Notas iniciais
Hey amoras!!!
Milhões de desculpas pelo atraso, explico lá na nota final.
*Esse capítulo ficou meio chatinho, porém, ele é muito importante para os futuros capítulos do decorrer da história, portanto leiam com atenção.
**Aviso: Este capítulo contém partes com teor adulto. Avisando porque tem leitora que não curte. Quem não quiser ler está parte pode pular, pois não vai prejudicar em nada o entendimento do capítulo.
Obrigada a todas as amoras que comentárão no capítulo anterior.
Até a nota final.
Boa leitura!!!!

Relembrando o Capítulo 7:

- SUA MÃE ESTÁ MORTA... está morta – Renesmee chorou ao ouvir aquelas palavras.

— Sai daqui.

- Resnesmee eu não quis... – comecei.

- SAÍ DAQUI, ME DEIXA SOZINHA.

Eu sabia o quanto aquela palavras a machucavam, sabia que tinha tocado em uma ferida não cicatrizada. Não tinha o direito de ter dito aquilo, mas na hora eu não tinha pensado... Nunca quis magoa-la, nunca e acabara de fazer aquilo. Limpei minhas lágrimas entrando na casa. Eu sabia que tinha sido cruel com ela, aquelas palavras doiam mais que tudo em seu coraçãozinho, saí do controle e fui hipócrita.

Fechei a porta do meu quarto e sentei formando uma barreira na mesma. Edward batia na porta. Eu a tinha magoado de verdade e sabia que agora a ferida que há tempos não pulsava ardia em seu peito.

Não desistiria de Edward muito menos de Renesmee e eu sabia que após esse fato ocorrido o nosso amor corria perigo.

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Capítulo 8

Limpei minhas lágrimas, suspirei e decidi tirar toda aquela meleca do meu cabelo antes que eu virasse um cup cake ambulante. As palavras que disse a Renesmee iam e vinham a minha cabeça, mas tirei a culpa e o peso de cima de mim. Na hora da ira nós não pensamos e dizemos palavras que iram magoar as outras pessoas. Eu sabia que eu não deveria me sentir culpada, afinal ela pediu por isso, mas eu não conseguia não me sentir, a verdade sempre doe no coração das pessoas e era isso que fazia tudo mudar.

Eu não me importava com as birras, os feitios e as calunias de Nessie, não iria me melindrar, como Edward havia me dito antes ela só queria mesmo nos separar, eu sabia que ela não me odiava, sabia que a verdadeira Renesmee tinha se perdido em algum canto da sala de jantar de Edward na noite em que descobriu tudo e sabia que ela era capaz de enxergar que eu realmente amava seu pai, só queria fazê-lo feliz novamente. Uma hora ela iria cair na real, a verdadeira Renesmee se encontraria e então seriamos amigas de novo, e eu esperava ansiosamente por essa Renesmee.

Sequei meu cabelo fitando meu corpo no espelho. Lembranças boas vieram a tona, as mãos de Edward tocando o meu corpo de forma tão abrasadora... sorri balançando a cabeça da minha insanidade mental. De onde eu tinha tirado tanta coragem de tocá-lo daquele jeito? Teria o desejo falado mais alto? Ou saber que ele realmente me ama, me fez abrir a mente? Porque eu sinceramente eu não via mais porque esperar, estávamos apaixonados, eu tinha total certeza que ele me amava o tanto quanto eu, e cá entre nós... eu já tinha 20 anos, estava cansada de ser chacota – de Jessica – a garotinha virgem da psicologia, fala sério!

Eu estava pronta para este momento, e gostaria que fosse aqui na ilha, para ter para sempre essa lembrança. Talvez, dizer ao Edward como eu queria e onde seria uma ótima ideia...

- Hei... tia Bellinha, posso entrar? – a fadinha fez uma voz de criança e colocou metade do corpinho de Brian na porta entreaberta balançando seus bracinhos como se fosse um fantoche.

- Claro, Brian – sorri.

A fadinha abriu a porta e sorriu, entrou.

- Oi.

- Oi – dei de ombros.

- Brian queria saber como é que você está? – ela sorriu, sentando em minha cama do meu lado colocando Brian em seu colo.

- Então, Brian... eu estou muito bem, não se preocupe – falei com uma voz infantil. Todos ali sabiam que Alice era que queria saber.

- Ah, entendi tia Bellinha, mas você estava chorando, posso saber o por quê? – a fadinha continuou com sua voz infantil, como se o Brian já soubesse proferir todas aquelas palavras.

