A Namorada Do Papai

10 Capítulo 10: Para cada ação uma reação - Parte 1


Notas iniciais
Olá meninas!!
Mais um capítulo novinho para vocês.
Obrigada a todas as lindonas que comentaram!
E a ANDP ganhou sua primeira recomendação *___*, fiquei muito feliz! obg franci2805, linda sua recomendação e fiquei muito feliz, portanto este capítulo é totalmente dedicado a você.
Amoras, preparem as barracas, marchimelos e sacos de dormir, nós iremos acampar!!
Boa leitura.

No capítulo anterior:

Desliguei o telefone. Quem quer que fosse, aquilo não tinha sido nada engraçado.

- Que foi cara? Você está branco feito fantasma! – Emmett falou.

- Não sei, me ligaram, mas a voz era estranha...

- Estranha, tipo como? Voz de monstro?

- Não... era uma voz feminina que eu conheceria em qualquer lugar... – passei a mão no cabelo.

- A voz de quem?

- Rachel...

Capítulo 10: Para cada ação uma reação (Parte 1)

Eu não tinha muita certeza, poderia não ser, mas a voz era tão parecida... Talvez toda aquela minha preocupação de que ela possa estar viva estava de me deixando louco, fazendo com que a minha própria mente pregasse peças em minha mente.

- Cara, você ta bem louco... já está bêbado – Emmett colocou a mão em meu ombro e deu um tapinha reconfortante. Por que ele estava rindo?

- Não, eu não estou bêbado...

Emm gargalhou.

Bem, era melhor eu dizer que estava bêbado mesmo, se eu conhecia Emmett ele ia sair contando pra todo mundo dessa ligação, e eu não queria que ninguém soubesse dela.

Não era Rachel, eu estava bêbado e foi isso.

Emmett ainda gargalhava e eu dei um peteleco em sua cabeça, o idiota me olhou com cara de choro.

- Qual é a piada? – Jasper veio com duas garrafas de cervejas, ofereceu-me uma, mas eu neguei com a cabeça.

- Cara... o Edward recebeu uma ligação da...

- De ninguém – o fuzilei com os olhos. – Ninguém, não é Emmett? – apertei seu ombro com as minhas mãos.

Se aquele filho da mãe abrisse a boca eu acabaria com ele.

- É... ninguém – ele engoliu seco.

Sabia que ele tinha medo de mim. Não porque eu era mais forte que ele, o cara era centímetros mais alto que eu, mas eu tinha um segredinho que ele tinha muito medo.

- Boa noite – sorri para Jasper e dei-lhes a costas.

Deitei minha cabeça no travesseiro. Não podia ser ela, quer dizer, eu esperei durante um bom tempo ouvir a voz dela novamente, mas agora tudo era diferente. Eu não sabia como seria se a reencontrasse, como eu reagiria ao vê-la novamente.

Fechei os olhos desejando que aquilo tudo que estava acontecendo comigo fosse mentira, que tudo não passasse de um pesadelo e quando eu abrisse os olhos tudo estaria em seu lugar, sem problemas, sem lágrimas, mentiras, segredos e sofrimento.

Por que tudo aquilo me atormentava daquela maneira? Eu sentia que machucaria muitas pessoas, iria fazê-las chorar, eu podia ver, eu podia sentir, mas eu tentava me desculpar e elas se afastavam com os corações partidos...

- Bella... não... Bella – de repente eu acordei. Estava ofegante, soado. Passei a mão no rosto, engoli seco.

Um pesadelo, mas eu ainda era eu, eu ainda magoaria as pessoas e a minha vida ainda era a mesma.

Fitei o relógio, já eram cinco da manhã. Acendi a luz do quarto procurando conseguir dormir, já que o escuro me sufocava. Deitei novamente, mas a cama era fria, o quarto era grande e solitário.

Levantei decidido e invade o quarto de Bella que era ao lado do meu. Agradeci por ela não ter trancado. Pela fraca luz do abajur eu a fitei. Dormia tranquilamente, sua respiração uniforme, o sorriso no canto dos lábios a deixava encantadora.

