê-lo, pois sabia que nosso amor era forte o bastante para aguentar qualquer coisa, e nós éramos a prova viva desse fato, estava com medo de não faze-lo feliz, de não conseguir cuidar da Melanie e da Renesmee.

Alice havia sussurrou minutos antes que estava na hora e correu para o altar ao lado de Jasper, era um de nossos casais de padrinhos.

Suspirei tentando ficar um pouco mais calma. Meu coração batia mais forte a cada segundo. A música suave que saia das teclas do piano dava-me a noção do tempo.

Kiss The Rain

Era agora.

Meus devaneios foram interrompidos com a chegada do meu pai;

-Está pronta?

- Sim.

O braço de Charlie enlaçou-se ao meu e começamos a caminhar lentamente em direção ao altar, a cada passo que eu dava todos os meus medos aumentavam, mas as lembranças e sentimentos bons também faziam parte dos meus pensamentos.

Meu coração bateu ainda mais forte quando vi todos que estavam ali, tantos convidados testemunhando aquela união. Agarrei o braço de Charlie com um pouco mais de força e olhei em seus olhos.

Ele sorriu em uma forma de dizer “você está indo bem”.

E tudo se desfez quando encontrei o olhar dele, com aquele sorriso torto que me deixava entorpecida, no momento em que eu o vi parado, esperando por mim, tive a certeza que era aquela vida que eu queria.

Quando enfim cheguei ao altar ele beijou minha testa e sussurrou:

- Você está linda minha Bella.

Corei fortemente e senti minhas pernas fraquejarem, mas ele me manteve firme, ao seu lado.

O pastor Weber seguiu com seu pronunciamento. Meus olhos nos olhos dele. Parecia tão feliz e realizado. Ele sorriu torto mais uma vez e segurou minhas mãos nas suas. Ambas geladas pelo nervosismo, sorri por estarmos com a mesma temperatura.

- Eu, Edward Cullen, aceito Isabella Swan como minha esposa, para amar-te e respeitar-te...

- Na alegria e na tristeza... – murmurei.

- Na saúde e na doença...

- Até que a morte nos separe.

- Eu aceito! – Edward sorriu, seus olhos brilhavam o tanto quanto o meu.

- Eu aceito! – sorri limpando a lágrima que escapava dos meus olhos.

Assim que ele terminou de falar e colocar a alianças e beijou meu dedo anelar falou:

- Este sem duvida é o melhor momento da minha vida, hoje se inicia uma etapa que quero que dure para sempre, nada e nem ninguém vai nos separar minha Bella, meu eterno amor.

- Jamais imaginei que um dia iria me apaixonar pelo pai da minha melhor amiga – ri nervosa. — Mas apesar de tudo que passamos, cada dificuldade, cada barreira que foi surgindo, nosso amor foi derrubando, e estamos aqui hoje porque nunca desistimos do amor, nunca desistimos um do outro. Quero estar ao seu lado todos os dias da minha vida. Eu amo você.

Senhor Weber então nos declarou como casados.

Edward sorriu feito bobo, passou um de seus braços pela minha cintura, seu dedo acariciou minhas bochechas coradas e nossos lábios se tocaram, nosso primeiro beijo depois de casados.

Centenas de pessoas nos cumprimentaram, desejando-nos votos de felicidade.

Eu mal tive tempo para olhar para a minha festa de casamento. Alice havia cuidado de tudo, ela e Rose cuidaram de tudo. Eu e Edward optamos por uma cerimônia simples no jardim de sua casa, com os convidado mais chegados e a família.

Depois de tudo o que havia acontecido comigo naquele dia Rachel e James foram presos por flagrante, tentativa de homicídio e sequestro, pegando cada um 15 anos de pena. Edward tinha oficialmente a guarda de Melanie e eu estava recuperada e muito bem depois de tudo.

- Ah, você está tão linda Bee – Alice me abraçou chorando.

- Alice, obrigada por tudo maninha, nada disso teria acontecido sem você.

