Notas iniciais
* Amores, estou muito feliz em saber que vocês estão curtindo essa fic. Muito feliz com os comentários de vocês!!
Esse capítulo está um pouco mais romântico, espero que gostem!
Vamos ler??

Nessie olhou desconfiada para mim e depois para Edward.


– Hã... nós... nós estávamos... – gaguejou Edward.


– Eu errei a porta e entrei no quarto errado – menti.


– É... é exatamente isso filha, Bella entrou aqui por engano e por acaso eu entrei também, quero dizer, aqui é o meu quarto, mas...


– Sei... e essa foto na sua mão Bella?

Lembrei que ainda segurava a nossa foto de viajem.


– Ah...


– É só uma foto da sua mãe, querida, estava mostrando como vocês se parecem.


– Ok. Eu não estou entendendo vocês, por que estão tão nervosos? Não aconteceu nada, não é?


– Não! – respondemos juntos, nos olhamos.


– Bem... já está tarde... – cocei a cabeça.


– Eu lembro de você ter dito a uma semana atrás que iria domir aqui. Falei para o Jasper que ele poderia ir embora.


– Nossa! Acabei esquecendo Nessie, me desculpe? Podemos marcar outro dia, minha mãe está me esperando.


– Tudo bem, estou acostumada com os bolos que você sempre me dá.


– Renesmee? Ela é a sua amiga, não deve falar assim com ela.

Nessie suspirou.


– Tem razão, Pai. Bells, me desculpe.


– Claro, acho que tem um pouco de verdade no que disse – ela sorriu.


– Bom, Jasper já foi para a casa e ele levou o seu carro. Pai, você pode levar a Bella para casa?


– Ok – deu de ombros.


Aquela não era uma boa ideia. Saimos do quarto; Edward pegou a foto da minha mão discretamente e guardou em uma gaveta.

A sala estava vazia, todos haviam ido embora.

Apenas uma fração de segundo e Nessie teria visto o nosso beijo. Segundos. Agora sim eu poderia ficar nervosa, ter suado frio, tremendo e totalmente com medo. A minha amizade quase tinha ido por água abaixo.


– Bella, se importa se eu não for com vocês, estou muito cansada.


– Na verdade eu me...


– Claro que não, querida, pode ir descansar, teve um dia cheio, Bella não vai se importar, não é?


– É, não vou, pode descansar.

Edward a abraçou desejando-lhe boa noite e eu fiz o mesmo.


– Boa noite, Bella, e obrigada, hoje foi incrível.


– Você tornou tudo incrível – sorri, apertando a pontinha do seu nariz.


– Agora vai, tia Renée deve estar pirando.

Ela desapareceu quando olhei para trás enquanto passava pela porta de entrada.

Um Volvo S60r prata reluziu aos meus olhos. Ele saiu do carro, abriu a porta do carona para mim. Suspirei, eu sabia que era tarde demais para voltar atrás, eu havia beijado ele e a sensação de que eu estava apaixonada só havia aumentado.

O silêncio nos rondou durante todo o trajeto até a minha casa. Ele estacionou o carro na vaga de Charlie.


– Desculpe tomar o seu tempo, obrigada por me trazer – abri a porta,mas logo ele a fechou me impedindo de sair.


– Edward...


– Não podemos ignorar o que aconteceu hoje.


– Tem razão, não podemos, mas é preciso.


– Você não sabe o quanto isso é ruim, ter que escolher entre você e a minha filha.


– Você não tem que escolher nada, não existe nada entre nós... o que aconteceu hoje foi... apenas um acidente, estamos enganados – ele colocou os dedos em meus lábios.


– Não minta para si própria, sabe o que estou sentindo... – ele aproximou seus lábios do meu, mas eu o detive a tempo.


– Edward, não faça isso, pelo nosso bem e pelo bem da Nessie – murmurei, minha voz trêmula entregava-me, ele sabia a verdade.


– Tudo bem... você é apenas a amiga da Nessie – deu de ombros.


– É, somente isso – assenti. – Boa noite, Edward.


