A Namorada Do Papai
26 Capítulo 26
Bella's Pov
A luz clareava o quarto e o sol das dez horas da manhã ardia em minhas costas desnuda.
Estiquei o braço e encontrei apenas o espaço vazio na cama, Edward já não estava mais na cama. Espreguicei-me com um sorriso bobo no rosto; cada ponto do meu corpo estava dolorido, mas era uma dor gostosa, porque me lembrava de cada toque, cada beijo da noite passada. Achei estranho Edward não estar ali, havia um vazio, era frio e triste sem ele.
Ainda nua levantei e me enrolei no lençol a procura de Edward. Adentrei o banheiro, estava quieto e vazio.
Encontrei minha imagem no espelho, descabelada, sorriso bobo e completamente apaixonada. Meu Deus!
Edward não estava em canto nenhum. Talvez no andar de baixo.
Tomei um banho longo lembrando da noite passada. Eu me sentia tão leve. Tudo havia acabado tudo havia se resolvido, sem brigas, sem desconfiança, agora éramos apenas eu e ele, nosso mundo, nossa bolha.
Quando voltei ao quarto eu percebi que havia algo branco de uma textura diferente do lençol de seda. Peguei o papel dobrado em dois entre meus dedos e o desdobrei com cuidado e a caligrafia impecável e bem feita de Edward apareceu em curtas frases.
Na mesma dizia que ele já tinha ido para a Editora, pois tinha que cuidar de alguns assuntos, disse também que eu poderia pegar o Aston Martin para me deslocar até lá e por último que me amava e queria passar todas as noites de sua vida o meu lado.
Sorri feito boba e reli a carta, depois a guardei em minha bolsa e me concentrei em meu cabelo. Resolvi deixá-lo solto. Talvez estivesse na hora de cortá-lo um pouco, o comprimento dele é algo que gosto de manter de forma adequada, que se encaixe com o meu perfil. Mudar era necessário, iria ao cabeleireiro está tarde, para fazer o corte!
Calcei meus saltos enfim e me olhei no espelho, apresentável até.
Eu havia esquecido de um toque especial, meu gloss de morango, do qual Edward era louco pelo sabor.
Fitei o relógio na parede, eu estava mais atrasada do que o convencional e mesmo que Edward não se importasse com isso que eu me preocupava, não gostava de faltar com profissionalismo.
Desci a escada com cuidado e encontrei com Nessie sentada no sofá.
- Uau! – ela exclamou. Sorri.
- Bom dia, Nessie!
- Bom dia, amiga querida – sorriu. – A noite foi boa, hein?
Senti-me corar, era estranho ver a minha amiga, filha do meu namorado, falando aquelas coisas.
- Maravilhosa – enfim falei.
Nessie bateu palmas, sorridente se levantou.
- Vamos tomar café?
- Não fez isso ainda?
- Não, estava te esperando.
Dei de ombros e a segui até a sala de jantar onde a mesa para o café da manhã estava exposta.
Meu estômago reclamou repentinamente.
Nessie gargalhou ao ouvir;
- Deus, estou faminta – confessei servindo-me com chá.
- Eu também!
- Hey, como foi seu encontro, me conte... todos os detalhes.
- Ah, Bella ele é tão... fofo, incrível! Não pensei que pudesse ser tão...
- Perfeito?
Nessie assentiu sorrindo.
- Eu não sei como ele pode ser tão atencioso e amável sendo que todo esse tempo eu só o maltratei, fui uma completa idiota...
Peguei em sua mãe e apertei.
- Você só não tinha descoberto o lado bom da vida, Nessie – dei-lhe uma piscadela.
- Sim – suspirou. – Vamos sair novamente na sexta, estou tão empolgada.
- Ele beijou você? – perguntou animada.
Seth merecia Nessie, ele gostava tanto dela e acho que ela estava começando a sentir o mesmo por ele.
- Oh sim, sim – suspirou novamente. – Lábios macios e quentes, palavras doces.
Sorri mordicando um pãozinho doce.
Nessie passou geleia de morando em uma torrada e mordiscou.
Alguns minutos se passaram.