Deitei do seu lado sentindo o calor e toda a energia que seu corpo emanava. Fechei os olhos me aproximando de seu corpo, eu precisava do seu calor, seu carinho e seu amor. Abracei seu corpo com cuidado para não acordá-la. Acho que enfim eu conseguiria dormir.

Alguns segundos depois eu senti uma mão quentinha acariciando meu rosto, um braço se prendendo em volta do meu corpo e um beijo em meus lábios.

- Oi – ela sorriu lindamente, com a voz toda preguiçosa.

- Desculpe, não queria te acordar – murmurei.

- Tudo bem – balbuciou enterrando o rosto em meu pescoço e deu um beijo no mesmo. – Está sem sono ou não consegue mais ficar um minuto longe de mim? – murmurou me mordendo de leve.

- Acho que a segunda hipótese é a mais verdadeira – sorri.

Ela voltou a olhar para mim, seus dedos brincando com o meu cabelo.

- Teve pesadelos? – perguntou erguendo a sobrancelha.

- Como sabe?

- Não sei – ela deu de ombros. – Só deduzi, nunca o vi tão assustado assim antes, aconteceu alguma coisa?

- Não – menti.

- Quer me contar o seu pesadelo?

- Ah... acho que não... é só preocupações que acabam se transformando em más pensamentos, talvez amanhã de manhã.

Ela assentiu e me beijou. Um beijo calmo, lento, aquele que fazia eu me sentir ainda mais apaixonado por ela.

- Eu te amo, Bella – sussurrei.

- Te amo mais – ela sorriu divertida e depois balbuciou novamente.

- Dorme, meu amor.

Ela assentiu enterrando o rosto em meu pescoço, voltou a dormir e parece que enfim eu conseguiria fazer o mesmo.

Bella’s Pov

Acordei com a luz que entrava no quarto. Deveria ser tarde, já que o sol queimava a minha costa através do fino lençol. Espreguicei-me com cuidado para não acordar o Edward adormecido. Olhei para o relógio de parede, já era meio dia.

Lavei meu rosto e escovei os dentes. Vesti uma roupa leve e deixei meu cabelo solto. Lembrei da carta de Renesmee e retirei os papéis rasgados do lixo, não queria que Edward visse. Iria dar um jeito de queimar depois.

Edward estava todo lindo dormindo, mas era melhor acordá-lo. O enchi de beijos pelo rosto.

- Acorda preguiçinha! – cantarolei.

Ele se espreguiçou, abriu os olhos preguiçosamente depois os fechou resmungando.

Puxei o lençol o provocando, ele abriu os olhos ameaçadoramente, rosnou e me puxou para cama para junto dele.

- Está muito cedo – reclamou me beijando.

- Concordo, mas estou com fome e me recuso a sair deste quarto sem você.

- Para quem nem queria me abraçar perto dos outros...

- Você sabe o porquê de eu fazer isso, mas acho que não será mais preciso – dei de ombros explorando seu peito desnudo com as unhas.

- Humm... não faz isso, a não ser que você queira passar o dia inteiro nesse quarto comigo – murmurou.

- Ótima proposta, realmente tentadora, mas Edward cai na real, eu ainda sou virgem – sorri.

- Podemos mudar este conceito aqui e agora – meu corpo foi para baixo do seu com uma velocidade que até eu me assustei.

Seria perfeito, mas sempre tinha algo para nos impedir.

Ele já ia tirando a minha blusa quando o impedi.

- O que? Você não quer...?

- Não, eu quero, mas hoje vai ser meio impossível... é que... er...

- O que foi amor?

- Estou naqueles dias – merda, por que eu tinha que corar todas às vezes?

- Ah, então é isso – sorriu largando a barra da minha camiseta e sentou-se ao meu lado.

- Pensou que fosse o que? – perguntei.

- Não sei – deu de ombros. – Achei que não queria fazer mais fazer amor comigo – fez um biquinho.