Alice fez um biquinho e beijou minha bochecha e logo cumprimentou Edward também.

Recebi centenas de abraços, todos presentes nos cumprimentaram. Tanya, Kate, Irina. Eleazer e Carmem. Aro, Caius e Marcus. Jane. Nessie e Seth. Tio Harry e Sue. Emmett me pegou em seus braços e me girou feito criança. Rose com sua pequena Sophie. Esme e Carlisle. Renée e Charlie. Mike e Angela e muitas outras pessoas estavam presentes naquele momento tão especial para mim e Edward.

Ele sorriu o tempo todo.

- Eu me sinto o homem mais feliz desse mundo porque tenho você Bella.

Sorri.

- Eu amo você e seremos felizes juntos.

- Ah sim senhora Cullen.

Sorri e beijei seus lábios enquanto nossos corpos rodopiavam pela pista de dança.

Edward e eu decidimos redecorar toda sua casa e havia ficado linda.

Renée e Charlie estavam sentados no cantinho, seus rostinhos com uma tristeza aparente. Separei-me de Edward por um momento e puxei meu pai para que dança-se comigo. Ele sorriu e rodopiou.

Charlie havia se curado do câncer. Carlisle o acompanhou até o final do tratamento e meu pai agora estava curado. Ele até se gabava com o pouco de cabelo em sua careca.

- Vou sentir sua falta, pequena. – Charlie me abraçou.

- Ah papai, eu também – o abracei também. – Mas pode me visitar quando quiser, você sabe disso, você e a mamãe.

- Oh sim, sim e assistir futebol com o Edward.

- Claro.

- Mas ainda assim, a casa vai ficar... vazia sem você.

- Prometo visitar vocês todos os dias.

- É mesmo?

Assenti e beijou sua bochecha.

- Amo você papai, obrigada por tudo.

- Amo você garota, estarei sempre aqui e sim, eu vou viver até os 100 anos – ele sorriu.

Limpei a lágrimas e sorri junto com ele.

Quando eu era criança Charlie havia me prometido viver até os 100 anos de idade, ele dizia nunca deixar eu a mamãe e o Jazz. E quando descobrimos que ele tinha câncer ele me dissera que não poderia cumprir sua promessa, aquilo de fato havia acabado comigo, mas eu era a prova viva de que o mundo da volta e Deus da segunda chance.

Dancei com Renée, ah sim, ela me fez chorar, mas chorar de alegria.

- Sou eternamente grata a você mamãe.

- Oh querida, eu também.

- Amo você.

- Eu sei. Amo você também e quero que seja a mulher mais feliz desse mundo, você merece Bella.

- Eu sou mamãe, hoje eu sou muito feliz.

Dancei também com Carlisle naquela noite. Jasper e Emmett.

A festa estava linda e aquele momento ficaria para sempre na minha memória, no meu coração e não somente em um álbum de fotos.

Voltei para os braços de Edward, mas por pouco tempo até que joguei o buque de flores.

Renesmee o pegou.

- Uhuuu, isso ai garota – gritei comemorando com ela e as outras garotas.

Foi uma das noites mais incríveis da minha existência.

***

Eu e Edward havíamos escolhido passar nossa lua de mel na Europa.

Nosso voo seria para daqui quatro horas, mas Edward achou melhor ficar no hotel para que pudéssemos descansar. Assim que terminou a festa fomos para um hotel próximo ao aeroporto.

Dei uma risadinha quando Edward me pegou no colo e adentramos o quarto do hotel ainda em Forks.

- Vai me pegar no colo todas as vezes que passarmos por uma porta? – perguntei rindo.

Edward deu de ombros colocando uma das malas em cima da cama.

- Eu gosto de seguir a tradição – murmurou e me beijou.

Sorri e me sentei na cama. Fitei o relógio, era tarde, três horas da manhã.

Edward caminhou até o criado mudo e deixou seu relógio em cima do mesmo. Eu já havia tirado meu vestido, com ajuda de Alice, Rose e Renée.