- Eu disse algumas verdades a Renesmee, verdades que ela já sabia, mas se nega a acreditar ou pensar – respondi diretamente, sem teatrinhos ou voz infantil.

- Sei, eu imagino o que você falou... Nessie ainda acha que Rachel não morreu, já que não pode ver o corpo da mãe pela ultima vez...

- Como?

- Ela não te contou?

- Não, como assim não pode ver o corpo de Rachel?

- Ah... Bella acho melhor o Edward te contar está história... Agora me diz que cachoeira é essa?

- Alice termine de me falar. O que realmente aconteceu com a Rachel?

- Edward com certeza vai querer lhe contar na hora certa, eu não deveria, esse assunto já foi encerrado há dois anos, desculpe.

- Tudo bem – dei de ombros, depois perguntaria ao Edward mesmo. – E sobre a cachoeira o próprio Edward vai querer contar, não só para você, mas para toda a família, vamos descer?

- Vamos – ela sorriu.

No meio do corredor para a escada da sala de estar Emmett sorriu simpático e me abraçou.

- Me desculpe Bellita, não queria que você tivesse se machucado.

- Eu estou bem Emm, não se preocupe.

- Sabe... eu só ajudei a Nessie porque... – coçou a cabeça.

- Não se preocupe com isso, está tudo bem, eu perdoei o que ela fez.

- Ok; espero que esteja tudo bem com o seu pulso.

- Claro, foi só uma torção, amanhã estará melhor.

Ele assentiu envergonhado.

- Vem, o Edward vai explicar a tal da cachoeira.

Todos ali esperavam pela explicação da cachoeira que até então só três pessoas conheciam. Edward explicou tudo e o porquê de não ter contado da existência da mesma. No final todos entenderam e fizeram-no prometer que levaria todos lá.

O restante da tarde foi tranqüilo, nós almoçamos e logo depois fomos descansar, já que a energia estava escassa para todos.

Renée cogitou a ridícula ideia em uma conversa que talvez deixar Edward fosse melhor. Eu fingi não ouvir, ela não sabia o que se passava comigo.

Sentei em baixo de uma árvore, já que todos estavam dormindo e aproveitei o silêncio para terminar de ler o romance que tanto me intrigava, bem na verdade era mais um passatempo que acalentava a minha ansiedade de saber o que realmente tinha acontecido com Rachel.

Edward estava dormindo a um bom tempo. Levantei e caminhei para a silenciosa sala, subi os degraus ainda com o livro na mão. Caminhei pelo corredor até o quarto de Edward, hesitei, deveria bater na porta antes de entrar? Mas se ele estava dormindo eu iria acordá-lo e eu não estava com esse intuito. Adentrei o quarto facilmente. Ele dormia tranquilamente, sua respiração uniforme, seu peito desnudo subia e descia, seu rosto angelical era sereno.

Deite-me ao seu lado fitando a sua beleza, nunca virá tanta beleza em um ser dormindo. Acariciei seu rosto, seus cabelos, lábios; espalmei minha mão em seu peito desnudo e sequei minha lágrima. Eu sabia porquê chorava, pelo simples fato de ter medo de perde-lo, eu realmente tinha medo de que ele me deixasse, não que ele já tenha dito isso, mas o meu medo sempre era maior.

E eu sei o quão infantil esse medo era e então entrava o conceito de confiança, algo que eu não conseguia adquirir com pessoa nenhuma.

E se fosse só mais um romancezinho que se dispersasse com o tempo? Ele dizia que me amava e eu acreditava, mas quando estava sozinha sem seu carinho eu tinha certas desconfianças. Sequei a lágrima, não deixaria que a confusão mental me fizesse se sentir péssima. E decidi que contar aquele meu medo para ele seria o certo a fazer, só assim eu me sentiria confortável novamente.

Acariciei seus cabelos e ele se virou, quase que acordando. Sorri perversa, todos estavam dormindo, aquele seria um bom momento para continuar o que tínhamos começado na cachoeira.

Deixei o livro em um canto no criado mudo, subi em eu colo colocando uma perna de cada lado de seu corpo e distribui beijos em sua bochecha, seu pescoço, em todo seu peito desnudo, voltando para seus lábios, juntei nossos lábios em um selinho, mas suas mãos prenderam-se em meu cabelo, nossas línguas se encontraram causando um choque em meu corpo que me fez estremecer, ofegante me separei dele.