– Tchau Isabella.

Saí do carro com as lágrimas já submergindo o meu rosto, sem olhar para trás eu entrei em casa.


“Apenas a amiga de Nessie”


Eu não podia ser mais que isso e era essa decisão que acabava comigo.

Renée logo me abraçou quando cheguei em meu quarto. Não foi preciso contar os motivos das minhas lágrimas, ela tinha visto o carro de Edward.

Eu não chorava porque nunca mais o veria e sim porque eu sabia que na próxima oportunidade eu diria toda a verdade, me entregaria ao amor proibido. Eu sabia das minha fraquezas.

Dormi depois de alguns minutos. Pesadelos horriveis de Nessie chorando e Edward dizendo adeus fizeram com que minha noite fosse turbulenta.

Eu tinha sorte de não trabalhar aos domingos. Não estava nos meus melhores dias; Olhei-me no espelho com medo do que viria, rosto inchado, olhos vermelhos, tipico de uma noite como a minha.

Desci para o café da manhã.


– Bom dia! – desejei a todos e bejei o meu pai, ele parecia feliz.


– Bom dia! Como você está? – perguntou Renée.


– Hã... acho que vou sobreviver.


– Eu a ouvi chorar ontem, me conte, quem foi o idiota que magoou você? Eu acabo com ele! – pela primeira vez em um ano, meu pai voltara a ser sarcástico.


– Não se preocupe pai, eu mesmo faço isso – Jasper apareceu na escada.


– Não existe ninguém, sabem que sou contra a violência – eu sentia a necessidade de defender Edward.


– Eles só estão brincando querida, Charlie mal consegue levantar a xícara de café – minha mãe gargalhou.


– Hei, eu ainda sei lutar – defendeu-se.


– Você está ótimo, pai.


– Aham, sem contar a parte de que perdi o meu cabelo – reclamou.

A doença dele tinha pegado todos de surpresa não era algo fácil de lhe dar. As sessões de quimioterapia o deixava fraco, mas ele sabia que essa era a única alternativa, havia chances dele curar. E eu peço a Deus todos os dias que isso aconteça.


– O que vai fazer hoje? Festa? Cinema?


– Trabalho da faculdade. Não quero perder a minha bolsa – conversávamos e limpavamos a cozinha.


– Claro, claro!


Passei o dia todo estudando e fazendo os trabalhos. Chequei os meus e-mails e depois de um banho relaxante eu decidi dormir. Amanhã seria um ótimo dia, meu aniversário, e só para entristecer-me eu teria que ir trabalhar.

***

Recebi tantos abraços hoje que já havia perdido a conta. Até mesmo Billy Black o meu temido chefe estava sorridente. Belo dia!

Não tinha muito o que fazer hoje, agendar as reuniões e fazer algumas ligações. Logo estaria em casa.

Jessica falava mais alto que a minha mãe no telefone, ainda bem que para ela o fim de semana tinha sido bom, não que o meu não tenha sido, mas foi confuso.

– Sabe o que eu penso Jess, Mike nunca foi apaixonado por você, sinto muito.

– Sim, mas nós...

Um pigarro chamou a minha atenção, eu estava com a cadeira virada para a parede, grudada ao telefone e sentada inadequadamente. Meu expediente já tinha acabado, estava pronta para ir para casa, não iria atender ninguém.

A pessoa impaciente bateu com os punhos no balcão.

Virei-me irritada.


– Senhor, eu estou... – não consegui terminar a frase, não fuiz capaz nem ao menos de respirar. O rosto de Edward estava a exatamente 5 centimetros de distância do meu. Ele sorria.


– Hã... Jess... eu te ligo depois – murmurei e em seguida desliguei o telefone.


– Olá – sorriu.


– Edward – afastei-me dele, sabia que se não me afastasse eu não conseguiria me controlar.


– Hã... bem... estou trabalhando, como deve ter percebido aqui é um escritório do senhor Billy e obviamente eu sou secretária dele e não tem Edward Cullen na lista de reunião – olhei na lista para verificar.

