A Namorada Do Papai
5 Capítulo 5: Diversão - parte 2
Notas iniciais
Aviso: Este capítulo contém partes com teor adulto.
Boa leitura!
Me acomodei no banco sentindo um perfume masculino e deduzi que aquele não era do Jasper. Edward sorriu ao ver que eu estava inquieta ao seu lado.
Alice aumentou o som e começou a cantar alto uma música Viva la Vida do Cold Play.
Eu comecei a fazer o mesmo, eu sabia a letra e precisava me distrair, Nessie nos acompanhou e fingiu tocar uma guitarra imaginaria, logo a músia ganhou uma coreografia e Edward e Jasper nos olharam confusos.
Chegamos minutos depois, Alice estacionou logo atrás de Emmett e saímos. Edward me ajudou a sair do carro, estendendo a sua mão para que eu pudesse segurar, já que estava com um salto enorme.
Havia um segurança na porta, mas não foi preciso dar os nossos nomes, pois, ele já conhecia todos os Cullen.
O bar não era tão grande, mas estava cheio e parecia ser um tanto familiar. Uma mesa estava a nossa espera e nos sentamos, quer dizer, eu, Alie, Rose e Nessie nos sentamos, o meninos foram direto para o bar.
– Belas pernas! – alguém sussurrou em meu ouvido. Primeiro eu me assustei e depois fiquei sem reação. Um homem alto, magro, com cabelos compridos e negros me fitava.
– Tio Aro – Alie levantou e abraçou o homem.
Olhei assustada para Rose e Nessie que riam de mim.
– Não se preocupe, ele fala isso para todas as mulheres que o encantam – Nessie explicou.
O homem nos comprimentou sorrindo.
– Ei, você é a Renesmee? – perguntou confuso.
– Em pele e osso – Nessie sorriu o abraçando.
– Cadê o babaca do seu pai? – brincou.
– Está bem ali – Nessie apontou.
– E você, deixe eu adivinhar é a namorada do Edward? — Ele perguntou, engasgei-me com minha saliva.
– Não – todas nós falamos, as quatro, sincronizadas.
Nos olhamos por um momento.
Aro pareceu confuso com a nossa reação.
– Eu sou a amiga da Renesmee – sorri, senti meu coração saindo pela boca neste exato momento.
– Oh... eu vou dar oi para os garotos – disse penteado seus cabelos e saindo.
Alice e Rose riram e Renesmee ficou séria.
– O quê? – perguntei e ela balançou a cabeça, parecia perdida em pensamentos.
Ótimo, o que eu menos queria naquele momento era desconfiança e parece que tinha ganhado uma para esta noite.
Os garotos voltaram para a mesa, sorrindo e uma garrafa na mão.
– Tequila!! – Rose e Alie gritaram.
Todos se sentaram e Emm começou a colocar doses da bebida em pequenos copos.
– Hmmm... o que aconteceu que vocês estão tão quietas? – Edward perguntou para mim e Nessie.
– Nada! – respondemos.
Todos — menos eu e Nessie — pegaram seus copos e bebaram tudo em um só gole. Alie fez careta, mas queria repetir.
Mas antes que Emm enchesse os copos de novo eles olharam para mim.
– O quê? – perguntei.
Eles olharam para o copo.
– Ah não, obrigada.
– Bella, você venho aqui para ficar sentada olhando para a Nessie?
Renesmee rosnou para Alice.
– Não, estou bem assim...
Vi Emm passar uma nota de 50 para Jasper.
– Jasper? Vocês apostaram que eu não ia beber? – perguntei incrédula. Maldito Jasper, a convivência com a Alice estava afetando o cérebro dele.
– Eu conheço você maninha, sabia que não ia beber...
– Acho que não me conhece muito bem, Jasper...
Fitei o copo parado a minha frente e o levei a boca fazendo igual a eles, bebendo tudo em um só gole, estava faltando um limão e sal.
Eu já tinha bebido tequila antes e tinha ficado bêbada com o própria e sabia bem do seu gosto. Engoli a bebida queimando na minha garganta e pousei o copo na mesa olhando para Jasper.
As garotas comemoraram quando Jasper devolveu o dinheiro com um biquinho manhoso para Emm.
– Droga, por que eu não posso beber também?
– Porque você é menor de idade, por isso eu peguei esse refrigerante para você – Edward empurrou o copo para uma Renesmee emburrada, ela fez uma careta.
– Aliás, alguém tem que estar bem para nos levar para a casa – Alie comentou bebendo mais.
A sensação da bebida descendo pela minha garganta foi boa, parece que eu pude esquecer tudo por um momento e ser somente eu. E eu estava lá para me divertir, não me preocupar com o que Renesmee estava pensando.
Peguei a garrafa e coloquei minha terceira dose no copo. Edward agora bebia socialmente seu uísque depois de quatro doses de tequila.
Tocava Don’t stop me now do Queen e eu adorava aquela música.
Tonight I'm gonna have myself a real good time
Esta noite eu vou me divertir
I feel alive
Eu me sinto vivo
And the world is turning inside out Yeah!
E o mundo virando do avesso
And floating around in ecstasy
E flutando em êxtase
So don't stop me now
Então não me pare agora,
Don't stop me
Não me pare
Não percebi que eu cantava a música, alto demais, mas não me importei porque ninguém olhava para mim e Alice naquele momento. Não erámos duas loucas cantando e nas partes em que eu não sabia eu bebia o uísque de Edward que parecia distráido, mal percebi que tinhamos acabado com a garrafa de tequila, não me lembrava de ter bebido muito. A música continuou tocando, mas desisti no meio do caminho eu não tinha o fôlego que a Alie tinha.
Rose e Emm não estavam mais lá e também não gostaria de saber onde estavam e o que estava fazendo. Edward parecia impaciente eu também estava, eu queria poder beijá-lo e saciar logo a minha vontade.
Mas enquanto a oportunidade não chegava eu decidi ir até o bar e sentei no banquinho fitando o barman.
– Um martine... com duas azeitonas, por favor – pedi.
– Dois martines – um homem sentou ao meu lado sorrindo. Ele era alto e esguio, louro e seus cabelos estavam presos com uma fita de couro.
– Olá, sou Garrett – deu-me um beijo na bochecha.
– Sou Isabella – sorri para o homem. Olhei para Edward que nos fitava furioso.
Decidi continuar com a provocação, queria ver até onde Edward deixaria levar.
O barman nos entregou o martine, o meu com duas azeitonas conforme eu havia pedido. Mordisquei uma olhando para Garrett que bebia seu martine não tirando os olhos do meu corpo.
– Nunca vi você por aqui e parece ser bem nova...
– É a primeira vez que venho aqui e eu tenho 23 – menti, quer dizer, menti só uma parte a outra era verdade.
– Hummm – o homem não parava de olhar para o meu decote.
Olhei para a mesa, ninguém mais estava lá, somente Edward. Ele parecia furioso, com as mãos em punhos bebericava seu uísque sem ao menos piscar. Sorri pelo canto da boca, jogando um charme para o meu namorado.
Salve-me se puder Cullen!
Procurei por Renesmee e lá estava ela dançando com um cara que eu não conhecia e Alie e Jazz dançavam também.
Terminei meu martine junto com Garrett.
– Quer dançar? – perguntou erguendo a sobrancelha.
– Claro! – sorri levantando, mas Edward me impediu.
– Ela está comigo – rosnou para Garrett.
– Sério? Não é o que parece, é verdade Isabella? – Garrett perguntou.
– É sim – sorri.
Garrett foi embora e Edward sentou no lugar dele.
– Por que está fazendo isso? – sussurrou olhando nos meus olhos.
Eu sorri bebendo minha segunda dose de martine.
– Fazendo o que?
– Isso, Bella – tirou o copo da minha mão. – Aquele cara estava flertando com você.
– Estou me divertindo – peguei o copo de volta.
Ele suspirou.
– Quer dançar? – ele levantou pegando meu braço.
Agora tocava uma música menos agitada que a outra, algo que dava para dançar colado ao seu parceiro.
Perdemo-nos na multidão, misturando-nos nos corpos. Eu não conseguia enxergar nenhum dos Cullen.
Deitei minha cabeça em seu ombro e deixe meu corpo se envolver com a dança.
– Bella, eu já lhe disse o quanto você está linda? – murmurou.
– Não – sorri.
– Você está linda! – sorriu cheirando meu pescoço.
– Edward... eu quero te beijar – sussurrei em seu ouvido.
Ouvi um gemido vindo dele.
– Droga! Eu também, quero muito – senti Edward mordiscando meu pescoço e depois depositou um beijo no mesmo lugar.