- Sabe, eu falei com a minha mãe ontem... Ela me contou o que aconteceu, sinto muito por seu machucado. – Sua expressão de alegria havia dado lugar a uma tristeza.
- Ah Nessie...
- Não pensei que ela era capaz de fazer algo tão idiota. Vou sentir falta da Mel aqui.
- Droga!
- Claro, eu vou visitar ela, mas... meu pai deve ter ficado mal com isso. Ele ama muito a Mel.
- Ele ainda pode vê-la.
- Mesmo ela tendo chance de não ser filha dele? De ela não ser minha irmã?
- Vai dar tudo certo Nessie – apertei sua mão novamente. – Há algumas horas atrás eu tinha a sensação de que o mundo acabaria em breve para mim, eu já não aguentava mais toda aquela loucura, toda aquela angústia, mas me sinto tão leve agora que tudo acabou, de saber a verdade.
- Bells...
- O que?
- Eu... Eu achei algo no quarto da minha mãe, é uma carta. Está velha e tem o destinatário para com o meu pai.
Meu Deus, a carta! Aquela da qual Rachel roubou de mim quando encontrei.
- Você abriu? – perguntei.
- Não, não.
- Ok, guarde-a, em um lugar de confiança, é melhor entregar para Edward.
- Ok.
- Hei, não quero que fique triste.
- Não foi assim que imaginei as coisas, no fim eu só magoei você por nada, não é?
- Não, Nessie, por favor, esqueça tudo. Nós nos perdoamos, eu te perdoei, lembra?
- Ok, verdade.
- E a faculdade?
- Consegui uma admissão na Forks University – comemorou, batemos uma na mão da outra. – Não vai mais fugir de mim, Bells!
- Isso mesmo! Vai ser muito bom passar mais tempo contigo, vai ser a caloura que eu vou cuidar – sorri.
- Consegui uma admissão na Universidade do Canadá também, mas papai resolveu que quer ficar por aqui, diz que tem uma razão maior para ficar em Forks, qual será essa razão hein? – me cutucou com o cotovelo gargalhando. Corei rindo com ela.
- Fico feliz por isso, Nessie, sério.
- Eu também, Bells.
Suspirei.
- Preciso ir, estou atrasada e acho que serei demitida se atrasar um minuto mais – ela sorriu.
- Como se isso fosse possível!
- Hei, vou de Aston Martin – dei-lhe uma piscadela jogando as chaves para cima e as pegando no mesmo instante.
Nessie gargalhou e me acompanhou até a escada que dava acesso a garagem. Me entregou a bolsa e bateu com o punho na porta do carro.
- Acho que terei uma conversa com a minha mãe hoje – suspirei. – Sabe o endereço novo dela?
- Não, me desculpe.
Entrei no carro, me ajeite no banco, afivelei o sinto de segurança e tirei os saltos. Girei a chave e o motor potente roncou pronto para dar o seu máximo; voltei a olhar para Nessie que matinha metade do corpo para dentro do carro.
- Então terei que ligar para o meu pai.
- Talvez devesse espera mais um pouco, Edward ainda está resolvendo isso.
- Apesar de tudo eu me preocupo, Bells, ela é minha mãe.
- Eu sei – suspirei. – Vai dar tudo certo.
- Hei, só mais uma coisa – ela sorriu;
- Sim – assenti deixando que ela perguntasse.
- Acha que a Mel...
- Eu não sei Nessie, eu sinceramente espero que aquele exame não tenha sido falsificado. Seria demais para a sanidade do Edward.
- Ok! Obrigada Bells.
Dei de ombros, me ajeitei no carro quando Nessie fechou a porta e dei a partida.
O carro foi pra frente com uma velocidade maior do que estava acostumada a sair de uma garagem. Tinha que tentar me acostumar, era apenas preciso tocar o acelerador para obter a velocidade mínima.
As ruas de Forks estavam vazias, o tempo estava fechado e parecia que iria chover a qualquer momento.
Parei no semáforo dando a oportunidade de uma mulher com um bebê atravessar. Recostei-me no banco, tudo parecia tão mais leve, tão mais claro para mim agora.
Decidi parar na Starbucks e levar um café para Edward e para mim, o café que ele gostava.