- Nossa, quero dormir todos os dias ao seu lado, quero acordar todas as manhãs dessa forma – murmurou sorrindo. Suas mãos passearam por minhas pernas pairando em minha coxa.

- Não era para você ter acordado – sorri beijando a pontinha do seu nariz.

- Hmm, entendi... Você estava abusando de mim enquanto eu dormia? – perguntou horrorizado.

- Eu? – fingi estar ofendida. – Que grosseria senhor Edward Cullen – sorri.

Edward mordeu os lábios erguendo a parte de baixo de seu corpo, me fazendoeu sentir sua ereção.

- Pelo jeito você acordou outras coisas também – ele sorriu.

Corei violentamente. Foda!

Meu corpo de repente foi parar em baixo do dele.

- Já teve um orgasmo, mi amor?

What? Edward estava querendo o que? Matar-me de vergonha?

Olhei para ele sem responder, fiquei boquiaberta com sua pergunta.

- Sim ou não, Bella?

- Amor eu sou virgem, mas não sou santa – sorri.

- Humm... – me beijou calmamente e depois me fitou. — Se prepare para o orgasmo mais fodástico de toda a sua vida – sussurrou.

OMG! É agora que eu entro em desespero, viro uma covarde e saio correndo? Nós iríamos fazer amor, ali e agora? Assim de repente?

- Bella... Bella – Edward me chacoalhou. Voltei piscando atônita. – Está tudo bem amor?

- Sim... é...

Ele gargalhou.

- Não se preocupe, não vamos fazer amor aqui, eu quero que este momento seja muito especial e só quando você estiver realmente pronta.

- Eu estou pronta...

- Não pareceu pela sua reação.

- É que... tenho medo de fazer algo errado, de você não gostar já que é tão experiente... – tudo saiu em um só jato, era difícil confessar aquilo.

Ele riu beijando meu pescoço.

- Não se preocupe linda, eu gosto de ensinar – sussurrou em meu ouvido. – Agora falando sério... eu não tenho pressa para isso, eu te amo e eu vou respeitar o seu tempo, sexo não vai mudar em nada no nosso relacionamento, não vou te amar mais ou te amar menos, não se importe em errar... eu realmente quero que você se lembre da sua primeira vez como uma boa lembrança, e quando tiver certeza de que realmente quer se tornar a minha mulher e então eu farei.

- Eu tenho toda certeza sobre você amor, eu te amo, mas talvez tenha razão em não fazermos isso aqui e agora, temos pouca privacidade.

- Muito pouca, mas isso não quer dizer que não podemos nos divertir...

Edward voltou a me beijar, suas mãos ávidas acariciavam o meu corpo e eu fazia o mesmo arrancando gemidos inesperados de ambos.

Entre um beijo e outro senti minha blusa indo parar em algum canto do quarto, juntamente com o meu sutiã.

- Você é linda, Bella – ele falou em um gemido.

Juntei nossos lábios mais uma vez sentindo a necessidade de te-lo mais perto de mim. Acaricie seu membro em movimento vai e vem com intensidade, pairando meu dedo sobre sua glande onde se concentrava seu pré-gozo.

Edward gemeu alto empurrando sua ereção contra a minha mão.

- Porra... isso... assim... Bella, sua gostosa...

Em seguida impulsionei minha cintura encaixando uma de minhas pernas entre as suas tentando aliviar a minha própria excitação.

- Eu vou cuidar de você minha Bella – ele murmurou mordendo meus lábios.

Edward retirou minha mão de seu membro e as prendeu sobre a cabeça, mordendo e lambendo meu seio intumescido, arqueei minhas costas prendendo minhas mãos em seus cabelos.

- Edward...

Suas mãos serpenteavam em minhas pernas e virilha, chegando tão perto de minha intimidade...

- Edward – choraminguei.

- Fale Bella, me diz o que você quer...

- Quero que me toque – sussurrei fechando os olhos quando seus lábios sugaram meu pescoço.

- Me diz onde?

Cara, ele tava jogando?

Levei a sua mão até meu sexo.

Edward sorriu voltando a beijar meus lábios. Suas mãos serpentearam para dentro de minha calcinha e de uma só vez Edward me penetrou com um de seus dedos. Me contorci, ofeguei.

- Você está toda prontinha para mim... toda molhadinha – Edward passou a língua entre os lábios.

Gemi, quando Edward aumentou o ritmo de suas estocadas e com o polegar acariciou meu clitóris, minha perdição.