- Hei marido – sorri e dei um tapinha no colchão onde eu me encontrava deitada. – Porque não descansa um pouco também?

Edward sorriu e engatinhou na cama.

- O que você acha de um banho primeiro, esposa? – ele sorriu beijando meus lábios.

- Uma perfeita ideia!

***

Acordei com lábios beijando meu rosto e uma voz sussurrante.

- Baby, nós chegamos. Acorde! – sua suave voz fez cócegas em minha orelha.

Sorri e ainda sonolenta senti que estávamos em terra firme.

- Eu dormi a viagem inteira? – perguntei. Edward sorriu, se levantou e estendeu a mão para mim.

- Sim, praticamente toda viagem.

- E que horas são agora?

- Hum, agora são exatamente 14h30.

- Oh meu Deus.

Edward riu novamente.

- Você só dormiu meu amor, nada demais.

Passei a mão no rosto tentando não mostrar a todos o quanto estava cansada.

Vamos ficar duas semanas na Europa, Edward disse que se não fosse suficiente para visitar todas as cidades iríamos alongar a lua de mel. Ele era insano.

Seguimos para o saguão do aeroporto. Eu iria pegar nossas malas, mas Edward me impediu.

- Deixe que o Scott cuide das malas amor, vem tem um carro esperando por nós.

Olhei para o homem chamado Scott, ele era alta, louro e tinha uma cicatriz nos lábios.

Ele deu de ombros pra mim e sorri para o homem.

- Afinal quantos seguranças você tem? – perguntei caminhando com Edward para saída.

- Nós temos apenas cinco seguranças, e o restante são empregados amor.

- Nós temos? – ergui a sobrancelha.

Edward riu, abriu a porta do carro de luxo preto e entramos, ele sentou do meu lado e segurou minha mão na sua.

- Sim, você disse aceito, certo?

- Sim... há tantas coisas que não sei.

- Não gosto de sair dizendo às coisas que possuo amor, no entanto eu vou te contar tudo. Tudo que é meu é seu também. E não quero que fique preocupada ou assustada quando dou ordens a algum funcionário meu, eles são pagos pra isso.

- Ok – sorri balançando a cabeça. Eu tinha tanto para aprender sobre ele.

Passamos por belos lugares. Estávamos na França e Edward murmura nome de monumentos e lugares incríveis.

Eu realmente estava encantada por aquele lugar.

Sorri para Edward.

- É incrível, lindo eu diria. Podemos visitar todos esses lugares?

- Sim, eu vou te mostrar tudo.

- Já esteve aqui outras vezes? – perguntei.

- Hã, essa é a segunda vez, na primeira eu...

- Eu?

- Eu estava com o Brandt, um amigo, viemos a trabalho – seu sorriso sumiu, mas depois ele deu de ombros. – Brandt estava doente e... eu não consegui levar ele há tempo para Washington, ele morreu aqui.

Virei-me para ele e olhei em seus olhos.

- Mas a culpa não foi sua meu amor.

- Eu só... fui egoísta, porque eu sabia que ele estava doente, no entanto eu fiz ele sair de perto de sua família para me acompanhar em uma droga de reunião.

- Hei, não foi sua culpa, além de que era preciso fazer isso.

- É talvez sim. Olha Bella, eu não sou o cara mais legal desse mundo, eu mudei muito depois que conheci você e...

- Hei, porque está dizendo essas coisas agora? – peguei seu rosto em minhas mãos e sentei em seu colo. Olhei em seus olhos. – Não me importo com nada do passado. Juramos que iríamos viver o presente e planejar o futuro e aqui estamos. Você é maravilhoso, ok. Não volto atrás mais – sorri.

Edward sorriu e assentiu, beijei seus lábios rapidamente e voltei para o assento do carro.

Scott dirigia de maneira suave, acompanhando o trafego da avenida.

- Sabe, eu vou fazer você enxergar esses lugares de outra forma, porque agora você está aqui comigo – disse empolgada.