Senti todo meu corpo arrepiar e ele sorriu.
– Você me provocou durante todo o dia e eu mal pude olhar para você – reclamou.
– Como acha que eu estou me sentindo?
– Você estava me espionando? – perguntou sorrindo e olhando para mim desta vez.
Emmett é um homem morto.
Para minha sorte as luzes escondiam meu rosto corado.
– Não estava te espionando, só estava passando... – sorri.
– Sei... tem curiosidade em saber como eu sou, uh?
– Edward – deu um tapa em seu ombro.
– Eu posso te mostrar, se você quiser...
– Edward, sério que vamos ter esta conversa, aqui? – ergui as sobrancelhas.
– Oh... está certo, esqueci que você é virgem – deu uma risada gostosa.
Juro que um dia Rose, Alie e Emm iam se ver comigo.
A música havia acabado e trocado por uma agitada novamente. Edward fez um biquinho pela separação e o meu desejo só aumentou. Eu daria um jeito.
Puxei ele para mais perto de mim e sussurrei em seu ouvido:
– Me encontre daqui a pouco – pisquei para ele e segui em direção ao banheiro feminino.
Renesmee’sPOV
Não havia outra maneira para poder me divertir a não ser dançar com um cara gato e mais velho. Eu tinha um sério problema com homens mais velhos. Não me importava em sair com a minha família, as pessoas podiam achar estranho por eu estar em um bar ao lado do meu pai, mas todos já sabiam o quão liberal ele era. Liberal em partes, é claro.
A música havia acabado. Jonh me apresentou para uma galera bacana, umas garotas metidas que eu ignorei e alguns garotos menores, que entraram escondido do tio Aro. Em nenhum momento eu disse que era filha do sobrinho do dono do Volturi’s Bar. Não queria espantar meus novos amigos.
Era estranho não estar ao lado de Bella e era estranho também a forma com que ela vinha agindo, tão diferente. Depois que conheceu a minha família pareceu um pouco deslocada da realidade. E eu não gostava das piadas e as formas insinuantes que tia Alie e tia Rose se referiama a ela e o meu pai, não que eles pudessem ter um relacionamento. Jamais.
Bella não era do tipo que se apaixonava por cara como os meus pais, e cá entre nós, ela o odiava, por ser tamanho galinha. Balancei a cabeça espantando aquele pensamento horrendo, minha melhor amiga e meu pai, era impossível sair um romance ali.
Mas pude notar que ao menos amigos eles eram, quer dizer, Bella e Jasper agora eram muito amigos da minha família, e tinha acontecido tão rápido... era até interressante.
Desviei o olhar para a pista de dança e me surpreendi com o que vi. Era só uma dança, só uma dança entre amigos, mas eu jurava ter visto o meu pai sussurrando no ouvido da Bella... Levantei-me no mesmo momento, passei a mão nos olhos tentando melhorar a visão e quando voltei a enxergar Bella já não estava mais ao lado do meu pai.
Suspirei. Eu estava ficando realmente confusa com tudo aquilo. Ficar imaginando eles juntos estava me fazendo ver coisas. Voltei a me sentar, ignorando a peça que minha mente tinha pregado segundos atrás e de mente limpa voltei a conversar com os meus amigos novos.
Bella’sPOV
Havia um grande corredor para chegar até lá, estava vazio seria um bom esconderijo.
Entrei no banheiro que estava um pouco cheio, mulheres conversando, se maquiando, trocando de roupa.
Eu podia ouvir a música do lado de fora, risadas, copos batendo.
Retoquei a minha maquiagem e passei os dedos pelos fios embaraçados do meu cabelo.
Rose entrou no banheiro, seus lábios vermelhos e inchados, cabelos bagunçados.
– Rose – cantarolei.
– Bella, o que faz aqui?
– Hã... o mesmo que você? – sorri.
Ela sorriu arrumando o cabelo.
– Como estão as coisas com o meu irmão? Não está todo este tempo sentada na mesa, não é?
– Não, aliás, ele deve estar me esperando ai fora... no corredor – pisquei para ela.
– Uh, o que foi isso? Você está bêbada?
– Ainda não – sorri dando lhe um tapa no ombro e sai.
Não havia sinal de Edward em lugar nenhum. Será que ele não tinha entendido?
Braços me puxaram para uma espécie de depósito. Eu gritei, mas a pessoa tapou meus lábios.
– Tudo bem, Bella, sou eu. – A voz de Edward calou meu susto. Estava escuro naquele lugar, era apertado e cheirava a alcool, deveria estar no depósito de bebidas do bar.
– Edward, você me assustou... – sussurrei,sentindo seu rosto próximo ao meu, sua respiração em meu pescoço.
Edward me prendeu entre seus braços e uma parede, nossos corpos muitos próximos, eu podia sentir sua respiração em todo o meu rosto enquanto ele me beijava delicadamente. Seus lábios desceram para o meu pescoço me mordendo e depositando beijos como fizera antes, eu podia sentir cada centímetro do meu corpo arrepiado. Ele subiu beijando meu queixo, depois meu nariz para chegar a minha boca, mordiscando meu lábio inferior, deixei um gemido escapar e ele sorriu fazendo o mesmo som quando sua língua roçou em meus lábios pedindo passagem. Nos beijamos com ternura, saudade, lento e romantico, mas não mantivemos isso por muito tempo, pois, começamos uma batalha avida de desejo. Meus dedos se enroscavam em seus cabelos trazendo-o para mais perto de mim. As mãos que ele mantinha todo esse tempo em minha cintura desceu para a barra do meu vestido. Sua mão seperteou para dentro do meu vestido subindo pela minha coxa. Gemi mais uma vez com o seu toque...começava a me sentir quente. A situação estava saindo fora de controle. Sua mão estava um pouco mais abaixo da minha virilha quando eu segurei sua mão.
– Edward... não... – pronunciei entre um beijo e outro.
– Droga, me desculpe – sussurrou.
– Tudo bem... só não vamos fazer isso aqui e agora – murmurei em seu pescoço.
– Bella... – gemeu. – Você me deixa louco, eu quero muito você...
Suas palavra fizeram meu coração disparar. Eu também o desejava, mas não me sentia pronta para isso, não tão cedo ainda mais sendo com Edward...
– Acho melhor nós voltarmos... vão perceber que nós sumimos.
– Eles sempre percebem – ele se afastou e foi uma sensação ruim te-lo longe de mim, eu não sabia quando poderia beija-lo novamente.
E tudo havia sido tão rápido.
Saimos juntos, não havia como sermos vistos, eu fui direto para o banheiro e Edward voltou para o bar.
Dei um jeito rápido em meu cabelo e voltei.
Fiquei pensando se ele ficou bravo com a minha atitude. O que ele queria? Eu tinha acabado de conhece-lo, não queria só sexo casual como Alice tinha dito. Uma lágrima escapou sem eu pereber só de pensar que Edward não queria nada sério comigo. Ele diria se fosse o caso, não é? Quer dizer, ele disse que me amava eu estava confiando plenamente nele, estava apaixonada...
Tudo bem, Isabella, pare de ser boba, ele te deseja mais que qualquer mulher e ele provou isso hoje. Meu consciente me avisou e eu o ouvi.
Cheguei a mesa, Emm, Rose, Alice, Jasper e Edward estavam lá, com copos cheios e uma garrafa com um liquido verde.
Estava faltando alguém ali.
– O depósito é confortável, Bellita? – Emm perguntou.
– Cala boca, Emm – sorri jogando um pedaço de guardanapo de papel que estava amaçado em minha mão.
– Onde está a Nessie? – perguntei minutos depois.
Alice gesticulou para a area vip do bar e lá estava ela, ao seu lado um garoto que mantinha os braços em sua cintura, umas outras garotas que agora deveriam ser suas amigas. Eu não gostei da ideia, eu sentia que estava perdendo minha melhor amiga para outras pessoas. Não era mais como antes, não contavamos nem mais os nossos segredos.
Aquele pensamento me deixou triste. Tudo estava uma droga por causa de uma paixão boba.
Sentia a necessidade de chorar. E só para constatar, eu era o tipo de bêbada manhosa e chorona.
Bebi o líquido verde sem restrições. Edward disse que era melhor eu ir devagar com ela, mas não lhe dei ouvidos.
Passado alguns minutos eu me sentia um pouco zonza. Olhei para a minha mão e meus dedos pareciam maiores e se mechiam sozinhos. Era engraçado e comecei a rir da situação.
Emm olhou para mim rindo também e começamos uma batalha de risos, apenas nos olhavamos e riamos.
