A Namorada Do Meu Filho
33 Frente á frente.
Notas iniciais
POV Christian.
Talvez eu já devesse preparar a minha sentença de morte, pois era exatamente isso que Ray vai querer fazer, me matar, me matar por amar a sua filha, me matar por querer faze-la feliz, ou então, ele realmente tente entender que eu a amo de verdade e estou disposto a largar tudo para ficar com ela, somente com ela, mas ainda assim é mais provável que ele me mate.
O jantar seria hoje, a conversa de Ray e eu também, eu torcia para não acabar em briga ou morte-Tudo bem agora estou exagerando. — mas é que eu realmente não seu o que sou capaz de fazer se Ray não deixar que eu namore e viva em paz com Anastásia, já não basta de Elena no meu pé. Não quero ter Ray, assim como não quero que Anastásia vire inimiga do pai por minha causa, já não basta eu, que sou inimigo do meu próprio filho, tudo por causa daquela cobra por qual eu convivi durante anos.
Com certeza eu esteva vivendo e dormindo com inimigo, mas nunca fui inteligente o suficiente para me dar conta.
Eu precisava mostrar segurança, firmeza, alta-confiança, e acima de tudo, o meu amor por Anastásia para Ray, ainda tinha que conquistar tudo isso também de sua mãe, mas algo me dizia que dela seria mais fácil, Anastásia nunca me disse nada de sua mãe ter um gênio difícil como tem seu pai, talvez se ele e eu não fossemos rivais no negocio isso não estaria acontecendo.
Tomei um pouco do meu suco de laranja, e comi algumas torradas, hoje eu iria para minha empresa, eu já tinha ligado para meu advogado e avisado para ele ir para a empresa resolver questões do meu divorcio com Elena, não seria fácil com que ela assinasse, mas eu pouco me importava, eu vou qualquer coisa em últimos casos, ir por meio do litigioso, não importa se isso irá fazer mal a minha imagem, agora mais nada importa.
Eu ainda preciso falar com Anastásia, eu preciso de sua ajuda para conquistar a sua amizade novamente, eu não quero passar o resto da minha vida sem falar com meu filho, eu quero que ele saiba toda a verdade, e entenda o meu amor, o amor que sinto por Anastásia e por ele.
Respiro fundo levantando da mesa, pegando a minha pasta, meu paletó, e as chaves do Audi, já tinha dispensado Taylor, hoje iria sozinho para a empresa.
[...]
Chegando à empresa, cumprimentei todos, pelo menos para eles, eu tenho que parecer bem, e logo Andrea foi me recebendo em pé, esperando por minha chegada.
–Olá senhor Grey. — Ela me cumprimenta.
–Olá Andrea. — Eu a cumprimento.
–O seu advogado, senhor Johnson já lhe espera na sua sala. — Ela me comunica.
–Okay Andrea, muito obrigada por avisar. — Eu agradeço, e ela arregala um pouco os olhos. — Ah e Andrea, se alguém ligar anote o recado que for, e se alguém quiser entrar não permita até eu terminar a minha conversa com o senhor Johnson está bem?- Eu pergunto.
–Sim senhor. — Ela responde, e eu viro as costas entrando em meu escritório, e vendo o senhor Johnson sentado no sofá da minha sala, me esperando, assim que ele me vê, ele se levanta imediatamente.
–Olá senhor Grey. — Ele me cumprimenta.
–Olá senhor Johnson. -Eu o cumprimento.
–Trouxe a papelada do divórcio para o senhor assinar. — Ele me comunica.
–Que bom senhor Johnson, eu não via a hora. — Eu confesso, me pegando sorrindo, ali nas mãos daquele advogado estava os papeis que me deixariam livre, livre para Anastásia.
–Bom Christian, você como quiser pode assinar os pápeis agora, mas tudo depende de sua esposa, Elena. — Ele diz.
–Ex-esposa Johnson, por favor, se refira á ela dessa maneira, não quero ter mais nenhum vinculo com ela. — Eu peço.