- Oh Edward... assim... não para – murmurou mordendo os lábios.

Eu não agüentaria muito mais tempo.

- Edward... mais – gemi, ele entendeu o recado me penetrando com mais um dedo fazendo-me gemer alto. Seus lábios calaram os meus abafando meu grito.

- Tão apertadinha...

- Oh... porra, amor... eu vou... gozar... Edwaaard! – meu corpo estremeceu com os incríveis espasmos seguidos que me levaram ao clímax, gozei nas mãos de Edward e ele sorriu satisfeito.

Nunca havia pensado que eu poderia ter um prazer ainda melhor com Edward. Era indescritível, era maravilhoso. Extremamente prazeroso.

Edward levou os dedos até a boca se deleitando, depois me beijou, chupei sua língua e depois nos acalmamos com um beijo lento.

Ficamos um tempo em silêncio, eu ainda ofegante fitava o teto enquanto Edward brincava com as mechas do meu cabelo.

Lembrei sobre “o caso Rachel”, mas aquela não era uma boa hora para perguntar.

Vesti-me novamente e deixei Edward, era melhor sair de lá antes que todos acordassem.

Foi preciso eu tomar outro banho, e esfriar a mente era necessário.

A noite já havia chego, juntamente com uma lua cheia e estrelas brilhantes, era incrível como o céu era diferente aqui, não havia poluição, o ar era leve e as estrelas tomavam o céu.

A porta atrás de mim se abriu e Renesmee saiu fitando o lindo céu também. Seu rosto amassado demonstrava que tinha acabado de acordar.

Ela me olhou indiferentemente e caminhou até a varanda, sentou na cadeira e começou a escrever em uma espécie de agenda. Seria um diário?

Sem medo de suas repostas ou atitude me aproximei e me sentei ao seu lado.

- Renesmee... me desculpe pelo que disse hoje mais cedo, sei que fui cruel.

- Por que insisti em conversar comigo? Não vê que não quero mais a sua amizade?

- Na verdade você quer sim, mas não percebe... eu não me importo, como já disse e vou repetir, não irei desistir de você.

- Você... realmente gosta do meu pai? – pela primeira vez em tempos ela voltou a olhar em meus olhos.

- Sim. O que faz você achar que eu estou mentindo para você ou para ele?

- Não sei... de repente tudo mudou, tudo o que está acontecendo é muito estranho... agora eu queria que você namorasse o Mike e nos deixasse em paz.

- Você nunca gostou do Mike – sorri.

- Verdade, mas preferia ver você com qualquer pessoa, menos o meu pai.

- Realmente não entendo.

- Nunca ira entender... você não é boa o bastante para ele.

- Sério? E quem seria boa o bastante para Edward? As prostitutas que você tanto odiava?

- Não... minha mãe, somente ela.

- Alice me disse que você se nega a aceitar a realidade, não conhecia esse seu lado...

- Tia Alice não sabe de nada.

- Por que não vê que tudo envolve a felicidade de seu pai? A minha felicidade...

- Nós éramos felizes, até você aparecer...

- Já chega dessas discussões desconexas, eu não quero mais isso... Renesmee, Bella nunca quis o mal de nenhum de nós e você sabe disso, está na hora de crescer querida, para de olhar só para você – Carlisle apareceu atrás de nós, ele tinha ouvido toda a nossa conversa.

- Será que da para me deixar em paz? – Renesmee levantou furiosa, indo para dentro da casa.

- Nenhuma conversa amigável vai fazê-la mudar de idéia, ela só vai aprender com a vida – ele sentou ao meu lado.

- Me sinto culpada por tudo isso, mesmo não sendo. – confessei.

- Sabe que não precisa se culpar por nada, Bella.

- Eu... eu só queria que ela entendesse.

- Ela vai, mas isso vai acontecer quando ela aprender a amar alguém de verdade, assim como amor de você e Edward, ela vai entender que nós não escolhemos e que é um sentimento forte, ela ama, mas não profundamente.

Olhei para ele absorvendo suas palavras.

Ele sorriu e se levantou me deixando sozinha.

- Carlisle... – o chamei quando já adentrava a sala, ele se virou. – Obrigada. – Ele assentiu e voltou a caminhar.

Coloquei a mão entre o rosto e suspirei. Por que amar Edward era tão difícil?

Mãos taparam meus olhos no momento seguinte.

- Adivinhe quem é? – era uma voz masculina, se não tivesse tão abafada eu diria que era Edward, mas não sei...