Assim que estava com os cafés em mãos estacionei o Aston na garagem na vaga habitual de Edward e segui para o elevador.
Não tinha mais medo de elevador, não depois do dia em que estive com Edward dentro do mesmo.
A porta do elevador ia se fechar, mas um abraço desajeitado impediu.
Rose entrou sorrindo e ofegando, arrumou o cabelo rapidamente.
- Hei, Rose! – sorri a abraçando com um só braço, pois tentava equilibrar os cafés em um só braço.
Rose suspirou arrumando o decote e o cabelo no espelho.
- Hm, você está com uma cara ótima, sua noite foi boa, hein? – cutucou-me com o cotovelo.
Sorri torto não deixando transparecer.
- Sim, tudo terminou Rose, agora sim eu e Edward seremos felizes.
- Finalmente, você mais que merece isso, Bee. Eu e Alice cansamos de ver você lutar por algo e ninguém ver isso.
- Você sabia da Rachel e James? – perguntei curiosa.
- Eu sabia – suspirou apertando a nuca com as pontas do dedo e fazendo uma careta de dor. – Mas eu acho que você não precisava que as pessoas ficassem lhe contando as coisas e piorar tudo.
- Não contou nem ao menos ao Edward? – estava boquiaberta.
- Não, desculpe, mas ele faria o mesmo que fez com você. Ele só acredita nas coisas quando vê com os próprios olhos, é uma cabeça oca.
- Ok – respirei calmamente. – Você só estava me ajudando afinal. – Ela sorriu.
- Sim.
Ouvi o bip do elevador, o mesmo parou no 14° e último andar. Rose me passou seu gloss de morango, sorri aceitando e paramos no meio do caminho.
- Assim – ela apontou para os meus lábios. – Agora muito melhor.
- Obrigado, Rose. Tenha um bom dia.
- Bom dia Bee! – Rose guardou seu gloss na bolsa e caminhou nos saltos até sua sala em frente à de Edward.
Sorri para Bree.
- Oi, Bella.
- Olá, Bree. Edward já está ai? – apontei para a sala de Edward.
- Sim, ele chegou já faz um tempo.
- Legal. Muito trabalho hoje? – Sentei-me em frente ao computador e coloquei o café ao lado, estava esfriando, levaria logo isso para Edward.
- Não muito, mas você tem que passar a agenda do Sr. Cullen, não fez isso na sexta, certo?
- Hã... não mesmo – balancei a cabeça.
- Vou comprar algo para o meu almoço, eu já volto, ok?
- Tudo bem – suspirei arrumando alguns papéis na mesa.
Chequei a agenda atrasada de Edward para hoje e bem ele estava absolutamente sozinho na sala dele.
Peguei os inseparáveis cafés e me levantei arrumando a saia. Caminhei até porta e me atrapalhei com a maçaneta, chutei a porta com a ponta do salto a empurrando com cuidado. Adentrei metade do corpo com um sorriso bobo e vi o cabelo de Edward sendo segurado por mãos que não eram as minhas.
Seus lábios estavam colados em lábios que não eram os meus. Seu corpo estava afastado do dela, mais isso não significava nada.
Senti parte do meu corpo retesar, perdi minhas forças, eu não era obrigada a viver aquilo, a ver aquilo, os copos da Starbucks impactaram com o chão e a única coisa que eu precisava fazer era fugir dali, fugir da dor, da verdade.
- Bella? – ouvi um murmúrio, mas eu estava longe demais, longe demais do mundo para saber quem me chamara.
Abri com rapidez a porta de emergência e desci a escada tão rapidamente, degrau por degrau. Minha respiração sufocada, meu coração doía, pela primeira vez meu coração doía como nunca. Ele batia acelerado, machucado, ferido, sangrava com cada lembrança.
- Bella, me espere – ouvi passos desesperados como os meus, crepitando em cada degrau.
Ainda perdida em minha dor eu comecei a acelerar os passos. Minhas pernas doíam, eu mal conseguia respirar, fechei os olhos murmurando um pedido de ajuda para que pudesse me manter forte até que eu pudesse entender o que estava acontecendo.