- Ah meu Deus! – eu sorri o enchendo de beijos. – É claro que eu quero Edward, mas você percebeu que tem sempre uma barreira nos impedindo... Como se não tivesse que acontecer?

- É verdade, é frustrante – suspirou.

- Quer contar sobre o seu pesadelo agora? – mudei de assunto.

- Não – ele sorriu. – Eu tenho uma ideia melhor e bem mais interessante, não vou precisar falar, minha boca vai estar muito ocupada... – ele me beijou sem dar a oportunidade de uma resposta.

Pelo jeito ficaríamos muito tempo ali naquele quarto.

***

O dia passou rápido, estar ao lado da minha família naquela data era tradição. Todos os anos passávamos juntos. Natal era uma das épocas que eu mais gostava, diferentemente dos outros não era por causa da neve, presente e muita comida, era pelo simples fato de os votos de felicidade serem verdadeiros, pelo menos naquela noite era. Tudo se unia por uma só ocasião, por uma só noite.

Eram poucos os momentos em que todos se reuniam na sala, Cullen e Swan brincando, rindo, contando as peraltices quando criança. Eu preferi ficar quieta e ouvir, tudo o que eu tinha feito de errado ou o que poderia chamar de quebrar as regras tinha sido com Renesmee, não estava a fim de falar sobre eu e ela naquela noite.

Já de noite Emmett deu a ideia de que deveríamos pedir pizzas, a ideia era ótima, só não podíamos esquecer que estávamos não sei quantos mil quilômetros longe do continente. Ninguém respondeu a sua ideia e o pobrezinho até ficou triste.

Mas uma noite e vi Edward entrar durante a madrugada em baixo do meu cobertor dizendo não conseguir mais ficar longe de mim. Confesso, eu estava amando tudo aquilo, só que eram noites de torturas, poder nos tocar sem realmente chegar onde eu queria chegar.

- Vamos agüentar mais um pouco, eu tive uma ideia, vou te levar para um lugar aonde ninguém vai nos atrapalhar – murmurou.

- Que lugar?

- Surpresa, mas será em breve minha linda.

- Estarei esperando, meu lindo – sorri.

Os dias passavam rapidamente, tão rápido que nem era capaz de perceber. Com os preparativos do casamento, eu, Rose e a fadinha estávamos sempre para lá e pra cá.

Era terça-feira, primeiro dia que fazia frio na ilha, não dava para aproveitar muito, a não ser assistir filmes de terror barato com Rose e Edward.

- Qual o plano para hoje à noite? – Rose perguntou a Edward já nos créditos do filme.

- Camping – ele suspirou.

- Camping? – eu e Rose perguntamos juntas.

- Sim, ideia do Jasper e do Emmett, até que legal – ele deu de ombros.

- Ok, camping com Emm... isso vai dar merda.

Edward gargalhou.

- Vai ser legal... faz tempo que não acampamos.

- Uhum, da ultima vez vocês conseguirem colocar fogo na barraca – Rose riu.

Olhei embasbacada para Edward e depois para Rose.

- Qual é Rose, eu tinha só trinta e três anos – cara de pau.

- Rá, rá, quanto tempo maninho! – Rose jogou a almofada nele.

- Confiem em mim, vai ser legal – aquilo foi especialmente para mim.

- O que vai rolar nesse camping? Fogueira, marchimelo e sacos de dormir? Ou vai rolar as sacanagens do Emmett? – sorri.

- E eu gosto – ele entrou todo sorridente.

- Vamos acampar – Edward explicou sério. – Mas se você quiser pode ter sacanagem – Edward sussurrou para mim.

Puta merda! Corei!

Rose e Emm riram de mim. Que ótimo!

- Bem acho melhor irmos arrumar as coisas, já está ficando tarde – Edward e Emm foram para o andar de cima e Rose ficou meu olhando.

- O quê?

Ela deu de ombros sem responder ainda rindo.

