A Nação

2 Um pequeno Começo


“AAAAAAAHHH”

acordei e cai da cadeira aonde estava sentado junto com o grande sábio de Zeus, vulgo “sacos de ossos” por ser mais velho que a própria história, a grande biblioteca de Zeus me fascina e muito por sua grande estrutura quadrada com um teto banhado a ouro e em cada canto do teto havia uma estátua carregando nas costas, as paredes eram todas feitas de mármore e com detalhes desenhados em azul levanto até o chão aonde é apenas vidro e por baixo gigantescas engrenagens de bronze girando, me pergunto até hoje como fizeram essa “bagaça” de lugar encantador e lindo, estava sentado em uma sala que apenas é feita para o sábio aonde sempre ouvia as suas histórias loucas que me conta, sempre com um olhar de fascinação e alegria, e ele sempre com cara de cansado mas com um sorriso no rosto, mas hoje em especial estava com uma cara de preocupado e inquieto:

– Sidnney, você precisa prestar mais atenção a coisas a sua volta, você dormiu mais uma vez em minhas histórias. Disse o Sábio com um olhar sério para mim.

– Ahn?! Eu?! Ah desculpa senhor mais uma vez, mas poxa contar histórias sobre essa nação já tá tão chato, você está há quase uma semana falando sobre isso.

– Eu sei criança, mas o céu esta fechando sobre nós, vamos entrar em uma fase difícil e assustadora se alguém não fizer nada, não sei se a nação irá continuar por mais temp..

–Opa! opa opa opa! Como assim velho?! Estamos firmes e fortes há séculos como você já falou antes! Não tem como nada acontecer!. – Falei o interrompendo indignado.

Ele me olhou como se estivesse cansado de ouvir aquilo, andou por sua sala com sua bengala e parou enfrente a grande vidraça que tinha em sua sala, virada ao por do sol que dava tons de dourado aos ceus, e disse:

– Sid tudo vai mudar, sangue será derramado, uma enorme catástrofe está por vir. Disse ele com um tom sério e amedrontador, e no fundo nuvens de tempestade formavam no fundo tampando o céu caloroso para um tom desagradável e apavorante.

– VOCÊ AO MENOS ESTA PRESTANDO ATENÇÃO?! -Trovejou ao perceber que eu estava mexendo em um mostruário com uma camiseta laranja dentro.

–Sim, sim. Desculpa senhor eu vi isso e fiquei curioso, o que é isso? Porque guarda uma velha e estourada camiseta “NUM QUADRO?!” Perguntei indignado com a estranha decoração.

– Isso? Ah, isso é uma coisa que encontrei perto ao grande portão negro uma das criaturas que de lá saira levava como um estandarte.

–O que?! Você foi ao grande portão negro?! Santo Zeus! Dizem que é perigoso por lá e fechado ao publico, apenas os soldados de Arium podem entrar naquelas áreas.

– Isso é uma história para outro dia garoto, agora vá para casa esta ficando tarde e uma tempestade está vindo, mande um beijo a sua mãe por mim.

– Ok, obrigado por mais um dia ó grande sábio de Zeus! Ele me olhou com uma cara de “sério mesmo que você falou isso?” e sai rindo, mas logo meu sorriso cessou ao pensar no que aquele velho disse como assim catástrofe? Oque ele quis dizer com aquilo? Como ele foi aos portões negros? Essas perguntas ficaram martelando em minha cabeça por enquanto andava para fora da biblioteca de Zeus.

Sai da biblioteca e a tempestade já estava sobre a cidade e pessoas, sátiros, ninfas estavam correndo da chuva que já caia sobre eles e sobre mim, tirei meu guarda-chuva e abri e fui andando ainda com as mesmas perguntas na cabeça até o portal para Hefestus.

Notas do Grande Inventor:

Os portais entre as grandes cidades são grandes estruturas em forma de arcos gigantescos com portões de ferro reforçado para caso algum “imprevisto” aconteça e fecharem as cidades para não piorar a situação. Foram também criados para facilitar o comércio entre as cidades e o trânsito de pessoas, carros e tudo quanto é porcaria que esse povo inventa.