- Bella, por favor, me... espere – sua voz não estava muito longe, não tão longe para não ferir meu coração ainda mais a cada palavra.
Eu via tudo passar lentamente a minha frente, cada andar tinha uma placa indicando o mesmo.
Cheguei ao saguão. E não parei de correr, porque eu precisava fugir.
— BELLA – sua voz estava mais próxima, muito próxima.
Quando enfim cheguei do lado de fora ofegante e desci a escada, as pessoas me olhavam de modo estranho, como se tivessem pena, como se soubesse a metade da porra da minha vida.
Parei ofegando forte a procura de um táxi, um alguém, quem quer que fosse que me tirasse daquele pesadelo.
Dei um passo errado, mas braços me seguraram em um abraço.
- Bella, por favor...
Meu coração latejou forte no peito. Minha garganta se fechou em um nó gigantesco, minhas pernas cederiam, meus olhos arderam, mas eu não me entregaria, não agora, não depois de tudo, eu não fracassaria, não me deixaria morrer aos poucos ali... por ele.
- Me solte – disse com a voz rouca, autoritária, com... ódio?
Edward se afastou quando o empurrei, seus olhos chegaram aos meus.
- Meu amor, não é nada do que você está pensando – explicou rapidamente tentando se aproximar novamente. Me afastei.
- Bella, por favor, você não pode...
- O que eu não posso? Porra, o que eu não posso?... Eu... você a estava beijando – minha voz falhou, apoiei-me em meus pés.
- Não, foi ela... Bella... eu juro.
- Você tem noção do que acabou de fazer comigo? Tem a mínima noção do que estou sentindo agora? – suspirei, fechei os olhos sentindo algo arder em meu peito. – Eu fiz tudo, tudo que eu podia para... para não deixar que isso acontecesse. Eu fiz loucuras por que te amo, eu corri atrás, eu te provei, e o que você fez? – apontei para ele. – Nada. Absolutamente nada.
- Bella deixa eu te explicar...
- Você sabe o quanto eu te amo? Ah merda, eu estou apaixonada, porra apaixonada por você e agora... – bati os braços ao lado do meu corpo. – Se isso te faz bem, eu nunca, nunca vou esquecer você, sabe-se lá Deus se saberei amar outro alguém. Por que, Edward? – minha voz agora era apenas um sussurro.
- Bella eu vou te explicar, por favor, vamos entrar? Eu te...
- Não, por favor, se disser essas palavras eu...
- É só a verdade, você tem que me ouvir.
- Eu não posso... não mais. Eu confiei minha vida, meu sacrifício a você e você jogou tudo no lixo. Você ainda a ama. Por que não me disse? Por que não me deixou ir embora enquanto ainda dava tempo. Esperou eu me apaixonar, te amar... sabe quando eu vou conseguir esquecer você? – balancei a cabeça soltando meu coque bagunçado.
Nunca mantive tanta frieza em minha voz. Nunca senti uma dor horrível como essa sem chorar.
- Como assim me esquecer? Você não precisa me esquecer...
- Eu não posso mais, eu não quero mais... não consigo. Porra, ta doendo tanto Edward. Era isso que queria? Ah, talvez eu mereça, não é? Eu pensei que eu estava fazendo tudo certo, eu te amei de todas as maneiras, eu lutei de todas as formas, mas acho que não foi o bastante. Onde foi que eu errei? Por que fez isso comigo? Por quê?
- Bella, por favor, eu te imploro, é tudo um mal entendido, baby se me deixar explicar – Edward colocou as mãos em tom de suplica, se aproximou de novo.
Dei mais um passo para trás, meu coração pulsou se cortando mais uma vez.
- Eu sei que não sou boa o bastante... eu sempre soube.
- Você é, meu Deus, Bella você... só me ouça e se mesmo assim quiser ir embora... – Edward fez um gesto com a mão.
Seus olhos estavam vermelhos, sua voz embargada.
As pessoas que passavam nos olhavam com curiosidade.
Eu não podia mais viver aquilo, não queria mais ser enganada, não queria sentir aquela dor, mesmo sabendo que ela estaria ali para sempre.
