A Múmia e o Vampiro
6 Capítulo 6
Before I learned her name
Antes de saber o nome dela
We were already asleep
Já tínhamos adormecido
When I woke up in my coffin
Quando eu acordei em meu caixão
She was nowhere to be seen
Ela tinha desaparecido
Acordei com o barulho do telefone tocando na sala. Cutuquei Joshua para acordá-lo para ele ir atender, já que minha preguiça era grande demais.
– Joshua, acorda.
– O que é Alec?
– Vai lá atender ao telefone.
– A gente tem secretária eletrônica, esqueceu? Seja lá quer for, que deixe o recado.
– Joshua, seu preguiçoso.
– Só eu né Alec? — Rimos.
O telefone tocou ate a secretária eletrônica atender. Ela fez um som parecido com um "bip" e deixaram o recado. Reconheci Shane pela voz: "Joshua e Alec, sei que vocês estão com preguiça para atender o telefone. Só liguei para avisar que não teremos ensaio hoje, já que a previsão do tempo disse que vai nevar um pouco. Até mais."
– Nossa, até ele acha que somos preguiçosos.
– Pra você ver Alec como a gente demonstra isso claramente. Agora vamos dormir mais um pouco, vem cá.
Aproximei-me dele para nos abraçarmos novamente, durante a noite tínhamos desfeito o abraço da noite anterior. Senti sua respiração quente em meu pescoço, enquanto ele remexia com os dedos meu cabelo.
– Joshua vamos fazer alguma coisa depois?
– Que tipo de coisa Alec?
– Não é nada disso que você está pensando, B.
– E o que eu estou pensando Alec? — Sussurrei ao seu ouvindo, ele arregalou os olhos quando se afastou um pouco para olhar para mim.
– Bem, podemos ficar em casa já que vai nevar. Não estou a fim de sair lá fora pra ficar doente.
– Nem eu. Vamos ficar debaixo do edredom porque está bom demais.
– Depois eu que sou o pervertido. — Ele falou em tom engraçado que me fez rir. Dei um cutucão nele que fez ele se mexer um pouco.
– Quem mais poderia ser?
– Não sei. A única coisa que sei é que você é um tarado. No dia em que eu fui à casa do Spencer e encontrei o Jon por lá, ele falou que você estava no ponto de ter relações sexuais com um coqueiro.
– Ele disse isso? — Confirmei e ele começou a rir. — O Jon vai me matar de tanto que dou risada.
– E eles disseram outra coisa também.
– E o que foi que eles disseram?
– Que eles estavam tentando juntar a gente a um bom tempo, que você acabou percebendo isso e mesmo assim preferiram insistir.
– E a persistência deles não deu certo?
– Deu e fico feliz por isso.
– Vou pegar uma garrafa de vinho pra gente. okay? — Ele desfez o abraço e foi ate a cozinha pegar uma garrafa de vinho pra gente. No começo fiquei com receio dele ter feito essa pergunta e com medo de que ele tivesse outra recaída. Não queria que seu esforço fosse em vão. Ele voltou com a garrafa e duas taças, usou o saca rolhas para abrir já que ele era desprovido de músculos e não tinha força para tal coisa, eu então nem se fala. Eu prefiro ele assim, magro.
Encostei-me na cabeceira da cama, ele me entregou uma taça e me serviu e se serviu logo em seguida. Sentou-se do meu lado na cabeceira, e colocou a garrafa entre as suas pernas. Ele olhou para mim, fazendo-me um pedido com um olhar, eu sabia o que ele queria. Entrelaçamos nossos braços e bebemos nosso vinho, depois nos beijamos.
– Você sabe que quando a bebida entra, a verdade sai né Alec.
– Sei, mas não vai adiantar de nada já que eu te falo a verdade. Esse método vai funcionar direitinho com você.
– Credo Alec, como você pode duvidar de mim? Até parece que eu já te contei alguma mentira.
– Quer que eu comece a listar? — Ele fez bico e começamos a rir de nos mesmos. Tudo não passava de uma brincadeira. É tão bom poder curtir esse lado engraçado dele. É tão bom estar com ele. O dia foi favorável e passamos o dia inteiro debaixo do edredom.
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