Havia algumas pessoas que usavam o karaoke e eu queria cantar também, eu adorava cantar.
Arrastei Emm para o centro do palco e escolhi uma música, I want to break free do Queen. Ele balançou a cabeça dizendo que não cantaria aquela música e eu protestei dando play na música e colocando um dos microfones em sua mão.
Por mais que minha visão estivesse duvidosa eu comecei a cantar.
I want to break free
Eu quero me libertar
I want to break free
Eu quero me libertar
I want to break free from your lies
Eu quero me libertar das suas mentiras
You're so self satisfied I don't need you
Você é tão auto-suficiente, eu não preciso de você
I've got to break free
Tenho que me libertar
God knows, God knows I want to break free.
Deus sabe, Deus sabe que eu quero me libertar
I've fallen in love
Eu me apaixonei
I've fallen in love for the first time
Eu me apaixonei pela primeira vez
And this time I know it's for real
E dessa vez eu sei que é verdade
God knows, God knows I've fallen in love.
Deus sabe, Deus sabe que me apaixonei
It's strange but it's true, yeah
É estranho, mas é verdade
I can't get over the way you love me like you do
Não posso passar por cima do jeito que você me ama
But I have to be sure
Mas tenho que ter certeza
When I walk out that door
Quando eu passar daquela porta
Oh how I want to be free, baby
Oh como eu quero ser livre, baby
Oh how I want to be free,
Oh como eu quero ser livre,
Oh how I want to break free.
Oh como eu quero me libertar.
Emm se empolgou com a música e juntos tocamos uma guitarra imaginária, todos nos olhavam e eu achava aquilo legal. Alice gritava para Emm que havia inventado uma dancinha gay e que me fez cair na risada, tanto que não consegui parar em pé e logo eu estava nos braços de alguém, olhei para cima sorrindo e lá estava ele, Edward.
– Está bêbada, vamos! – Ele tentou me puxar.
– Não, preciso terminar a música... preciso – sussurrei.
Me soltei de seus braços e pegou o microfone de volta.
But life still goes on
Mas a vida continua
I can't get used to, living without, living without,
Não posso me acostumar a viver sem, viver sem,
Living without you by my side
Viver sem você do meu lado
I don't want to live alone, hey
Não quero viver sozinho, hey
God knows, got to make it on my own
Deus sabe, tenho que fazer isso sozinho
So baby can't you see
Então baby, não pode ver?
I've got to break free.
Tenho que me libertar.
I've got to break free.
Tenho que me libertar
I want to break free, yeah
Quero me libertar, yeah
I want, I want, I want, I want to break free.
Eu quero, eu quero, eu quero, eu quero me libertar.
Edward’sPOV
Algumas risadas e aplausos surgiram, certeza que foi pelo rebolado do Emm. A Bella estava bêbada, continuava com o microfone na mão. A minha única missão agora era conseguir tirar ela dali e leva-la pra casa. Renesmee se juntou a nós novamente perguntou se a Bella estava bêbada mesmo.
– Não acho que ela faria isso em sã consciência – Alice disse. – Já o Emm, é meio duvidoso – gargalhou junto com Rose.
Determinado fui até Bella que iria começar a cantar outra música e tirei o microfone de sua mão.
– Hei – reclamou.
– Chega por hoje, Fred Mercury – apelidei carinhosamente. – Vamos! – segurei em seu braço e manhosamente ela me abraçou, mas no momento seguinte sua mão que se apoiava em meu ombro desceu para a minha bunda e ela apertou.
Levei um susto e pulei repentinamente, ela apenas gargalhou.
Olhei para Alice pedindo socorro. Nos despedimos de tio Aro e fomos para os carros.
Apenas eu, Jasper e Rose estavamos em condições de dirigir, talvez a Renesmee, mas achei melhor ela ir no banco de trás e cuidar da Bella.
Aro nos seguiu até o carro e colocou a cabeça para dentro.
– Por acaso, algum de vocês sabe quem quebrou duas garrafas de absinto no meu depósito? – ele olhou para mim acusadoramente.
– Hã... não... você sabe filha? – desviei o olhar de tio Aro, depois conversaria melhor com ele, explicar a minha situação.
– Não – Nessie respondeu com toda a certeza do mundo.
– Hmmm – tio Aro me fuzilou novamente.
– Tchau tio, até a próxima.
– Até... traga a garota das belas pernas, ela animou a minha festa, não que estivesse chata..., mas uma combinação perfeita de voz e...
– Adeus tio Aro! – Acelerei o carro não o deixando terminar, eu tinha que dizer logo a ele que a Bella agora pertencia a mim, as pernas dela eram minhas... merda, era melhor eu parar por ali ou meus pensamento acabariam em outro lugar... eu já havia imaginado muitas vezes aquela garota nua, tudo bem que estavamos no começo de um relacionamento, era tudo muito novo, mas era impossível não pensar como deveria ser bom ter ela envolta de mim, quente, molhada e apertadinha, gemendo meu nome... Porra!
Liguei o rádio mudando a linha de pensamento. Quando chegamos ao semaforo, o sinal estava fechado para mim, olhei para trás.
Bella olhava despreocupadamente para fora, não dormia e nem estava inquieta apenas pensativa. Renesmee ressonava ao lado de Bella, seu semblante deixava transparecer o cansaço da noite. Meus planos seriam levar a Bella até a casa dela, mas estava tarde e Rose seguiu o caminho até a casa de nossos pais, acho que todos passariam esse fim de noite lá mesmo.
Chegamos depois de alguns minutos. Renesmee saiu do carro com os saltos na mão a ajudou Bella a sair, cambaleante.
Jasper apenas sorria pelo estado da irmã.
– Não é a primeira vez que ela fica bêbada, mas hoje elá está em um estado deplorável – ele comentou ajudando Nessie.
– Eu sei... é engraçado.
– Eu não... estou... bêbada... – Bella resmungou enquanto entravamos.
– Ok, vamos fazer a divisão de quartos... Edward... tudo bem se você ficar no mesmo quarto que a Nessie e a Bella, eu e Jasper... você sabe... nós...
– Ok, sem problemas – interrompi Alice franzindo o cenho, eu não gostaria de saber o que ela e Jasper iria fazer durante o resto da noite.
– Ah... eu e a Bella podemos dormir aqui na sala, pai – Renesmee disse se sentando no sofá.
Bella tentava tirar seu salto e seu equilibrio não estava ajudando.
– Deixe que eu ajude você – me ajoelhei tirando seu salto, ela segurou em meu ombro.
Renesmee nos olhou com atenção. Eu sabia que já existia uma desconfiança nela, estavamos dando muita bandeira em relação a isso..., mas o que eu podia fazer, fingir ser um ogro ingnorante e não ajudar uma dama sempre que ela precisar? Eu só estava sendo cavalheiro e... apaixonado.
– Podemos acampar aqui na sala, eu, você e Emm – Rose disse para Nessie.
– E a Bella – ela completou.
– Não, Nessie... olha o estado do Emm, ninguém vai conseguir levar ele lá pra cima e só temos dois sofás e um colchão de ar, o sofá é grande o bastante para caber eu e Emm e você dorme no colchão de ar, não há espaço para a Bella aqui em baixo, ela pode dormir no nosso quarto, já que ela está um pouco melhor que o Emm – Rose explicou
– Tem razão... A Bells, vai ficar bem sozinha? Ela pode passar mal – deu de ombros.
– Prometo ficar de olho nela! – Jasper disse.
O que diabos eles estavam fazendo?
Com tudo resolvido e quartos dividos eu resolvi subir e Renesmee pediu a mim que eu levasse Bella até o quarto e que me certificasse que ela ficaria bem.
Sem duvidas a minha pequena se preocupava com a sua melhor amiga.
– Pode deixar, querida, eu cuido dela. E você vai ficar bem?
– Claro, pai. Boa noite – sorriu.
– Boa noite – dei um beijo em sua testa e desejei boa noite a todos os outros.
A porta do quarto de Rose estava fechada, eu abri com a mão livre, a outra segurava na cintura de Bella com firmeza sustentando o peso dela. Bella entrou indo direto para a cama, o quarto era grande e frio, ela não ficaria bem sozinha.
– Bella, vem! – murmurei a tirando dali e levei ela para o meu quarto.
Ali eu teria certeza que ela estaria bem. Estaria envolta dos meus braços enquanto eu a veria sonhar.
Assim que eu fechei a porta ela sentou na cama.
– Belo quarto – murmurou colocando a mão em suas têmporas.
– Você está bem? – sentei ao lado dela segurando sua mão.