- Quando eu te olho... meu coração pulsa feliz, quando você sorri eu sorrio, quando você... quando você diz que me ama... – minha voz falhou, segurei minhas lágrimas. – Era a melhor sensação do mundo, eu me sentia a pessoa mais amada desse fodido mundo, e agora eu não tenho mais nada, eu não sinto mais nada. Você é o meu mundo. Estou dizendo porque você tem que saber. Mas eu não posso mais, eu não quero ouvir explicação, porque eu sei que é verdade, eu vi tudo. Talvez não era para dar certo, talvez o destino tenha achado que eu deveria lutar, te amar e te dizer adeus.
- Bella, não... eu te imploro.
- Eu não posso viver sem você, eu sei que não posso, mas prefiro viver na dor, deixar e esperar um dia ela passar ao viver na dor todos os dias. Nossas vidas é uma confusão, uma mentira, eu não quero me machucar mais, se for possível que isso aconteça. Eu preciso ir e... não há mais nada que eu possa fazer para você me amar como eu te amo.
- Porra, eu te amo mais que tudo nesse mundo, o que eu tenho que fazer para te provar?
- Me deixar ir – engoli em seco. Eu preferia mil vezes levar uma facada do que sentir aquela dor. – E prometer que não vai me procurar, por favor, me prometa.
- Não, eu não vou deixar você ir – ele chorou, deixei ele se aproximar de mim, ele segurou nas minhas mãos. Meu coração vacilou, fechei meus olhos sentindo seu toque. Ofeguei novamente. – Você não pode ir, porra Bella, você é a minha vida, me escuta, por favor?
Me separei dele, dei mais alguns passos para trás, olhando em seus olhos. Suspirei e me virei para dar sinal a um táxi.
- Você disse: Enquanto estivermos juntos – falei tirando o anel que ele me dera na praia, o símbolo do nosso amor. – Acho que aqui é o final – sussurrei. – Acabou Edward. – me agachei e deixei o anel no chão perto de onde estava e corri para o táxi que me esperava.
- Bella, por favor, por favor – pediu vindo atrás de mim.
Fechei a porta e os olhos enquanto Edward colocava a cabeça para dentro do carro.
- Bella, você não pode fazer isso – disse ele. Parecia assustado, uma criança perdida, um homem sem o seu amor.
- Me leve até a rua da Alameda, por favor. – Sussurrei para o motorista.
- Não. – Ele sussurrou.
O motorista deu partida no carro, deixando Edward para trás enquanto ele batia na lataria do carro. Sem olhar para trás fechei meus olhos e me entreguei à dor, sem conseguir derrubar uma lágrima que fosse.
O caminho para casa pareceu uma eternidade, eu não queria pensar em nada, era só eu e minha dor, que se eu parasse para realmente senti-la não era tão ruim, porque eu a merecia.
- Você está bem senhorita? – o motorista perguntou.
- Sim – menti em um fio de voz.
- Chegamos! – Mal percebi que estávamos em frente a minha casa.
Entreguei uma nota de cem dólares a ele. E sai caminhando para casa.
- Hei moça, o seu troco.
Ignorei a voz e entrei em casa, empurrei a porta sem muita força e me deparei com Renée na cozinha.
Eu tinha as esperanças de subir para o meu o quarto e me entregar para a maldita dor, mas ela me chamou.
- Bella, querida, chegou cedo em casa.
- Oi, mãe – disfarcei minha voz rouca.
- Edward te dispensou mais cedo do trabalho hoje?
Meu coração ardeu em mais um corte ao ouvir seu nome.
Encostei-me na bancada, fitei meus pés e brinquei com minhas unhas mal feita.
- Você está bem, querida? – ela parou de cortar os tomates e me olhou nos olhos.
Eu não podia mais ignorar a dor, não aguentava mais.
- Ah mamãe, me abraça – deixe a primeira lágrima escapar e chorei toda a dor nos braços dela, meu Deus, tinha acabado.
- Bella, shhh! Tudo bem, querida, tudo bem... me diz o que aconteceu?
Renée passou a mão em meus cabelos enquanto eu tentava me manter em pé, chorando como uma criança perdida. Eu realmente agora sei o que é chorar.
- Bella?