Renesmee entrou na sala com o Spoc em seu encalço, ele tava molhado, mas não me importei, não estava me molhando.

— Onde estão todos? – Renesmee perguntou a Rose.

- Os meninos foram pegar as barracas para o acampamento e os outros foram para a cachoeira.

- Alice, Jasper e Brian?

- Dormindo.

Ela mal olhava para mim, estava me segurando para não falar sobre a sua carta e ameaças, na verdade eu ia fingir nem ter visto, ignorar é o melhor remédio.

Aquela garota ia aprontar alguma, ela me fitava de canto de olho, enquanto eu procurava algum canal interessante na TV. Não parecia ter nada suspeito, até que:

- Spoc, chacoalha Spoc, chacoalha – o cachorro fez o que sua dona mandou, vi tudo em câmera lenta quando o animal levantou e chacoalhou seu pelo espirrando toda a água em mim, não havia nada para me proteger, só coloquei a mão na frente enquanto era molhada pelo cachorro infernal.

- AHHHHHHHHHHHH – gritei quando consegui empurrar o animal para longe de mim. – Você está louca garota? Ele me molhou toda. – acusei furiosa, ela apenas sorrio.

- Vem Spoc, você precisa de um banho – ela pegou Spoc em seu colo e o levou me dando as costas. Rose assistia tudo sem reação.

Já chega, agora ela ia me ouvir.

- Oh problemática – chamei segurando seu braço. Ela virou olhando para as minhas mãos com fúria, como se eu estivesse a machucando.

- Me solta Swan... ou vou falar para o meu pai que você me agrediu – ameaçou.

- Ameaçar é só o que você sabe fazer?

- Me solte agora, está me machucando... – rosnou tentando puxar seu braço, segurei com mais força, eu ainda não tinha terminado.

- Qual é o seu problema? É falta de uns bons tapas, por que se for...?

- Bella, solte-a – Renée pediu, entrando na sala, eles tinham voltado da cachoeira, Carlisle, Charlie e Esme olhavam para mim.

Olhei para a minha mãe, suspirei e soltou o braço dela. Obvio que eu não ia machucar ela, não ia encostar se quer um dedo nela, mas ela precisava acordar pra vida.

- Olha o que ela fez comigo? – falei para a minha mãe indicando a minha roupa molhada. – Isso não é justo... não é.

Dei as costas para os outros e subi irritada com tudo. Dei um encontrão em Edward.

- Hey amor, o que foi? – ele perguntou fechando meu caminho.

- Me deixa em paz Edward – pedi, secando as minhas lágrimas de raiva.

- Bella, o que foi? Você estava sorrindo agora mesmo e agora está chorando e esta toda molhada, o que aconteceu?

- Pergunta para a sua filha, quem sabe ela não te conta – desvencilhei-me dos seus braços e entrei no quarto.

Edward’s Pov

Suspirei. Para mim já chega, ela estava indo além do limite.

Desci a escada sem ao menos olhar para alguém. Renesmee era minha filha, eu a amava incondicionalmente, se tivesse que matar por ela eu mataria, eu a protegia, dava tudo o que ela queria, era um bom pai, talvez um pouco ausente na vida dela, mas ela tinha que entender, eu amo a Bella, e ela não ia interferir na minha vida, não ia deixar mais ela magoar Bella e sair ilesa.

- Renesmee – chamei. Ela estava dando banho no cachorro.

- Oi pai – ela sorriu.

- O que você fez para a Bella?

- Nada, na verdade foi o Spoc...

- Ela está toda molhada e chorando... você a magoa cada vez mais, eu a amo, você entende? Pode nos deixar ser feliz? Eu cansei dessas suas criancices, porque quem faz isso é criança não alguém da sua idade, alguém que eu já considerava madura e bastante inteligente para compreender que as pessoas podem e tem o direito de ser feliz novamente. Você conhece a palavra livre-arbítrio? Não conhece, não é? Como você se sentiria que eu começasse a interferir em sua vida? Afinal o que você quer? Separar eu e Bella? Quer saber uma coisa, desista, pois você não vai conseguir, nosso amor é mais forte que isso, nada é capaz de nos separar...