Edward riu, como se aquilo fosse divertido. Até podia ser, por que quem em sã consciência seria tão atrapalhada com as palavras como eu?


– Não sabia que trabalhava aqui – mentiu. – Tá, tudo bem, eu arranquei esta informação da Nessie.

Ele sorriu e apoiou os braços no balcão.


– Na verdade, eu acabo de entrar na empresa do meu concorrente para lhe convidar, sei que já está indo embora, então eu estava pensando se você não quer... jantar?


– Não, estou sem fome, obrigada.


– Que pena! A Nessie contava com a sua presença neste jantar, como sabe, nós não passamos muito tempo juntos.


– A Nessie também vai estar conosco?


– Claro, você não pensou que... Ah, não é um encontro – sorriu.

O fuzilei mentalmente.


–Tudo bem, eu vou... por causa da Nessie.

Ele sorriu grande. Meu Deus me de força para resistir a esse homem porque se você me der coragem eu beijo ele.

Respirei fundo, peguei a minha bolsa e sai. Ele me olhou de cima a baixo, parando em minha saia lápis e minha blusa que tinha um leve decote.


– Você... você está muy hermosa – elogiou-me.


Meu coração vacilou.


Nota mental: Não morrer mentalmente toda vez que ele for sedutor com esse espanhol fluente, ia ser difícil.


– Obrigada – corei.


– Vamos com o meu carro – entramos no elevador.


– Eu vou com o meu carro e você vai com o seu – rebati destacando as palavras meu e seu.


– Por que? Eu não mordo, só se você pedir! – piscou.

Calma, Isabella, conta até dez.

Eu sabia que no fim da discussão eu iria igual ao um cachorrinho para dentro do Aston Martin V12 Vanquish. Babei.


– Belo carro! – suspirei derrotada.


– Obrigado. – Ajeitou o retrovisor, ligou o carro e deu a partida.


Com os vidros fechados ele dirigia absorto, seu perfume maravilhoso tomava conta do carro e a cada vez que ele trocava a marcha do carro o seu braço roçava de leve em minha perna.


– Gosta de comida Italiana? – perguntou depois de alguns minutos, eu estava de olhos fechados e no mesmo momento os abri. – Você está bem?


– Estou.


– Está mesmo? Podemos parar.


– Não, estou bem e respondendo a sua pergunta, sim, eu gosto de comida Italiana.


– Ótimo!


Chegamos no restaurante depois de alguns minutos de tortura pessoal.

Ele deu a volta e abriu a porta para mim.

Parecia que todos ali o esperava. O lugar estava quase vazio. Na recepção uma senhora simpatica pediu os nossos nomes e logo depois indicou uma mesa longe dos outros clientes. Eu não disse nada e também não vi Nessie em lugar nenhum.

Sentamos-nos frente a frente, aquilo era um problema eu era covarde demais para olhar diretamente em seus olhos.


– Então, onde está a Renesmee? – tentei fazer uma voz indiferente.


– Já deve estar chegando.


O garçom entregou-me o cardápio, eu já havia ido naquele restaurante sabia o que ia pedir.


– Ok, vou querer Ravioli ao molho de cogumelos e o melhor vinho da casa. – Shit! Não era possível, eu também ia querer Ravioli ao molho de cogumelos.


– E para a senhorita? – perguntou o homem baixinho e careca.


– Ravioli ao molho de cogumelos.

Edward olhou-me no mesmo momento. O garçom nos deixou.


– Hmmm, temos gostos parecidos – sorriu, ajeitando o guardanapo.


Olhei ao redor, apenas duas cadeiras longe de tudo e todos, mesa posta apenas para duas pessoas.


– Você mentiu, Renesmee não vem, isto é um encontro.


– Tem razão, mas você não iria vir se eu falasse que era um encontro, mesmo querendo que fosse verdade.


– Edward, você sabe que isso não é certo.


– Isso o que, Isabella?


– Isso que estamos fazendo, a Renesmee...


– A Renesmee não sabe de nada... Eu não consigo esquecer aquele beijo.