Ela sorriu e depois me beijou. Retribui seu carinho e depois me afastei.
– Edward... – reclamou voltando seus lábios aos meus. Seus lábios eram macios e seu halito era fresco, mesmo tendo bebido tanto. Bella aprofundou o beijou, o que me assutou. Sua mãos se afundaram em meus cabelos trazendo seu corpo para mais perto do meu. Tão perto que eu senti seu aroma maravilhoso, o cheiro de mulher, ela mordeu meu lábio inferior, gemeu e depois desceu para o meu pescoço. Mordendo provocativamente a região que mais me excitava.
Merda! Já me sentia todo duro e excitado quando crie coragem e consegui afastar ela.
– Não... eu quero você... – sem dúvidas ela estava bêbada. Ela nunca fora assim, era timida demais.
Eu tinha que fazer algo para melhorar a sanidade dela. Um banho gelado iria melhorar.
Segui até o banheiro e deixei a banheira enxendo e voltei para o quarto. Ela estava deitada na cama.
– Bella, amor, você tem que tomar banho, tudo bem? – parecia que estava com um bebê e não com uma bêbada, nunca tinha feito aquilo antes.
– Eu quero dormir – choramimgou fechando os olhos.
– Você vai dormir, amor, depois que tomar o banho.
Ela levantou fazendo um biquinho olhando para mim. Eu ia ter que tirar a roupa dela, cara eu teria que fazer aquilo, eu ia acabar está noite com as bolas azul.
Desci o ziper de seu vestido fitando a pele nua de suas costas, tão macia. Desci o pano pelas suas pernas, maravilhosas pernas e me obriguei a não olhar para cima. Levantei, a única coisa que eu podia ver eram seus cabelos agora soltos que corbriam sua pele marfim. Sem mais rodeio e pronto para sofrer mais um pouco e rodiei seu corpo e olhei em seus olhos, ela sorriu mordendo os lábios.
– Você vai me dar banho, Cullen? – sorriu, sua voz era sedutora.
PUTA.QUE.PARIU
Engoli seco e desci meu olhar, uma lingerie azul marinho que se destacava em sua pele branca. Ela era linda, seus seios redondos eram sustentados pelo sutiã, como eu queria que fosso a minha mão ali... Suspirei pesadamente e a levei até o banheiro, acho que ela daria um jeito de tirar o restante de sua roupa, se eu fizesse aquilo eu iria violar toda e qualquer inocência que aquela garota tinha.
Voltei minutos depois, Bella estava dentro da banheira brincando com a espuma pelo seu corpo, babei — não literalmente – ao ver sua lingerie jogada no chão.
– Está gelada! – choramingou como um gatinho manhoso.
– Vai se sentir melhor depois que sair dai – informei deixando o roupão próximo a banheira.
A roupa de Alice serviu perfeitamente nela, um babydoll rosa claro. Tirei a toalha de suas mãos e sequei seu cabelo, ela apenas sorriu. Parecia estar melhor, era capaz de falar e sustentar o próprio peso. Bocejando ela se deitou ao meu lado na cama, mantive uma distancia segura de nossos corpos.
Apaguei a luz e a cobri com um lençol. Já estava adomercida.
– Edward... – sua voz sussurrou em meu ouvido, só não sabia como ela havia se aproximado tão rápido de mim, nosso corpos agora se tocavam. – Obrigada por cuidar de mim. – Seu braço estava envolta do meu corpo, sua cabeça em meu peito.
– Eu te amo, amor, é isso que as pessoas apaixonadas fazem, não é? Cuidar um do outro – murmurei passando os dedos em seus cabelos em forma de carinho.
Ela levantou, olhou em meus olhos e sorriu.
– Eu também te amo, muito – selou nossos lábios em um beijo casto e adormeu em meus braços.
Sorri igual um bobo ao ouvir ela dizendo as palavras mais uma vez. Fitei seu semblante, dormia tranquila, com um sorriso no rosto. Eu tinha certeza que ela estaria bem e confortável ao meu lado e que essa noite ficaria para sempre na minha memória.
Bella’sPov
Minha cabeça doia tanto e parecia que ia explodir a qualquer momento. O sol batia na janela e clareava todo o quarto. Puxei o lençol pela cabeça e percebi que não havia somente o meu corpo naquela cama, descobri a cabeça e olhei para o lado, um quarto estranho, definitivamente não era o meu. Virei meu corpo e encontrei um Edward risonho.
– Ahhhhhhhhhh. — Levantei aos gritos, me cobrindo com o lençol, quase caindo da cama.
– Sou tão feio assim quando acordo? – perguntou fazendo um biquinho.
Que merda era aquela? Por que eu estava na mesma cama que Edward?
– Oh meu Deus, nós não... ah droga, sim, nós fizemos... – entrei em pânico.
– Nós o que? Calma, Bella.
Olhei para ele pedindo desculpas mentalmente. Eu não podia ficar agindo daquela forma, se nós haviamos transado então era porque eu tinha concedido, a não ser que ele se aproveitou de mim... lembrei, eu estava bêbada na noite passada, não podia acreditar que na minha primeira vez eu estava bêbada, não conseguia nem lembrar no que tinha acontecido, se tinha sido... bom.
– Ah... desculpe amor, eu só queria poder lembrar... – me aproximei dele e o abracei. Ele prendeu seus braços envolta do meu corpo, me aninhando em seu peito. Ele deu um beijo em meu cabelo e perguntou com a voz confusa:
– Não se lembra do que?
Me desprendi de seus braços e olhei em seus olhos.
– Da nossa noite, quer dizer, nós fizemos amor, mas...
Edward gargalhou.
– O quê?
– Não fizemos amor, Bella... você não estava sóbria – explicou ainda rindo.
Corei. Senti minhas bochechas esquentarem, tenho certeza que um arco-iris se passou pelo meu rosto, primeiro rosa, depois vermelho, roxo, azul se possível... eu queria um buraco para me esconder.
– Você está corada – murmurou me abraçando de novo. – Não fique com vergonha, linda, eu jamais faria amor com você sem ter certeza absoluta de que você está certa disso.
Ok. E todo aquele calor, corpos suados, se possível orgasmos durante a noite? Foi tudo um sonho? Corei novamente, ele não precisava saber está parte.
Ele ainda dava risada.
– Bem... teve momentos em que eu realmente pensei que você estivesse pronta para isso, quer dizer, foi uma noite difícil para mim, você é uma provocadorazinha... “Você vai me dar banho, Cullen?” – imitou a minha voz. – Tão sensual! – ronronou no meu pescoço.
– Eu estava bêbada – sorri colocando a culpa na minha embreagues.
– Uhum... vou tentar manter você assim durante todas as noites – deu uma risada gostosa.
Deu um tapa em seu ombro, o que no mínimo eram cócegas para ele e me causaria um leve hematoma. Ele deu um beijo na minha mão.
Ficamos em silêncio pelo que parece minutos, apenas nos olhando ou nos beijando. Ele parecia querer me contar algo, mas estava hesitando.
– Você quer me dizer alguma coisa?
– Hmmm... nós não fizemos amor, mas eu vi você seminua, mas foi porque você não conseguia tirar a roupa sozinha... – comecei a explicar todo desesperado. Calei seus lábios com os meus.
– E o que você achou? – pisquei e fiz a voz mais sensual possível.
Ele mordeu o lábios com força, acho que tinha surtido efeito.
– Você é linda, perfeita, maravilhosa, eu já falei linda? – perguntou sorrindo.
Sorri junto com ele. Existe homem mais pefeito que esse?
– Estranho. Não está com dor de cabeça? – perguntou me fazendo lembrar da maldita dor.
– Ai! — ele sorriu e um copo com água e analgésico surgiram em suas mãos, precavido.
Peguei o copo com água e o analgésico, engoli o cumprimido em um só gole, mas eu ainda estava com sede e bebi toda a água.
– Ressaca – ele cantarolou. – Não se preocupe, Emm deve estar no mesmo estado, é capaz dele acabar com a água da casa – brincou.
Uma coisa me intrigava.
– Edward, nós durmimos juntos, mas onde entra a Nessie nesta história?
– Rose, Emm e ela durmiram na sala, já que teriamos que dividir o quarto, a Nessie não gostou da ideia, não sei porque, então ela se convenceu de ficar lá embaixo... era para você estar no quarto da Rose, sozinha, lá era frio e não tinha ninguém para cuidar de você... – fiz um biquinho manhoso o abraçando novamente.
– Que bom que você não ficou longe – murmurei.
Ouvi ele sorrir.