Cheguei a Hefestus com a mesma tempestade judiando sobre a grande cidade indústria, andei pelas ruas desérticas e escuras aonde pobres ciclopes corriam para achar um cantinho para abrigar da chuva, andei um pouco a mais e avistei um cartaz que dizia:

A GRANDE PARADA DE ARIUM É AMANHA! NÃO HÁ COMO PERDER, NÓS GARANTIMOS ISSO!

Olhei feliz para o cartaz aquilo tirou as perguntas na minha cabeça e no lugar colocou um ar de alegria e ansiedade em mim, pelo meu amor a grande cidade de Arium que sempre nesta data fazia essa parada militar para comemorar a grande entrada de seu novo ditador.

– Esses porcos de Arium não valem nada! -Um cidadão disse ao passar por mim.

– Hey! Eles não são porcos, é um povo muito respeitoso e além de que são eles que garantem a nossa segurança! -Gritei ao homem que subia a rua.

– Sabe de nada, inocente! Vai dormir desgraça! -Gritou o homem de volta sem olhar para trás e mostrou o dedo do meio para mim.

Olhei estranho para o homem, mas logo esqueci e continuei a minha rota até minha casa.

Depois de um tempo cheguei ao jardim de minha casa aonde havia dois andares, não era muito grande, dormia no sótão junto com a minha pequena oficina aonde treinava em ser um grande ferreiro para ajudar a minha mãe que estava de cama á um bom tempo, mesmo sendo pequena a casa tínhamos quatro ciclopes serviçais: David, Calvin, Steve e Jack que cuidavam da minha mãe e de mim, minha mãe dizia que são os servos mais leais que meu pai, no qual o nunca vira, tinha em toda sua vida até desaparecer sem deixar se quer algum rastro.

Entrei em casa com David me dando as boas vindas os outros ciclopes estavam com minha mãe cuidando dos projetos dela e de meu desaparecido pai, nunca soube o que eram esses projetos, mas nunca fui muito adiante com esse assunto com ela. Subi as escadas até o sótão aonde se podia ver uma forja, uma mesa de metal aonde projetos meus de armas, peças de automatos que tentei transformar-los em robôs de combate, mas tudo sem sucesso, uma chaminé no centro e um criado mudo com livros que peguei emprestado do Sábio, mas nunca devolvi, que lia sobre armas, armaduras, amuletos mágicos que os antigos deuses supostamente espalharam por esse mundo em que vivemos para serem usados para conquistar a nossa grande vitória sobre o “exercito de fora”.

Muitos não acreditam que essas coisas existam de verdade, deuses e armas mágicas. Mas eu acredito que tudo isso exista, me chamam de louco por isso, mas sei que não sou louco! ELES EXISTEM!

Após deixar minhas coisas no quarto desci para tomar um banho e vi minha mãe conversando com Calvin sobre o que fazer de janta, ele deu uma ideia de cabrito frito com um óleo de golfinho dos montes frios do norte, ele NUNCA foi bom em dar ideias por isso sempre toma conta da limpeza da casa.

Minha mãe após mandar Calvin limpar alguma coisa virou com um ar de preocupação e disse:

Mãe: — Filho, onde esteve o dia inteiro?! Você sabe que preciso de toda ajuda possível para ajudar na casa e tudo!

– Eu sei mãe, estive conversando com o Sábio...- Falei olhando para o teto.

Mãe: — Ah, de novo com o esse sábio Sidnney?! Você sabe que eu não gosto que você ande com ele, dizem que ele enlouquece as pessoas com suas histórias loucas! Não quero mais você falando com aquele velho louco mais ok? Berrou com um tom de ameaça e raiva.

– Ok mãe não falo mais com ele, mas ele falou de uma coisa que atormenta até agora, ele contou sobre uma catástrofe que ocorrera sobre nós, você sabe algo sobre isso?- Perguntei para ela.

No mesmo instante os olhos de minha mãe dilataram olhando para mim, sua expressão era de medo e angústia total, nem seus olhos castanhos escuros se mexiam de medo.

– Vou para o meu quarto Sid, até mais peça pro David cozinhar algo para você, a minha doença parece que atacou. –E ela falou encerrando totalmente a conversa no lugar.

Mais tarde após jantar deitei em minha cama, olhando para o teto pensando em tudo o que ocorreu sobre esse dia maluco, a expressão de medo de minha mãe que nunca tinha visto na vida, e o mais importante, que catástrofe é essa que vai cair sobre nós?!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.