– Então, por favor, esqueça. – Fui forçada a dizer aquelas palavras, eu queria que ele jamais esquecesse, assim como eu.


– É impossível, eu penso em você a cada segundo da minha vida, só penso em você, só em você – sua mão segurava a minha.


– Eu... eu... Edward eu não posso. – Levantei-me rapidamente e sai dali correndo.


– Isabella! – gritou.


Eu não podia, por mais que eu quisesse, eu não faria.

Andei depressa pela calçada movimentada, todos olhavam para mim, eu estava chorando e certamente a maquiagem deveria estar um pouco borrada.


– Isabella, espere! – gritou uma voz, não muito longe.


Alguém segurou-me pelo braço, jogou-me contra a lateral de um carro que estava estacionado no meio-fio. Seus braços formaram duas parades impedindo-me de escapar.


– Edward, por favor – choraminguei. Ele pegou meu rosto em suas mãos.


– Você está chorando? Desculpe, não queria te magoar.


– Você não me magoou.


– Não?


– Não. Edward, eu estou apaixonada por você, não me faça sofrer mais, sabemos que isso é errado.


– Não é errado, não o que estamos vivendo. Renesmee vai entender. Eu não posso ir embora e fingir que nada aconteceu, Isabella. Eu desejo você como nunca desejei ninguém antes e eu posso ver desejo em seus olhos. Você não está enganando a mim e sim a si mesma.


– Edward...


– Eu te quero como nunca quis ninguém.


– Edward...


– Vamos tentar, Isabella, só tentar...


– Edward... me beije.


Seus olhos encontraram os meus. Havia um misto de emoções perpassando entre nossos corpos. Ele sorriu, afagou a minha bochecha com carinho e fechou seus olhos encostando sua testa a minha. Sua respiração era controlada, diferentemente da minha. Senti seu halito puro inebriando-me, fechei meus olhos ansiando pelos seus lábios. Seus lábios encostaram-se aos meus no mesmo momento, macios e delicados roçaram-se delicadamente se moldando aos meus, que queria mais, queria sentir o seu sabor. Edward contornou o meu lábio inferior com a ponta da língua, depositando leves mordidas. Dei passagem a sua língua, cuidadosamente adentrou a minha boca encontrando com a minha fazendo todo o meu corpo arrepiar. Eramos tão sincronizados, eu não queria parar nunca de beijá-lo, entrelacei meus dedos em seus cabelos o puxando mais para mim, aprofundando o beijo. E ao mesmo tempo as lágrimas tomavam conta de mim, porque eu sabia que aquele seria o último beijo, toda a minha decisão era por respeito a Nessie e Rachel. Ela não suportaria essa traição.


Já sem folêgo Edward se afastou, encostando sua testa novamente a minha.


– Não chore! – disse, limpando as minhas lágrimas com o seus próprios beijos em meu rosto.


– Não quero ter que deixar – sussurrei.


– Então não vá embora.


– E para onde mais eu iria? – sorri e depois o abracei, nos beijamos novamente.


– Ninguém precisa saber de nós dois, podemos contar para Nessie depois, vamos esperar um tempo e depois contamos a ela, sei que ela ira entender.


– Edward, acho melhor não contarmos.


– Um dia ela vai saber, Bella.


Eu sinceramente esperava que esse dia nunca chegasse.


– Eu sofri durante dois anos com a perda da Rachel, pensei que nunca encontraria alguém igual a ela, mas você e esse seu jeito... Agora eu sei novamente o que é amar – sorriu, tirando um mecha de cabelo do meu rosto.


– Eu não sabia o que era amar até olhar para você – confessei.


Ele sorriu me beijando.


Eu sabia que esse relacionamento iria me dar muita dor de cabeça, mas eu não aguentava mais dizer não para mim mesma, enganar a mim mesma.


– Hei, feliz aniversário!


– Hã... obrigada... quem foi que lhe falou?


– Sou pai da sua melhor amiga, eu sei das coisas.


– Obrigada por me lembrar deste detalhe, não vou esquecer.