- Nem a mamãe? – ela perguntou com os olhos emergidos com suas lágrimas.

A verdade dói, não é?

Engoli seco e respirei fundo. Eu não podia responder aquela pergunta.

- Você sempre volta o assunto a sua mãe, filha você precisa esquecer, ela morreu.

- Não sinto isso, sei que ela vai voltar.

- Você não sabe o que está dizendo, esquece, por favor?

- Nunca, mas parece que você já esqueceu...

- Renesmee, você me ama?

- Claro pai!

- Então, por favor, deixe eu e Bella sermos felizes, eu a amo de verdade, entenda isso. Não vou mais tolerar as coisas que você faz com ela, se fizer de novo serei severo.

Ela assentiu com muito pesar. Esperava que as coisas melhorassem. Será que era tão difícil assim dela entender?

Voltei para o quarto. Bella estava sentada na cama com a roupa já trocada e separava algumas outras para levar para o camping.

- Amor, quer conversar sobre o que aconteceu? – perguntei assim que entrei no quarto.

- Eu só quero entender o porquê de tudo. A questão é que estou cansando disso tudo, eu prometi a mim mesma que iria ignorar suas provocações, mas chegou ao meu limite, não quero machucá-la, não gosto de machucar ninguém e nem de violência...

- Bella, ela só faz isso porque quer nos separar, mas ela não vai conseguir, nosso amor é mais forte... eu conversei com ela, eu também cansei dessas atitudes dela, não vai mais acontecer.

- Quantas vezes você disse que não ia mais acontecer?

- Está vendo, é isso que ela quer, nos jogar um contra o outro, ela sabe que se você machucar ela nós vamos brigar, é onde ela quer chegar, nunca encoste nela amor, é o que ela mais quer...

- Acha que eu tenho coragem Edward?

- Não, eu não disse isso...

- Mas foi o que quis dizer.

- Bella, não... tudo bem, não vou continuar a falar disso, não quero brigar contigo. Eu vou te deixar aqui... só pensa um pouco, podemos conversar depois.

Dei-lhe um beijo e a deixei. Deixá-la pensar era o melhor que eu poderia fazer, não queria brigar com ela, não queria discutir mais. Eu a amava é era somente isso que me importava.

Bella’s Pov

Vi Edward fechando a porta e suspirei. É claro que ele não tinha nada a ver com isso, só estava nervosa depois quando tudo se acalmasse eu falaria com ele.

Estava tudo pronto para o acampamento. Ficaríamos a 600 metros da casa, algum problema era só voltar. Renée, Charlie, Carl e Esme não quiseram participar e Brian ficaria com eles já que o tempo tinha mudado e estava um pouco frio.

Eu não pretendia deixar aquela provocação da Renesmee de lado, eu daria o troco. Só não sabia ainda o que faria, se eu tivesse um cachorro pelo menos...

***

- Emmett tem certeza que não quer ajuda com a barraca – Jasper perguntou.

- Não, eu consigo – disse irritado.

Já estávamos no espaço em que iríamos acampar. Eram quatro barracas, eu e Edward, Jasper e Alice, Rose e Emm e Renesmee e... a lanterna dela.

Todas as respectivas barracas estavam armadas, menos a de Emm, e o cara recusava ajuda.

- Qual é amor? Aceita a ajuda deles, já está escurecendo e frio – Rose reclamou.

- Sou bom em armar barraca ursinha, espera só mais um pouco...

- É só a barraca que Emm não consegue armar ou ele tem problemas em armar outras coisas? – Edward perguntou e em seguida Jasper gargalhou entendendo sua piada, assim como eu e as garotas.

- Quer que eu te mostre a minha “barraca” Edward?

- Oh não, definitivamente não – Edward respondeu sério e depois continuou rindo da cara de nervoso de Emm.

Meia hora depois...

- Ok, tudo bem, eu não sei montar essa merda de barraca, eu desisto.