–Bom Christian, você pode falar dessa dela dessa maneira, mas legalmente ela ainda é a sua esposa, a não ser claro que você assine e ela não, mas podemos claro ir por meio do litigioso, será mais difícil, mas nem tanto, porque ambos sabemos que o juiz irá lhe conceder o divórcio. — Diz Johnson.
–Isso me deixa muito feliz, feliz em saber que Elena não pode me prender á ela. — Eu confesso.
–Sim Christian, ela não pode te prender, mas pode tirar boa parte de sua fortuna. — Ele me avisa.
–Não, isso não, quem terá direito a minha fortuna será Teddy, meu filho, e de meu outro filho.- Eu digo.
–Outro filho? — Pergunta Johnson.
–Sim, infelizmente Elena está grávida. — Eu respondo.
–Bom Christian, sua herança sempre será dos seus filhos, mas não se esqueça que você e Elena se casaram por meio de comunhão de bens, então se houver uma separação metade tem que ser dela. — Ele diz me explicando.
–Menos a minha empresa, a minha empresa jamais pertencerá a Elena. — Eu aviso.
–Não, a empresa não. — Ele diz, e eu suspiro com alivio. -Mas Christian, antes de mais nada eu tenho que te fazer uma pergunta, e você terá que ser sincero. — Johnson me diz.
–Pode fazer a pergunta, eu prometo que vou ser o mais sincero que posso. — Eu digo.
–Bom Christian, você já traiu Elena? — Pergunta Johnson, e eu respiro fundo antes de responder.
–Sim, muitas vezes, com minha secretária, ou ás vezes com mulheres pagas, prostitutas, mas eu me apaixonei Johnson, eu realmente me apaixonei, por Anastásia, a ex-namorada do meu filho. — Eu confesso, e a boca do advogado Johnson se abre.
–E você teve relações com ela, quando ainda era casado? — Pergunta Johnson.
–Sim. — Eu simplesmente respondo.
–E Elena sabe disso? — Ele pergunta.
–Sim. — Eu respondo monossilábico.
–Christian, isso complica tudo, mas ela tem provas? — Ele pergunta.
–Não, bom, pelo menos eu acho que não. — Eu respondo.
–Isso é bom, mas precisamos saber e ter certeza se ela realmente não tem provas da sua traição. — Ele diz.
–Hoje mesmo irei começar á fazer pesquisas sobre isso. — Eu digo.
–Ótimo, mas esse não é o único problema. — Ele diz.
–Como assim? — Eu pergunto.
–Ela pode muito bem usar Theddy para depor, e se Theddy depor algo contra você Christian, ela terá mais chances de vencer e ganhar muito mais que a sua metade pelo casamento. — Ele responde.
–Mas, o que eu faço? — Eu pergunto.
–Faça com que Theddy não fique contra você Christian. — Responde Johnson.
–Impossível Johnson. — Eu comento.
–Por quê? — Ele pergunta.
–Porque ele já está contra. — Eu respondo, e o advogado Johnson apenas bateu em minhas costas, como uma forma de dizer.
"Você está fodido".
[...]
Depois de muitas horas na empresa trabalhando, com a cabeça á mil, eu paro para finalmente poder voltar ao Escala, tomar um banho, e ir jantar com Anastásia, e seus pais, meus mais novos sogros.
Assim que chego no Escala vou direto tomar um bom banho, e arrumar um terno bom, e apresentável, eu quero estar totalmente apresentável para conhecer os pais dela, não que eu nãos os conhece-se, mas sim que eles vissem que eu a amo, e sou o cara certo para ela, o cara que vai casar com ela, e trata-la da devida forma, de como ela merece.
Mas o menos e o nervosismo aumentam na medida do que o tempo vai se passando, eu passo um pouco de perfume, e pego as chaves do meu Audi, pronto para o jantar.
[...]
Cheguei à casa de Anastásia, vendo as luzes da frente da mansão acessas provavelmente todos me esperando. Passei as minhas mãos na minha calça para retirar o excesso de suor que ali estava eu não quero estar nervoso, eu queria estar me comportando como um verdadeiro homem, sem medo, mas eu não conseguia.
Merda! Eu sou mesmo um covarde!