Ele sorriu.


– Vamos, vou levar você para casa.



Já dentro do carro, ele segurava a minha mãe e dirigia ao mesmo tempo.


– Então, está fazendo quantos anos?


– 20.


Ele ficou boquiaberto.


– Você sabe a minha idade?


– Sei, 34.


– Não tem nojo de namorar um vovô igual a eu?


– Argh! – brinquei. – Repulsa total!


Ele gargalhou.


– Estou falando sério.


– Claro que não,você não é vovô Edward, 34 é uma boa idade.


– Ah é, não quando a sua namorada tem 20.


– Hã... acho que ainda não me acostumei com essa coisa de você me chamando de namorada.


– Hmmm... é o que somos agora, não é?


– Sim... acho que sim.


– Nunca namourou ninguém antes?


– Não.


– Sério? É difícil de acreditar.


– Não tinha encontrado nenhum cara legal.


– Eis eu aqui! – gargalhou convencido batendo no próprio peito.


O resto do caminho foi um pouco silencioso, tanto ele como eu pareciam confusos. Chegamos em minha casa, estacionou.


Nada disse, abri a porta e sai, ele me chamou.


– Bella – beijou-me por um momento e depois segurou o meu rosto.


– Edward... acho melhor não fazermos isto em público, alguém pode...


– Tem razão, vou tentar me controlar, eu prometo.


A porta de casa se abriu e nós nos afastamos.


– Bella? O que faz do lado de fora? – Perguntou Renée, sempre aparecendo na hora errada. Eu amava ela incondicionalmente, mas tinha hora que ela só atrapalhava, protetora demais.


– Olá, sou Edward Cullen, pai da Renesmee. Desculpe por fazer Bella se atrasar para o jantar, nós nos encontramos e a levei para jantar...


– Ora, não se desculpe Edward... era para ser uma surpresa, mas eu fiz um bolo e você poderia ficar e comemorar o aniversário da Bella conosco.


– Hã... – pensou por um momento. – Por quê não? Seria agradável.


Depois eu teria uma conversinha com Renée.


Entramos, apresentei Edward como amigo e pai da minha amiga. Abri os presentes de Charlie e Jasper.


– Espere um pouco, você é o cara que pediu o telefone da minha irmã? – Edward perguntou para Jasper.


– Sim, Jasper Swan – Jazz estendeu a mão para um cumprimento, ao invés disso Edward o abraçou.


– Cara, vou ter que ensinar você a conquistar aquela mulher – Edward colocou um braço no ombro de Jasper e começaram a conversar como velhos amigos.


Revirei os olhos.

A campainha tocou.


– Tio Harry, tia Sue – os abracei. – Entrem.


– Olá, Bella.


– Seth, como vai?


– Bem... Feliz aniversário! – entregou-me um pequeno pacote.


– Own... obrigada.


– Agora me da licença, quero abraçar a minha amiga – Renesmee apareceu sorrindo.


– Nessie.


– Feliz aniversário!


Todos entraram e eu estava inventando uma desculpa para Edward.


– Pai... o que faz aqui? — ela perguntou um tanto surpresa.


– Renée me convidou... eu encontrei a Bella em um restaurante e resolvi lhe dar uma carona.


– Hã... legal – sorriu e se acomodou como os outros.


Com o passar do tempo Edward havia ganhado a confiança de Charlie. Era incrível o poder que ele tinha sobre as pessoas, o poder de ser apaixonante.


– Nessie, esse é meu primo, Seth – os apresentei. Renesmee o comprimentou e depois sorriu corando.


– Bella fala muito de você – Seth falou.


– Bem ou mal? – ela brincou.


– Bem, sempre bem... e vejo que ela tinha razão em tudo o que dizia – Seth galanteou.


– Ok. Acho que eu estou sobrando. Vou ver se Renée precisa de ajuda.


Renesmee me fuzilou com o olhar. Depois ela iria me agradecer.


Tudo estava ótimo, a comida, as bebidas, convidados, só me sentia um pouco confusa, aquilo era fora da realidade.