- Acabou mamãe... – sussurrei entre os soluços. – Acabou tudo mamãe – chorei.
- O que acabou querida? – Renée se afastou um pouco e olhou nos meus olhos.
- Ele não me ama... ele nunca me amou.
- Ah, Bella, por favor, não chore filha. – Renée voltou a me abraçar.
- Por que dói tanto, mamãe? Eu me sinto... como um nada.
- Shhh.
- Deus, eu não posso viver, eu não consigo – falei entre o choro, lágrimas e mais lágrimas emergia meus olhos molhando a blusa de Renée.
- É claro que pode, vai dar tudo certo, Bella.
- Não, nada deu certo.
- Renée? – Charlie apareceu na cozinha.
- Oh Charlie, deixe-nos sozinhas, ok?
- Não. O que foi Bells?
Não respondi, soltei-me dos braços de minha mãe subi as escadas correndo para o meu quarto.
Fechei a porta e me entreguei à dor mais horrível que já senti na vida.
Edward’s Pov
Vê-la ir embora era a pior coisa que poderia me acontecer. Aquilo não estava acontecendo, eu não queria acreditar. Não por minha culpa. Eu não podia acreditar que havia perdido a Bella.
Peguei o anel do chão e segurei com força e chorei me sentindo um pedaço de merda sem poder fazer nada.
Eu a havia perdido, Bella não queria mais me ver. Havia acabado tudo. Deus, eu não podia viver sem ela.
Voltei para casa naquela tarde, eu precisava ouvir a voz dela, eu precisava fazê-la ouvir, eu não tive culpa, ok, eu sou um completo de um filho da puta, mas eu a amo.
Ela não atendia a nenhuma de minhas ligações, perdi a conta de quantas vezes tentei ligar para ela, perdi a conta de quantas mensagens eu mandei.
Eu estava desesperado, precisava ouvir sua voz, precisava me explicar mesmo se ela não perdoasse, eu precisava dela.
Estacionei o carro na vaga de Charlie bati na porta de sua casa freneticamente.
- Charlie – falei sem fôlego, meus olhos deveriam estar inchados.
- O que você quer Edward?
- Bella, eu preciso falar com ela, por favor.
- Hm... ela não está – ele suspirou. – O que você fez com a minha filha?
- Eu a magoe, de novo – confessei. – Mas eu preciso fazê-la entender.
- Ela está dormindo, Renée teve que dar um calmante para ela.
- Deus... eu me sinto a pior pessoa desse mundo – puxei meu cabelos, chutei a pedra descendo as escadas, Charlie venho atrás de mim.
- Ambos estão com a cabeça quente, tente conversar com ela outro dia.
- Charlie, eu a amo, de verdade. Não sou nada sem ela... ela precisa entender que... não foi minha culpa. Ela é tudo para mim...
- Ok, Edward. Mas agora ela está muito mal, não acho que vá querer te ouvir agora, volte para casa, descanse, pense e depois ela te procura.
- Não, ela disse que acabou, Charlie.
Ele suspirou.
- Vá para casa, Edward.
- Ok – suspirei derrotado e entrei no carro
Fiquei ali parado por 30 minutos, eu não sabia como sair dali sem dizer a ela a verdade, porra ela tinha que me ouvir.
Nunca chorei tanto como naquela noite e decidi que não ia embora, uma hora ela iria sair e eu iria falar com ela.
Passaram-se algumas horas, três ou quatro, e com um último soluço me entreguei ao sono entrando em um sonho horrível.
Continua...
Notas finais
Eu sei que esse capítulo foi mega tenso, não sei se vocês se emocionaram como eu, mas...
E espero sinceramente que vocês não abandonem a fic agora, pois estamos na reta final e essa separação tinha que acontecer. Não é algo definitivo, ta?
Não me matem e nem me abandonem agora, ok? No capítulo anterior eu senti a fúria de vocês, kkk sério muitas estão me odiando eu sei.
Só não deixem de comentar e me acompanhar agora que estamos no fim.
Espero que tenham gostado do capítulo e ignorem os erros, pois ainda continuou sem uma beta. vdd.
Amo vocês, obrigada por todo carinho e apoio.
Até o próximo.
Bjos da LSCullen
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