– Acho melhor nós irmos agora, estão nos esperando para o café da manhã/almoço – olhei em seu relógio. Deveria ser tarde. – Alice deixou essas roupas aqui para você, eu vou descer e deixar você a vontade – ele me deu um beijo na testa e saiu.
Alice havia deixado um macaquinho jeans e uma regata branca, olhei pela janela e parecia que estava muito calor. Vesti a roupa rapidamente e fui até o banheiro, não sei o que eu faria para escovar os dentes e logo mais a frente, na pia havia uma escova e um bilhete ‘para Bella’, eles haviam providenciado uma escova de dentes para mim? Dei de ombros e escovei os dentes meticulosamente duas vezes e depois com muita paciência desembaraceu os fio de meu cabelo. Pronta e apresentável eu desci.
Da escada era possível ouvir a família reunida, Emm dando sua super gargalhada, Alice tagarelando, Brian chorando, Nessie tentando acalma-lo, mas onde eles estavam, o barulho não vinha da cozinha, muito menos da sala de jantar.
– Hei, maninha, estamos aqui – ouvi Jasper acenar.
Café da manhã na beira da piscina. Interessante!
– Bom dia, querida! – Esme disse passando para dentro da casa.
– Bom dia, Esme! – sorri.
– Oh, ai está ela, a Bellita adormecida! – Emm anunciou.
Bellita, somente Emm para inventar esse apelido.
Eu sorri para todos ali. Desejei bom dia e me sentei ao lado de Nessie.
– Dormiu bem? – ela sorriu.
– Sim, e você?
– Não, eu não dormi, tio Emmett roncou a noite inteira – resmungou.
– Tem certeza que foram roncos que você ouviu, baby? Eram sons bem diferentes... – ele riu.
– Droga, Emm, cale a boca! – Rose esbravejou.
Ele gargalhou e Nessie fez uma careta.
– Eu deveria ter ido dormir no quarto com a Bells, ainda não entendo por que eu não fui – disse confusa.
Deus! Foi Deus que não deixou você ir, ele sabe o que faz, acredite.
Agradeci o papai do céu mentalmente. Prometo ser uma boa menina.
– Ficou ótimo em você, Bella – Alice comentou sobre a roupa.
– Oh, sim ficou ótimo, obrigada Alice.
Ela deu de ombros.
– Não o uso há algum tempo, pode ficar com ele.
– Ah, não...
– Tudo bem, eu meio que tenho uma coleção, então não da tempo para usar todos.
– Então tá!
Uma coisa me impressionou, Jasper ajudava Brian com sua mamadeira, já que o pequeno não ficava com ela muito tempo na mão e jogava no chão e Jazz pegava a mamadeira e colocava em cima de sua cadeirinha, o que arrancava gargalhadas gostosas do pequeno.
A brincadeira incansável dos dois continuou, enquanto começavamos a tomar o nosso café da manhã.
Alice se divertia ao ver o filho se divertir com o namorado e eu ficava feliz por ver Jazz feliz, sem duvidas ele merecia alguém como a Alice.
Brian jogou a mamadeira mais uma vez e um Jasper cansado tentou distrái-lo com um ursinho de borracha.
– Papai! – Brian pronunciou. Alice se engasgou, Jazz arregalou os olhos e todos os outros deram risadas.
– Ele te chamou de... papai? – Alice perguntou boquiaberta.
– Sim – Jazz sorriu.
– Está tudo bem para você, quer dizer, eu vou corrigi-lo e isso não vai mais...
– Alice, não... eu adorei, quero que ele me chame de pai – Jasper anunciou, dando um abraço no pequeno. – Quero ser o seu papai! – falou para Brian.
– A dois minutos atrás ele só sabia dizer duas palavras, “não” e “mamãe”. – Esme sorriu.
– Ele está em um momento de aprendizado, vai repetir tudo o que falarmos agora – Carlisle explicou, sentando ao lado de Rose e Emm. – Portanto, tomem cuidado com os palavrões – aquilo tinha sido especialmente a Emm e Rose.
Ele riram entendendo o recado.
Olhei para os lados a procura de Edward e o encontrei de pé, limpando a piscina. Vestia uma bermuda de sarge creme e uma camisa branca lisa, o cabelo em uma desordem sexy e um sorriso brincando no canto do lábio, algo que me fazia querer suspirar, mas me contive. Desvie o olhar quando fui flagrada pelo seu belo par de olhos verdes esmeraldas me fitou.
Terminamos o café da manhã se divertindo com as gargalhadas de Brian. Já era quase 13:00 hr e decidi que estava na hora de ir para casa. Eu e Jazz nos despedimos de todos que nos acompanharam até a entrada de carros e dei a partida no carro, fitando a imagem masculina pelo retrovisor. Mal pudemos nos despedir de forma decente, ao menos um abraço. Aquilo estava me matando.
O silêncio permaneceu por meio segundo até Jasper o interromper.
– Você e o Edward, hein? Estão tendo um relacionamento sério? – não era uma pergunta e sim uma confirmação convicta.
– Estamos nos conhecendo – dei de ombro, o que não deixava de ser verdade, apesar dessa nossa relação prematura e avançada ainda estavamos nos conhecendo. – Você e Alice, pelo contrário, estão tendo algo bem sério... – comentei olhando diretamente em seus olhos, percorreu emoção ali.
– É, ela é uma ótima pessoa, maravilhosa, ótima mãe... andei procurando muito por alguém assim.
– Vai embarcar nessa? Quer dizer, pretende ir tão além e assumir o Brian?
– Brian precisa de um pai e Alice precisa de um marido, não que eu tenha pedido ela em casamento, mas estarei pronto para qualquer resposta.
Assenti entendo o ponto de vista dele. Acho que não havia mal nenhum em querer estar feliz ao lado de quem realmente ama. Jasper estava encantado e apaixonada pela Alice e se a decisão dele seria entrar no papel de um reponsável então que assim seja, somente desejo a felicidade dele e esse dia está chegando.
– Mas, voltando ao assunto “Edward”... – sorriu.
– Não temos um assunto “Edward” – cortei o assunto, eu sabia anda ele queria chegar.
– Tudo bem. Bells, você sabe que não é certo o que estão fazendo, quer dizer, enganar alguém tão legal como a Renesmee não é certo.
– Eu sei, Jazz – suspirei. – Eu sei.
– Por que não contam a verdade?
– Por que? Você ainda pergunta o porquê? Ela nunca vai aceitar... – minha voz estava alterada.
Jazz olhou surpreso para mim percebendo a minha alteração de humor.
– Desculpe – murmurei, limpando os requícios de suor que permanecia em minha testa. – Eu não sei o que fazer, Jazz... eu amo o Edward e amo a Nessie, não quero magoar nenhum dos dois, mas se eu disser a verdade isso vai acontecer e eu não quero, isso me chateia... – minha voz agora estava rouca e embargada.
– Mentiras tem perna curta, um dia o outro isso vai acontecer e então será tarde demais – ele murmurou saindo do carro, haviamos chegado já há alguns minutos.
Jasper só queria fazer o certo e não discordava dele. Eu estava errada e ninguém mudaria aquilo.
Tranquei o carro e meu celular vibrou no bolso. Sinal de mensagem.
“Já sinto saudades, te amo” E.C
Sorri ao ler respondi com as mesmas palavras.
O restante do dia foi calmo. Renée não brigou comigo quando meu irmão, mulherzinha fofoqueira, comentou que estive bêbada na noite passada. Acho que enfim ela tinha percebido que eu era adulta e responsável pelos meus atos, talvez não todos, mas a maioria é que vence, não é?
Preparei o jantar afim de disperçar meus pensamentos e parece que ajudou um pouco a esquecer a minha situação de decisão. Estudei um pouco as frases de Sócrates absorvendo um pouco mais de conhecimento e enfim deitei minha cabeça no travesseiro a procura de um bom descanso.
O despertador fez com que eu acordasse de um lindo sonho, havia sorrisos, muito amor e Edward. Suspirei e me arrastei para o banheiro deixando a água morna do chuveiro me acordar por completo, lavei o meu cabelo com o shampoo habitual com cheirinho de morango. Vesti uma roupa leve, um saia lápis azul marinha e uma camisa social branca, fiz um coque, uma maquiagem leve e fui para faculdade. O ruim de estudar e depois ir para a faculdade era que eu tinha que ir vestida com aquelas roupas. Para mim estava ótimo jeans e All Star. Peguei minha bolsa, dei um beijo em meus pais, mordisquei um torrada e sai, atrasada para tomar um café descente. Dei a partida no carro e meu celular tocou um bipe, mensagem de Billy Black, meu chefe.