Jasper e Edward montaram tudo em menos de dez minutos. Emmett olhou embasbacado.

- Onde é que vocês esconderam o manual?

- Que manual?

- Da barraca.

- Não tem um manual, já acampamos tanto que sabemos de cór como montar isso, a questão é que você sempre está bêbado quando acampamos... – explicou Edward.

Emm deu de ombro derrotado com a explicação de Edward.

A noite chegou, tudo ao nosso redor era escuro, exceto a fogueira que nos deixava aquecidos e iluminava boa parte de onde estávamos. O céu era estrelado, limpo. O silêncio era absoluto, era possível ouvir até o gorjear de algum pássaro e talvez, um pouco distante a queda d’água da cachoeira.

- Vou contar uma estória... aconteceu aqui na ilha mesmo – começou Emm enquanto devorada um cachorro quente que trouxe na mala. – Há exatamente 100 anos atrás, quando está ilha foi descoberta pelos seus primeiros donos, um grupo de jovens, assim como nós acampavam, no mesmo lugar que estamos, e eles morreram, bem aqui, foram enterrados também, bem aqui e fim. – Emm sorrio esperando que alguém senti-se medo daquela coisa ridícula que chamou de estória.

Pelo que eu sabia Carl e Esme são os únicos donos da ilha, e não, ninguém morreu ali.

- Galera, é nessa hora que vocês entram em desespero e falam que estão com medo – ele explicou.

Renesmee jogou um marchimelo nele e todos riram.

- Isso é bullying baby, vou te processar. – falou chateado.

- Conta outra estória Emm, mas dessa vez seja criativo – Alice pediu.

- Não, mas que essa ilha é sinistra ela é.

Alice decidiu ela mesma contar uma estória, mas tive que ir até a barraca passar um repelente ou seria carregada pelos mosquitos. Resolvi levar e dar para Edward passar também, ele parecia incomodado.

Todos pareciam intrigados com a estória que a fadinha contava, eu queria poder prestar atenção também, mas parece que os pernilongos queriam atacar só eu. Dezenas deles chupando meu sangue. Choraminguei.

- O que foi? Você está bem? – Edward perguntou ao me ouvir.

- Não, estou sendo atacada – expliquei coçando mais um local onde fui picada no braço.

- Já passou o repelente... espere, você está cheirando a... – Edward segurou meu braço e levou até seu nariz. – Açúcar – ele suspirou.

Cheirei meu braço, estava melado mesmo. Olhei para o repelente e entreguei a Edward.

- Amor isso é água e açúcar, é claro que eles vão te atacar.

- Eu juro que isso era repelente... – apontei para o frasco.

- Renesmee – Edward rosnou.

- O que? Vai falar que foi eu agora? Eu nem encostei nisso – ela cruzou os braços.

Vamos fingir que acreditamos!

- Mas eu nem estou te acusando de nada, eu ia perguntar se você tem um repelente que não seja açúcar com água para emprestar a Bella.

Rá. Rá. Isso amor, jogada de mestre.

Renesmee ficou sem graça. Pois é baby, já entregou sua culpa!

Edward sorriu para mim percebendo que ela tinha se entregado sem querer.

- Não, eu não tenho – ela respondeu. – Estou com sono, vou dormir.

- Pode usar o meu Bells – Alice me emprestou o repelente dela, sem açúcar e água.

Sem mais estória para ouvir ou contar o frio nos espantou. Edward e eu guardamos a bagunça antes de entrar na barraca.

- Deixe tudo ai amor, amanhã nós guardamos – Edward disse entrando na barraca.

- Já estou indo, só vou... – apontei para os copos jogados no chão.

- Ok, não demora – ele piscou.

Aproveitei o momento em que Edward entrou na barraca para colocar o meu plano em prática.

O único bicho que eu não tinha medo ali era sapo, na verdade eu os achava fofinhos. Há algum tempo eu tinha estudado o perímetro e tinha percebido que estávamos ao lado de um brejo, onde grandes sapos o habitavam. Renesmee tinha – digamos – medinho de bichinhos rastejantes ou qualquer tipo de réptil.