Edward descaradamente olhava para mim e sorria, eu fazia o possível para não fazer o mesmo. Senti a necessidade de ir ao banheiro, eu precisava mesmo retocar a minha maquiagem.


Na volta, braços me prenderam no corredor.


– Edward... o que você está fazendo? Você me assustou.


– Me desculpe – ele sorriu fechando-me entre a parede e o seu corpo. – Você está linda... Bella, eu preciso te beijar.


– Não... aqui não... – Edward impediu meu protesto com os lábios. Eu retribui seu beijo, acalentando também a minha vontade de beijá-lo.


Me afastei contra a minha vontade e a dele, e juntos protestamos, sem ar. Ele voltou seus lábios aos meus, uma, duas, três vezes mais e enfim consegui impedi-lo.


– Precisamos voltar, já devem ter dado conta que sumimos – murmurei.


Edward beijou-me novamente e saiu. Esperei um momento, o tempo de refazer a maquiagem, aliás, somente o batom e voltei.


Para a minha eterna felicidade, Renesmee convarsava animadamente com Seth, não havia reparado o meu sumiço momentâneo.


Já estava tarde quando cortei o primeiro pedaço do bolo e o devorei sozinha. Não me chamem de egoísta, chocolate é o meu vício.


Seth, tio Harry e Sue se despediram. Eu os levei até a saída.


– Obrigada por vir – sorri abraçando tia Sue.


– Tchau, Renesmee – Seth sorriu. – Tchau Bella. Foi muito legal hoje.


– Concordo plenamente – sorri olhando para Nessie.


– Bella, nós também já vamos.


Fiz um biquinho manhoso.


– Apareça mais vezes, Edward! – disse Charlie acompanhando Edward na saída.


– Com certeza! – Ele sorriu para mim, desviei o olhar.


– Ok. Vamos, pai?


– Claro, querida.


Renesmee me abraçou se despedindo.


– Então, o que achou do Seth? – pisquei para ela.


– Amanhã eu te ligo, Isabella – sorriu amaçadoramente.


– Ouch!


Edward fez um teatrinho na hora de me dar tchau. Abraçou-me como se fossemos velhos amigos.


– Adios, mi amore! – sussurrou no meu ouvido enquanto me abraçava.


– Boa noite, Edward!


Eu não havia reparado, mas Nessie não entrou no mesmo que carro que Edward, simplesmente pulou para dentro da sua BMW M3 conversível. Incrível! Fiquei me perguntando por qual motivo ela não teria me contado que havia ganho um carro. Talvez porque eu iria pirar, ah... ela me conhecia muito bem.


Entrei logo depois que os carros sumiram na curva e logo a chuva começou a cair. Ajudei Renée com a bagunça.


– Mãe, obrigada por hoje, foi maravilhoso!


– Você merece Bella. E, oh, Edward é um doce de pessoa, educado e muito bonito.


– Mãe, não tome decisões antes de me consultar, você o convidou e a Renesmee também apareceu...


– Bem... eu pensei que estivesse tudo certo entre vocês, estava se beijando para todo o mundo ver, achei que já tinha resolvido isso, Bella, sabe que não pode esconder isso por muito tempo.


– Eu sei, não vou manter isso por muito tempo, sinto que Edward não vai.


– Só não quero que se magoe.


Dei de ombros. Só quem sabia isso era o destino, talvez nem o próprio.


Peguei-me sorrindo enquanto tomava banho, lembrando da noite passada e as palavras saindo sozinhas da minha boca dizendo como eu te amo. Era difícil de acreditar, por mais que fosse estranho eu sentia que minha vida tinha mudado.


Era terça-feira, manhã de chuva, vesti meu sobretudo e botas, seria um dia intenso. Estava tão atrasada que teria que tomar café no starbucks próximo a faculdade.


– Tem certeza que não quer que eu te leve até lá, Bella? – Jasper perguntou sonolento.


– Não, está tudo bem, eu vou pegar um táxi, não se incomode.


Ele deu de ombros e logo saí acuada dentro do guarda-chuva.