Verifiquei assim que pude parar no semaforo, eu teria uma reunião as 13:00hr em ponto. Estranho, nossa reuniões só aconteciam nas sextas.
Estacionei na vaga de sempre na faculdade, encontrei Angela e Mike.
– Hey, Bella! –Mike me cumprimentou.
– Oi, Mike... está tudo bem? – Seu semblante era triste.
– Não está sabendo? Jacob sofreu um acidente – murmurou, Jacob era o melhor amigo de Mike.
– Um acidente? Mas, ele está bem? Como foi?
– Estavamos voltando da festa na casa do Quil... Jacob estava drogado, não quis deixar que eu o levasse pra casa e bateu o carro, agora está internado.
– Meu Deus!
– Foi tudo culpa minha, se eu tivesse impedido que ele usasse aquela coisa...
– Mike, não... não é a sua culpa – eu o abracei. Parecia estar realmente triste pelo amigo, e eu também estava, Jacob apesar de tudo não merecia tal situação.
– Obrigada, Bella, todo mundo julga ele, mas ninguém o conhece de verdade.
Assenti, entrando na sala de aula.
Mike tinha razão, eu julgava Jacob, pelo fato de ele usar drogas, mas tinha que admitir que quando estava sóbrio, sem qualquer resquício de drogas no organismo parecia sim, ser um bom garoto. Suspirei sentindo o peso do celular em meu bolso. Talvez eu devesse ligar para Renesmee, já que eram amigos – pelo menos assim eu achava –, eu não sabia o estado de saúde de Jacob. Seria bom se Nessie o visitasse. E bem, Edward não podia nem sonhar com isso. Enviei-lhe uma mensagem com a triste notícia, não obtive resposta, deveria estar na escola, onde os celulares foram inibidos dos alunos.
Respondi algumas mensagens de Edward no intervalo, ele era sempre tão carinhoso, era impossível não sorrir com tanto amor.
– Está rindo sozinha, Bella? – Angela comentou.
Sorri balançando a cabeça para que esquecesse aquilo.
– Como anda seu relacionamento com Edward?
– Maravilhoso, Ang... mas é complicado.
– Não contou a Renesmee ainda?
– Não tenho coragem, sou egoísta demais para isso, não quero perde-los.
– Eu entendo você, pode contar comigo quando precisar – ela sorriu.
– Obrigada, Ang!
As horas alí não passavam, eram como torturas. Decidi sair e tomar um ar, não me sentia muito bem. Uma vertigem me incomodava, passei a mão sobre meu rosto suado. Decidida peguei a minha bolsa e sai. Faltava uma hora para a reunião com Billy, dava tempo de levar a Nessie até o hospital.
Parei em frente a sua escola. Não sabia bem o que faria para tira-la dali sem uma autorização de Edward, mas ia tentar. Parei em frente a porta da secretária.
– Bom dia, posso ajudá-la? – perguntou uma senhora grisalha.
– Sim... eu vim buscar Renesmee Cullen, ela tem uma consulta médica agora, terá que sair mais cedo.
– Renesmee Carlie Cullen?
– Sim.
Será que tinha mais alguma Renesmee aqui em Forks?
– Você não é a mãe dela... eu me lembro da mãe dela, ela era loura...
– Não sou a mãe dela, sou a... secretária de Edward Cullen, ele pediu para que eu viesse busca-la. A senhora pode por favor libera-la, estou com um pouco de pressa – sorri.
– Terei que ligar para o Sr. Cullen e confirmar...
– Não – gritei. – Quer dizer, ele está muito ocupado, em reunião e se a senhora ligar eu serei demitida, ele vai me chamar de incapaz e... – comecei a fazer um teatrinho, até chorei. A mulher me fitou com pena. Eu sabia que aquilo era errado, não deveria enganar as pessoas daquela forma, mas era pela Nessie que eu estava fazendo isso, eu devia isso a ela, uma recompensa pelo dia do restaurante.
– Tudo bem, querida, não chore. – A mulher se levantou, indo buscar Renesmee.
Esperei do lado de fora, fitei o relógio ainda tinha tempo. Sequei minhas lágrimas e logo uma Renesmee confusa e de mochila nas costas apareceu.
– Bella! – ela me deu um abraço e fugimos da escola, entrando no meu carro.
– Nossa, valeu por me tirar daqui, acho que eu enforcaria o professor se ouvisse mais um ‘silêncio’ dele – sorri dando a partida no carro. – Mas, espera ai, porque você está me sequestrando?
– Bem... Jacob sofreu um acidente... achei que gostaria de visita-lo no hospital – olhei para ela, sua fisionomia mudou completamente, nunca a tinha visto tão surpresa. Abriu a boca algumas vezes, mas nenhum som proferiu.
– Ele... ele está muito mal? – ouvi sua voz embargada. Aquilo não era um bom sinal.
– Nessie, eu não sei sobre o estado de saúde dele, sei que está fora de risco... olhe, eu só estou fazendo isso porque... são amigos, como sabe eu não aprovo um relacionamento seu com o Jacob.
– Claro, obrigada. O meu pai não me deixaria pegar o carro se soubesse que era para isso... e Bella, Jacob é um cara legal.
– É legal nos momentos sóbrios...
– Bella... eu não sei o que está acontecendo com você, mas, por favor, deixa que eu escolho quem faz bem para mim, ok... será que...?
Renesmee explodiu por alguns minutos falando sem parar o quanto eu havia mudado. Será que ela não entendia que eu somente queria o bem dela?
– Chega Renesmee – esbravejei, cortando seu descurso. – Não estamos discutindo isso, acho melhor pararmos por aqui, ou... ou vamos acabar nos magoando.
Ela assentiu concordando de pronto.
– Como fez para conseguir me liberar, sei que não é fácil, ainda mais você sendo a minha amiga.
– Tive que implorar, chorar... uma longa história.
– Você é incrível, uma ótima mentirosa. — suspirei. – E uma péssima bêbada – gargalhou, lembrando do meu porre.
Sorri bagunçando seu cabelo.
O bom de nossa amizade é que esqueciamos rapidamente as nossas discussões, isso facilita muito para um bom convívio.
Após alguns minutos de silêncio ela falou:
– Bella, você e o meu pai... são amigos agora, não é? – tremi ao ouvir, apertei o volante e evitei olhar em seus olhos.
– Sim... acho que sim – murmurei.
– Ótimo, você pode convence-lo de que Jacob é um bom garoto, só está confuso.
– E porque eu faria isso? Acabei de dizer...
– Que Jacob não é um cara legal, usa drogas e blá, blá, blá... existe um lugar hoje chamado casa de reabilitação...
– Nessie, qual o seus sentimentos pelo Jacob? – Esperei ansiosamente não ouvir ela dizer que o amava, ela não podia.
– Eu gosto dele, Bella. O bastamento para não dar ouvidos a você e ao meu pai, sabe... ele parece gostar de mim.
– Ela gosta de qualquer garota como você... 17 anos, inocente, linda...
– Não sou inocente, não mesmo.
– Se não fosse não estaria caindo na mentira dele.
– Estamos discutindo de novo! – ela cantarolou fitando as próprias unhas.
– Não estamos, estamos tendo uma conversa... de amiga para amiga – dei de ombros.
– Ok... prometo que vou ficar ligada no que Jake realmente quer comigo, se ver que é furada então eu caio fora.
Olhei para ela fazendo bico, eu estava indignada. Não existia ninguém mais cabeça dura do que a própria Renesmee.
– Voltando ao assunto anterior, pode me ajudar com o meu pai?
– Isso vai contra as minhas regras e conduta.
– Por favor? – fez uma voz manhosa.
– Não sei... por que acha que ele me ouviria?
– Hã, você é adulta para ele – revirou os olhos. – E são amigos agora, ele parece gostar de sua amizade e amigos dão conselhos.
Amigos? Suspirei.
– Vai, Bells, faz isso por mim... por favor amiga? – Nessie fez um biquinho manhoso.
– Não sei Nessie, não estou prometendo nada agora.
– Claro, claro – cruzou os braços emburrada.
Chegamos ao hospital, estacionei em uma vaga e saimos. Deixaram nos entrar para visitar Jacob.
Os olhos de Nessie brilharam ao ve-lo e por incrível que parece Jacob mostrou-se muito feliz por ve-la também.
Merda! Eu não deixaria que ela se apaixonasse por ele.
– Jake! – Nessie segurou sua mão.
– Nessie, pensei que nunca mais veria você – ele sorriu.
Jacob tinha uma perna quebrada engessada, hematomas pelo braço e arranhões no rosto.