Passei minhas mãos sobre as mãos do estranho e reconheci.

- Edward! – sorri.

Ele sorriu derrotado e sentou-se ao meu lado.

- Quer dar uma volta?

- Claro, podemos ir ao shopping, pegar um cineminha aqui na ilha – brinquei.

- Rá, muito engraçado senhorita Swan... a ilha é grande o bastante, podemos passear na beira da praia, está uma noite linda.

- É claro que eu quero passear com você, amor de mi vida – imitei seu sotaque espanhol.

Ele gargalhou divertido e pegou a minha mão.

- Vocês discutiram de novo, não é?

- Não foi bem uma discussão – dei de ombros.

- Não gosto disso, me deixa muito chateado essa atitude da Renesmee.

- Vamos esquecer isso, eu não me importo com que ela diga, na verdade eu estou curiosa para saber outras coisas...

- O que? Pode perguntar o que quiser – falou enquanto caminhávamos, já estávamos distante da casa.

- Não sei se devo, mas Alice me disse que... sobre a morte de Rachel, o que realmente aconteceu?

- Alice – grunhiu. – Eu sabia que hora mais hora menos ela abrira aquela boca.

- Não a culpe, você pode confiar em mim, só quero saber a verdade.

- Ok... No dia 09 de abril de 2010 por volta das oito da noite eu discuti com Rachel, na verdade nós discutíamos quase todos os dias, por motivos totalmente banais, eu costumava ser muito ciumento e ela tinha uma ligação muito especial com James, ex-marido de Alice e pai de Brian, a ligação especial que eu digo era a amizade e intimidade que eles mantinham e eu não gostava então discutíamos. Naquela noite, depois da cessão cinema que estávamos acostumados a fazer em casa, nós discutimos mais uma vez, mas naquela noite Rachel se ofendeu com as minhas palavras e saiu. Eu sentia que algo ia acontecer, mas não fui atrás dela para impedir. Renesmee sempre ficava chateada quando discutíamos, mas ela sabia que nós nos amávamos acima de tudo e que sua mãe voltaria para casa. Naquela noite eu não dormi, só pensava em mandar mensagens, mas ela não respondia nenhuma das centenas. Já passava das onze horas e então meu celular tocou, não era Rachel e sim uma voz masculina desconhecida. O homem me informou que o carro de Rachel tinha sofrido um acidente, tinha batido em outro carro e depois um uma árvore, mas não havia ninguém no carro. No momento eu só queria vê-la e dizer o quanto a amava, sem acordar Renesmee eu liguei para a primeira pessoa da minha lista telefônica, Alice. Fomos juntos até a polícia, onde o homem havia me informado que o carro de Rachel passaria por perícia. Eu só queria saber onde estava Rachel, então passei a noite inteira, de hospital em hospital a procura dela, procurei em Forks, Port Angeles e Seattle. Durante três dias seguidos em procurei por ela, sem comer, sem dormir, eu bati de casa em casa atrás dela. O mais intrigante era que, no banco do motorista havia sangue, então ela estava machucada. Não havia explicações pelo seu sumiço, eu fiquei frustrado em não encontrá-la, passaram-se mais dois dias e então Renesmee perguntou pela mãe pela centésima vez, eu sempre tivera uma mentira na ponta da língua, mas naquela noite cansado e com uma dor que pensei não existir, eu contei sobre o acidente, mas não contei que o corpo de sua mãe tinha sumido, porque eu prometi a mim mesmo que a encontraria. Dois meses então se passaram, eu já havia perdido as esperanças e Renesmee estava doente; para acabar com o sofrimento dela eu menti, porque a única coisa que ela me pedia todas as noites era que eu encontrasse Rachel morta ou viva, ela queria apenas ver a mãe mais uma vez. Eu não sabia mais o que fazer, nem mais onde procurar e então fui ao hospital regional de Forks, me passei por outra pessoa, disse que era irmão de um rapaz que fora encontrado morto as proximidades de Port Angeles, um mendigo na verdade, até o momento em que estava fora do necrotério aquele homem era conhecido como indigente, sem família e então eu “reconheci” o corpo que foi liberado e com o caixão lacrado nós fizemos o enterro. Só Alice e agora você sabe a verdade...

Olhei incrédula para ele. De forma alguma ele tinha direito de enganar as pessoas daquela forma.

Balancei a cabeça negativamente e me afastei. Eu precisava de um tempo, aquilo não era certo, não mesmo.