Para a minha felicidade o taxista parou, mas quando ia entrar uma busina escandalosa chamou minha atenção. Era um Volvo prata. Edward.


– Hey, me desculpe, acho que consegui uma carona – falei com o taxista.


– Sem problemas, tenha uma ótimo dia senhorita.


O homem deu a partida e corri em direção ao Volvo que estava um pouco mais a frente. Entrei encharcando todo o seu carro e mesmo assim ele sorriu.


– Oh, droga! Me desculpe, molhei todo o seu carro.


– Sem problemas! – disse me envolvendo com os seus braço e logo em seguida deu-me um beijo carinhoso.


– Bom dia! – gracejou.


– Bom dia – respondi sorrindo. – Ah... o que faz aqui?


– Bem... pensei que gostaria de uma carona já que o seu carro ficou na editora, não acho justo deixar você pegar um táxi e bem... eu queria ver você – confessou sorrindo e dando a partida.


– Claro, claro!


– Seus pais são bens receptivos e Charlie está ótimo, Renesmee me disse uma vez que ele tem câncer.


– Tem sim. Ele está se recuperando, ele é forte, vai ficar bem. – Eu sempre pensava assim, eu sabia, ele iria ficar bem.


Haviamos chegado, pelo jeito eu teria que entrar na segunda aula. Ele estacionou na vaga de algum aluno.


– Hmmm... eu estava pensando se você gostaria de almoçar comigo?


Olhei para ele fingindo pensar e depois sorri.


– Te apanho as 13:00 hr, não se atrase.


– Ok. Tchau Edwa... – ele me beijou repentinamente e eu retribui seu beijo, não tive vontade de larga-lo, mas tive que ir.


– Boa aula, srtª. Swan.


Sai do carro ainda um pouco tonta, porque sim, os beijos deles me causavam essa sensação.


Encontrei com Angela e Mike e aproveitei para tirar algumas dúvidas que eu estava tendo com uma matéria.


O tempo demorava a passar e eu me sentia ansiosa para a hora do almoço.


– Você está bem, Bella? – Angela perguntou.


– Sim.


– Você anda muito estranha nesses últimos dias.


– Desculpe se não tenho lhe dado tanta antenção Ang, estou meio perdida em pensamentos.


– Tem a ver com o cara que te trouxe? Quero dizer, ele é seu namorado?


Assustei-me, como ela viu?


– Como sabe?


– Bem... eu também estava no estacionamento e... desculpe, não devia ter me metido...


Olhei para Mike que escutava a conversa com curiosidade.


– Hey, Mike, será que pode ir comprar um suco para mim? – Angela perguntou, percebendo que eu não diria nada enquanto ele estivesse ali.


Ele assentiu um tanto aborrecido e nos deixou sozinhas.


– Vamos, desembucha!


– Tudo bem, sim, ele é meu namorado.


– Oh meu Deus! Ele é lindo... quero dizer... – disse animada. Só contaria porque ela era minha amiga e bem, era a única que eu podia contar.


– É, ele é lindo e é o pai da Renesmee – confessei.


– Como é?


Ang sabia tudo sobre a minha relação com Nessie, sabia o quanto eu gostava daquela garota. E eu sabia que eu podia confiar nela, depois de Nessie, Ang era a garota que eu considerava como confiável.


– Ele, Edward Cullen, é o pai da Nessie.


– Mas, ela sabe? Aceitou tudo numa boa?


– Não, claro não! Ela não sabe de nada, Edward se declarou para mim ontem e eu simplesmente disse tudo o que sentia em relação a ele, porque, eu o amo, estou apaixonada e não podemos esconder esse sentimento, mas se a Nessie souber ela nunca ira me perdoar, e eu não sei o que fazer, Ang me ajuda.


– Ajudar? Como? Bella, tanto homem para você se apaixonar e tinha que ser por ele.


– Droga, eu fico me perguntando isso toda vez que o beijo, por que ele? Por que ele tem que ser tão perfeito, seus olhos tão encantadores, seus beijos tão viciantes, sua voz tão convidativa, tão educado e charmoso...?