– Hey Jacob – me aproximei.
– Isabella Swan?
– Sim – sorri.
– Vocês são amigas? – perguntou surpreso para Nessie.
– Melhores – Nessie respondeu sorrindo para mim. – Espero que fique bem, Jake!
– Ah, vou sobreviver – sorriu novamente.
Bem... acho que tinha cuimprido a minha missão. Ambos estavam feliz, e Jacob ficaria bem para a alegria de todos.
Deixe-os sozinho e fui até a lanchonete. Comprei um sanduíche natural e um suco. Fitei o relógio, eu tinha exatamente quinze minutos para chegar na reunião a tempo. Voltei para o quarto de Jacob, Nessie e eles se beijavam e deu um pigarro os interrompendo.
Tive vontade de bater em Jacob, mas os olhos com que Renesmee me fitou pareciam brilhar e ela sorria. Eu sabia, era tarde demais para fazer algo. Minha melhor amiga estava apaixonada e eu sabia o quão forte era aquele sentimento e quão arrasador ele podia ser se tudo acabasse mal.
Me praguejei mil vezez mentalmente. Trazer Nessie tinha sido uma péssima ideia, aliás, onde é que eu estava com a cabeça?
– Sinto interromper, mas Nessie eu tenho uma reunião com pai do Jake, vamos? – Convence-la de algo era um desafio que eu levaria para o resto da vida.
– Hmmm... acho que vou ficar mais um pouco. Tenho dinheiro para o táxi.
– Billy Black em reunião enquanto seu filho drogado adoece na cama de um hospital, não deveria estar tão chocado – Jacob murmurou.
Senti pena dele. Billy não devia ser muito presente na vida do próprio filho.
– Ok, Nessie eu tenho que ir mesmo. Te vejo depois.
Não tinha mais tempo para discussões. O que estava feito estava feito, não podia voltar atrás.
– Ok.
Desejei melhoras a Jacob e sai.
– Bells – chamou Nessie. – Obrigada.
– Não me agradeça por isso Nessie – engoli seco deixando o quarto. Queria poder chutar eu mesma.
Cheguei a sala de reunião, só faltava eu para começarmos. Billy não parecia abalado pelo estado de saúde de Jacob. Como ele podia ser tão indelicado com tamanha situação. A presença de um parente na vida de um paciente era fudamental.
Terminada a reunião Billy nos dispensou, fiz um pouco de hora, queria conversar com ele. Peguei a minha bolsa e me aproximei de sua mesa, ele me olhou de cima a baixo parando no meu decote. Suspirei.
– Posso ajuda-la em algo srtª Swan?
– A mim não, mas digamos que você possa ajudar o Jacob.
– O que ele aprontou desta vez? Será que nem em uma cama de hospital ele...
– Ele não fez nada Sr. Black. Eu fui visita-lo hoje no hospital, parecia muito triste.
– E o que quer que eu faça? Jacob já me deu muita dor de cabeça, acho que esse acidente foi mais que merecido.
Engoli seco para não ser mal educada. Um pai não deveria dizer isso do próprio filho, mesmo ele sendo um problema para a sociedade.
– Sr. Black, Jacob é apenas um garoto, todos temos problemas, e garotos como ele querem apenas a presença e a atenção dos pais em suas vidas. Sabia que 80% dos pacientes em hospital se recuperam melhor e mais rápido quando têm a atenção dos parentes?
Black tirou os olhos do relatório que segurava e me fitou.
– Com licença. – Sai da sala, e deixei que ele refletisse sobre aquilo.
Talvez, só talvez, os problemas que o Jacob tivesse seria por culpa do pai. Nada que me comprove isso, mas se Nessie ficaria com Jacob, que ficasse então com o Jacob certo.
A chuva começou a cair trazendo com ela vento e frio. Meu celular tocou.
“Alô”
“Isabella?”
“Sim”
“Por que tirou Renesmee do colégio sem a minha permissão?” – Edward parecia furioso. A chuva começou a ficar mais forte, estacionei.
“Ah... oi, amor”
“Diz Isabella.”
“Por que está tão nervoso?”
“A senhora Gilbert meu ligou, ela tinha um prova no segundo tempo, sabia?”
“Foi por um bom motivo, fique calmo Edward.”
“Bom motivo? Deixe eu falar com ela, por favor”
“Ela não está aqui. Está com Jacob, ele sofreu um acidente e eu a levei para visita-lo, pensei que já tivesse voltado para casa.”
“Você enlouqueceu? Não quero que ela fique com esse garoto, você sabe disso.”
“Não entendo o porquê de você está gritando comigo.”
“Vou busca-la agora, e você não se meta mais nisso, Isabella, Renesmee é minha filha, eu dou as ordens.”
Edward desligou sem ao menos dizer tchau. Olhei incrédula para o telefone em minhas mãos. O que tinha dado nele? Por que tinha me tratado assim? Limpei minhas lágrimas furiosa e voltei para casa.
Sem duvidas, esse dia confuso, indeciso não entraria para a lista dos melhores.
A semana passou rápido como todas as outras. Estavamos no final do mês de Outubro. Não respondi a nenhuma mensagem ou atendi as ligações de Edward. Sentia um ressentimento pelo seu ataque no começo da semana. Jamais pensaria que ele gritaria assim comigo.
E eu sabia que aquela atitude era infantil.
Era uma sexta-feira a noite. A noite estava linda, o céu cheio de estrelas. Fitei o meu telefone que não parava de tocar. Estava morrendo de saudades dele, atendi a ligação me acalmando com a sua voz.
“Bella... Bella me desculpe, por favor, eu estava muito nervoso e acabei gritando com você... me perdoa, amor, prometo nunca mais fazer isso... pensei que não queria mais ficar comigo... Deus, me perdoa, Bella?” – Edward parecia apavorado.
“Tudo bem, Edward, calma.”
“Eu te amo, desculpa... eu te amo.”
“Também te amo... eu te perdoo... Estou com saudades.” – sorri.
“Ah...” – pareceu aliviado. “Estou com saudades também, não atendeu as minhas ligações, sinto a sua falta.”
“Edward o que eu fiz foi pela Nessie... mas, eu me arrependo...”
“Depois falamos sobre isso. Preciso ver você... o que acha de um jantar?”
“Hã... estou com fome” – sorri.
“Ótimo, estarei ai em 15 minutos.”
“20 minutos. Estarei esperando”
“Ok. Até mais, mi amore.”
Entrei em baixo do chuveiro aliviada por ouvir a voz dele. Eu estava dependente de Edward, assim como ele estava dependente de mim. Eu o amava mais que tudo e esperava resolver toda a confusão que criei, sei que ele entederia.
Tomei um subito susto quando sai do banheiro. Renée estava sentada em minha cama, ela sorriu.
– Você me assustou – falei com a respiração acelerada.
– Oh, desculpe querida, eu não queria... – tentou explicar com gestos.
Sorrimos juntas.
– Preparei um jantar leve hoje, sopa... Charlie não esta muito bom do estômago.
– Ele vai ficar bem, mãe. – Convictei, escolhendo um vestido.
– Não vai jantar em casa está noite, não é?
– Não... vou jantar com Edward, se importa?
– Não, não... só... Bella, vocês estão se protegendo, quer dizer, usando camisinhas? – O voz de Renée soou baixa, aquilo era tão vergonhoso para mim quanto para ela.
Sorri surpresa.
– Não estamos tendo relações... sexuais, mãe, já que isso que você quer saber.
– Oh – suspirou. – Bem, só quero que se cuide.
Assenti sem achar melhores palavras. Aquilo era estranho, nunca haviamos tido aquela conversa, apesar de Charlie ter sempre me alertado o que era ainda mais constrangedor.
Renée deixou-me sozinha e terminei de me trocar e acabei atrasando alguns minutos com o combinado. Ouvir a voz de Edward no andar de baixo deixou-me afoita e muito ansiosa.
Edward sorriu e me estendeu a mão no alto do ultimo degrau da escada e sussurrou:
– Você está linda!
– Obrigada – corei.
– Bem... prometo cuidar da Bella está noite – Edward informou para Charlie.
– Tudo bem, Edward... divirtam-se.
Sorri para os meus pais e saimos. Eles agiam mesmo a moda antiga.
Edward abriu a porta do carona para mim, com aquele sorriso torto que me tirava o fôlego. Eu tinha que aprender a me controlar quando estivesse perto dele.
Já dentro do carro ele sorriu e em seguida beijou-me. Matamos um pouco da saudade que estavamos e ainda sorrindo ele deu a partida.