- Bella, eu fiz isso pela Renesmee...

- Não, Edward você a enganou... de uma forma muito cruel.

- Foi a única opção que encontrei – segurou meu rosto em suas mãos, mas me desvencilhei. – Eu estava desesperado.

- Isso não é certo, Edward... Rachel pode estar viva...

- Não, ela não está... Porque se tivesse ela teria voltado...

- Você precisa dizer a verdade a Renesmee, agora.

- Não... ela nunca vai me perdoar.

- Edward, você mentiu para mim – sequei minhas lágrimas. – Se Rachel está viva então vocês serão como...

- Bella, não... Eu amo você – disse me impedindo.

- Você mentiu – repeti me afastando. – Mentiu.

- Nada disso vai mudar, Rachel morreu, não vai voltar.

- E se ela voltar?

- Ela não vai – prendeu-me em um abraço. – Não vai.

Suspirei.

Naquele momento eu queria correr e dizer a Renesmee que sua mãe estava viva, que ela podia ser feliz novamente, era o que ela mais queria, era do que ela precisava. Queria que Rachel voltasse para a sua família, mas eu tinha medo, muito medo, pois se ela voltasse Edward voltaria a amá-la, ele me deixaria então, ele seria também feliz e eu bem, eu teria que procurar outra razão para viver.

Duas felicidades estavam em jogo agora... Eu torcia pela felicidade da minha pequena, como eu queria que tudo em sua vida fosse mais fácil, que toda a mentira enfim se calasse. E havia a minha felicidade e o preço seria viver a mentira juntamente com Edward, sabendo que Rachel estava em algum lugar desse mundo a procura de sua família enquanto Renesmee sofria, tudo isso para viver intensamente o que eu estava sentindo, viver ao lado de Edward... Eu não sei se conseguiria ser tão egoísta a ponto de escolher a mim mesma, mas ao mesmo tempo meu coração doía e sangrava só de pensar em perder Edward.

Soltei-me dos braços de Edward e corri, corri sem rumo, eu precisava ficar sozinha.

- Bella – sua voz longe gritou, o vi correr alguns metros de depois desistiu.

Eu amava Renesmee e amava Edward, só queria a felicidade deles e se para isso eu tivesse que sofrer então como muito sacrifício eu faria.

Continua...

Notas finais
:D
Pois é amoras, eu disse que o capítulo era importante!!
Sei que ficou meio dramático, curtinho e não tão bom quanto eu esperava, mas espero que tenham curtido da mesma forma.
*Só vou explicar o atraso porque eu tenho essa fic como um compromisso com as leitoras que acompanham e comentam, caso contrário eu não explicaria nada.
Aconteceu que meu antigo PC morreu, fiquei toda uma semana sem computador - cry. Sorte que antes dele morrer eu tive uma intuição e salvei os cápítulos de ANDP e outras futuras fics, estou com um note emprestado, então pode haver mais atrasos futuros, esse foi o ultimo capítulo que eu já tinha escrito, ou seja a continuação eu não escrevi ainda, então vai depender de vocês, pois é digna a frase: "Escritor feliz é escritor produtivo", sério meninas, fique triste com o pequeno número de comentários, diminui a cada capítulo, para terem uma noção é menos de 10 comentários por capítulo sendo que eu tenho uma média de 100 leitoras. Fiquei tristinha :(
Não gosto de ficar cobrando comentário de ninguém, é muito chato tanto pra mim tanto para quem le, mas acho que a fic merece um pouco mais de reconhecimento. Um continua, um sorrisinho e então eu saberei se devo continuar.
PS: As leitoras que sempre comentam - não vou citar nomes - ignorem esse, podemos dizer desabafo. Eu agradeço de coração os comentários que vocês deixam, graças a eles a fic está progedindo.
As outras leitoras não se sintam ofendidas,pois não foi esse meu intuito, ok?
Vou aproveitar aqui para fazer um marketing:
Vai haver um encontro de fãs - da Saga Twilight, é claro - no Zoo de SP, dia 22 de abril, vai ser bem legal. Com sorteios, gincanas e muito mais, e eu vou estar lá!!!!
Quem tiver interessada é só acessar o link: http://www.recemcriados.com/2012/03/encontro-de-fas-no-zoologico-de-sao.html
Bem, depois dessa mega nota eu vou me indo.
Espero mais que dez comentários, kkkkk.
Recomendações faria bem ao meu coraçãozinho!!!
Mil beijos da LSCullen