Edward assentiu animado e apontou pra frente.

- Esse restaurante é o melhor de toda frança. Vamos almoçar aqui, tudo bem?

- Ah que ótimo, porque eu estou com muita fome. – Edward riu. Scott parou o carro na frente do restaurante.

Ele abriu a porta do carro para que eu saísse.

- Sra Cullen – Scott estendeu sua mão para mim e me ajudou a sair do carro.

Sorri para Scott.

- Pode me chamar de Bella, Scott.

- Ok, sra Bella.

Ah não!

- Não, por favor, só Bella.

Scott não sorria. Ele assentiu.

Edward deu uma risadinha do outro lado.

- Ele não sorri? Tenho medo dele.

- Scott é uma ótima pessoa. Ele é meio durão, mas...

Suspirei.

- O que foi?

- Não sei se me acostumo com tudo isso.

- Tudo isso seria...?

- Sra Cullen, carros de luxo, Paris, nossa casa... tudo o que é seu é meu, eu acho tudo... demasiadamente exagerado.

- Você vai se acostumar – Abraçou-me enquanto entravamos no restaurante.

- É, eu vou!

Deixei que Edward escolhesse o que iríamos comer, ele falava com o garçom em um Frances fluente.

E eu só sabia sorrir feito idiota.

- O que foi?

- Esse biquinho que você faz pra falar, da vontade de te beijar – mordi o lábio inferior.

- Deus, o que eu faço com você Isabella? – os olhos de Edward estavam brilhantes, em um verde escuro.

Deixei meu pé deslizar sobre sua calça por debaixo da mesa.

- Sabe, aqui os banheiros são bem mais privativos. Eu posso foder com você e ninguém vai te ouvir.

Sorri com sua provocação.

- Mas eu posso simplesmente não querer te acompanhar até o banheiro e fazer você gozar bem aqui, com o meu pé.

Edward rosnou e respirou profundamente.

Deixei uma gargalhada escapar e bebi o vinho que Edward havia escolhido.

Almoçamos a maravilhosa comida, Edward tinha razão, era excelente. Ficamos quase uma hora ali, até terminarmos e voltarmos para o carro.

Agora iríamos para o Hotel. Senti-me enjoada, mas logo passou assim que saímos do carro.

O Hotel parecia mais um castelo, não um palácio para magnatas. Edward havia escolhido a suíte presidencial.

- Foi por isso que não me deixou escolher nada em nossa lua de mel, isso é demais. Cabe toda nossa família aqui – sorri.

Edward sorriu e Scott bateu na porta.

Ele deixou as malas perto da porta.

- Precisa de algo Sr. Cullen? – Scott era profissional no que fazia. Na verdade eu achava ridículo o modo desses seguranças agirem, pareciam robôs programados. Vamos lá garoto, de um sorriso!

- Não, está tudo certo.Obrigado Scott.

- Sr. Cullen, Sra. Cullen... quer dizer, Bella tenham uma boa noite, se precisarem de mim eu estarei no andar de baixo.

- Ok, obrigada Scott – agradeci.

Edward assentiu e o homem fechou a porta atrás de si.

- Gostou da suíte? – Edward perguntou.

- Você quer dizer, dessa casa em forma de quarto? Sim, eu amei!

Edward gargalhou feito um bobo e beijou minha testa.

- Você é a mulher mais linda desse mundo, sabia?

- E você é o mais mentiroso.

- A mais linda, a mais engraçada, e a mais corajosa.

- O mais bobo, mais cheiroso, lindo e meu – beijei seus lábios.

Edward sorriu caminhou até o banheiro.

- Um banho?

Assenti.

A noite já estava próxima. O sol se redimia para a lua e deixava que agora ela tomasse conta da noite e iluminasse as ruas.

Minutos depois Edward voltou para o quarto.

- O banho está pronto, com bastante espuma.

Edward se aproximou e beijou meu ombro.