Com uma lanterna em mãos eu dei alguns passos, não foi preciso ir longe para encontrar o que eu procurava. Como o meu pai havia me ensinado quando eu era mais nova, colocando a luz no rosto do animal ele fica paralisado, praticamente cego o que deixa mais fácil de caçá-lo. A pequena rã paralisou quando coloquei a luz da lanterna contra ela. Com a ajuda de um graveto e uma folha e peguei o bichinho. Seria um lindo presentinho a Renesmee.

Voltei logo para o acampamento, ninguém sentiu a minha falta. Tive colocar minhas mãos na rã senão ela fugiria.

Caminhei lentamente até a barraca de Renesmee. Estava escuro o que indicava que ela estava dormindo.

Ok, eu sei que a vingança não se deve... foda-se, ela provocou isso.

Para cada ação uma reação, lei de Newton, fazer o que se ela faltou nessa aula?

Abri lentamente o zíper da barraca. Não pretendia entregar-lhe o presente com ela acordada.

Sem mais delongas, empurrou a rã com cuidado para dentro da barraca e a fechei de volta. Vamos ver quanto tempo leva para tirar uma rã da barraca.

Voltei para minha barraca. Edward estava deitado, entrei sorrindo.

- O que foi? – ergueu as sobrancelhas.

- Nada, só estou feliz por poder estar aqui com você – isso era verdade.

Ele sorriu torto.

- Você demorou, achei que ficaria do lado de fora.

- Com um homem lindo me esperando aqui? – o abracei e depois o beijei.

Já falei o quanto é bom beijar esse homem?

- Quero lhe pedir desculpas por hoje de tarde, entendi o que quis dizer, só estava nervosa com tudo e...

- Tudo bem amor, eu te amo Bella, não importa o que vá pensar de mim, só sei que te amo e esse sentimento só cresce a cada dia.

Ah para, vou chorar desse jeito. Que lindo!

- Eu já disse que você é lindo?

Ele assentiu.

- Fofo? Romântico? Gostoso?

- Sim, sim e não.

- Gostoso! – murmurei e seu ouvido.

Eu estava muito feliz, o sentimento de vingança até que era bom.

Ele sorriu sacana.

- Vou te levar para um lugar especial amanhã, só eu e você – ele murmurou em meus lábios.

- Posso saber para aonde vamos?

- Surpresa, eu acho que você vai gostar.

- Só eu e você? Surpresa, impossível não gostar.

- Eu estou muito surpreso com você... quando te conheci você era tão tímida, corava com qualquer elogio, agora fica flertando comigo, desse jeito que me deixa louco... – mordeu os lábios.

- E isso é ruim? – ergui as sobrancelhas.

- Não, isso é muito, muito bom.

- Edward, você não sabe quase nada sobre mim, sou capaz de fazer coisas que ninguém imagina, eu te amo e faço tudo o que estiver ao meu alcance pelas pessoas que eu amo.

- Uh... gosto de mulheres com atitudes – sorriu me apertando.

Eu gargalhei voltando a beijá-lo.

- Ahhhhhhhhh, socorro, tiraaaaa, tira esse bicho daqui, ahhhhh, paiiiieeee – ouvi o grito de Renesmee.

Edward separou nossos lábios e olhou assustado.

- Renesmee.

- Ah não amor, vem cá – voltei a beijar seus lábios

- Ahhhhhhhhhh, tira, por favor, eu tenho medooooo.

- Bella, a Renesmee, eu preciso ver o que está acontecendo – Edward se separou de mim novamente e saiu da barraca quase derrubando tudo.

Edward’s Pov

Saí da barraca quase levando- a junto comigo. Renesmee parecia desesperada dentro da barraca, eu podia ouvir seu choro. Eu sabia que tinha algum bicho lá dentro porque ela gritou, caso contrário eu teria pensado que era um ladrão ou algo do tipo.