Como eu quero falar com o meu futuro sogro, o pai da mulher que eu amo, quase me borrando nas calças? Eu pensei que seria fácil, rápido, falar com Ray, mas eu tenho que manter em minha mente que ele não é fácil de lidar.
Andei até a grande porta da mansão, e toquei a estrondosa campainha, em vez da empregada, quem me atendeu na porta foi Anastásia, que estava como sempre linda, e maravilhosa com um vestido curto verde-claro, é tão bom olhar para o seu rosto tão jovial, tão belo, o seu rosto de menina, e ao mesmo tempo o seu corpo de mulher, Anastásia em duvida me desconcentra e me faz nem que seja por um milésimo de segundo, esquecer os problemas do mundo.
O vestido verde-claro dela ia até o meio de suas coxas, revelando as suas belas coxas e suas belas pernas roliças e torneadas que somente de olhar me levam a loucura.
O vestido é de tecido em baixo, e renda por cima, ele é de mangas compridas, e para realçar a sua cintura fina, Anastásia colocou um cinto da mesma cor que o vestido, os sapatos de salto alto pretos, e os cabelos soltos e rebeldes, sendo livres.
–Boa noite Christian. — Ela me cumprimenta vendo o meu olhar nada discreto sobre ela, ela morde os lábios e eu suspiro, na maioria das vezes eu tenho que ter um bom autocontrole para não atacá-la.
–Boa noite baby, você está maravilhosa de tão linda. — Eu a cumprimento e a elogio.
–Obrigada. — Ela agradece. -Está pronto?- Ela pergunta.
–Vou lhe confessar que não muito, mas estou firme em relação á tudo que quero dizer á ele. — Eu digo, e ela suspira, me abraçando de maneira que só ela faz, me reconfortando.
–Vai ficar tudo bem, você vai ver. — Ela diz.
–Com você no meu lado, sempre vai dar tudo certo. — Eu digo com sinceridade, e dou um selinho em seus lábios que estão pedindo por isso, ainda mais que eu.
[...]
Chegamos á sala de estar de Anastásia, e lá se encontrava o seu pai, e a sua mãe, eu apertei a mão de Anastásia fortemente quando senti o olhar de Ray sobre mim, um olhar que me gelou, infelizmente me deu medo.
Ele me olhava de cima para baixo, me avaliando, ele ainda arqueava a sobrancelha, e eu podia jurar em seu olhar que havia ódio, e fúria, eu torcia para que esse ódio não fosse direcionado á mim, mas era obvio que era, ele jamais iria direcionar esse olhar para Anastásia.
Aproximamos-nos deles aos poucos, assim que fiquei frente á frente á ele, tornei minha postura mais séria e firme, me tornando aquele Christian Grey que eu sou na empresa, frio, calculista, firme e decidido, sem ninguém conseguir intimidar.
–Boa noite Ray. — Eu o cumprimentei.
–Boa noite Grey. — Ele me cumprimentou utilizando meu sobrenome, e algo me dizia que isso não era nada bom.
–Como o senhor está? — Eu perguntei com educação.
–Estou bem, na medida do possível, e você? — Ele perguntou.
–Eu estou bem também. — Eu respondo firme e forte, e direciono minha cabeça para olhar para a sua mulher, mãe de Anastásia, Carla. -Boa noite senhora Steele. — Eu a cumprimento.
–Boa noite senhor Grey. — Ela também me cumprimenta com educação.
–Me chame de Christian. — Eu peço, para conquistar pelo menos a amizade da mãe de Anastásia.
–Então eu faço questão que você me chame de Carla. — Ela pede, e eu sorrio, algo me dizia que a mãe de Anastásia eu tinha ganho, ela parecia gostar de mim, e isso fez meu coração pular, se ela gostava de mim, então agora só faltava o pai, o mais difícil.
–Grey. — Ray me chame.
–Sim senhor Steele? — Eu pergunto.
–Vamos para meu escritório, antes do jantar, eu quero ter uma conversa com você de homem á homem, ou melhor, frente á frente. — Ray diz, e dessa vez quem aperta a minha mão com força é Anastásia.
E eu pela primeira vez naquela noite, não me deixo intimidar.
Continua...
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