Acariciei seu rosto e beijei seus lábios como troca de carinho.

- Eu amo você Edward.

- Eu também amo você.

- Vire-se – ordenou;

Suas mãos deslizaram o zíper traseiro de meu vestido de seda rosa bebê. O pano deslizou de meu corpo e Edward fitou meu corpo nu.

- Eu quero que essa noite seja apenas eu e você. Vamos esquecer-nos de tudo e todos, como se no mundo existíssemos apenas eu você. Eu quero te amar por toda essa noite, eu quero te dar carinho e prazer. Quero beijar seu corpo e deixar rastros do quanto eu te amo – murmurei.

Edward acariciou minha bochecha com o polegar e me beijou calidamente. Nossos lábios se conheciam, se tocavam e se satisfaziam como em todas às vezes. Seu toque era capaz me fazer de esquecer tudo, me levar para outro mundo. Aprofundei nosso beijo. Minha mão direita enroscou-se em seus cabelos e Edward nos movimentou lentamente, sem tirar os lábios dos meus, até que percebi o travesseiro embaixo de nós.

Suas mãos passeavam e exploravam as curvas de minha perna enquanto meus dedos desabotoavam parte dos botões de sua camisa. Com êxito consegui me livrar dela. Seus lábios chegaram ao meu pescoço deixando beijos carinhosos por toda a sua extensão. Sua mão tinha a capacidade de me levar a loucura, Edward acariciava meu seio direito e sua boca beijava e chupava o outro.

Gemi em protesto quando seus dentes me mordiscaram deixando uma dorzinha prazerosa.

Cravei minhas unhas em sua costa em protesto e me vi em cima de seu corpo.

Fiz o mesmo trajeto que seus lábios fizera em mim. Beijei seu pescoço, toda a extensão de seu tórax até chegar na calça que me impedia de fazer muita coisa.

Edward me ajudou a livrar-se das próprias calças e senti meu corpo voltando ao colchão novamente.

Eu estava de lado e de frente a ele, ambos na mesma posição. Olhos nos olhos.

Ele sorriu para mim e beijou minha testa em forma de respeito. Suas mãos segurou a minha entrelaçando nosso dedos e me penetrou lentamente, seus lábios não se separam dos meus e fizemos amor como nunca antes.

Havíamos nos esquecido do banho e do mundo. Foi a melhor noite da minha vida. Edward era incrivelmente apaixonante.

Foi como se fosse nossa primeira noite juntos. Nossa primeira caricia. Nosso primeiro beijo. A primeira vez em que fizemos amor.

Era verdadeiro, era lindo. Não havia sofrimento, não havia medo do amanhã, não havia medo de ouvir adeus ao amanhecer.

Edward limpou minhas lágrimas, lágrimas da qual ele sabia que eram verdadeiras. Lágrimas de sentimento de vitória. Lágrimas que dizia o quanto eu estava feliz e o quanto eu o amava.

- Quero você para sempre – sussurrei.

- Serei seu, para sempre – ele sorriu e voltamos a nos amar.

***

O restante dos dias foram incríveis e inexplicáveis. Passamos por tantos lugares, tantas cidades. Vistamos museus, praças, Torre Eiffel, restaurantes, compramos coisas para nossa casa. Lembranças para toda a família. Fizemos amor como se o fim do mundo fosse próximo. Passamos alguns dias na Itália também.

- Acho que engordei 3 quilos de tanta massa – reclamei.

Edward riu e deu dinheiro ao sorveteiro.

Estávamos em Veneza, o hotel de lá era incrivelmente lindo também e acabamos ficando uma semana a mais do planejado.

Havia tantas fotos que tirei, eu me sentia celebridade. Edward fizera questão de tirar foto até quando eu estava dormindo.

Aquelas semanas, sem sombra de duvidas, tinham sido as melhores semanas da minha vida com Edward. Passei a conhecer cem por cento dele de tantas perguntas que fiz sobre sua vida e ele sobre a minha. Namoramos feito dois adolescentes apaixonados como nunca antes. E eu não sabia se era possível alguém amar tanto como eu o amava e como ele me amava. Éramos perfeitos juntos, feito um para outro, para nos amarmos.