Abri rapidamente o zíper da barraca. Renesmee com o rosto emergido de lágrimas, ela estava espremida em um canto, apenas com a lanterna na frente da rã que permanecia paralisada.

- Está tudo bem filha, é só uma rã – suspirei, e eu pensando que fosse alguma aranha ou cobra.

- Eu... tenho... medo – disse entre soluços. – Tira daqui... pai, por favor.

- Tudo bem, fica calma. – Peguei o bichinho com um gravetinho e o devolvi a natureza.

Renesmee permaneceu paralisada no mesmo lugar. Tremia mais que tudo e estava mais branca que a luz da lanterna.

- Está tudo bem querida, vem – estiquei a minha mão para que ela pegasse.

Desconfiada senti sua mão gelada tocar a minha e ela me abraçou. Ela realmente estava com medo.

Em pensar que era só uma rã.

- Está tudo bem contigo baby? – Emm perguntou.

Não tinha percebido, mas todos estavam fora das barracas, preocupados com Renesmee, menos Bella.

Renesmee assenti mecanicamente. Ela definitivamente não estava bem. Talvez sua pressão possa ter baixado com o susto.

- Da próxima vez você precisa olhar se tem algum bicho na barraca antes de entrar e fechar filha...

- Eu olhei pai, em tudo, eu juro que olhei, não tinha absolutamente nada, quem quer que tenha feito isso não teve graça.

- Acha que foi um de nós que colocou a rã dentro da barraca? – Rose perguntou.

- Sim, sei que foi só uma brincadeira, mas eu realmente tenho medo de sapo.

- Quem foi que fez isso? – perguntei.

- Claro que não foi eu, não encostaria-se a esse bicho – respondeu minha irmã Alice.

- Eu estava ocupada demais com a “barraca” do Emm... – Rose deu de ombros. Ignorei aquele comentário.

- Ah não foi ninguém – disse irônico. – É sério, quem fez isso? – perguntei uma ultima vez.

Ninguém respondeu. Eu tinha certeza que Bella e Jasper não faria aquilo.

- Fui eu – ouvi sua voz.

Bella saiu da barraca, seu semblante sério encarou Renesmee.

- Foi eu que coloquei a rã na barraca dela Edward.

Bella cruzou os braços olhando fixamente para Renesmee.

Eu olhei para ela sem entender. Será que ela não tinha pensado nas conseqüências?

Continua...

Notas finais
*O*
Tipo assim, Renesmee mereceu! Sabemos que vingança é ruim, e não combina com essa nossa Bella, mas estava na hora de mostrar que ela não tem medo da Renesmee. Pronto falei. kkk
Pois é, quem acha que a Renesmee mereceu isso levanta a mão.kkk
Bem, eu iria fazer um capítulo bem maior, mas ai achei melhor dividir em duas partes para não ficar muito cansativo.
Adorei todos os comentários do capítulo anterior, apesar de terem sido poucos os comentários :(, mas fiquei feliz com as meninas que comentaram e pela recomendação.
Me dedico muito a essa fic, porque eu adoro a estória, adoro os personagens e acho que ela está indo muito bem e vocês estão dando o maior apoio, é muito bom saber isso.
Vejo nos comentários o quanto vocês expresam a raiva que sentem da Renesmee e Rachel, kkk, todas acabam desabafando e eu acho isso incrível, sério..., mas ai vai um conselho, não infartem antes do tempo, kkk, precisam estar vivas para ver o final de tudo. Renesmee realmente é um pé no saco, só não infartem, ok.
Os comentários são ótimos e podem ter certeza que deles eu tiro algumas ideias.
Bem, quem quiser discutir um pouco mais sobre a problemática Renesmee é só me seguir, sigo todos de volta @_LeticiaCullen.
Comentem, Comentem e comentem. É muito importante para o desenvolvimento da fic.
E recomendem se acha que a fic tem esse merecimento.
Milhões de beijos em cada uma de vocês! Até a próxima!
LSCullen