– Mas, não entendo uma coisa... há um tempo atrás você não amava ninguém, pelo menos era o que deixava transparecer, e agora em questão de dias...


– Tudo aconteceu muito rápido, Ang. Nos apaixonamos assim que nos vimos pela primeira vez, se eu soubesse que seria assim nunca teria pisado naquela casa.


– Está arrependida, Bella?


– Não... quer dizer, quando a Renesmee descobrir... eu não sei... – cobri meu rosto com as mãos.


– Bem... você está ferrada! – disse sinceramente. Estava na hora da minha aula e depois disso não nos falamos mais.


O tempo não passava e aquilo estava me chateando. Eu não conseguia prender a minha atenção no professor ou na matéria. Meus pensamentos sempre voltavam a Edward... Renesmee, Edward novamente. Talvez seria melhor terminar o que mal começamos, para o meu próprio bem. Mas eu era covarde demais. Odiava as minhas indecisões.


Todos começaram a guardar o material e se despedirem, só ai que percebi que estava na hora e ir embora. Suspirei.


O Volvo prata estava na mesma vaga de hoje cedo.


– Oi – ele sorriu.


– Olá – murmurei.


– Está tudo bem?


– Oh... sim, sim. Vamos?


Ele assentiu e deu a partida. Todo o caminho foi silencioso a não ser pela música desconhecida que tocava baixinho. Ele me olhava sempre que podia desgrudar os olhos do transito e sorria e a minha única reação era sorrir também.


Chegamos ao aconchegante e familiar restaurante que tinhamos ido na outra vez. Logo fomos atendido e nos indicaram uma mesa. Respirei fundo e fiquei calma, aliás não havia motivo para aquilo, relaxei e curti o momento, era a hora de nos conhecer melhor.


Eu olhei pelo que pareceu uma fração de segundos. Ela estava de costas, seu cabelo ruivo caia em camadas e cachos, era irreconhecível. Aponhava sua cabeça em suas mãos e assentia para...


– Jacob Black – rosnei.


– Perdão... o que disse? – Edward perguntou, olhando através do catálogo de vinho que segurava.


– Jacob Black e... a Renesmee estão aqui. Droga! Ela está saindo com ele – não pude acreditar, ele era um canalha, estava enganando ela, eu tinha certeza.


Levantei no mesmo instante.


– Bella, aonde você vai? Pelo que eu sei a Nessie ainda não sabe nada sobre nós – Edward disse.


Sentei-me de volta. Eu tinha me esquecido totalmente deste detalhe.


– Hum... não entendi uma coisa – disse, fazendo um biquinho em seguida.


– O quê? – perguntei bebericando meu vinho.


– Qual é o problema de Jacob Black?


– Edward... ele usa drogas.


Foi o bastante para Edward levantar furioso e seguir em direção a mesa deles.


Ótimo, estávamos esquecendo de um simples detalhe. Era Renesmee ali e ela veria que estavamos juntos.


Minha situação poderia ficar pior?


Continua...

Notas finais
Hei amoras!!
Poxa, a Bella estragou o encontro da Nessie...
Então, o que acharam do capítulo? Bella enfim enxergou que não adianta fugir quando se está apaixonada.
Esse Edward é tão encantador que até eu mesma estou me apaixonando!! Fato, né?
Amores, como eu já disse e repito, obrigado pelos reviews, vocês são muito fofas.
Bem, esse capítulo foi bem paradinho, romântico, mas não vai ficar assim não hein, há muita coisa para acontecer, preparem os coraçõezinhos!
Ah, para as leitores que estão pedindo ponto de vista do Edward eu irei fazer em breve, tenham calma.
Bem, por hoje é só. Espero que este capítulo tenha lhes divertido.
Não esqueçam, sem comentário sem post, então, bora por os dedinhos para trabalhar =D
Recomendações são bem vindas e me deixaria muito feliz.
Até o próximo capítulo, amoras!
BjoBjo da LSCullen