3 Anos Depois...

- Ah meu Deus, Sophie você tem que parar de morder o papai – ouvi a voz de troglodita do Emmett.

O dia estava lindo, o sol estava a pino e o mar estava incrivelmente azul.

- Deixe que eu te ajudo a colocar a mesa querida – Renée sorriu pegando os pratos de minha mão.

- Obrigada mamãe.

- Hei Bells, onde coloco isso aqui? – Nessie perguntou com a travessa de salada na mão.

- Pode colocar aqui Nessie.

Nessie sorriu.

Rose ajudou Renée com os talheres e Esme me abraçou por trás tapando meus olhos.

- Adivinhe?

- Oh Deus, Esme! – a abracei no mesmo momento. Carlisle sorriu.

- Carlisle que saudade – o abracei também.

- Ah querida, eu estou tão feliz, parabéns.

- Sim, eu também estou. Obrigada! Sem vocês nada disso hoje seria possível.

- Eu diria o contrário, sem você eu não sei com Edward e as meninas estariam hoje.

- Onde está o babaca do meu filho? – Carlisle perguntou.

Apontei para a praia a metrôs de nós. Edward brincava com Melanie, Brian e Spoc correndo para lá e para cá.

Havíamos comprado uma casa em Los Angeles. Estávamos passando nossas férias lá e toda família estava junto a nós.

Emmett, Sophie e Rose. Carlisle e Esme. Alice, Jasper e Brian. Renée e Charlie. Eu, Edward, Nessie e Melanie.

Aqueles últimos três anos tinham sido os melhores para mim e Edward.

Eu já estava formada em psicologia e Edward ajudou-me a abrir meu próprio consultório. Melanie estava na escola e Nessie na faculdade.

Edward era o melhor pai e marido que alguém pudesse imaginar. Minha família era linda e me sentia a pessoa mais feliz do mundo.

- Hei Bee, esse sorriso bobo no seu rosto é tão lindo – Alice beijou minha bochecha.

- Era como eu sorria – Rose explicou.

- Edward é o cara mais bobo desse mundo – Emmett revirou os olhos.

- Não vou nem dizer o que você é Emm – Rose sorriu.

Emmett deu de ombros. E seguiu para a praia junto com Edward e Jasper.

Vi ele provocar Renesmee e minutos depois ela estar em seu ombro sendo levada para água, seus gritos faziam Spoc latir.

Sorri ao ver o desespero de Melanie tentando salvar a irmã do titio malvado, era como Melanie o chamava.

Eu decidi que naquele dia eu não queria ajuda de empregado nenhum. Preparei parte do almoço com a ajuda de Renée e Nessie.

Rose e Renée terminaram de arrumar a mesa para o almoço e me senti orgulhosa.

Era maravilhosamente perfeito ver toda minha família unida, em um almoço a beira da praia.

Eu nunca tinha sido tão feliz como estava sendo nesses últimos anos.

Todos elogiaram o almoço e a sobremesa que Nessie tinha preparado. Claro que eu não teria conseguido sem a ajuda de todos.

Eu sentia uma paz imensa dentro de mim, porque agora eu sentia, tudo estava tão bem.

Alice e Jasper tinham comprado um apartamento. Jasper e meu pai finalmente conseguiram sua loja para artigos de pesca e estavam muito bem financeiramente.

Rose continuava sendo presidente da Cullen editora e Emmett havia terminado de se formar em Engenharia Civil.

Nessie estava quase terminando a faculdade e seu namoro com Seth era maravilhoso.

Alice decidiu que ela queria seguir a carreira de personal Style e hoje é reconhecida mundialmente.

Carlisle e Esme em suas profissões eram anjos, eles salvavam vidas.

Todos estavam na praia, tomando sol, brincando ou tomando banho de mar. Era um lindo dia.