Eu não sabia para onde iamos, fitei o caminho em silêncio. Mas fiquei estupefata ao ve-lo estacionar em frente a sua casa.
– Edward... se esqueceu que a Nessie ainda mora com você?
Ele sorriu divertido saindo do carro, em seguida abrindo a porta para mim.
– Renesmee não está, vai dormir na casa de uma amiga da escola.
– Ah – respondi sem argumentos. – Mas, você tem empregados...
– Eu os dispensei, não se preocupe, hoje seremos só eu você – ele deu uma piscadela e um frio perpassou a minha espinha.
Quando entramos as luzes estavam apagadas, mas no momento em que adentrei sua sala de jantar fiquei hestasiada. Tudo estava tão lindo, mesa posta para dois, uma luz ambiente regadas a velas e a lareira, pétalas de rosas vermelhas cobriam o chão, onde algumas almofadas convidativas pareciam muito confortaveis e uma música ambiente da qual eu não conhecia deixava o ar romântico, e o piano de calda de Edward se destacava.
Sorri para Edward.
– Bem... está é uma forma de dizer que estou arrependido, espero que tenha gostado.
– Eu... eu amei, Edward – sorri o abraçando, depositando um beijo em seus lábios.
Ele suspirou, e ambos nos fitamos sem saber que reação tomar. Foi uma cena engraçada.
– Gostaria de ouvir você tocar uma música – murmurei, fitando seus olhos.
– Hã... – fez um biquinho demonstrando duvida. – Acho que posso fazer isso novamente – sorriu, suspirando.
Estendeu a sua mão para que eu pegasse e juntos ficamos próximo ao piano.
– Já não faço isso há muito tempo – murmurou, encostando seus dedos nas teclas do piano que clamava por ser tocado, o som tomou todo o ambiente.
– Só tenta. – Eu não sabia por qual motivo a minha voz não saia mais alta que um sussurro.
Sentei ao seu lado, Edward fitou o piano, sorriu para mim e começou a tocar uma linda melodia.
As primeiras notas inebriavam o ar, fazia meu coração se acalmar e me emocionar. Era linda de se ouvir, linda de se tocar. E Edward parecia tocar em cada tecla com precisão, graciosidade e cuidado, deixando o romantismo pairar no ar.
Seus olhos encontraram o meu, uma mistura de emoções passavam por ali, só não sabia descreve-las. Ele sorria, pois, eu sabia que não tocava mais piano desde a morte de Rachel e aquilo parecia deixa-lo feliz, uma parte de seu coração tinha voltado a viver, eu não sabia o tamanho desta parte, mas sabia que cada batimento era desejado a mim, pois seus olhos diziam isso, diziam o quanto precisavamos um do outro.
Minutos depois, após o término da música foi Edward a enxugar a única lágrima que demonstrava o quão linda era a melodia. Ele sorriu beijando o meu rosto delicamente.
– Eu nunca havia tocado esta música para ninguém antes, sempre a ouvi, mas nunca houve uma oportunidade tão perfeita quanto esta, mas eu sabia que um dia ela chegaria – murmurou.
Eu apenas sorri retribuindo o beijo, só que desta vez em seus lábios.
– O jantar vai esfriar – sussurrou ainda em meu lábios.
Sentei-me a mesa enquanto Edward cuidava de tudo. O cheiro estava maravilhoso.
– Para esta noite... o melhor vinho que tenho em minha adega – disse, servindo-me.
– Hum... estou ficando tão mal acostumada com esses mimos – sorri.
– Não são mimos... digamos, merecimento.
– Merecimento?
– Sim, alguém tão linda quanto você merece o melhor de tudo e de todos.
Bem... eu discordava nesta parte.
Servi-me da massa que Edward havia preparado, pelo menos era o que ele havia dito, estava mesmo, muito saboroso.
– Hum... isso está muito bom.
Ele sorriu provando.
– Está mesmo – sorriu e eu o fitei curiosa. – Ok, você venceu... eu menti, é obvio que eu não preparei isto, comprei em um restaurante, só coloquei para esquentar – confessou gargalhando. – Queria te impressionar – falou sério desta vez.
– Me impressionar? – arqueei as sobrancelhas. – Edward... você não precisa ser um chefe de cozinha para me impressionar... apenas o seu olhar e... – parei no meio da frase. Suspirei sorrindo.
Acho que ele havia entendido o meu recado.
O jantar foi longo, aproveitamos aquele momento para conversarmos bastante, rimos muito, algo que sempre acontecia quando estava ao seu lado.
Edward encheu mais uma vez a minha taça, enquanto sentavamos de frente para a lareira nas almofadas confortáveis.
Eu havia tomado uma decisão esta noite, estava certo sobre eu e Edward, estava certa do nosso amor e sabia o que ambos queria.
Beberiquei meu vinho, contornei a taça com os meu dedos enquanto ele fitava sem ao menos perceber as chamas. Suspirei pensando se deveria ou não tomar aquela atitude.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Uma coragem que eu não conhecia cresceu em meu peito. Deixei a taça em um canto, fitei mais uma vez sua fisionomia despreocupada e me aproximei, ajoelhei ao seu lado e beijei todo o seu rosto. Ele sorriu, enlaçando me pela cintura, retribundo todos os beijos.
Nossos lábios se encostaram causando arrepios em todo meu corpo. Nossas línguas em uma dança sensual. Prendi minhas mãos em seus cabelos trazendo-o para mais perto de mim. Edward não havia entendido o que eu queria e decidi lhe mostrar serpeteando minha mão para dentro de sua camisa, sentindo pela primeira vez os musculos de seu torax. Mordi seu lábio inferior e nos afastamos arfantes.
– Bella... – Edward começou a protestar, mas o impedi com um beijo.
– Eu quero você Edward – sussurrei em seu ouvido, mordiscando o lóbulo de sua orelha o fazendo arrepiar.
Desci meus lábios para o seu pescoço enquanto as mãos de Edward passeavam por todo o meu corpo sem saber onde realmente ficar. Todo o meu corpo entrou em alerta, quente e querendo Edward cada vez mais. Aquelas sensações eram novas para mim, nunca havia desejado tanto alguém.
Edward levantou e me pegou em seus braços ainda me beijando. Senti minha cabeça pousar em uma almofada e percebi que estavamos em seu sofá. Olhei em seu olhos e toda a lúxuria que havia ali ele deixava transparecer. Voltou a me beijar, a cada toque seu meu corpo queimava, trilhou um caminho dos meu lábios ao meu pescoço, descendo para os meus seios ainda cobertos. Sorriu deslizando suas mãos para dentro do meu vestido, apertando a minha coxa e tocando de leve em minha intimidade por cima da calcinha. Deixei um gemido escapar neste momento aumentando ainda mais o seu desejo. Edward levantou-se e pude ver o resultado com volume em sua calça, o que me deixou surpresa. Senti meus saltos sendo retirados com cuidado e se perdendo com a camisa de Edward em algum lugar da sala. Explorei seu peito desnudo com os lábios, Edward era perfeito. Edward sentou-me em seu corpo, uma perna de cada lado ainda tocando as minhas pernas suas mãos deslizaram para a minha costa descendo o zíper do meu vestido, deixando-me seminua. Voltei a colar meus lábios ao seu, deiletando-me de seu sabor. Edward mudou a situação ficando agora por cima do meu corpo, seus lábios perdidos em algum lugar do meu corpo. Mantive a minha atenção no barulho em que tinha acabado de ouvi, e ele percebeu.
– O que foi? Você não...
– Shhh – tapei seus lábios com os meus dedos. – Ouviu isso? — perguntei
– Não, o quê?
– Ouvi um barulho de porta batendo...
– PAI.
Edward olhou assustado para mim. Passos aproximavam-se da sala de estar.
Aquela era a voz da Renesmee.
Continua...
Notas finais
*Acabei que atrasando este capítulo, falei que postaria na quinta passada mas aconteceu alguns imprevistos ai resolvi recompensar com esse mega capítulo.
Agradeço de coração as fofoletes que comentaram no capítulo anterior. Obrigada, vocês são o combustível para essa fic.
*Sei que todas estão megas ansiosas para saber logo como a Nessie ira reagir quando descobrir tudo. Peço que tenham um pouco de paciência, vi que algumas leitoras já abandonaram a fic, fiquei triste, mas vou continuar. Eu programei a fic de um jeito, cap por cap, mas resolvi mudar e dar logo o que vcs querem.
Bem, leram esse mega capítulo chegou até aqui, não custa nada deixar um comentário e contribuir com a fic, né?
Espero que tenham gostado do cap.
Por hoje é só, até a próxima.
Beijinhos da LSCullen!
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