A Thousand Years Part 2

Eu caminhava ao lado de Edward, ele segurava minha mão enquanto víamos Nessie brincar com Spoc e Mel.

Eu me sentia realizada, nós éramos felizes agora.

Sentamos em um tronco de árvore que o mar trouxe, abaixo da sombra de um coqueiro.

Melanie veio correndo em nossa direção com uma flor em sua mão.

- É pra você mamãe – ela me entregou a flor e sorri.

- Ah muito obrigada, é linda filha, igual a você – sorri pegando Mel no colo. Ela tinha acabado de completar quatro anos e era extremamente parecida com Edward.

Quando completou três ela me chamou de mamãe pela primeira vez, eu me senti uma tremenda felicidade, porque eu havia adotado Melanie como minha, e era meu orgulho, minha menininha, minha princesinha.

- Mamãe, o irmãozinho tá dormindo, ele não pode brincar? – Mel apontou para minha barriga avantajada.

Edward gargalhou.

- Hm, ele não está dormindo, mas tá doido pra brincar com você – sorri.

- Então deixa ele brincar!

Ri com sua inocência.

- Agora ele não pode brincar meu amor, porque ele é muito pequenininho, mas quando crescer vai ser lindo e sapeca que nem você.

Melanie sorriu e passou sua mãozinha na minha barriga.

Seus olhinhos se arregalaram quando Aaron chutou minha barriga. Melanie gargalhou com o feito do irmão e decidiu querer ouvir, colocou seu rostinho na minha barriga.

Abriu sua boquinha formando um “O” em surpresa.

- O que ele está dizendo princesinha? – Edward riu de sua expressão.

- Ele tá dizendo que ama a mamãe – sorri. – E o papai, e a Nessie e a Melanie e o Spoc – sua vozinha encantava meu coração. Ela não parava de falar. E Aaron estava agitado em minha barriga. — Ele ama todo mundo – Melanie abriu os braços expressando o tanto que Aaron nos amava.

- Ama mesmo!

Sorri abraçando a pequena que eu tanto aprendi a amar.

- A mamãe ama você princesinha – beijei sua testa e penteei seus cachos loiros com a mão.

- Mel ama muito, muito, muito a mamãe e o papai – Mel soprou um beijinho na direção de Edward e ele sorriu pegando ela no colo.

Nessie se aproximou de nós, ofegante e sorriu acariciando minha barriga.

- Esse moleque vai ser jogador de futebol – ela sorriu ao sentir Aaron agitado chutando minha barriga.

- Ele pode gostar de basquete – Emmett apareceu segurando Sophie em seus braços.

- Ele pode gostar de moda – Alice apareceu sorrindo.

- Ele vai gostar de pescar, igual ao vovô – Charlie beijou minha barriga.

- Ou pode gostar de natação – Esme opinou.

- Vocês não sabem de nada, Aaron vai ser simplesmente lindo como a tia dele – Rose sorriu.

De repente todos estavam ali conosco, como sempre estiveram.

Aaron era um presente de Deus e já era tão amado por todos e eu sabia que ele podia sentir isso.

Olhei nos olhos de Edward, eles brilhavam como nunca antes. Sinceros, emocionado.

- Meu filho pode não ser nada disso, mas é o milagre e a nossa alegria – sorriu para mim.

- Eu amo você, Edward Cullen – murmurei.

- Eu amo você por mil anos – ele respondeu.

- Mil anos ou mais!

- Para sempre! – Edward me beijou e retribui seu beijo, o mais belo e sincero amor.

FIM

Notas finais
Ahhh esperem,deixem que eu seque minhas lágrimas primeiramente...

Bom, como de praxe eu preciso comentar esse capítulo, primeiro que ele não ficou totalmente como eu queria, mas eu sinceramente me emocionei escrevendo ele do começo ao fim, talvez porque o "FIM" está me matando. Mas aconteceram centenas de coisas aqui, o casamento, lua de mel♥
Aaaaaaaaaaaaaaron ♥33 ele é o bebê mais lindo desse mundo.Olhem a foto dele aqui: https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/15258_362625657175398_2090204780_n.jpg

Eu gostei desse final, todos juntos, fiz assim porque a família dessa história sempre esteve unida!!!
Eu espero sinceramente que tenham gostado desse capítulo, o último. Que tenha emocionado vocês como me emocionou.
Se pudesse eu faria uma segunda, terceira, quarta temporada, porque simplesmente amo a personalidade de cada personagem, mas é algo que acaba aqui, pode ser que futuramente eu faço algo extra, tipo um capítulo combo quando eu senti saudade!!

Eu, sinceramente, quando comecei a escrever ANDP na escola na última folha do meu caderno eu não imaginei que chegaríamos até aqui, seria um ShortFic, e se passou um ano huahuahuahuahuha
Sempre escrevi poe hobbi, porque amo escrever e gosto de passar mensagens.
ANDP na verdade nada mais é que uma grande mensagem a todos os leitores.
Porque tenho certeza que com a Bella vocês aprenderam a nunca desistir de nada, mesmo que haja barreiras, mesmo que parece difícil, mas no fim todos vimos que toda luta valeu a pena.
Com Nessie aprendemos a dar valor nas verdadeiras pessoas e que amor não escolhe ninguém ele simplesmente acontece.
Com Alice nós aprendemos a amizade incondicional, não importa o que aconteça a amizade é essencial na vida de qualquer ser humano.
Com Charlie aprendemos que a vontade de viver sempre será maior que qualquer doença.
E com Edward aprendemos que, todo nós erramos, Deus não projetou ninguém para ser perfeito, mas sim para buscar a perfeição aos poucos. Por mais que erramos e nos sentimos culpados sempre haverá no fim de tudo uma lição aprendida e aconteça o que acontecer,e mesmo a caminhada da vida seja difícil sempre terá alguém que lute por você quando estiver perdido.

Eu espero que todos levem essa lições da vida para dentro de si próprio.
ANDP me fez enxergar muitas coisas, me fez conhecer muita pessoas.
Eu realmente só tenho a agradecer todos que acolheram essa história com tanto carinho, que leram cada capítulo com emoção, claro que houve muitos momentos engraçados, raiva, emoção, frustração e eu amei ver a reação e o carinho de vocês na reviews. Muito, muito, muito obrigada a todos os leitores desde aqueles que estão comigo desde o começo, que aguentaram minha loucura por um ano e aqueles que chegaram agora tbm. Obg por todos os comentários, indicações. Obg por amarem a história como eu amo e por fazerem dela algo tão especial. Uma coisa que sempre digo é que vocês fizeram essa história eu só usei meus dedos para satisfazer seus pedidos. Eu queria agradecer todas as leitoras e colocar o nome de todos aqui, mas são muitos huahuahua
:)

Claro que não posso deixar de agradecer minha betaaaaaaaaaa! Laís, tu é tipo, a minha salvação e o colírio para os olhos das leitoras, pq meus erros são grotescos. Muito abrigado por tudo betaaaaaaaaaaaaaaaaaa, te adoro!!

Eu espero que tenham gostado da história, desse capítulo! Comenteeeeeeeeeeeeeeeeeeeem muito porque é o último capítulo #cry

Leitoras fantasmas que eu não conheço mais amo, vamos lá comentem nessa lindeza!!!

Bom gente, acho que é isso. Deus, minha última nota aaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh

Postarei uma fanfic nova o/ O nome é Carpem Diem, aind anão sei quando postarei, mas postarei e quem quiser se juntar a mais uma aventura let's go babies!

Depois que falei mais que o homem da cobra durante esse ano inteiro eu me vou! Obg seus lindos, você são demais.

Quem quiser falar comigo me grita lá no @GangRobsten ou manda MP eu respondo todos.

Bjos mil da LSCullen.

Amo vocêêêês!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!